(Carlos Esperança, in Facebook, 16/01/2026)

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A atribuição do Prémio Nobel da Paz a uma personalidade que pediu a invasão do País para destituir o PR, ainda que fosse, como muitos outros no mundo, um reles ditador, é a degradação do referido Prémio, «da Paz». E não faltavam figuras de primeiro plano a merecê-lo, personalidades que sacrificam a vida em defesa da Paz! Ou instituições.
Que o Comité Nobel tenha cometido a bizarria de uma decisão indefensável e ridícula é uma leviandade bem mais grave do que a decisão de Marcelo de condecorar Cavaco Silva com o Grande Colar da Ordem da Liberdade, porque a primeira é uma vergonha mundial e a segunda uma infâmia local. A semelhança está nisto, Korina Machado está para a Paz como Cavaco para a Liberdade e o ato de que nasceu a venera, o 25 de Abril. A decisão do Comité Nobel é uma ofensa a quem defende a Paz e se sacrifica por ela e a de Marcelo uma injúria aos que foram vítimas ou arriscaram a vida para derrubar a mais longa ditadura europeia, para conquistar a Liberdade.
Para juntar à iniquidade o ridículo, a galardoada foi à Sala Oval, pela porta de serviço, oferecer a medalha atribuída em agradecimento pela invasão do seu País, com sequestro e rapto do PR, ignorando mesmo o desprezo a que o destinatário a vota.
Já lá vai o tempo em que o ridículo matava, hoje está normalizado e, se alguém pensava que o ridículo teria limite, deixou de poder imaginar o limite da fasquia: Trump aceitou a medalha e declarou-se merecedor!!! Foi um gesto maravilhoso! – rosnou.
Não surpreende agora, com a tradição de subserviência lusitana que comece o cortejo de oferendas dos vassalos autóctones. Durão Barroso, o mais americano dos europeus, há de oferecer-lhe a presidência das reuniões do Clube Bilderberg; Marcelo, a 42 dias de sair de Belém, dar-lhe-á as chaves do Palácio; até Montenegro lhe oferecerá o lugar de CEO honorário da Spinumviva e o bispo de Lisboa o título de Patriarca.
Qualquer dia os amigos começam a oferecer aos que mais estimam os seus títulos académicos, castrenses, eclesiásticos e, como se vê, as veneras, mas o ato não faz do destinatário catedrático, general ou cardeal. Faz dele apenas um idiota planetário.
A imagem que percorre o mundo não é uma cena ridícula do anedotário americano, é a mais absurda e estúpida demonstração de insanidade pessoal a nível global.
Atribuir o prémio nobel da paz – por mais desprestigiado que este ja esteja – a alguem com o calibre desta mulher diz mais acerca daqueles que o atribuiram do que da homenageada; essa é a parte verdadeiramente dramatica da historia e do momento que estamos a viver. Um momento em que se acha perfeitamente natural que a força substitua o direito – um momento em que as máscaras caíram completamente – um momento em que as pessoas comuns já nem sequer se indignam pois já se perdeu completamente o sentido do direito à indignaçao!
Bem dito-
Maduro pode ser aquilo que esta gente queira mas nada justifica a canalhice que lhe fizeram.
Mas bateram com os cornos numa azinheira para acharem isto normal?
Raptar um chefe de estado, acusa lo de coisas absurdas como tráfico de drogas e conspiração para obter armas, levar também a mulher e acusa la exactamente do mesmo, enfia los numa cela de isolamento de uma prisão que e descrita como “Inferno na terra” pelos desgraçados que por la passaram, faze los julgar por uma infame múmia de 92 anos, ameaçar com prisão perpétua, ou seja, dizer a um homem de 64 anos, “não vais sair daqui vivo” e uma atrocidade, e uma canalhice.
E uma demonstração sordida de poder.
E dizer “podemos raptar qualquer um e trata lo como um reles criminoso”. Ou seja, qualquer chefe de estado que não lhe de de graça os recursos que o pais tem.
Os presstitutos cevaram se com imagens do homem a ser levado para o “tribunal”, do homem submetido a privação sensorial, do homem algemado, submetido a todas as humilhações possíveis.
Tivessem os bandalhos amarrado o homem a um tronco e chicoteado, como faziam em tempos aos negros e também tratariam de justificar.
Por amor ao santo protector dos cachalotes, aqui não há julgamento nenhum, o pretenso julgamento e descabido, indigno, canalha.
O juiz que participa dessa merda alem de dever 10 anos a cova e um canalha.
E todos quantos justifiquem esta canalhice não teem vergonha nenhuma no focinho.
E agora por ditadores, para quando irem buscar Herr Zelensky.
E a esse preço também se poderia ir buscar Trump que começa guerras sem autorização de ninguém, quer impingir um ditador demente ao Irão e ameaça roubar território a países europeus.
O homem quer ser o ditador do mundo e ainda há quem lhe justifique as canalhices.
E quando e que alguém pergunta onde estao os 1200 migrantes “desaparecidos” em centros de detenção do ICE.
Todos sabemos ao longo da história onde estavam os “desaparecidos” as maos de regimes fascistas.
Neste momento os Estados Unidos são um “regime” onde uma policia onde há até criminosos condenados por crimes violentos está a caçar toda a gente com cara de “imigrante”.
Oficialmente morreram 35 pessoas nesses centros de detenção em 2025. Esses centos são na sua maior parte geridos por empresas privadas com fins lucrativos e há 1200 desaparecidos.
E os números continuam a aumentar num país que vive uma realidade distópica e onde muita gente com vergonha na cara que votou no homem já está muito arrependidinha.
Mas ainda há quem veja nas ações do traste “intenções benignas”.
Fosse isto na Rússia e o Putin não tinha água para se lavar.
Quanto ao homem aceitar um Prémio dado a outra pessoa não surpreende num sujeito provavelmente tão demente como foi o xa do Irão.
E também não surpreende que tenha sido dado a senhora.
Ele já foi dado a Rabin, que tinha as mãos empapadas de sangue palestiniano e que só negociou a paz para garantir o seu desarmamento.
Ele foi dado ao Obama quando ele ainda não tinha feito nada e não lhe foi retirado quando o homem desatou a mandar matar gente com drones, a tal ponto que as crianças afegãs rezavam a pedir dias nublados, destruiu a Líbia e iniciou a destruição da Síria.
E são só dois indignos de que me lembro agora.
Vão ver se o mar da Kraken.
O pior ainda é que, a Esperança anda pelas ruas da Amargura.
Ter que escrever todos os dias qualquer coisa, é complicado. Não por falta de assuntos, que esses adubam e de que maneira, mas por falta de habilidade, de inspiração e o pior de tudo, por não ter nada para dizer.
Depois que cromo este, chama ditador ao Maduro e não coloca aspas, coloca-as em Paz e acredita no Pai Natal, o prémio Nobel. Nem a sua origem o incomoda, nem de onde veio o dinheiro. Tanta morte, miséria, tanto oprimido, tanta iniquidade, tanta … tanta … e a Esperança morre num pedaço de papel que na sua origem era branco e que depois escreveram A, como poderiam ter escrito B, ou C.
Parece que o ridículo continua matar, pelo menos a credibilidade.