Mário Centeno e o Banco de Portugal

(Carlos Esperança, in Facebook, 26/07/2025)


Nunca esqueci o pedido do ministro Centeno a um clube de futebol, para assistir a um jogo, com o filho, na tribuna do presidente do clube, por razões de segurança. Foi a primeira tentativa de o travar. Até o Ministério Público entrou na habitual tentativa de difamação. Houve devassa ao seu gabinete ministerial. Podia haver contrapartidas. Até o inefável Presidente  Marcelo, com a sua perfídia habitual, disse, desta vez fica…, mas…

Por isso, aguardei a entrevista de ontem com muito interesse. Depois da orquestração de suspeitas e da campanha de difamação e ataques de carácter a Mário Centeno, precisava de ser esclarecido. E fiquei esclarecido.

Perante as acusações de um governo infantil, esteve um adulto na RTP. Depois de ser dito, pelo ministro Leitão Amaro, que o futuro governador é o melhor e é independente, Centeno foi o adulto que defendeu o Banco de Portugal sem pôr em causa a legitimidade da proposta de Miranda Sarmento, a decisão do Governo na sua substituição ou o mérito do sucessor.

Perante gente tão mesquinha, Mário Centeno fez jus ao enorme mérito que o acompanha e à competência técnica de que deu provas em todos os cargos que ocupou. E mostrou a postura de Estado que falta ao governo que se habituou a difamar quem substitui.

Mário Centeno também é político, ninguém é governante sem o ser, mas não é o político saído do tráfico de influências ou o cidadão que chegou aos mais altos cargos manchado em negócios nebulosos.

Este governador do Banco de Portugal não precisa de quem o defenda, tem a dimensão ética, intelectual e técnica que falta aos homúnculos que povoam o atual governo.

Não é Centeno quem quer.

Nota: Pode ver a entrevista na íntegra aqui.

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2 pensamentos sobre “Mário Centeno e o Banco de Portugal

  1. Este individuo representa o neoliberalismo mais abjecto.
    Não há capitalismo bonzinho.
    Tentativa de branqueamento para Zé da Bola se entreter.
    O Carneiro com o séquito está instalado, agora juntem, este, o Assis e o Pinto.
    Mais dois actos eleitorais e irão fazer companhia á Mortágua, que aplaudiu de pé um nazi nas comemorações do 25 de ABRIL.

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