(Bruno Amaral de Carvalho, in Facebook, 10/12/2025)

Ao longo das últimas semanas, desde que foi convocada a greve geral pelas centrais sindicais, temos ouvido todo o tipo de canalhices. De um primeiro-ministro que diz ter sido escolhido para governar todos os que vivem em Portugal, a imagem tem sido tudo menos democrática. Tanto ele como os seus ministros dedicam-se a fazer pouco de quem ganha a vida a trabalhar. Ou seja, a maioria da população. Agem como mordomos dos grandes grupos económicos e financeiros e usam agências de comunicação, e jornalistas que se prestam a esse serviço, para tentar convencer-nos de que flexibilizar os despedimentos é bom, de que os jovens gostam de precariedade e de que modernidade é aprovar cem alterações à legislação laboral em que não existe uma única que favoreça os trabalhadores e que não constava no programa eleitoral da AD.
Hoje, o Público dedicou-se a esmiuçar a alegada fraqueza do movimento sindical, sem que se perceba muito bem porque é que o governo quer restringir a entrada dos sindicatos nas empresas se afinal a sua força é pírrica. Simultaneamente, o governo desdobra-se em avisos de que pretende os serviços mínimos cumpridos pelos sindicatos e entre as propostas de alteração à reforma laboral quer alargar os serviços mínimos a outros sectores da economia. Também não se percebe. Se os sindicatos não têm força e se Luís Montenegro está tão ciente de que o Pacote Laboral favorece também os trabalhadores, o governo nada teria a temer com esta greve.
Mas tem. Tem tanto a temer que, com toda a desfaçatez, o primeiro-ministro veio anunciar que o Pacote Laboral pode levar a subidas nos salários que nunca a direita se atreveu a mencionar. Sem qualquer pudor, lança promessas que não vai cumprir porque o seu único objectivo é ludibriar os trabalhadores para que não façam greve. Este governo não é mais do que um conselho de representantes dos homens mais ricos do país.
Ontem, Cecília Meireles, dirigente de um dos partidos do governo, bradava aos céus pelo facto de ser mais fácil o divórcio em Portugal do que despedir um trabalhador. Como se arrancar alguém do seu local de trabalho e fazê-lo perder o seu sustento devesse ser algo fácil. Eles querem-nos descartáveis, mão de obra barata num país de baixos salários a trabalhar para reformados franceses e norte-americanos ou nómadas digitais alemães. É para isso que nós, portugueses e trabalhadores imigrantes, servimos. Para servirmos às mesas dos turistas à procura de sol. E o Pacote Laboral serve para que cumpramos a nossa função sem grandes atrevimentos. É comer e calar.
Como escrevi há dias, não há um pingo de modernidade na chamada liberalização do mercado de trabalho. A única liberdade que defendem é a liberdade de despedir, de pagar baixos salários, de alargar a precariedade a todos os trabalhadores, a liberdade de encher contas em paraísos fiscais com o nosso suor.
O Pacote Laboral é, na verdade, uma declaração de guerra a quem trabalha. Ao longo dos séculos, aprendemos que só unidos conseguimos avançar. O património de direitos que, hoje, urge defender foi conquistado a pulso por muitas gerações de trabalhadores. Cabe-nos ir ao combate com a mesma coragem e dignidade. Façamos greve, mostremos a nossa força.
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O Luís que mente como respira e que agora garante que só 10 por cento dos trabalhadores fizeram greve.
Ora eu não duvido de que no sector privado a participação não tenha sido muito mais que essa pois que a precariedade e mais que muita e o medo também.
O que prova bem que não precisamos para nada dessa legislação laboral assassina de direitos porque como está há chega bem.
Mas no sector público pode multiplicar os dez por muitos porque por enquanto ninguém pode ainda ser despedido por fazer greve. E foram mesmo muitos os que decidiram agradecer lhe os 10 cêntimos diários de aumento do subsídio de refeição mandando o hoje trabalhar com os apendices que se não tem a mulher o deve, leia se os cornos. E o ordenado que não pagar que lhe sirva para remedios contra a caganeira.
Mas por uma vez na vida o homem devia deixar de ser aldrabão. Mas se calhar e como o escorpião, está na sua natureza, não pode evitar.
E realmente se não sei o que passou pela cabeça ou o que andaram a fumar ou a snifar quem nele votou na primeira vez ainda menos percebi a votação na segunda.
Agora associem lhe as botas e percebam de uma vez que votar e um assunto sério.
Que não podemos voltar num sujeito para ver o que ele faz, porque se pudéssemos fazíamos igual ou porque não gostamos de gente de turbante ou ciganos.
Porque de tanto quererem lixar a vida a alguem pode ser a deles a virar do avesso.
A verdade é que o Governo é o responsável pelo sector público, e não pelo privado, cujas corporações e conglomerados podem deslocalizar-se, ou mudar de residência fiscal, ou até abrir falência ou ter prejuízo, curiosamente acabando muitas vezes por ser o Estado a bancar as falências, como se tem visto na Banca. Por isso, o foco devia estar no sector que controla directamente, e não andar a refugiar-se nos privados, ignorando os números do sector público.
Hoje vi a reportagem em directo mais abjecta na CNN, em frente à Assembleia da República. Os manifestantes começaram a incendiar objectos (garrafas de plástico, etc) e equipamento urbano (caixotes do lixo), e o Corpo de Intervenção desceu a escadaria para os intimidar, começando a levar com uma chuva de objectos (garrafas de vidro, pedras, etc). Isto aconteceu umas duas vezes, até que os Robocops começaram a disparar balas de borracha lá de cima, mirando os manifestantes, que recuaram novamente. Um deles aproximou-se à frente, arremessou uma garrafa, mas foi atingido na cabeça, em directo, por um projéctil a grande velocidade, tombando, e foi ajudado a levantar-se, mas ainda tonto, desequilibrado. O que disse a repórter no local, Liliana Costa? Que tinha sido atingido por uma garrafa arremessada, pensava ela! Portanto, ele chegou-se à frente, o projéctil vem do lado da escadaria, acerta-lhe em cheio na lateral do crânio virada para a escadaria enquanto arremessa uma garrafa, ele cai para trás, e a menina diz que uma jovem foi atingida por, pensa ela, uma garrafa (de vidro) arremessada pelos manifestantes atrás dele (sim, é um jovem, não uma jovem)! É este o nível dos repórteres da CNN, da alienação da Comunicação Social, que nem filmando a brutalidade policial em directo é capaz de a denunciar, de tão condicionada que está para descrever uma realidade alternativa, e também dos pivots, pois logo a seguir no estúdio (20h06) Ana Guedes Rodrigues frisando o erro estúpido da repórter: “acabamos de assistir em directo a uma pessoa que ficou ferida na sequência do arremesso de objectos”! Não, incompetente, foi na sequência do dispararo de balas de borracha à cabeça, como foi visíveis e as imagens e o som provam! Querem tanto distorcer as coisas, são tão falsárias, que nem quando vêem brutalidade policial a conseguem reconhecer!
Vejam por vocês mesmos, exactamente às 20H05.
Estamos a falar de uma bala de borracha disparada pela Polícia (ouve-se a shotgun em simultâneo, é evidente!) que poderia ter cegado mais uma pessoa, como é recorrente acontecer. É que as pessoas não se manifestam com capacetes e escudos e armadura, como o Corpo de Intervenção usa. Quem foi atingido tinha uma sacola a fazer de escudo, junto à cara, e a bala derrubou-o em directo!
* foi na sequência do disparo de balas de borracha à cabeça, como foi visível e as imagens e o som provam
Além do mais, além do estrondo do disparo em simultâneo, do impacto visível na cabeça, da queda do alvejado para trás (como as leis da física obrigam, apesar do relato irreal da repórtet, toldado pela parcialidade corporativa da CS, neste caso a CNN, e suas realidades alternativas), tudo isto aconteceu em 1.º plano, e com a pessoa em causa isolada e ocupando a zona focal da câmara!
Este para mim é um dos exemplos mais gritantes da distorção doentia e distópica realizada pela comunicação social de massas, ou main stream mídia. É o equivalente àquela célebre caricatura, mas não é uma caricatura, é a expressão da manipulação dos órgãos de comunicação social corporativos!
O cartoon (caricatura) a que me refiro é a do link (media distortion, ou distorção mediática):
https://oliverdemille.com/wp-content/uploads/2017/02/media-distortion.png
Quando se elege um Primeiro-Ministro com o currículo deste, ainda por cima demissionário sob suspeitas graves, para logo a seguir voltar à ribalta, sendo reeleito um ano depois, está-se a legitimar todo o tipo de abusos de poder e autoridade, uma vez que está totalmente comprometido com quem lhe pagou as avenças, e quem lhe mexe os cordelinhos nas várias capelinhas que frequenta (Lojas Mozart e Basílicas da Estrela, bastidores do Ministério Público, etc).
Pode ser que alguns pategos que nele votaram tenham aberto a pestana – muitos à direita já o fizeram, incluindo ex-dirigente do CDS-PP!
“Deixem o Luís trabalhar… estar descansado!”
O capitalismo está em crise fatal. Os seus responsáveis, encontram-se desorientados. O seu ADN, manifesta, mentalidade AINDA esclavagista.Só assim se percebe esta proposta de lei, manifestando um profundo retrocesso civilizacional. Viva a GREVE GERAL. Sim à DIGNIDADE HUMANA.Não à escravidão. Saudações fraternas.
Nada do que venha da boca dessa gente me espanta depois do que lhes ouvi nos anos da troika.
Mas querer convencer nos de que somos todos masoquistas e só estúpido.
Muita gente pode amanha não fazer greve por já estar precário e ter medo de perder o emprego. Ou por ter uma situação económica tao desesperada que um dia de ordenado lhe fica a fazer muita falta. Ou achar que “façamos ou não greve eles fazem o que querem”.
Mas por achar normal o balde de m*rda que esta gente quer lançar sobre quem trabalha de certeza que não e.
Ninguém quer ser precário ou correr o risco de ir para o olho da rua por um mau humor do patrão.
Porque as contas não são precárias. São fixas. Vão cair certinhas e direitinhas haja ou não salário.
E metam o Banco de Horas onde o sol não brilha. Porque mesmo que seja cumprido a gente não come dias, a gente não paga a conta da água, do gás e da luz com dias. Paga com dinheiro contado e e a contar com ele que se aceita fazer horas extras.
Façam os fretes a quem lhes paga as campanhas e lhes dá os tachos quando saem do Governo. Em resumo, aos patrões donos disto tudo.
Mas não nos insultem, não nos comam por parvos, não nos tomem por masoquistas.
Ninguém gosta de sofrer nem quer sofrer.
Por muito que muita gente tenha batido decerto com os cornos numa azinheira para votar em tal bando de mentecaptos.
Que agora apresenta um pacote laboral assassino que visa transformar nos todos em escravos e que não estava no programa.
Claro que não estava. Se estivesse não teriam tido nem metade dos votos que tiveram. Porque ninguém acha isto normal.
Isto so prova que estamos a ser governados por um bando que devia estar a caminho da Arábia Saudita para assinar pelo Al-Drabao.
Vão ver se o mar da Kraken.