O pacto Trump-von der Leyen, acto final de vassalização da Europa

(Hadrien Mathoux in Marianne, 30/07/25, Tradução de Alfredo Barroso in Facebook, 26/08/25)


Ao aceitar um acordo comercial humilhante para a União Europeia, a presidente da Comissão Europeia confirmou a incapacidade da organização supranacional se comportar de forma diferente de um vassalo dócil dos norte-americanos. Só alguns sonhadores assaz ingénuos [“naïfs”] continuam a crer que, na Europa, “a união faz a força”.

China imperial, meados do século XIX. Entalada, enfraquecida pela corrupção e saída exangue das guerras do ópio, a dinastia Qing é constrangida pelas potências ocidentais (Reino Unido, França, Rússia, Estados-Unidos) a assinar o que mais tarde os chineses designarão por «tratados iníquos». Paragrafados sem verdadeira negociação, esses acordos abrem a China ao comércio, forçam-na a ceder enclaves territoriais, condenam-na a pagar indemnizações. Em troca, o Império do Meio não recebe… nada. Estes tratados inauguram um século de declínio e de humilhação para os chineses, submetidos ao jugo de uma Europa triunfante.

Regressemos à nossa época, e ao funesto acordo-quadro concluído no domingo 27 de Julho de 2025 por Ursula von der Leyen com Donald Trump. Desta vez, é a Europa que está do lado dos vencidos da História. A presidente da Comissão Europeia aceitou as condições exorbitantes sem contrapartida notória: a U.E. vê ser-lhe imposto o pagamento duma taxa de direitos alfandegários de 15% sobre as suas exportações em sectores chave e não imporá o pagamento de taxas aos produtos dos EUA; a U.E. compromete-se a investir 600 mil milhões de dólares no país do Tio Sam, designadamente em equipamentos militares, e a proceder a compras massivas de petróleo, de gaz natural liquefeito e, ainda, de nuclear e de inteligência artificial.

Esta negociação só tem um nome: o desequilíbrio manifesto do «deal» – denunciado quer por chefes de Governo quer por economistas e por empresários – confirma a vassalagem da Europa. É preciso ouvir Ursula von der Leyen, sorriso crispado, a explicar que os Estados-Unidos não atribuíram «nenhuma» concessão à U.E., tendo apresentado como objectivo das discussões o «reequilíbrio da relação comercial» visando suprimir «um excedente do nosso lado e um défice do lado norte-americano».

Longe de ser a «presidente da Europa» que ela sonha incarnar, a patroa da Comissão Europeia – que parece, aliás, bem menos preocupada com os excedentes comerciais da sua Alemanha natal em relação aos outros Estados europeus… – adopta a atitude duma representante de país colonizado a capitular perante as exigências da potência superior, da qual ela adopta, de passagem, os elementos de linguagem. Von der Leyen e os seus comissários europeus aplaudiram a «estabilidade» e a «previsibilidade» trazidas pelo acordo. Uma verdadeira “Munique comercial”, em que se felicitam pela breve pausa, sem admitirem que ela inaugura um declínio duradouro.

Poderia tudo isto ter acontecido de outro modo? As causas desta humilhação têm a ver evidentemente com o estado alarmante da economia do Velho Continente, pregado ao solo por uma taxa de crescimento largamente inferior às da Ásia e da América, e chumbada por uma natalidade ridícula que não consegue compensar uma imigração mal controlada. Mas têm a ver também com a própria natureza da União Europeia, uma espécie de “URSS do comércio livre” que combina a rigidez burocrática e fé ingénua numa “mundialização feliz”.

Representante anacrónica de uma ideologia que já estava ultrapassada vinte anos atrás, Ursula von der Leyen acredita ainda que a extensão infinita dos mercados, o liberalismo à “outrance” e o doce comércio livre resolverão os problemas do mundo,

Tudo isto nem sequer é muito grave para ela visto que, facto espantoso, a actual presidente da Comissão negoceia as decisões que comprometem toda a Europa, sem prestar contas a ninguém.

Fonte original aqui

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22 pensamentos sobre “O pacto Trump-von der Leyen, acto final de vassalização da Europa

  1. A China e as Guerras do Ópio:

    https://shs.cairn.info/revue-internationale-et-strategique-2012-1-page-XXVIII?lang=fr

    https://www.les-crises.fr/video-jean-michel-quatrepoint/

    https://fr.wikipedia.org/wiki/Jean-Michel_Quatrepoint

    não faço a tradução automática, senão o comentador reclama, mas não faz. Típico da esquerda. Só blá-blá-blá…

    “… La Grande-Bretagne était devenue extrêmement friande de marchandises chinoises, et la Chine avait amassé de grandes richesses grâce au commerce international, notamment des produits de luxe, notamment le thé, la soie et la porcelaine, que les Anglais importaient en grande quantité.

    Les commerçants anglais gagnaient de grosses comme d’argent en ramenant ces produits en Angleterre, mais ils se sont confrontés à un problème. La Chine ne voulait pas d’échanges « marchandises contre marchandises » ; elle n’était pas vraiment intéressée par les produits avait à proposer, et exigeait d’être payée uniquement en argent. Cela a évidemment créé un important déséquilibre commercial en faveur de la Chine et posait problème aux Britanniques qui avaient peu d’argent et beaucoup de marchandises en nature, venant principalement de leurs colonies aux Indes.

    Dans un effort pour supprimer ce déséquilibre commercial, la Compagnie britannique des Indes orientales a commencé à faire passer en contrebande vers la Chine, de grandes quantités d’opium cultivé dans leurs colonies. Les Anglais espéraient ainsi récupérer suffisamment d’argent par la vente illégale de cette drogue, afin de financer leur propre addiction au thé chinois. …”

    • Ó Capelão, citas o João Michel Quatro-Pontos gaulês como se este fosse o dono da verdade, e não estivesse também ele interessado em “dourar a pílula”… conheces essa expressão?
      Pategos como tu comem tudo, ainda te vou ver aqui a defender com citações as Leis de Nuremberga, dizendo que era para “equilibrar a tabela demográfica”, o Lebensborn para “equilibrar a pirâmide etária”, e o Lebensraum para “equilibrar a distribuição territorial da Europa”. Pategos como tu são pasto para a novilíngua dos fascistas supremacistas que encantam e enrolam pategos ao pequeno-almoço. É o problema de haver tantos manipuladores idiotas como tu hoje em dia…

      • Estou a gostar de te ler.
        Sabes porquê?
        Porque és o exemplo, do que é um comunista do PCP. Continua, porque se ainda houver quem aches que a esquerda pode servir para alguma coisa, contigo fica esclarecido.
        Dou por bem empregue o meu tempo contigo.
        Continua aí firme a defecar.

  2. E temos o Marcelo na Universidade de Verão do PSD a dizer que “Trump e um activo soviético”.
    Sabera o homem que estamos no ano de 2025?
    Depois de termos passado tantos atestados em psiquiatria ao Putin e mais que certo que nos sim temos um PR mais variado que um xalavar de caranguejos.
    Como e que se dirá nhanhananhanha em russo?

    • Parece que está tão apanhado do clima como o Capelão que avisou que ia de férias e só voltava em Setembro, mas vê pides e tchekas e soviéticos em todo o lado… estão todos queimaditos, os direitolas beija-CUs (candidato único)…

  3. Pois, a esse preço também a Colômbia podia ser um dos países mais ricos do mundo a custa da exportação da branquinha.

  4. Os que comentam aqui, são da mesma extracção que os 3 aprendizes-de-tchekas aqui.
    É americano?
    Então bota abaixo.
    https://actualidad.rt.com/actualidad/562637-enviado-eeuu-periodistas-comportarse-animales-video
    Reacção pavloviana.
    Um dia Raul Rego (PS) bateu uma sorna depois de almoço na AR, quando acordou ouve algo que ele acha que se refere à Igreja.
    Pede a palavra e parte para uma diatibre anticlerical, ele que tinha andado no seminário, é sempre assim, tipo o Eunuco aqui nos comentários.
    Os chuchas à volta delem tentam acalmá-lo.
    Calma pá!
    Não é nada disso!
    Tem calma Raul!
    Realmente o embaixador americanos é mesmo fascista.

  5. Claro, para escravos que se dizem alforriados e perfeitamente normal e lógico que lá porque um pais exporta para outro mais do que importa seja obrigado pela força das armas a aceitar importar produtos nefastos como drogas terríveis.
    Desde quando e que défice comercial justifica uma atrocidade como essa?
    Valha te um burro aos coices.

      • Qualquer pessoa sem macaquinhos no sótão sabe que as guerras do ópio foram resultado da interdição do imperador chinês ao comércio do ópio na China, coisa que os traficantes ingleses não aceitaram de bom grado, pois ficariam sem o lucro proveniente de lá (que não era pouco). Daí impuseram uma guerra naval e de cerco, que culminou na revogação da proibição do comércio do ópio na China.
        Mas um Capelão Capeta teria sempre de romantizar e tele-evangelizar as acções dos traficantes, pois estes eram anglo-saxões e ele adora beijar-lhes o cu, se fossem indostânicos, mexicanos ou birmaneses seriam mais uns “animais de jardim zoológico”, uns “criminosos sem escrúpulos”. Os cartéis mexicanos e sul-americanos encontram-se dentro dessa mesma lógica de “equilíbrio da balança comercial”, o azar deles é que não são arianos como os meninos dos olhos do escravo que se diz alforriado e é desbocado e abestalhado…

        • Eunuco, chumbavas no exame.
          Porque é que o Imperador mandou queimar o ópio?
          Porque é que o ópio ali estava?
          Se não fosses papagaio, saberias que a balança comercial era desfavorável aos ingleses (todos os pássaros comem o trigo, mas os ingleses é que têm a fama). Que os ingleses importavam porcelanas, sedas, chás, … e que os chineses não lhes compravam nada, do que eles tinham para vender. Que ainda por cima os chineses queriam ser pagos em ouro. Que o ópio foi a maneira de equilibrar as contas, ter algo para lhes vender. Isto é dos livros, não das pagelas que tens de recitar sobre a bondade do “comunismo”, que não sabes o que é, nem quererias para ti., É só uma tara, como outras que apanhaste no colégio interno. Ora vai lá ajoelhar e rezar um pouco, coroinha.

          • Agora o tráfico do ópio promovido pelos ingleses na China era para “equilibrar a balança comercial”. Devias ser Consiglieri da Cosa Nostra, ou mandatário do Cartel de Sinaloa para os representar junto do Departamento do Tesouro e da Reserva Federal Americana e no Supremo Tribunal, e assim punhas fim à “Guerra às Drogas” começada por Reagan ( o mesmo HiPOpoTamUS que protagonizou o escândalo IRÃO-CONTRAS, com tráfico de droga e de armas à mistura). Bastaria dizeres que era para o equilíbrio da balança comercial, e para indemnizar o México pelo Golfo com o mesmo nome ser agora da América, pelo menos para os pategos MAGA. Com o Capelão na solução é um mar que se abre… ou se encapela…

            • Excelente!
              Continua assim.
              Todos precisam de perceber que tipo de gente o PCP tem.
              Tu és o exemplo do militante/simpatizante modelo.
              Depois admiram-se que os resultados sejam o que são.

  6. Teria sido interessante o autor do post no Facebosta, quando chamou as Guerras do Ópio à colação, tivesse dito o porquê delas.
    Desequilíbrio da balança de transações desfavorável à Pérfida Albion.
    Como disse Freud, às vezes um charuto é apenas um charuto.

    • Olha o beija-CUs (Candidato Único), cada vez mais frenético. A única diferença entre a Ursula e o Capelão é que a Ursula vai directamente beijar o cu ao Trump, enquanto o Capelão tem de ir primeiro lamber o traseiro ao CU, que por sua vez beija o de Trump. Mas no fundo é tudo a mesma massa de vendidos e vendilhões do templo…

  7. Corrijam, por favor: é “vassalagem” em vez de “vassalização”. Não vale a pena inventar palavras quando já temos boas e vivas!

  8. Isso de achar que só há um partido decente mas não votar nesse porque não se e comunista vale o que vale.
    Teria o partido de mudar de nome?
    Ficar a espera de uma revolucao e espetar sentado.
    Se esta gente nem sequer acorda para votar no unico partido que se opõe a esta porra toda, se esta gente diz que quem se opõe a isto deveria ser mandada para a Rússia, se esta gente cada vez mais vota Chega porque a culpa e dos imigrantes de onde é que vai aparecer quem faça a tal revolução de que devemos ficar placidamente a espera em vez de ir votar? De Marte?
    Durante uns 15 anos não votei.
    Tinha engolido, provavelmente pela muito pouca idade todas as araras sobre um regime nefasto que teria causado muita miseria na Rússia e Leste e até sobre uma certa criatura linchada num dia de Natal que bebia sangue.
    Depois vieram a entrada no mundo laboral e emigração para fazer trabalhinho de corno depois de anos de sacrifícios para tirar um curso por exaustão por exploração desenfreada. Outro que me sucedeu morreu mesmo.
    E conhecer montes de gente de Leste que contava historias cruéis de terem perdido as casas e empregos de um dia para o outro, de patrões cruéis, prostituição e o diabo a sete.
    Diziam que no outro tempo eram felizes e não sabiam acreditando no conto da sereia de que no Ocidente toda a gente tinha uma boa casa, dois carros na garagem e férias em lugar de sonho sem nunca ser visto a vergar a mola no trabalho.
    Não era só aqui que a nossa propaganda funcionava bem. Nisso o Ocidente sempre foi mestre e até o colonialismo conseguiu branquear como sabemos. Íamos simplesmente ensina los a viver e espalhar a luz da fé cristã.
    Mas agora havia partidos ilegalizados, a votar não se ia lá e até falar era perigoso porque também as mafias nascentes a quem tudo aquilo interessava não brincavam em serviço.
    Quem teve sorte emigrou.
    E como também eu tive nessa altura a sorte de conseguir emigrar em vez de morrer de exaustão como o desgraçado que me sucedeu no mesmo sítio tratei de começar a votar.
    No único partido que tentava realmente evitar que acontecesse a outros o que me tinha acontecido, estou me nas tintas para o nome.
    Hoje foi o único partido a esquerda que achou que matar nos por estar doentes e não receber tratamento físico e psicológico decente não e um avanço civilizacional mas um retrocesso e por isso temos uma palavra muito antiga para o designar.
    Que defende os trabalhadores e o único cujos dirigentes não foram abraçar o grotesco palhaço de Kiev.
    O único que lembra que o homem e um liberticida e não desencanta gente de esquerda a viver em paz com esse regime.
    A opção pelo niilismo a espera da revolução que só poderá vir de Marte poderá ter a sua legitimidade mas eu sei que não vou por aí.
    E chamem me comuna, PIDE vermelho e o raio que os parta que e para o lado que eu durmo melhor.
    Afinal de contas quando toca a chamarem nos nomes até Bolsonaro já me chamaram.
    E se mais ninguém restar para gaudio dos chegamos e até gente que se diz de esquerda, como dizia Victor Hugo “esse serei eu”.
    Assim continuemos todos pelos mares deste mundo para nos chamarem muitos nomes.
    Porque e também sinal que não nos cortaram o pio e ainda podemos dizer e escrever coisas que os fazem lamentar não poderem meter nos na cadeia nem mandar nos para a Rússia em marchas forçadas.
    vamos continuar por aqui.

  9. O texto parte erradamente do princípio que o cargo de Presidente da União Europeia não presta contas a ninguém.
    Sim, não presta contas ao povo, mas presta contas aos líderes dos países do Ocidente.
    E não, estes líderes não são os governos, mas sim uma oligarquia cada vez mais desavergonhadamente fascista e no bolso de Washington.

    Ursula von der Leyen pode perder o cargo a qualquer momento se os países lhe tirarem confiança.
    Legalmente isso faz-se através do Parlamento Europeu.
    Ora, ainda há semanas houve uma votação nesse sentido, e qual o resultado?
    Só uma minoria (a extrema-Direita, e a real Esquerda patriótica) é que votaram contra a Presidente da Comissão Europeia.

    Ou seja, resumindo e trocando por miúdos: toda a vassalagem, corrupção, negligência, incompetência, sionismo genocida, nazismo, e estupidez, demonstrados por esta Comissão Europeia, RE-ELEITA, são da total responsabilidade dos países da UE, em particular dos partidos “democráticos” do “Centro” “moderado” (que nem são democráticos, nem Centro, nem moderados).

    Em concreto, se em Portugal se deram helicópteros Kamov a nazis ucranianos, e depois nos faltam meios para conbater incêndios, a culpa não é da Úrsula, é do António Costa e Montenegro e companhia.

    Se se encerram urgências de hospitais por falta de financiamento adequado para o SNS, mas depois há 5% do PIB para comprar armas aos EUA (e garantir o lucro da oligarquia em Washington), a culpa não é da UE, é do PS+Livre+PAN e do PSD+CDS+IL+Chega.

    Se se aplicam sanções ao Irão e se chama “terrorista” a quem resiste e não se reconhece a Palestina, mas em vez disso se dá apoio a um projecto colonial ilegítimo racista e genocida, isso é culpa de quem anda à solta nas ruas em Portugal, não é culpa de burocratas em Bruxelas.

    Se se aplica austeridade e se comprimem salários e se destroem direitos laborais, ao mesmo tempo que se esbanjam milhares de milhões a salvar bancos privados (que agora têm muitos lucros à custa do que roubam legalmente aos seus clientes, que foram quem salvou esses bancos), isso é culpa nossa, de quem ainda acredita na propaganda do refime e ainda perde tempo a votar, em vez de pegar armas e atirar este regime podre abaixo.

    E se em breve se vai desmantelar ainda mais o Estado de Bem-Estar Social, e dar ainda mais tiros nos pés com 7ma guerra proxy que está a ser preparada pela terrorista NATO/EUA contra a China (e quiçá também Irão e Venezuela, etc), em vez de protegermos o que temos de bom e cortarmos relações com os agressores (como manda a nossa Constituição a propósito da NEUTRALIDADE militar), isso é culpa nossa, e de quem diariamente passa horas a babar-se em frente às Notícias Falsas da imprensa mainstream: RTP, SIC, TVI, Now, CMTV, CNN, FOX, BBC, Euronews, etc.

    Podia continuar com N exemplos, mas fico por aqui. A culpa é de quem vota e dá assim legitimidade a um regime que não a tem. A culpa é de quem é ignorante e facilmente vítima da propaganda do regime (EUA/NATO/UE/sionismo/oligarquia). A culpa é de quem vê um genocídio a acontecer e não se revolta contra quem em Portugal o tolera e até apoia. A culpa é de quem olha para nazis e os chama de “democratas” ou “vítimas” do Putin. A culpa é de quem aceita trabalhar mais de 40 horas por semana, sem direitos nem salários dignos, e depois cai na estupidez de chamar a isto “socialismo”, desconfiar da “extrema” Esquerda, e ir a correr para os braços dos fascistas de várias cores: desde os rosa até aos cor de burro quando Chega.

    No meio disto tudo, o que é a Úrsula v9n der Leyen? É a culpada?
    Não.
    Ela é simplesmente a prostituta do momento. É ela, mas podia ser outro qualquer, como o Durão Barroso…
    São gente sem um pingo de caráter bem voas intenções, gente que sabe só do próprio umbigo e vive a vida só para a sua conta bancária. E fazem isso com mestria.
    Se a Lockeed Martin quer vender mais F35, a Úrsula promove a guerra e recebe uma Comissão (da UE) e também uma comissão (em dólares).
    O problema é dela?
    Continuo a dizer que não.
    A culpa é de quem a elegeu, de quem a ouve, de quem a re-elegeu, de quem a mantém no cargo, e de quem lhe obedece.

    Eu, quando vejo um fascista, um nazi, um corrupto, um NeoLiberal, um sionista genocida, um imperialista ocidental (e tinha mesmo que ser ocidental, pois não há imperialismo em mais lado nenhum!), um colonialista, ou um criminoso de guerra, eu viro-phe as costas, e votava (quando ainda acreditava, ingenuamente, no regime Português) na oposição a essas coisas.
    Por uns tempos pensei que era o BE. Agora sei que é só o PCP. Mas como nem sou comunista, nem aceito dar mais legitimidade a um regime podre, já não voto em ninguém.
    Fico à espera da revolução.
    Quem a quer fazer?
    Os capitães de Abril morreram sem sequer um dia de luto.
    Sobra quem?
    O PCP também está morto.
    Há por aí uns generais que até falam bem, mas são só generais sentados.
    Quem vai à luta para corrigir o estado a que isto chegou?
    A história não se faz com bandeiras brancas nem palavras bonitas perante os monstros.
    Os monstros têm de ser mortos!

    Amanhã o regime vai continuar igual: vassalagem, corrupção, nazismo, mentiras, GENOCÍDIO.
    Os português vão continuar calados, a trabalhar por meia dúzia de euros por hora, a votar em quem não os representa, e depois a ver a bola, a novela, ou o reality show. A desperdiçar o tempo da sua vida nas redes sociais da vigilância permanente do Uncle Sam. E o pouco dinheiro que ganham, é para estoirar em bebida, festas populares, popós made in Alemanha, e tecnologia made in USA.
    Enquanto povo que se meteu e se mantém besta situação, a culpa é nossa e só nossa, não é de uma mera p*ta à beira da estrada em Bruxelas.

    Portanto, vão abrir os olhos e fazer alguma coisa, ou não têm emenda?
    Ou seja, vamos pegar em armas e restaurar o 25-Abril e a independência, ou vocês são tal como o povo Alemão que se deixou levar pelo “homem” do bigode esquisito?
    Já não há tons de cinzento nem outras cores. Já chegámos ao momento em que é preto ou branco: ou estão do lado de nazis, fascistas, corruptos, colonialistas genocidas, vassalos traidores, e imperialistas tresloucados, ou estão do lado da revolução.
    Não há meio termo. Esse barco já zarpou há anos.

    Se votam, em particular se votam nesta liderança do BE, no Livre, no PS, no PAN, no PSD, no CDS, na IL, ou no Chega, vocês estão no mesmíssimo saxo em que estão os sionistas genocidas de “israel”, e os nazis que esticam o braço direito quando glorificam o Stepan Bandera.
    Se Carlos Moedas convida o NAZI Pavlo Sadokha para as listas em Lisboa, e o Carlos Moedas continua em liberdade e 100% são e salvo, então a culpa do estado a que isto chegou é nossa!
    Não é de uma nojenta corrupta que anda em Bruxelas a fazer compras de luxo com o dinheiro que a Pfizer e a Lockeed Martin e a BlackRock e a Rheinmetall lhe pagam.
    Se ela continua a mentir e a roubar e a trair a Europa, e se Portugal lhe continua a obedecer, então a culpa é nossa!

    A culpa é dos nossos cus alapados nos nossos sofás, e das nossas mãos vazias de armas!
    Armas? Mas quais armas? Nem sequer em cartazes nós pegamos para nos manifestarmos contra esta m*rda toda!
    O Euro fodeu o nosso país e vimos o que fez à Grécia, e em vez de voltarmos a ter independência monetária, continuamos na ditadura da moeda estrangeira que chegou a causar 8% de recessão em 2 anos, uma década de austeridade e destruição de direitos NUNCA recuperados, venda ao preço da chuva de empresas estratégicas a especuladores abutres estrangeiros, 20 e tal anos perdidos em estagnação, défice comercial externo que só se pode combater baixando salários, 17% de juros da dívida pública e humilhação do FMI/BCE, e ainda um pico de estonteantes 50% de desemprego jovem e 50% de gente abaixo do limiar da pobreza (antes de apoios sociais)!
    Somos culpados! E somos ridículos!

    E durante este período, participámos na agressão aos povos Cubano, Venezuela, Boliviano, Nicaraguense, Sérvio, Georgiano, Arménio, Iraniana, Palestiniano, Iraquiano, Sírio, Afegão, Sudanês, e e Ucraniano! Sim! Tudo o que acontece na Ucrânia desde 2014 é culpa da agressão ocidental. E é portanto culpa de todos nós, que não aprendemos nem mudamos de regime.

    A Úrsula, o Durão, o Stoltenberg, o Rutte, o Draghi, o António Costa, etc, são só cabrões que se sabem desenrascar no meio da podridão. A culpa não é deles. A culpa é de quem os pôs lá, de quem os ouve, de quem neles votou, e de quem neles confia. A culpa é do povo ocidental, em particular a maioria simpatizante dos EUA e de “israel”, convictos EU-ropeístas e NATO-ístas, eleitores dos “democratas” do “centro” “moderado”, telespectadores da RTP, SIC, TVI, Euronews, CNN, etc, e consumidores de Hollywood, Netflix, Coca-cola, McDonalds, Google, Apple, Microsoft, Tesla, Ford, etc.

    Querem mesmo mudar alguma coisa?
    Mas não estão preparados para pegar em armas nem estão para se chatear a pegar em cartazes e a gritar no meio das ruas?
    Então como é que mudam o que quer que seja?
    Querem mudar, mas vocês próprios vêem diariamente a propaganda do regime, e compram os seus produtos que financiam a oligarquia (que é quem realmente manda em nós) e a máquina de guerra imperial nazi-fascista corrupta terrorista genocida ocidental?
    Não estão sequer dispostos a esse grande “sacrifício” que é deixar de dar dinheiro à Netflix e ao Prime, à Pepsi e à Intel, à Microsoft e ao Facebook, etc?
    Então vão para a senhora que pariu a Úrsula e companhia!

    A CULPA É NOSSA!!!

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