(José Catarino Soares, in A Tertúlia Orwelliana, 30/07/2025)

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Benjamim Netanyahu, primeiro-ministro de Israel, propôs Donald Trump, presidente dos EUA, para o prémio Nobel da Paz. Os chefes dos dois Estados mais belicosos e belicistas do planeta, cujas guerras, morticínios de civis (Hiroshima, Nagasaki, Deir Yassin, etc.), purgas étnicas em larga escala (Nakba em 1948, especialmente em Haifa e na Galileia; Naksa em 1967, na Cisjordânia), genocídio (Gaza, em curso) e assassinatos selectivos fizeram milhões de mortos, feridos e estropiados desde 1945 (para não ir mais atrás no caso dos EUA), zombam do mundo inteiro apresentando-se, respectivamente, como padrinho e campeão mundial da paz.
É uma proposta grotesca, bem ao estilo da Novilíngua em vigor na Oceania (no universo romanesco de Mil Novecentos e Oitenta e Quatro, de George Orwell), onde Guerra é Paz, Liberdade é Escravidão e Ignorância é Força.
Ler artigo completo aqui.
Bota Miguel de Vasconcelos nisso. Depois se algum muçulmano, quiçá sobrevivente ao “amor” de Israel lhe der um tiro nos cornos e a prova provada que os muçulmanos são todos uns terroristas e Israel faz muito bem em andar a mata los a fome, ao tiro e a bomba.
Como uma tal Isabel Stillwell que disse que esteve calada durante mais de 20 meses porque se punha no lugar dos familiares dos mortos e reféns do 7 de Outubro de 2023.
Pena que nunca se tenha posto no lugar das famílias palestinianas que viram as casas demolidas e os campos arrasados, das desgraçadas crianças que dependiam de escudos humanos para terem mais possibilidade de chegar vivas a escola, do homem que não sabia se chegaria vivo ao fim do dia porque sempre podia ser morto por um soldado ou colono que tivesse acordado mal disposto, dos que apodrecem década em masmorras israelitas muitas vezes sem qualquer culpa formada, dos torturados, das vítimas de trafico de órgãos e experiências médicas dignas de Mengele, do pai da jovem americana esmagada por um bulldozer israelita, dos cidadãos de Beirute e de tanta gente que teve a vida destruída pelo estado genocida de Israel ao longo de quase 80 anos que aquela aberracao existe.
Vão ver se o mar da tubarão branco faminto.
Porcos e Miguéis de Vasconcelos não faltam, de todos os tamanhos, cores e feitios!
“Israeli President Isaac Herzog meets with a delegation of imams and Muslim community figures from France, Belgium, the Netherlands, Italy and the United Kingdom at the President’s Residence in Jerusalem, during a visit organised by the pro-Israel advocacy group ELNET.
Among those present was Imam Hassen Chalghoumi, chair of the Conference of Imams of France, who delivered a message of fraternity and expressed support for the Israeli people. Chalghoumi described the current conflict as “not Israel’s war with Hamas, nor… against Hezbollah… but rather a war between two worlds,” framing Israel and its allies as part of “the world of brotherhood, humanity, love, democracy and freedom”.
Chalghoumi, a controversial figure, has previously faced criticism from within the Muslim community for his pro-Israel positions and for supporting France’s ban on the burqa.”
Aqui:
https://youtube.com/shorts/9c1lWSBiQU4?si=CHxYHtJceChQdxiC
Quando deram o prémio Nobel da Paz ao Barack Obama, depois de ele ter invadido Países já nada me espanta neste Mundo.
Palavra que quando o salafrário fez esta proposta absurda pensei que estava a gozar.
Para além da total psicopatia e desumanidade, Netanyahu e bem conhecido por tiradas de gozo desbragado com as suas vítimas, como quando há cerca de uma década disse que estava a pôr os palestinianos de Gaza a dieta.
E claro que na sua mente retorcida talvez acredite mesmo que quem lhe permite cometer um genocídio, seja por lhe fornecer armas seja por lhe dar toda a cobertura militar e diplomática merece o Prêmio Nobel da Paz.
Afinal de contas, a noção desse traste de paz e a destruição dos povos que teem a desdita de ser vizinhos daquela coisa cancerosa a que se chamou Estado de Israel.
Na sua mente insana faz mesmo sentido por muito que a nós nos pareça simplesmente grotesco.
Mas tendo em conta o perfil de alguns dos agraciados, não me espantaria muito se o amigo de Epstein recebesse mesmo o prêmio.
Correcção: o ocidental perguntadeiro do vídeo com Nelson Mandela (Ken Adelman de sua graça) é um diplomata da “nação única e indispensável” e não um avençado merdiático, como pensei. “Diplomata” é modo de dizer, já que na também “nação excepcional” ninguém sabe o que isso é. Nada de grave, saem todos da mesma matriz, são paridos pela mesma meretriz.
Como sempre, grande e exaustivo trabalho do José Catarino Soares.
Quanto ao Nobel, é “carimbo” que já não prestigia ninguém, “marca” que vale tanto como um par de cuecas “Armani” contrafeitas! Não deixaria de ser bom que fosse atribuído a Francesca Albanese e aos médicos de Gaza, quanto mais não seja por com ele poderem ser adquiridos medicamentos e material médico para Gaza, por exemplo, mas o respeito e admiração que ela e eles merecem não precisam da “chancela”, do “visto” desacreditado da decrépita chafarica norueguesa.
Quanto ao cipaio António Guterres, campeão olímpico nas modalidades de genuflexão e contorcionismo, posso apenas dizer que tenho vergonha de que seja português.
A propósito de Prémios Nobel da Paz:
https://youtube.com/shorts/bRnCQjRaSBo?si=icmLTJ2L2PmldXa5
Onde mais uma vez se prova (ainda que não fosse preciso) que a “escola” CNN Portugal, com o mancebo Bello Moraes e restantes muchachas e muchachos, é apenas uma tasquinha regional de uma antiga e canina tradição global! Pobre e “ocidental” avençado! Embrulha!