Quando a «nossa civilização» zurra

(Por José Goulão, in SCF, 16/12/2025)


Roubar bens a populações sob ocupação é um crime de guerra, de acordo com as convenções internacionais.


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Menahem Begin, distinto Premio Nobel da Paz e primeiro-ministro de Israel entre 1977 e 1983, depois de ter chefiado o grupo terrorista Irgun e iniciado a sua militância político-paramilitar em grupos sionistas integrados na marinha fascista de Mussolini, costumava dizer que “os palestinianos são animais que caminham sobre duas patas”.

O sionismo, como doutrina racista e supremacista de inspiração divina e reverenciada por quase todos os dirigentes mundiais, recorre com frequência a este padrão zoológico para vincar a superioridade do “povo eleito” sobre todos os outros povos à face da terra, aglutinados na amálgama dos “estrangeiros”, designados “goiym” em língua hebraica. “Os goiym”, dizia o ex-ministro israelita e fundador do partido governamental Shass, Ovadia Yussef, “nasceram para nos servir, para servir o povo de Israel, senão não teriam lugar no mundo”. Não temos de nos surpreender, portanto, quando Yoav Gallant, ministro da Defesa de governos de Netanyahu, afirma que “em Gaza estamos a lutar contra animais humanos e agindo em conformidade”; ou quando o ex-primeiro ministro israelita Naftali Bennett dizia a membros da delegação palestiniana participante nas “negociações de paz” que “ainda vocês trepavam às árvores e já nós tínhamos um Estado”.

Acontecimentos muito recentes, e cuja ocorrência foi devidamente confirmada, ainda que não tenham merecido a atenção da máquina globalista da comunicação social, ajudam-nos a compreender mais a fundo as particularidades zoológicas do sionismo. Uma delas diz-nos que, aos olhos do exército e do governo de Israel, existe uma diferença determinante entre os animais de duas patas e os de quatro patas, neste caso favorável aos quadrúpedes.

Exemplos exaltantes

Exemplos desta opção começam a abundar. Centenas de burros têm sido retirados da Faixa de Gaza pelas tropas de Israel, sobretudo nas áreas que continuam a ocupar depois de iniciada a farsa mais recente de “cessar-fogo”; alguns desses animais são transportados carinhosamente, e com um máximo de cuidados, para países da Europa – sobretudo Bélgica, França e Alemanha – depois de acolhidos em instalações construídas pelas Forças de Defesa de Israel – administradas por uma organização designada “Starting Over Sanctuary (SOS)”, situada em Moshav Harat, ao sul de Telavive.

As informações foram dadas pela estação israelita KAN e reproduzidas em outros meios israelitas e europeus, designadamente o Allgemeine Zeitung da Alemanha e o website Jewish News, em ambos os casos através de narrativas empolgantes e comoventes.

A organização israelita de acolhimento “SOS” informa que, numa primeira fase, depois de transferidos da Faixa de Gaza os burros são tratados de “traumas psicológicos”, uma vez que, segundo as tropas israelitas, foi necessário salvá-los de “doenças e negligência”.

Ainda segundo a “SOS”, desde os acontecimentos de 7 de Outubro de 2023 já foram acolhidos no “Santuário” cerca de 1200 jericos, tornando-se beneficiários desta iniciativa tão generosa como humanista e assim poupados aos bombardeamentos e às incursões selváticas das tropas sionistas.

De acordo com outras fontes, que não a “SOS” ou as Forças de Defesa de Israel, desde que o exército sionista iniciou a actual fase de guerra e genocídio contra a população do enclave, precisamente no mesmo dia 7 de Outubro de 2023, foram mortas cerca de 70 mil pessoas, um terço das quais crianças. Trata-se, porém, dos tais “animais de duas patas” – voltando a citar Menahem Begin – ou então “de um povo semi-selvagem com conceitos extremamente primitivos”, de acordo com a doutrina sionista tal como foi exposta pelo escritor israelita Moshe Smilansky. As estatísticas são omissas, porém, quanto ao número de burros vitimados durante o mesmo período.

Europa de portas abertas aos burros

Preocupada em permanência com os direitos humanos, e neste caso dos burros, a Europa, na sua versão União Europeia, assumiu parte da tarefa de resgatar, tratar e proporcionar excelente qualidade de vida aos animais extraídos de Gaza. Os mesmos meios de comunicação atrás citados revelam que, em Maio deste ano de 2025, 58 burros foram transportados do “Santuário” israelita para o aeroporto de Liège, na Bélgica, onde descansaram durante uma noite antes de seguirem viagem para os seus destinos em território belga e em França, na região de Chartres. À chegada a terra francesa a comitiva de jericos foi saudada como “um símbolo de compaixão e civilidade”, de acordo com pessoas que acorreram para presenciar a cerimónia.

A “Network for Animals”, organização britânica responsável pela logística do complexo processo de salvação e transporte, garantiu que os animais, vítimas de “guerra e abusos”, viajaram em condições que lhes permitiram uma “transição sem stress”. Nos dias em que decorreu a operação, o exército israelita chacinou cerca de dois mil palestinianos em Gaza.

O jornal alemão Allgemeine Zeitung noticiou que nos arredores da cidade de Oppenheim foram recebidos, em Outubro último, quatro burros de Gaza que passaram igualmente pelo “Santuário” israelita depois de poupados à guerra pelos próprios soldados invasores. Anna, Greta, Elsa e Rudi, três burricas e um burro, foram acolhidos em condições que lhes permitem recuperar do “trauma psicológico” e “do stress”; além de lhes garantirem beneficiar de instalações climatizadas para que não sofram os efeitos nocivos da transição de um clima quente para ambientes mais frios.

Poucas semanas antes de os burros serem recebidos em território alemão, o governo de Berlim recusara-se a receber para tratamento cerca de 20 crianças palestinianas que foram vítimas de ferimentos graves em Gaza, decorrentes da agressão israelita. Ao invés, além dos burros, o executivo da Alemanha acolhe automaticamente qualquer cidadão israelita que ali queira permanecer, e que recebe automaticamente o estatuto de “hóspede alemão”.

A cooperação entre Israel e Estados da União Europeia para salvação dos burros de Gaza, e também da Cisjordânia, é uma consequência da cultura humanista e de respeito pelos direitos humanos que se pratica em ambas as geografias.

Não esqueçamos que desde a sua origem, e tal como é recordado, a cada passo, pelo primeiro ministro israelita, Benjamin Netanyahu, o sionismo e o Estado de Israel representam “a nossa civilização” na região do Médio Oriente povoada por “bárbaros”.

O ex-chefe da diplomacia da União Europeia, Josep Borrell, tornou-se notado por dizer algo equivalente ao lançar o alerta de que o “jardim” onde usufruímos da “nossa civilização” superior está cada vez mais cercado e ameaçado de destruição por bárbaros oriundos do resto do mundo. Israel tudo faz para ser um bastião de defesa desse “jardim”, designadamente enriquecendo-o com burros também eles sofrendo as consequências do terror que está na massa do sangue desses mesmos bárbaros.

Nenhuma das publicações citadas se incomodou com isso, mas os burros estão a ser roubados aos seus legítimos proprietários, que deles necessitam para tentar sobreviver.

Num território que funciona como um campo de concentração, onde continua a faltar tudo o que é essencial – água, energia eléctrica, alimentos, cuidados de saúde, habitação, escolas e o resto – devido à agressão arrasadora e contínua das tropas israelitas, o burro tornou-se um animal indispensável ao ser humano para sua própria sobrevivência. Não já para os trabalhos agrícolas e a vida rural, que deixaram de existir, mas por serem, em muitas ocasiões, o único transporte de pessoas e bens na busca meios de subsistência e para as longas e penosas marchas a que as populações são submetidas durante os permanentes e forçados êxodos internos. A tropa israelita chama a isto “guerra, abusos e negligência” contra burros inocentes, enquanto chacina pessoas por atacado. Além de uma prática cleptómana, porém, sequestrar os burros às populações de Gaza é uma actividade cínica e cruel que contribui com a sua parte para a enorme operação de genocídio.

Não consta ainda, mas tudo leva a crer, que Ventura & Montenegro estejam a tratar de montar instalações convenientemente equipadas para que Portugal possa cumprir a sua quota parte no acolhimento dos burros salvos do inferno de Gaza.

No fim de contas, os jericos são uma outra espécie de imigrantes, bem mais benévola e irrepreensível, aos quais se devem franquear as portas do país, ainda que haja alguns custos para o erário público. É certo que não podem nem têm a obrigação de trabalhar – devem usufruir de merecida reforma depois da “guerra, negligência e abusos” sofridos na sua terra – mas não transportam com eles os vícios e as malquerenças daqueles povos que não querem sair da barbárie e, ainda por cima, invejosos e mal formados como são, pretendem aniquilar a “nossa civilização”. Os burros imigrantes apenas dão coices e zurram, mas sempre que o fazem é porque têm razões para isso, além de ser um direito inalienável e uma manifestação de liberdade de opinião.

Existe, porém, um pormenor que não tem sido levado em conta nestes esforços humanitários. Roubar bens a populações sob ocupação é um crime de guerra, de acordo com as convenções internacionais. Mas quem iria lembrar-se dessas velharias quando se trata de salvar uns pobres burricos entre pilhas de cadáveres humanos? Só os bárbaros, por certo.

Fonte aqui

9 pensamentos sobre “Quando a «nossa civilização» zurra

  1. Pois pois, meu querido filho, lamento (ou não) a minha falta de fé, mas não acredito que não saibas que a enorme maioria dos ucranianos ainda na Ucrânia, os que agora morrem às ordens do palhaço corrupto de Kiev, são os que restam dos 73% que em 2019 votaram na promessa mentirosa de fim da guerra feita pelo palhaço. São os pais, filhos, primos e irmãos dos que há 15 ou 20 anos aportaram às nossas praias e aqui deram e continuam a dar o coirão. E que tanto uns como outros se julgam tão descendentes dos vikings como eu ou o Eusébio da Silva Ferreira. Hás-de explicar aí à malta como é que concilias essa agora proclamada paixão pelos de há 15 ou 20 anos com o mantra cretinóide que já aqui proclamaste umas 550 vezes de “RAIOS PARTAM A UCRÂNIA”, como se a maioria desses 73% fosse igual à minoria de corruptos, ladrões e nazis que controlam os principais centros de poder e os mandam morrer numa guerra que sabem de antemão perdida.

  2. Não tem nada que agradecer. O que seria de mim sem o meu querido rabugento que ainda não engoliu um certo comentário azedo sobre a falta de conhecimentos de História de um certo mafarrico?

  3. E muito foi dito sobre esses desgraçados. Eram todos mafiosos, enfim, o que hoje dizemos dos imigrantes muçulmanos e africanos dizíamos ao tempo dos “ucranianos”.
    Ate porque os imigrantes de Leste aí tempo eram para esta gente todos ucranianos e, maus tarde, “kosovares”.
    Por isso a solidariedade que agora dizem ter em relação a Ucrânia não me diz nada.
    Estão a ser vilmente usados numa guerra que se quer eterna tal como quando foram usados nos campos, na construção civil e nas casas de putas, em condições cruéis.
    Porque nunca se importaram com eles, sempre os acharam inferiores.
    Mas contra isso não há nada a fazer. Sao eles que teem de se deixar de delirar com a ascendência viking, renegar a herança nazi e jogar Herr Zelensky pela janela.
    Mas lá como cá o acordar e difícil.
    A verdade e que o fim da União Soviética virou a vida do avesso a muita gente.
    Se ainda houvesse União Soviética não tínhamos sido presos nas nossas próprias casas a pretexto de uma doença porque isso de cortar assim a liberdade de movimentos era coisa do outro lado da Cortina de Ferro.
    Nunca nos teriam tornado cobaias de um veneno, o sequelado de quem cuido ainda seria um trabalhador activo e dedicado e eu não seria um cetaceo musculado ainda a agradecer ao santo protector dos cachalotes a coisa não me ter corrido pior.
    A crise de 2008 também nunca teria sido resolvida obrigando nos a cortar, cortar e voltar a cortar a vida para sustentar a corrupção dos bancos.
    Nunca teriam insultado os povos do Sul como insultaram. Foi pela falta de alternativas que pudessem atrair as vítimas que nos fizeram tudo isto.
    Mas continuamos por aqui. No meu caso sem abstenções. Mas cada um segue o caminho que quiser. Se não votar no fascismo puro e duro, leia se do PSD, incluindo, para a direita, já não e mau de todo.
    Se a vida fosse fácil, estavam cá outros.

  4. Eu continuo a votar porque isso df abstenções indignadas e para o Antônio José Seguro.
    Com uma Revolução podemos sonhar mas as condições que permitiram Abril, muitos soldados a voltar da frente de combate estropiados ou mortos simplesmente não vai acontecer.
    Estou me nas tintas para se o partido em quem voto, para evitar míngua ainda mais rápida, não diz de uma vez que o Estado genocida de Israel não devia ter sido criado e não tem o direito de existir. Ou que a Rússia devia ter caído em cima da Ucrânia muito mais cedo.
    De resto ninguém impede ninguém de em conversas dizer isso mesmo.
    Durante muito tempo não votei. Mas simplesmente por ter engolido alguma da propaganda que se seguiu a queda dos regimes de Leste.
    Mas quando tive idade para votar simplesmente não me identificava com nenhum outro.
    Com quem cortava direitos a jovens que como eu tentavam um lugar no mundo e na nova economia selvagem que nascia agora que os capitalistas não tinham medo de ninguém.
    Depois foi ver o modo indecente como eram tratados os que vinham para Ocidente por terem perdido os meios de subsistência para o capitalismo selvagem que se apoderou das suas terras.
    Gente forte, robusta, que certamente não tinham passado a fome que a nossa propaganda garantia e que em poucos anos afundavam no desespero e no alcoolismo. Porque já não havia passadeiras vermelhas mas discriminação, exploração e muitas vezes fome.
    Fome para mandar para a Ucrânia, Rússia ou Romênia o dinheiro para sustentar a família deixada para trás.
    E beber álcool da farmácia diluído em água para aguentar a solidão e os longos dias.
    Gente que acabava a cometer suicídio.
    Mulheres lançadas na prostituição e contaminadas com SIDA.
    Já não havia passadeiras vermelhas mas acusações. Estavam aqui por não querer submeter se ao poder dos que tinham substituído os dirigentes comunistas.
    Sim, houve um bandalho do SEF que disse essa merda.

  5. Sionismo = Nazismo. Gente do Ocidente que gosta de exterminar povos Semitas. Se na sua bandeira usam uma suástica ou uma estrela de David, isso é um mero detalhe.

    Em Portugal, só não partilham desta ideologia os membros do PCP, do BE (mais os ex-eleitores do que aqueles USAtlantistas que lá sobraram na direcção), e os independentes/abstencionistas que não abdicam dos seus princípios anti-fascistas e anti-nazis, e anti-imperialistas e anti-colonialistas. Enfim, alguns dos princípios básicos dq Constituição de 1976.

    Os restantes não passam de cagalhões em forma de “humanos”, que por falarem bem e se vestirem de vaidade, acham que são automaticamente gente “boa”, “moderada”, e “civilizada”.
    Na Alemanha até 1945 também existiam muitos assim…

    Viva a Palestina, na sua total integridade territorial pré-1947, e que todos os movimentos da resistência tenham sucesso.

    A colónia ocidental racista “israel”, feita à base de massacres, terrorismo, limpeza étnica e apartheid desde o primeiro dia, NÃO tem o direito a existir.
    Só quando o Mundo todo perceber isto, e pegar em armas para mostrar que percebeu mesmo isto, é que o GENOCÍDIO deste povo Semita (os Palestinianos anti-sionistas, sejam eles muçulmano, cristãos, judeus, ou ateus) terá fim.

    NOTA: eu confesso a minha ignorância: só abri os olhos para a realidade do Prémio Nobel da “Paz” quando o atribuíram ao imperador Obama (distinguido só por ter ganho as eleições, mas sem perda do prémio mesmo depois de mandar assassinar tantos humanos), e só confirmei sem dúvida alguma essa percepção sobre a maldade pura e total farsa do Prémio Nobel da “Paz” quando recentemente o atribuíram à prostituta fascista belicista de Washington DC que se faz passar por “líder” da oposição “Venezuelana”. Mas o prémio Nobel da “Paz” sempre foi uma valente merda, e este nazi-fascista sionista genocida, Menahem Begin, é apenas uma das muitas provas que já existiam.

    Isto só vai ao sítio com uma revolução sangrenta que não deixe à solta nenhum destes porcos.
    Insistir em ir votar em eleições de farsa, em manter a “liberdade” da imprensa da mentira e propaganda, e numa “paz” que só significa supremacismo ocidental genocida, é ser parte do problema.
    É isto que ao final do dia cada um de nós tem de perguntar a si próprio, e responder sem se enganar a si próprio: ainda faço parte do problema, ou já faço parte da solução?

    Se a maior parte de vocês ainda não percebeu isto, é só porque ainda confunde o teórico “ter princípios” democráticos e de liberdade, com o que na prática nada mais é do que TOLERAR quem viola esses princípios.

    Karl Popper sabia que isso era, e é, um erro.

    Aquilo que é certo, não é o “direito à vida” do Rei de Portugal, mas sim dar-lhe um tiro nos cornos para poder implementar a República e salvar a vida de tantos desgraçados espezinhados pela Monarquia.
    Os heróis da Carbonária perceberam isto.

    Mas quantos portugueses percebem isto, quando o país é visitado (OCUPADO) por Leyens, Ruttes, Zelenskys, Obamas, Trumps, Netanyahus, etc? Ou pelos seus embaixadores e influencers que, apesar de não terem o título de “líder”, fazem tanto ou mais estragados enquanto trabalham nas sombras?

    A nossa Constituição desde 1976 diz que somos contra o colonialismo. Eu lembro-me que esta parte da Constituição de Abril é violada SEMPRE que vejo uma bandeira de “israel” a esvoaçar em frente a um qualquer edifício público em Portugal.
    E vocês?
    Vocês, gente normal, ou nem sequer pensam nisto, ou vão a correr votar nos “moderados” e “civilizados” que têm boas relações com essa colónia genocida.
    E depois ainda se atrevem a dizer que vocês é que são os “democratas moderados”, mas que eu é que sou o “revolucionário radical”…

    E se calhar até têm um pingo de razão, pois os Direitos Humanos sempre foram algo mais protegido pelos revolucionários radicais que foram sempre mudando o Mundo para melhor, do que pelos “democratas” moderados que sempre estiveram do lado da inércia e dos que tudo fazem para que nada mude realmente.
    Afinal de contas, o que é que interessa à maioria de vós se há bombas financiadas por nós a rebentar com crianças no Donbass ou em Gaza? O que interessa à esmagadora maioria de vós é apenas se ganha o rosa ou o laranja ou o cor de burro quando Chega, e se no IRS poupam mais ou menos meia dúzia de moedas estrangeiras de Frankfurt (€uros).

    De facto, neste contexto e nesta sociedadezinha, é radical e nada “democrático” estar mais preocupado com a vida de crianças e civis inocentes em Mariupol ou Ramalá, em Caracas ou Sanaa, etc, do que estar preocupado com o dinheiro no próprio bolso e a capacidade de consumo desenfreado de lixo plástico made-in-fabrica-da-Oligarquia que o marketing vos faz desejar mais do que os próprios Direitos Humanos.

    É radical querer mudar, em vez de manter o regime só por ter medo de se perder o pouco conforto que se tem e a estabilidade aparente que existe.
    Mas para mim é assim: entre o meu conforto, e entre a vida daqueles que são exterminados com armas do nosso império nazi-fascista supremacista colonialista oligárquico terrorista e genocida, eu não preciso de pensar duas vezes para saber de qual eu abdico.
    E não, não estou a falar da palhaçada de ir numas férias de verão viajar nas águas do Mediterrâneo numa qualquer flotilha inconsequente. Estou a falar de REVOLUÇÃO!

    E convém que ela venha mais cedo do que tarde, pois os porcos supremacistas já esbanjam cada vez mais do nosso dinheiro em armas, e prometem guerra directa em breve quando se esgotar o seu plano de guerra por procuração via porcos nazis vassalos corruptos em Kiev.
    Votem em quem votarem, desde a Mariana até ao André e passa do por todas as poias lá pelo meio, rosas e laranjas, verdes e azuis, este cenário não muda!
    Só muda se se for revolucionário radical o suficiente para uma coisa chamada: CUMPRIR A CONSTITUIÇÃO. Em particular aquela parte que fala na nossa NEUTRALIDADE militar, i.e. em tirar Portugal do bloco nazi-fascista supremacista genocida em que o ditador Salazar e o ditador Churchill nos puseram: a NATO – com a rendição de facto de Portugal assinada em 1949, na qual estava incluída a anexação dos Açores (base das Lajes) por parte dos EUA.

  6. Todos sabemos a utilidade que os asininos podem ter quando os agricultores não teem acesso a maquinaria.
    O burro ajuda a puxar um arado, carrega tudo e mais alguma coisa, de colheitas a mulheres e crianças.
    E o fiel companheiro do agricultor pobre.
    Claro que isto não e preocupação com os burros mas maus uma manobra dos cerdos sionistas para retirarem aos desgraçados humanos que vivem, ou sobrevivem, sob a sua cruel ocupação, meios de subsistência.
    Desta vez convencendo os burros gentios europeus que estão cheios de boas intenções.
    E mais eficaz como propaganda do que arrancar oliveiras, entaipar poços ou metralhar cisternas de água.
    Morte ao sionismo.

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