(Major-General Carlos Branco, in Jornal Económico, 12/02/2026)

A experiência de junho de 2025 e janeiro de 2026 já devia ter levado a perceber a ausência de sentido de uma intervenção militar estrangeira para provocar uma mudança de regime no Irão. A mudança tem de vir de dentro.
Gosta da Estátua de Sal? Click aqui

O ataque israelo-americano, em junho de 2025, ao Irão e as recentes ameaças norte-americanas de decapitar o regime iraniano, não passam de mais um capítulo de uma longa série de peripécias iniciadas, em 1979, quando o Xá Reza Pahlavi foi deposto pela revolução islâmica, e instaurado o regime dos aiatolas.
As autoridades norte-americanas têm disfarçado os motivos dos seus intentos. Oficialmente, as suas ações são beneméritas e visam promover a democracia, a libertação dos iranianos de um poder opressor e maléfico e, assim, altruisticamente, trazerem-lhes a paz e o progresso. Têm contado nesta campanha messiânica com o apoio de múltiplas caixas de ressonância na Comunicação Social, que, de uma forma mais ou menos voluntária, se tem prestado a difundir e a amplificar o logro.
O regime iraniano sofre de vários problemas, sobejamente conhecidos, cuja resolução terá de ser encontrada pelos próprios iranianos, não por Washington, Telavive ou por qualquer outra entidade estrangeira. Afegãos, iraquianos, líbios e sírios, entre outros, sabem do que falo.
A cruzada, acicatada por Telavive, não visa libertar o povo iraniano do jugo opressor dos aiatolas. O objetivo é bem mais pragmático: colocar no poder alguém manipulável que facilite a Washington e a Telavive a concretização dos seus desígnios estratégicos e económicos.
O problema deixaria de estar no regime, se os recursos minerais do país fossem privatizados e entregues à exploração de companhias norte-americanas. Washington viverá muito bem com isso, como viveu no tempo do Xá, de cuja polícia política os mais velhos ainda se recordam e têm bem presente.
Os aiatolas cometeram o “erro” de nacionalizar as empresas petrolíferas estrangeiras que operam no Irão. Deviam ter aprendido com Mohammed Mossadeq, o primeiro-ministro iraniano eleito democraticamente e deposto, em 1953, por um golpe de estado patrocinado pelo MI6 e pela CIA, por ter cometido o “horrível crime” de privatizar as empresas petrolíferas estrangeiras.
Não terá sido a incomodidade com o regime político em Bagdade que levou Washington a financiar a guerra de oito anos, de Sadam Hussein contra o Irão, e a fornecer-lhe armas químicas. Como não terá sido, também, a incomodidade com o regime dos aiatolas que levou elementos próximos da Administração do presidente Ronald Reagan a vender-lhes – secretamente – equipamento militar para financiar os “Contra”, na Nicarágua.
Como também não terá sido o desconforto com o regime que levou os EUA a colaborar intensamente, e com grande proximidade, com Teerão para derrubar os Talibã, em 2001. Como também não houve embaraço e falta de pruridos por parte do presidente George Bush para classificar Teerão, em 29 de janeiro de 2002, como pertencendo ao “Eixo do Mal”, e passados alguns meses lhe pedir novamente ajuda no planeamento da operação militar que levou ao derrube de Saddam Hussein, em 2003, o mesmo que tinha ajudado na década de oitenta do século XX contra o Irão. Apesar de receosa – presença de contingentes norte-americanos significativos nas suas fronteiras Oeste e Leste – Teerão lá teve de ceder, temendo uma retaliação pela sua “ousada” desobediência.
Camuflar as suas verdadeiras intenções com o programa nuclear não passa de engodo para tolos. O Irão cumpria rigorosamente o acordado no Plano de Ação Conjunto Global (JCPOA), conhecido como “acordo nuclear iraniano”, em 2015, quando os EUA o abandonaram unilateralmente, em 2018, durante o primeiro mandato do presidente Donald Trump, o que mostrou a Teerão que o cumprimento integral do Plano e a cooperação sem precedentes com a Agência Internacional de Energia Atómica, não eram suficientes para garantir a sua segurança.
Particularmente exasperante é o facto de existirem soluções para o “problema nuclear” iraniano e todos saberem quais são: a empresa nuclear estatal da Rússia, Rosatom, mostrou disponibilidade para assumir a gestão e a supervisão do enriquecimento limitado de urânio iraniano destinado a fins não militares, no Irão, assegurando que o enriquecimento permanece dentro dos limites (3,6%); ou, a criação de um consórcio de enriquecimento de urânio que envolva o Irão, a Turquia, o Egito, a Arábia Saudita, os Estados árabes do Golfo Pérsico e as principais potências globais. Este segundo modelo tem ainda a vantagem de permitir ultrapassar as preocupações existentes quanto à proliferação nuclear na região, salvaguardando ao mesmo tempo o acesso igualitário à tecnologia nuclear para fins pacíficos. Nenhuma destas soluções, ou quaisquer outras, interessa a Washington, uma vez que não pretende resolver o “problema”. A sua resolução esvaziar-lhe-ia o pretexto para a ação militar, que Telavive tanto anseia.
E agora?
Têm sido muitas as iniciativas diplomáticas, em particular as regionais, para convencer Trump a não se envolver numa guerra com o Irão. Excluem-se deste leque as de sinal contrário, promovidas por Israel e pelo bloco sionista em Washington, instalado na Administração e no establishment político norte-americano.
Para conversar com Teerão, Washington apresentou três exigências fundamentais. O Irão tinha de abandonar o seu programa nuclear, reduzir as suas forças de mísseis (em alcance e em número) e deixar de apoiar os seus proxies, um ultimato frontalmente rejeitado. Contrariando Washington, Teerão resistiu às ameaças norte-americanas e mostrou-se disponível para falar apenas sobre um ponto: o programa nuclear, o enriquecimento de urânio e o potencial levantamento de sanções. Os EUA cederam na agenda e delegações dos dois países encontraram-se em Omã, sob mediação do ministro dos Negócios Estrangeiros de Omã, no dia 6 de fevereiro, em Mascate. Acordaram em continuar a negociar, o que significa ausência de progressos. A inclusão do programa nuclear na agenda da reunião vem comprovar a farsa que foi o ataque às instalações nucleares iranianas em Fordow. Ao contrário do alardeado por Trump, o programa nuclear iraniano não foi “completa e totalmente destruído”. A ter sido, não faria sentido considerá-lo agora um tema a negociar.
À última hora, os EUA introduziram na agenda a interrupção do fornecimento de petróleo à China. Algumas horas após o fim da reunião, Trump assinou uma ordem executiva em que os Estados Unidos imporiam tarifas de 25% a qualquer país que fizesse negócios com o Irão. É difícil ver como é que vão impor essa decisão à China ou à Índia.
Trump encontra-se sob uma enorme pressão política. Paradoxalmente, o Irão encontra-se numa posição vantajosa à mesa das negociações. As hipóteses de uma vitória militar norte-americana sobre o Irão não são risonhas. Relembramos a “vitória” de Washington contra os Houtis, do Iémen, em março-maio de 2025. Acabariam por retirar após sete semanas de bombardeamentos, a perda de três caças F-18, de sete drones MQ-9 Reaper, e o porta-aviões Eisenhower danificado.
Assistimos, entretanto, a uma alteração significativa do discurso de Teerão relativamente a um novo ataque dos Estados Unidos. O Irão parece não se sentir ameaçado. Desta vez, a resposta não será simbólica; será imediata, total e sem precedentes, dando crédito às autoridades iranianas. A resposta concentrar-se-á em Israel, visando o coração de Telavive, de modo a quebrar a sua capacidade de dissuasão e a expor a ilusão de invulnerabilidade do território israelita, já afetada na guerra de junho de 2025, apesar das tentativas para o encobrir.
Um ataque norte-americano “limitado” tornou-se uma ilusão. Teerão sabe que os EUA aguentam um combate intenso, mas que terá de ser de curta duração. Correm riscos elevados numa guerra de atrição prolongada. Ao que se acrescenta o facto de os Estados Unidos não poderem usar os aliados regionais como plataforma de lançamento para atacar o Irão, por aqueles terem proibido as aeronaves norte-americanas de sobrevoarem o seu espaço aéreo.
Não se está a menosprezar o brutal poder de fogo e capacidade militar norte-americana, mas tão somente a interrogar se será suficiente para incapacitar uma grande potência militar como o Irão e evitar retaliações. Sem esquecer que a televisão iraniana mostrou um vídeo com o sobrevoo do porta-aviões Abraham Lincoln por um drone iraniano. Sem omitir a não desprezível capacidade iraniana em mísseis balísticos, de cruzeiro e hipersónicos, capazes de atingir bases americanas no Qatar, Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Bahrein e locais na Jordânia e Omã, assim como derrubar os navios e o porta-aviões norte-americano.
Nos últimos seis meses, o Irão tem-se preparado intensamente para esta guerra que está para acontecer, tendo conseguido restaurar a produção em larga escala de mísseis, as infraestruturas subterrâneas foram aumentadas e há rumores de terem sido testados novos mísseis e armas. A decisão de Trump em atacar deverá também levar em conta o recente pacto estratégico assinado entre o Irão, a China e a Rússia, e o facto de Pequim ter deslocado para o Irão radares com capacidade para identificar aeronaves furtivas, como os F-35 e os B-2. Os EUA terão de enfrentar a tecnologia chinesa, o que aumenta significativamente o risco da aventura militar e as consequências catastróficas de um desaire.
Perante todos estes desafios interrogamo-nos qual a margem de manobra para Trump voltar para trás. Segundo um parlamentar iraniano, antes das negociações em Abu Dhabi, Trump teria enviado, através de um país intermediário, uma mensagem ao Irão propondo uma fórmula semelhante à de junho de 2025: “Deixem-me atingir 2 locais no Irão – vocês respondem, e depois acaba tudo.” Parece que os iranianos desta vez não estarão pelos ajustes.
Contrariando tudo o que parece razoável e incorrendo num erro grave de análise, assistimos a uma notável corrente de comentários em apoio da escalada militar, considerando-a o meio capaz de acelerar o colapso do regime e de provocar a sua implosão. O Irão está longe de ser a Líbia ou a Venezuela. A experiência de junho de 2025 e janeiro de 2026 já devia ter levado a perceber a ausência de sentido de uma intervenção militar estrangeira para provocar uma mudança de regime no Irão.
A mudança no Irão tem de vir de dentro. É sabido que nem americanos nem israelitas têm alternativas no terreno para colocar no poder. Não apareceu até agora nenhum Gorbachev no Irão. O pretendente ao trono Reza Pahlavi, cuja filha se casou com um judeu, não passa de um fantoche. Nem Washington lhe reconhece utilidade. Ainda é tempo para Trump reconsiderar e evitar males maiores, para ele e para todos nós.
Se não sofresses de iliteracia funcional, talvez conseguisses perceber o que quero dizer quando escrevo:
“Para mim, continuas a ser o chato que deambula freneticamente pela sala a meter-se nas conversas de toda a gente.”
A saber: o teu mundo dos comentários gira à volta de tudo o que mexe e não apenas de mim. Azar o meu que pertenço a esse “toda a gente”.
E essa parvoíce sobre o Putin não passa disso mesmo: parvoíce, além de aldrabice. Não percebi ainda se a aldrabice é consciente ou simples estupidez, mas esse é o lado para onde durmo melhor. Já fiz críticas ao Putin muito mais violentas do que essa tua pseudocrítica canhestra, que ainda por cima é asneira, quanto a mim. Foram feitas noutro local, logo no início da invasão, mas já as copypastei nesta caixa de comentários e, omnipresente como és, é impossível que te tenham escapado. O homem do Creme Lin cometeu erros de cálculo, de táctica e de estratégia, na minha obviamente discutível opinião, mas não por ignorância histórica (domínio em que sabe muito mais do que tu ou eu) e sim por estúpida ingenuidade e excesso de credulidade, o que é dificilmente aceitável num homem com aquelas responsabilidades. Mas enfim, ninguém tem o exclusivo da estupidez, não é, querido cuidador?
Um dia destes, se tiver tempo e paciência, terei a caridade de te esfregar na musculada fisionomia as parvoíces que realmente me incomodam em ti.
E no que respeita ao “bandalho holandês”, chutas para canto, claro, pode ser que ninguém repare.
Em que azinheira e que bateste com os cornos para achares que o mundo dos comentários aqui gira a tua volta?
Alias, que o meu mundo dos comentários gira a tua volta?
Deves ter batido mesmo com muita força.
Eu não sabia do que o homem tinha dito, abri o link e também achei nojento, tal como achei nojento que quisessem obrigar artistas russos a condenar o governo do seu país sob pena de cancelamento.
Foi por isso que comentei. Por ter achado nojenta essa politica de dois pesos e duas medidas.
Estou me nas tintas para ti. Percebes ou precisa de um desenho?
E que nunca tive jeito para essas coisas e passei sempre com negativa a Educação Visual.
Quero que tu vás ver se o mar da choco.
Nunca precisei de musa nenhuma para escrever e de certeza não és tu como nunca foi o Menos que levou uma corrida em osso.
E vou dizer as vezes que me apetecer que o bandalho do Putin matou aulas de história já que parece que foi isso que te deu o primeiro ataque de azia em relação a mim.
Não é conselho que eu siga, mas, se mo dás, podias ao menos adoptá-lo tu próprio e deixar de me ler, de me “subscrever”, de me “reforçar” ou “melhorar”, de acrescentar sempre qualquer coisinha, frequentemente distorcendo o que digo. Eu sei que andas por aí, não precisas de fazer prova de vida 25 horas por dia. Já agora, o gajo não é holandês, pá, um pouco de cuidado antes de aliviares a bexiga era capaz de não ser má ideia, evitavas mijar as calças.
Eu sei que te imaginas como o alfa que mija sempre mais e mais alto do que o resto da alcateia, da matilha, do bando ou o que for, mas imaginas mal, bexiga rota não é certificado de habilitações. Para mim, continuas a ser o chato que deambula freneticamente pela sala a meter-se nas conversas de toda a gente.
Antes que me esqueça, não vale a pena “sugerires-te” de novo como cuidador aqui do sacana do “idoso” cuja saúde te preocupa tanto, meu sonso musculado, porque, se de cuidador algum dia precisasse (longe vá o agoiro!) e candidatos como tu fossem a única hipótese, num fósforo apanhava um Uber para o cabo da Roca para me estrear no parapente… sem para nem pente.
A mais um excelente texto do major CB, apenas gostaria de acrescentar dois pontos não referidos.
Sendo o primeiro o facto que OS EUA desde há muitos anos inscreveram o Irão na lista dos países a abater, fazendo parte do lote que incluiu a Síria, Líbia, Iraque, Afganistão, etc. Realtivamente aos outros, o grande satã lá conseguiu semear o caos (que é precisamente a única coisa que sabem fazer bem), mas quanto ao Irão, nunca conseguiram os seus execráveis intentos (e eu não sou particular fã dos ayatolas).
O segundo ponto fundamental é que o Irão já se preparou e dispôs todas as forças necessàrias ao fecho do estreito, o que pode hoje acontecer a qualquer momento. Assim, em caso de ataque ianke, o mundo experimentará um pouco do seu veneno. O preço do crude dispará para níveis inimagináveis e a inflação idem. Mas ninguém parece pensar nisso. Todos dizem querer os ataques americano-sionistas como se não houvesse consequências e não serão nada boas, principalmente para a Europa que faz figura de idiota útil como sempre.
joseliveira, por lapso escreveu major CB, o major CB, é Major-General.
Vergonha no focinho esta gente não tem nenhuma e já declarou.
Expressar solidariedade com o nazismo ucraniano, que procurou esta guerra desde pelo menos 2014 e empatia, expressar solidariedade em relação a um povo alvo de uma campanha de expulsão e extermínio desde que acharam boa ideia deitar lhes para cima bandos de fanáticos até criminosamente acreditam que a sua terra lhes foi dada por Deus e política e não se pode.
Claro que o bandalho holandês sabe o que lhe convém e não quer ser alvo do cancelamento de que já foram alvos outros que decidiram “fazer política”.
Toda esta canalha parece saber o que lhe convem e por isso temos também a extrema direita a seguir o estado genocida de Israel e a eleger os muçulmanos como alvo do seu ódio no lugar dos judeus.
O caso Ucrânia e um caso de estudo pois que artistas Rússia foram alvo de cancelamento por não confirmarem a ação do seu país.
Terao noção de que num país em guerra tal atitude pode ser considerada traição e essas pessoas poderiam estar em risco de vida se Putin fosse mesmo o assassino que pintavam?
Com que direito se exige a artistas que arrisquem ser presos se voltarem ao seu país?
E porque e que empatia com os palestinianos e política proibida e acarreta cancelamento e empatia com os ucranianos, que teem sempre a opção de parar a guerra enquanto os palestinianos nunca tiveram, e obrigatório sob pena de cancelamento.
Terao noção da alarvidade que isso e ou estiveram todos na Ilha de Epstein e teem medo de ser denunciados?
Não se preocupem com isso, a música só se toca enquanto e nova e o povao depressa se esquece.
Por isso tomem vergonha no focinho.
Como dizia o outro, isto e tudo um p*tedo.
Os critérios duplos e a cobardia destes gajos é de vómitos. Esta besta realizou o único filme que, até hoje, me deu vontade de voltar a entrar na sala para o ver de novo imediatamente depois de acabar de o ver pela primeira vez. Foi “As Asas do Desejo”, no defunto Quarteto, em Lisboa, e vi-o com um sorriso de orelha a orelha do primeiro ao último minuto. Mas com esta atitude vergonhosa e cobarde consegue que eu nunca mais seja capaz de ver um filme dele. Que nojo, porra!
https://sapo.pt/artigo/festival-de-berlim-perde-convidada-apos-cineasta-wim-wenders-recusar-falar-de-gaza-698f4d81f4c0e96ed2a8e2ca
Escravo que se diz alforriado, claro que não há de ser pelos nomes que lhes chamem que uma gente que se julga escolhida por Deus para dominar o mundo recolhe as unhas.
E porque leva no focinho.
Porque uma gente que se julga escolhida por Deus e superior a todos os outros só para se levar na tromba.
E em Junho levou na tromba porque nunca lhe passou pela cabeça que os inferiores iranianos se pudessem recuperar tão rapidamente de sabotagens que provavelmente levaram anos a preparar.
E claro que quando se fala em vassalos estamos a incluir Portugal, cujo presidente felizmente cessante teve a pouca vergonha de dizer a um representante palestiniano “desta vez foram vocês que começaram” e alardear “somos todos israelitas” quando as bombas já caiam sobre Gaza e já havia mais de um milhar de mortos e os dirigentes nazionistas já tinham dito um monte de barbaridades.
E claro que essa canalha não desistiu de se vingar do mal que a coisa lhes correu em Junho passado pois a vingança e um dos pilares da sua religião nefasta.
Mas tudo dependerá dos riscos que o Grande Irmão americano estiver disposto a correr.
Porque Israel não é um estado independente mas um estado plantado para que o Ocidente possa continuar a controlar o petróleo.
Percebeste ou precisas que te façam um desenho?
Nada a comentar em relação ao artigo, se bem que, preferisse uma análise do tipo: com os meios implantados pelos americanos na área, o que é que eles podem fazer e durante quanto tempo.
Quando o ponta-esquerda diz: “… vassalos europeus que lucravam alguma coisa com isso …”, espero que esteja a incluir Portugal e a venda de munições, que ainda fazíamos naquele tempo, que deixamos de fazer, a ambos os lados do conflito entre Iraque e Irão. Governos da AD, PS, PSD, tudo gente da actual Geringonça presidencialista.
Diz Joaquim Camacho: “… o Irão tem capacidade para infligir danos muito severos, mesmo catastróficos, às bases e aos …”
Tem.
Mas aqui voltamos à Vontade de usar os meios.
Os persas, têm um ditado que diz: “não abras uma porta que não sejas capaz de tornar a fechar; nem feches uma porta que não sejam capaz de reabrir”.
Esse é o drama de quem tem que decidir, até onde pode ir. Quando é que pode e deve ser forte e quando é que deve evitar escalar. Quando bem entrincheirado, a defesa é sempre a melhor táctica. O autor do artigo, sendo militar, poderia ser pedagógico sobre este assunto.
Atingiram Israel, é um facto, ficou conhecida a vulnerabilidade de Israel na defesa anti-míssil, nada que não se soubesse, quem sabia, mas não é de hoje, que se sabe que Israel a partir do momento em que assinou a paz com o Egipto, nunca mais ganhou nada.
Na guerra contra o Líbano em 2006, o adido militar francês diz ao embaixador francês em Israel (vou citar de memória) que Israel não ia fazer nada. À pergunta do embaixador, porquê? Ele diz-lhe que o exército não estava treinado, as funções que o exército estava a desempenhar, eram de polícia nos territórios ocupados e que por isso, +++++-++!
Ao fim daquela meia-dúzia de dias, mais coisa menos coisa, têm que ir para o cessar-fogo, por causa daquela coisa que preocupa os Generais, a Logística, e não, por causa dos nomes que lhes chamem os gramofones.
Tivesse a república islâmica mantido o petróleo nas unhas das petrolíferas estadunidenses e nunca os bandalhos ianques se iam preocupar com a liberdade das mulheres iranianas tal como nunca se preocuparam com a liberdade das sauditas que nem podiam sair a rua sem levar um homem.
Continuariam a fazer bons negócios, como faziam no tempo do xa, e diriam que os iranianos eram um povo medieval que aceitaria um regime religioso.
Foi isso que nos anos 90 disseram dos afegãos para justificar o seu abandono nas unhas dos talibãs.
Mas Khomeini, que contava no curriculum além de anos de exílio uma estadia nas masmorras da Savak de onde nunca deve ter sabido como saiu vivo, não podia ver pela frente a nação que treinou e armou tão meiga gente.
E também sabia que o seu país estava a ser explorado.
Vai daí, nova nacionalização do petróleo.
E claro, foi o início de uma inimizade mortífera.
E claro que isto também não agradou aos vassalos europeus que lucravam alguma coisa com isso pelo que o Irão tem sido o bombo da nossa festa desde 1979.
Agora isto ser sobre petróleo nunca foi segredo para ninguém.
Que maravilha poder ler “alguém” conhecedor e inteligente! A humanidade ainda não morreu!
Como se conclui do que Carlos Branco diz e eu subscrevo, o Irão tem capacidade para infligir danos muito severos, mesmo catastróficos, às bases e aos megabotes do império no Médio Oriente. E tem também capacidade para transformar Telavive e outros resorts paradisíacos do Estado bandido de IsraHell em cópias de Gaza, com os “escolhidos” do país ladrão a borrar a fralda até à desidratação. Mas suspeito que é exactamente esse o objectivo, o sonho molhado da cúpula nazionista. Face a esses eventuais danos catastróficos, Herr Nazinyahu e sus muchachos terão, finalmente, o pretexto há muito ansiado para, invocando o perigo de aniquilamento da “raça superior”… perdão, do povo escolhido, carregar no gatilho nuclear e reduzir a pó os 90 milhões de gentios iranianos. E depois, logo que desaparecida a radiação, resta reciclar todo aquele enorme território convenientemente e finalmente despovoado na terra do leite e do mel para “escolhidos” recém-convertidos, que brotarão milagrosamente de todos os cantos do planeta, como cogumelos depois de uma chuvada. Claro que isso implica o sacrifício inicial de alguns milhares de habitantes do país ladrão, mas o que é isso face ao gigantesco e milagroso lucro final? E ainda dizem que não há Deus!
Peço perdão pela crueza, mas limito-me a aplicar aqui uma fórmula simples que explica coisas aparentemente complicadas:
Se uma coisa não faz sentido,
E sentido não faz que sentido não faça,
A coisa a fazer é tentar perceber
Que coisa fará o que sentido não faz sentido fazer!