(Paulo Pena, in Público, 28/09/2025)

A mobilização da extrema-direita nos EUA, no Brasil e em Portugal é enigmática. Dois filmes e o livro Por Dentro do Chega revelam como a religião e as redes sociais são aproveitados.
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Numa pequena cidade dos EUA, um contabilista obeso morreu subitamente no seu cubículo de trabalho. No seu funeral estavam apenas a mulher e os filhos, que mal o conheciam. O homem vivia em frente ao computador e falava pouco. Nessa mesma noite, longe da família enlutada, houve outro funeral. “Ajax”, a personagem que o contabilista protagonizava num jogo de computador, foi homenageada por milhares de pessoas, no mundo inteiro, que nunca viram o contabilista solitário, não sabiam quem era ou onde morava. Esse funeral foi épico, com amigos, aliados, inimigos e adversários, que celebravam os feitos heróicos de Ajax naquele jogo. Afinal, qual era a “vida” realmente importante do homem que morreu? Na realidade ou no jogo?
Esta história é contada por Steve Bannon, o antigo conselheiro de Donald Trump, que dirigiu a sua campanha vitoriosa em 2016, no filme American Dharma, de Errol Morris (2018). Bannon argumenta que o “destino” (dharma) da vida de milhões de pessoas está vazio — e pronto a ser preenchido por quem o saiba compreender. “Vem aí uma revolução”, explica o guru de Trump a um céptico realizador que o tenta confrontar. Bannon e Morris não parecem discordar sobre as causas desse vazio: as classes médias sentem-se hoje como os servos russos do século XVIII, ou como hamsters numa gaiola, concede Bannon, enumerando as razões materialistas que levam muitas pessoas a refugiar-se nos jogos, nas teorias da conspiração e na ficção para encontrar um sentido para as suas vidas. Estão reféns do sector financeiro e entregaram a sua auto-determinação às plataformas digitais e à inteligência artificial — tudo isso é verdade, argumenta o estratega político. Mas para se entender a mobilização que alimenta esta corrente política que nem sequer tem um nome consensual — “direita radical”, “extrema-direita” ou “direita populista” — é preciso juntar à realidade os mecanismos da pura ficção. Aqueles que procuram um sentido são os combatentes da “guerra” que os políticos como Trump, Ventura ou Bolsonaro seduzem para travar.
Um grande actor
Não será por acaso que Miguel Carvalho, jornalista que investigou o Chega nos últimos cinco anos, escolheu começar o seu livro (Por Dentro do Chega, com a chancela da Objectiva) por uma história que André Ventura criou. Ameaçado por uma suposta investigação judicial que pretendia prendê-lo — mas nunca existiu —, Ventura refugiou-se na luxuosa Quinta das Nespereiras, em Odiáxere (Lagos). O proprietário, Arlindo Fernandes, militante do Chega, conta que viu chegar, “borradinhos de medo”, o líder do partido e a sua mulher, mais um grupo restrito de dirigentes. Estávamos em 2020 e Ventura era deputado. O seu plano era passar à “clandestinidade”, numa lancha rápida com destino a Tânger, Marrocos. Um político como Ventura precisa de criar uma personagem, com um “destino”, um arco narrativo. É esse mecanismo que o liga aos votantes — mais de um milhão e 400 mil nas últimas legislativas.
Miguel Carvalho recolheu centenas de testemunhas, de dirigentes e militantes do Chega. Muitos, certamente sem conhecerem a teoria de Bannon, apontam essa explicação “Ajudei a nascer o Chega porque acreditei que era algo que Deus queria que eu fizesse. Entretanto, o André revelou-se um Saul e não um David. É um grande actor,” diz Lucinda Ribeiro, a mulher nascida em Meimoa, Penamacor, que organizou o crescimento do Chega nas redes sociais. A seu lado trabalhava outra mulher, de origem social bem diferente: Patrícia Sousa Uva gosta de se chamar a si própria de “dondoca”. O seu testemunho sobre Ventura também revela uma personagem construída: “É uma mistura de padre com chico-esperto do futebol de Mem Martins.”

O grupo que geria as redes sociais de Ventura incluía ainda Gerardo Pedro, de Santarém. “Via-o a ralhar na CMTV, no ‘Rua Segura’, e deixei-me ir naquela conversa, era música para os meus ouvidos…” Hoje, Lucinda, Patrícia e Gerardo deixaram de se rever na personagem. “Sinto vergonha de ter andado nisto. Não é o que quero, nem para a minha filha… Este homem não pode governar o país. Não pode”, diz Gerardo Pedro. Mas o seu trabalho (muitas vezes de sapa, com perfis falsos, montagens e difamações sobre outros políticos) permitiu a Ventura libertar-se da sua ajuda. O líder é a personagem, como revela o livro: 80% dos fundadores do Chega já saíram do enredo.
Religião e política
“O meio é a mensagem”, explica Bannon ao cineasta americano (e seu adversário político) Errol Morris. Não se trata de uma citação nova, nem original. Quando Marshall McLuhan a escreveu, em 1967, não havia X, nem TikTok, nem Facebook, nem Youtube, ou qualquer das “redes” onde a maioria das pessoas hoje forma as suas opiniões, e onde os políticos da direita radical “pescam” os seus apoiantes. Mas a ideia continua a fazer sentido, seja ali ou na televisão, que reproduz de maneira acrítica os vídeos — encenados ao detalhe — que Ventura diariamente protagoniza.
As redes substituíram os media e têm consequências — pessoais, políticas, económicas, estéticas, psicológicas, morais, éticas e sociais — que nenhuma força política tradicional, de esquerda ou de direita, parece compreender. A extrema-direita foi hábil a identificar esta mudança estrutural no debate político. As redes são a sua casa (e o dono do X, Elon Musk, faz saudações nazis para os acolher).
“Aqui a gente destrói os caras”, explica Silas Malafaia, mostrando o seu telemóvel. É um pastor evangélico, celebridade nas redes e na televisão brasileira. Ele é a personagem principal de Apocalipse nos Trópicos (Netflix, 2024), o mais recente documentário da brasileira Petra Costa.
Entrevistado ao longo dos últimos anos, em visitas pessoais a Bolsonaro no Palácio do Planalto, ou a viajar no seu avião privado que — gaba-se — custou mais de um milhão de dólares, Malafaia é um religioso que quer ser influente na política, depois de ter herdado uma igreja evangélica que há dez anos tinha 15 mil fiéis. “Tem 100 mil agora”, exclama. “Evangélicos e católicos somos a maioria absoluta do país! A democracia é a vontade da maioria absoluta”, teoriza o evangélico rico.
Essa via para um regime político de faceta teocrática não existe apenas no Brasil ou nos Estados Unidos. Já chegou a Portugal há algum tempo. Lucinda Ribeiro é não só uma eficaz “guerreira” nas redes sociais, mas abriu as portas do Chega a um grupo demográfico novo: o voto evangélico.
Só na região de Lisboa há mais de mil igrejas evangélicas. As mais pequenas têm menos de 100 pessoas, enquanto as maiores (como a IURD ou a Igreja Maná) organizam muitos milhares. Miguel Carvalho aponta alguns nomes curiosos de congregações: “Assembleia de Deus Fogo para a Europa”, “Igreja Baptista Cristo Vive em Células”, “Igreja do Avivamento em Portugal”, ou “Igreja Evangélica Bola de Neve”.
Estas igrejas são espaços comunitários, raros, nas nossas sociedades, quando quase todas as formas de organização (incluindo a Igreja Católica, os sindicatos, as associações culturais) estão em crise. No início deste século, os evangélicos representavam 5% da população brasileira, sendo agora quase um terço dos 212 milhões de habitantes do Brasil. Ricardo Marchi, observador (muitas vezes participante) do Chega é citado por Miguel Carvalho: “Muitos evangélicos comprometeram-se com o Chega desde o início, compartilhando vídeos e textos de fiéis brasileiros contrários à agenda da esquerda (principalmente política de género e mobilização LGBTQIA+).”
Ventura deixou nas redes o convite: “O Chega é a religião dos portugueses comuns”; “Nós somos como aquelas seitas religiosas: fortíssimos”; “Sou muito religioso e acredito que o que me aconteceu a mim e ao Chega na História de Portugal, desde o meu percurso de comentador até ao Parlamento, é um milagre”; “Quero todas as igrejas cristãs com o Chega. Todas. Sem medo nem preconceito”; “Deus no Comando!”
“Olham para Ventura como Messias político e testa de ferro dos seus interesses”, explica, no livro de Miguel Carvalho, João Viegas, pastor evangélico português. “Somos um partido de fanáticos religiosos”, acrescenta Luís Alves, ex-dirigente do Chega, em Sintra.
Poder, dinheiro e favores são a moeda de troca neste negócio político-religioso, detalha o livro.
Silas Malafaia é um exemplo vivo: em 2002 apoiou Lula; em 2012 José Serra; em 2014 Aécio Neves; e em 2018 e 2022 Jair Messias Bolsonaro. Já apostou em todas as cartas do baralho político brasileiro. Nas últimas eleições (que perdeu para Lula da Silva), Bolsonaro recebeu os votos de 70% dos eleitores evangélicos.
Dois dias depois da eleição de 2018, Bolsonaro foi a um dos espectáculos religiosos de Malafaia, que ia dizendo, enquanto apontava para o Presidente eleito: “Deus escolhe as coisas loucas, as coisas vis, as coisas desprezíveis. É por isso que Deus te escolheu!”
Bolsonaro, Ventura ou Trump não precisam de ser “heróis”. Longe disso. São personagens políticas, e assim são vistas por muitos dos que os apoiam. Podem não ter palavra, desdizer-se, contradizer-se, errar, ser maldosos, cruéis, impreparados, boçais. Como diz Malafaia, “loucos, vis e desprezíveis”. Nenhuma dessas falhas lhes rouba votos, como demonstram as eleições na última década.
Em Por Dentro do Chega, Miguel Carvalho detalha as relações de Ventura com magnatas dos media (Marco Galinha e Mário Ferreira), com vendedores de armas, industriais e donos das maiores herdades do país. E, ainda assim, é visto como o político que quer acabar com o “sistema”. Nas páginas de Miguel Carvalho, constatamos que grande parte dos dirigentes, deputados e financiadores do Chega são investidores e negociantes de imobiliário. O preço das casas bate recordes e cria uma crise social profunda, mas o Chega é o partido que mais sobe nas eleições. O próprio André Ventura, imediatamente antes de se dedicar à política, aconselhava candidatos a vistos gold em negócios de compra de prédios. “Ventura provou que não é anti-sistema, é o próprio sistema”, critica uma antiga candidata do Chega em Braga.
Ficção e realidade
Essa candidata esteve em guerra com uma outra militante do partido que contradiz o senso-comum. Cibelli Almeida, pernambucana, veio para Braga com o marido, em 2011, para se matricular no doutoramento em Comunicação na Universidade do Minho. Juntou-se à Igreja Cristã Presbiteriana de Portugal. É contra o aborto, a “ideologia de género” e as uniões homossexuais. Com Maria Helena Costa (que submeteu o filho a “terapias de conversão sexual”), fundou a Associação Família Conservadora, que “compara desejo sexual masculino, pedofilia e homossexualidade”, segundo Miguel Carvalho. Manuel Matias — pai de Rita Matias — recrutou-as para as listas do Chega em Braga.
Mas havia outro tipo de religiosos que disputavam os lugares nas listas. Filipe Melo, sobrinho-neto do cónego Melo (activista anticomunista e ligado ao movimento terrorista MDLP), é o líder distrital do partido, e deputado em São Bento. Para os seus apoiantes, os evangélicos não passam de “uma seita”. Um deles fez um vídeo em que lambia uma bala e publicou-o nas redes sociais, como ameaça. Por isso, Filipe Melo escreveu nas suas redes um recado para Cibelli: “Não vai ser uma BRASILEIRA que vai mandar nos destinos de um partido nacionalista, patriótico.”
Cibelli Almeida fez queixa, dizendo que Melo era “xenófobo e machista”, o deputado alterou o texto, substituindo “BRASILEIRA” por “senhora”, mas manteve o resto. O líder pacificou-os: “Deus pode estar a usar o André Ventura para mudar a história de Portugal, como utilizou Bolsonaro para mudar a história do Brasil”, conclui a doutoranda ante a incredulidade do jornalista.
No documentário de Petra Costa, as imagens mostram o que foi essa mudança histórica. A 8 de Janeiro de 2023, as sedes do Congresso e do Supremo Tribunal Federal, em Brasília, foram invadidas por hordas de pessoas, em transe religioso e político, que partiram estátuas, paredes, janelas, mesas e cadeiras, defecando nas sedes do poder político e judicial. Enquanto o faziam, proclamavam para os seus telemóveis que “o bem venceu o mal”. O fervor revolucionário que as anima — em Brasília, Washington, ou Portugal — é a “guerra” que Bannon antecipou, uma guerra em que a ficção invade a realidade.
“Ventura provou que não é anti-sistema, é o próprio sistema”, critica uma antiga candidata do Chega em Braga.
Miguel Carvalho recolheu depoimentos que ilustram este fervor escatológico em Lisboa. A senhora que limpava a sede do partido revela que “por vezes a sede parecia uma taberna! Rasca! Enfrascavam-se de uma maneira… Se esta gente governasse o país, eu emigrava…”
Não faltam, neste livro, provas de problemas sérios: trata-se de um partido sem democracia interna, onde o poder está concentrado nas mãos de André Ventura e que recebeu financiamentos ilegais. Na vida interna do partido, gravações não autorizadas, campanhas difamatórias, ameaças e agressões entre militantes e dirigentes são comuns. Tudo isto foi verificado através de documentos e testemunhos, mas não encaixa na construção narrativa que sustenta a imagem pública do Chega.
Depois de ler estas páginas, e de ver os documentários de Errol Morris e Petra Costa, também não restam dúvidas de que há um real fundo ideológico de extrema-direita nos slogans, nos métodos e nas intenções destes políticos. Mas essa é apenas a ponta do icebergue.
A ideologia ali é como uma ementa de restaurante, explica Miguel Carvalho. Cada um dos votantes, e mesmo dos dirigentes, escolhe o seu prato, mesmo que deteste a maioria da oferta. Na entrevista a Errol Morris, Steve Bannon diz o mesmo: “Se dermos cinco coisas por dia, três acabam por passar.”
Os dirigentes do Chega parecem não estar de acordo sobre nenhuma das bandeiras mais conhecidas do partido. Não são todos anticiganos, alguns são imigrantes (como Luc Mombito, o único amigo de juventude que André Ventura não traiu nas lutas internas), e vários cabem na definição de “bandidagem” com que o líder enche a boca.
O único ponto da ementa em que toda a gente parece estar de acordo é o sexo e a guerra de géneros que os anima. Orgulham-se de ser antifeministas, temem que as mulheres tenham demasiado poder, que os homens estejam a ser subalternizados, receiam que a homossexualidade esteja a ser ensinada nas escolas. No final de um congresso em Sagres, André Ventura — imitando Trump — dançou ao som de YMCA, a música dos Village People, em palco. Gerardo Pedro subiu ao palco, indignado: “Mas o que é esta merda?! Não tens vergonha de estar aqui a dançar a música dos rabetas?!”.
Curiosamente, isso parece fornecer a Trump, Bolsonaro e Ventura a bandeira da liberdade. Não estão apenas a “lutar contra as trevas” (Silas Malafaia), ou a deixar que o povo siga o seu dharma, mas a quebrar as grades do que chamam de “politicamente correcto”. A liberdade que Petra Costa vê no dever da democracia — “proteger o que é vulnerável da força bruta” — fica em cacos na marcha marcial dos algoritmos e das missas que alimentam esta revolta a que assistimos.
Steve Bannon gosta de repetir uma frase estranhamente ameaçadora: “É melhor reinar no inferno do que servir no céu.” (John Milton, Paraíso Perdido).
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E uma boa pergunta. Como se combate um cancro de cérebro?
Porque a “ideologia” chegana/ fascista parece destruir a caixa de pensar, questionar, sentir empatia.
O líder e os seus asseclas podem dizer as mentiras mais absurdas que eles acreditam.
Se tentarmos falar com eles, explicar que nenhum imigrante recebe a chegada um subsídio de 900 euros mensais, só andando a trabalhar que nem um camelo em estufas, hotéis, restaurantes, entregas para desviar as atenções, ou que e mentira que haja uma violação por dia de uma mulher portuguesa por um imigrante ou que uma família cigana de quatro pessoas recebe dois mil euros mensais de rendimento mínimo somos insultados.
“Se gostas assim tanto deles leva os para tua casa”, “devias ir para a Rússia/Venezuela/China/Coreia do Norte”, “os muçulmanos são uma raça maldita que não respeitam os nossos costumes”.
E dali não saem e se não somos agredidos e só porque não querem arriscar o troco.
Porque outra característica do chegano/fascista tipo e só ser forte em manada. Mas se estiver em manada ataca e agride.
E esse cancro continua a alastrar e não há maneira de sair disto.
E isso que me faz pessimista e ter a sensação de que vamos mesmo levar com o quarto Pastorinho.
Porque os votantes parecem estar a agir como manada. Se um corre numa direção correm todos mesmo que seja desse lado que estao os predadores.
E e arrepiante que pouco mais de 50 anos de nos termos livrado de uma ditadura que nos tornou no país mais atrasado da Europa e nos meteu numa guerra de 13 anos em três frentes de combate haja tanta gente a dizer que no tempo do Salazar e que era bom.
E que ninguém tenha destruído todos aqueles cartazes que enxameiam o país a garantir que o compadrio só começou nos 50 anos que temos de democracia parlamentar.
Lá está, podem dizer a bebida mais absurda que cada vez mais gente acredita. E sendo impossível argumentar com eles a maré negra ameaça mesmo afogar nos a todos.
Mas havemos de saber nadar.
Morte ao fascismo.
Como combater este fascismo?
Com que instrumentos?
Tempos tenebrosos estes que vivemos, mais tenebrosos serão quando partidos como o de desprezível Ventura, alcançarem o poder político, porque o económico (já bem acentuado) e o dos meios de comunicação (TVI/CNN e CMTV/NOW) já estão alcançados.
Caminhamos para o inferno. Leiam António Scurati, sobre Mussolini. Está lá tudo!
Gerardo Pedro subiu ao palco, indignado: “Mas o que é esta merda?! Não tens vergonha de estar aqui a dançar a música dos rabetas?!”.
E tal é a desfaçatez do CU (candidato único) que até o Capelão faz de conta que não se apercebeu, rapidamente tentando desviar o assunto. Não têm mesmo vergonha, os pategos do Patega!
A pena de morte está errada, seja quem for que a pratique. E um erro, uma barbaridade e uma relíquia dos tempos passados de que sociedades como a China não conseguiram libertar se.
Mas para teu Governo, a extrema direita adora penas de morte.
O Chega chegou a por a discussão se tal devia integrar o seu programa. Acabou por deixar cair a coisa ao perceber que a coisa era repugnante para muita gente.
Do outro lado do mar Trump defendeu que a pena de morte deveria ser aplicada mais vezes, a mais crimes e com a celeridade chinesa.
Ainda a propósito do assassinato do Carlinhos Igreja disse essa mesma barbaridade.
Bolsonaro não chegou a inscrever a barbaridade de voltar a inscrever a coisa no Código Penal brasileiro mas defendeu amplamente os assassinatos a que eufemisticamente chamamos execuções extra judiciais. “Bandido vai morrer na rua igual a barata”. O problema e que para ele, tal como para toda a extrema direita, qualquer negro ou pardo era bandido.
E no seu mandato a polícia que já e das mais letais do mundo tornou se mais letal ainda.
Gente foi alvejada enquanto voltava para casa com sacos de supermercado.
No Rio de Janeiro, o governador bolsonarista mandou alvejar gente em favelas a partir de helicópteros.
Quando a extrema direita governa os assassinatos policiais crescem mesmo que a pena de morte não esteja na lei.
As forças de segurança tornam de impunes, fecham se os olhos a sua corrupção e por isso a extrema direita e tao popular entre as curvas de segurança. Principalmente entre aqueles que só para lá foram por terem músculo mas pouca cabeça para os estudos ou falta de possibilidades económicas para ir estudar. São vencidos da vida a quem deram uma farda e uma arma e que querem reinar sobre a plebe.
Isso acontece em todo o lado onde a extrema direita chega ao poder e acontecerá também em Portugal se o teu líder lá se sentar. Em especial contra migrantes e minorias raciais mas podendo atingir qualquer um que passe na hora errada no local errado.
Porque a extrema direita governa e impõe a sua agenda de exploração máxima através do medo. E a pena de morte, judicial ou extra judicial, causa terror e cala a dissidência.
Espero que o meu pais não sofra o destino cruel que sofreu o Brasil e que não sofremos o domínio dessa mal explicada mistura de fanáticos religiosos e gente que odeia toda a diferença.
Mas se tal acontecer graças a pategos como tu cá estaremos. Não conto dar um tiro nos cornos.
Quando a ti, escravo que se diz alforriado, vai ver se as alterações climáticas já fizeram o Tejo dar piranhas.
ah ah ah ah no Público? tudo bem! depois queixem-se que a coisa foi fechada.
Mas não era para me preocupar com o futuro dos pasquins cá da terra que aqui vim mas para deixar este link:
https://colonelcassad.livejournal.com/10098148.html
os sanguinários capitalistas-chineses, perdão comunistas-chineses, têm pena de morte e aplicam-a. Só que como orientais, aplicam-a à sua maneira.
Por cá os xarrocos residentes pela certa não concordarão.
Fizeram uma reportagem sobre a miséria humana que é a seita Patega, incluindo os desiludidos, os arrependidos, os desavindos e revoltados, que são mais que as Zitas Seabras desta vida e com tendência para aumentar, e tu nem queres ouvir falar, rindo-te da reportagem e “profetizando” o fim do Público, deixando subentendido que será extinto ou desmantelado quando (e se) a tua seita Patega for poder, ou antes disso por definhamento.
Tudo isto demonstra o estado mental de um escravo que se diz alforriado, xenófobo já sabíamos que és, imbecil também, que és sabujo e pregas o Evangelho segundo o CUarto Pastorinho (candidato único) e gostas de atirar areia para os olhos idem, só falta saber qual será a tua denominação confessional, deve ser a do Carlinhos Igreja, ou a dos Alforriados dos Últimos Dias, que tu com os brazucas não queres nada, mas com a extrema-direita queres tudo, vai ser engraçado ver as purgas internas na seita, apurando a pateguice e sabujice dos seus militantes ao CU, assim como as dissidências e cisões. Claro que o círculo de lambões vai continuar agregado em torno do demagogo histriónico, mas a sombra da autodestruição acompanha sempre um partido destrutivo e baseado em ambições pessoais, esquemas e golpadas. Deve ser triste ser um propagandista desta organização de gente fanática, gulosa e volátil.