Silly Season (epílogo) – alegoria

(Carlos Esperança, in Facebook, 29/08/2025)


A silly season acabou este ano silly, silly, silly, a mais silly de sempre.

O presidente da Marcelândia não gosta do presidente da Soviétia, talvez porque não lhe solicitou uma selfie ou o autógrafo, e o ódio exacerbou-se quando este invadiu o país vizinho cujo presidente ele venera.

Depois da invasão foi tirar fotos com o adorado homólogo, levar-lhe a venera, que este recusou, e prometer-lhe apoio à contraofensiva militar o que muito o desvaneceu, vindo do Comandante Supremo das poderosas Forças Armadas do belicoso e temido general Nuno Melo. Depois da cópia da Senhora de Fátima em barro, Kiev recebeu o original Presidente da República da Marcelândia em carne e osso.

Regressou cheio de fotos e de garbo a ruminar vingança contra o Vladimiro invasor e a rezar pela vitória do Vladimiro invadido.

O presidente da Marcelândia sabe que todo o mal vem da Soviétia, disse-o a Irmã Lúcia, e ensinou-lhe o pai Baltazar que era o país onde se comiam crianças ao pequeno-almoço quando esse país acusava os outros países de comerem o pequeno-almoço às crianças.

Antes do Vladimiro já tinham nascido, no país invadido, celebridades, Leonid Brejnev e Stepan Bandera, o primeiro já apagado dos manuais de História, como Estaline fazia aos inimigos na Soviétia, e o último celebrado agora como herói. Mas isto é um devaneio do escriba que se esquece do que quer escrever e se esquece do protagonista da prosa.

O presidente da Marcelândia, depois do êxito a trocar de Primeiro-ministro e de Presidente da Assembleia da República na Marcelândia, quer agora substituir o Presidente dos EUA, um estarola que baralhou todos os comentadores e lançou o Eixo do Bem em polvorosa. Odeia-o, apesar de ter referido antes uma alegada empatia entre ambos.

Foi este ódio que extravasou numa conversa em família na Madraça de Castelo de Vide onde foi levar a palavra depois de Marques Mendes e outros vultos da Marcelândia, aos futuros mulás.

Sem precisar de ginjinha ou moscatel foi ali que explodiu perante os ávidos ouvintes com a acusação de que Trump é um ativo soviético porque os ouvintes ignoram que a Soviétia foi encerrada há mais de três décadas.

Depois da acusação, ornado com a Ordem de Jaroslau I de Quieve, o Sábio, regozijou-se o mundo livre, mas deixou o embaixador da Marcelância nos EUA a tomar calmantes e o Primeiro-ministro e o ministro dos Negócios Estrangeiros a rezar. A própria UE o acompanhou com o 19.º pacote de sanções à antiga Soviétia, ora designada de Putinlândia.

Mas a Senhora de Fátima não os vai abandonar. E Trump que se cuide.

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6 pensamentos sobre “Silly Season (epílogo) – alegoria

  1. Certíssimo. E agora para mais ajuda temos a leitoa liberal até dizer Chega a querer ultrapassar o Chega pela direita cultivando outra percepção incutida aos pategos pelos próprios governos há décadas, a de que há gente a mais na função pública.
    Ora a senhora sabe que isso e mentira. O que se passa na função pública e um caso de gente mal distribuída e não de gente a mais.
    Direções disto e daquilo, com tachos e tachinhos enquanto os serviços abertos ao público estao a míngua de funcionários.
    E vai dizer a leitoa que se lá sentar o traseiro não querera também um tacho para os seus apaniguados?
    Vá ver se o Tejo da piranha que “moderados” a tresandar a fascismo já temos que chegue.

  2. O conspirador-mor da nação é o PR: “os portugueses deram-me razão nas eleições (após ter dissolvido a Assembleia da República)”, ao votarem nos auto-proclamados “moderados” que pactuam com o genocídio e os crimes de guerra israelitas, e na extrema-direita AVenturista.
    Além disso, é também o conspiracionista-mor de Portugal: “o presidente (hiPOpoTamUS) da maior superpotência do mundo é um activo soviético… russo”.
    Quando temos este tipo de inconsequentes e de inimputáveis a dirigir o rumo de Portugal, que se curvam perante o interesse estrangeiro como von der Leyen se curva perante Trump, e ainda inventam desculpas e inimigos externos para alimentar o medo, a xenofobia, o preconceito, e assim justificarem as suas diatribes…
    É por ser um activo russo que Trump financia o genocídio em Gaza (como Biden, que supostamente não era activo russo, Marcelo nunca o “expôs”, financiava)?
    Areia para os olhos dos pategos, mais ainda que habitual. Afinal, é a manipular percepções e a aldrabar pategos que os direitolas vão levando a sua avante, para prejuízo avultado dos portugueses e de Portugal.

  3. Antes das eleições que lhe deram o primeiro mandato travei conhecimento com um antigo jornalista daqueles que durante mais de 30 anos tinha chafurdado nos meandros da política nacional.
    Alguém que sabia do que falava e não era de mandar bocas para o ar.
    Quando lhe dei conta das minhas apreensoes dado o passado político do homem e a figura de quem era afilhado resumiu “vão por o pais nas unhas de um louco”.
    “Louco?”. “Clinicamente louco. Se não tomar os comprimidos aquilo corre mal”. “Homem, não me assuste mais do que eu já estou”.
    E assim terminou o diálogo sobre o sujeito que previsivelmente seria mesmo o próximo presidente da nação.
    Fiquei com o sangue um bocadinho feito em água, fascista e ainda por cima mentalmente desequilíbrado parecia mau de mais.
    Mas nos últimos tempos o homem tem mostrado cada vez mais que não anda a tomar os comprimidos.
    Para o que mais e que estaremos guardados.

  4. Ando há quase dez anos a dizer que esta alminha, para além da sacanices e aldrabices que sempre lhe foram implícitas, sofre de graves distúrbios mentais. Se dúvidas houvesse, ei-lo, em grande estilo, a dar-me razão.

  5. Realmente não sei o que passou pela cabeça do homem pois que não sou psiquiatra de formação.
    Mas que andam ali parafusos soltos andam.
    Ora como o “activo soviético” também tem muitos parafusos soltos além de tiques ditadoriais e de crueldade extrema e natural que o embaixador tuga nos Estados Unidos até tenha tido um desarranjo intestinal ao saber do dito.
    Mas esteja descansado, o “activo soviético” está mais interessado em ganhar dinheiro, muito, com a sanha europeia de vingar Napoleão e Hitler do que em se preocupar com o que diz o presidente em fim de mandato de um país que ele nem sabe localizar num mapa.
    Alem disso a Alcatraz dos Jacarés está fechada por ordem judicial.
    Por isso descanse que não se vai passar nada pior do que já está a passar.
    De qualquer modo não e o presidente o único pródigo em declarações peregrinas neste país a beira mar plantado.
    Não tenho nenhuma simpatia pela Mortágua, não tendo nada contra os outros dois tugas que la vao e que não consta que tenham ido a Kiev.
    Um deles já se viu quente com o governo com integrantes fascistas italiano a querer dar lhe uma cans brava por ter andado a salvar gente no Mediterrâneo.
    Mas tenho a certeza de que nenhum representante dos 44 países de onde proveem as centenas de desgraçados que vão integrar a flotilha que sai hoje de Barcelona disse a barbaridade que o Rangel disse.
    Que fique claro, Israel e um bando de criminosos, assassinos bíblicos, fanáticos, cruéis, genocidas e que são impunes.
    Matam sem consciência e sem remorsos, porque a vida dos gentios não vale nada, sem precisar de convite.
    O que Rangel fez foi convidar essa gente de que de nada precisa para matar a fazer justamente isso.
    Não tem “responsabilidade jurídica”.
    E moral, não terá nenhuma?
    Claro que não tem porque este e provavelmente o Governo mais desprovido de vergonha na cara e moralidade que tivemos desde Salazar.
    Valha lhes a todos um burro aos coices e vão ver se o mar da tubarão branco faminto.

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