(Por Jovem Conservador de Direita, in Facebook, 02/05/2025)

(Vá lá, divirtam-se e não atirem tomates podres ao Tony e ao Montenegro e fiquem-se com este excelente exercício de chiste e ironia. Por vezes, rir é o melhor remédio… 🙂
Estátua de Sal, 03/05/2025)
O Dr. Montenegro é o Dr. Tony Carreira da política. São ambos carismáticos, adeptos da seleção do desporto futebol e, sobretudo, capazes de tudo para garantir o futuro dos filhos.
Por isso, faz todo o sentido que o Dr. Montenegro tenha convidado a sua alma gémea para a celebração do 25 de Abril adiada para 1 de Maio a que deu o nome de São Bento em família.
Já chega de feriados que dividem as pessoas como o 25 de Abril e o 1 de Maio. No 25 de Abril há uma luta entre dois tipos de extremistas. Os extremistas que defendem que a ditadura do Dr. Salazar foi uma coisa má e os extremistas que acham que foi uma coisa excelente. Há pouco espaço para os moderados que acham que é irrelevante falar-se disso. Aqueles que não celebram o Dr. Salazar em público, mas que também não usam um cravo porque não querem faltar ao respeito às vítmas do 25 de Abril. Que tiveram de fugir para o Brasil com a roupa que tinham no corpo e os saquinhos de dinheiro que tiveram de ir buscar à Suíça para que pudessem começar do nada noutro continente.
O 1 de Maio é um dia em que se celebra o conflito dos colaboradores com aqueles que lhes dão o privilégio de colaborar nas suas empresas. É vendida a ideia de que os colaboradores devem lutar com os seus chefes por direitos, em vez de, pelo contrário, mostrarem gratidão por quem lhes permitiu colaborar. O dia do colaborador não deveria ser um dia de conflito, mas sim um dia de celebração. Depois de um ano inteiro a fazer tudo pelos seus colaboradores, neste dia o CEO merecia uma pequena procissão. Pelo contrário tem de lidar com ingratidão. E isso é triste.
É por isso que fico feliz com esta ideia de um dia de união nacional introduzida pelo Dr. Montenegro. Um dia de São Bento em família. Como ando a dizer há muitos anos o Dr. Marcelo Caetano é o grande herói do 25 de Abril e também o menos celebrado. A sua passividade, falta de iniciativa e prontidão a enfiar-se num veículo aéreo permitiu que o 25 de Abril fosse um golpe pacífico. Este evento é, por isso, uma justa homenagem ao seu podcast “Conversas em Família.”
O Dr. Tony Carreira é a síntese perfeita da chamada luta de classes. Por um lado é um homem do povo, por outro lado é uma das grandes figuras da economia de mercado. É uma espécie de Dra. Popota em carne e osso. A Dra. Ivete Sangalo do piquenicão. Veio do nada e, fazendo benchmarking das melhores baladas mexicanas, construiu uma carreira de sucesso. Criou uma spinunviva musical garantindo um futuro também para os seus filhos.
É a pessoa ideal para celebrar a nossa democracia liberal.
No debate de ontem o Dr. Montenegro disse várias vezes que é preciso ser sério. É a técnica do “não lhe admito.” Basta dizer isso para ficar isento de esclarecer qualquer questão sobre a sua vida profissional. Não há melhor atestado de seriedade do que anunciar constantemente que se é uma pessoa séria. Os portugueses ficaram convencidos e vão ignorar todas as alegações de falta de ética do Dr. Montenegro. Quando questionam uma pessoa séria sobre a sua seriedade ela só pode ficar ofendida e, naturalmente, ficam esclarecidas todas as dúvidas.
Uma pessoa que diz que anuncia tantas vezes a sua seriedade jamais seria incapaz de conflitos de interesse e ilegalidades. Aliás, todas as avenças e oferendas de betão com que foi abençoado são tributos à sua seriedade.
Também o momento em que salta para o palco e canta com o Dr. Tony Carreira é um momento de grande seriedade. O Dr. Montenegro é uma pessoa poupada. Para quê gastar dinheiro em campanha eleitoral quando pode simplesmente aproveitar as iniciativas que promoveu como Primeiro-ministro?
Desde que acabou com o logotipo woke do governo anterior porque disseram mal dele nas redes sociais o Dr. Montenegro mostra que é um homem e um prestador de serviços muito sério. Usar o dinheiro público para que possa cantar o sonho de menino com a sua alma gémea não é algo que ele oferece às pessoas. É algo que as pessoas lhe oferecem. E, depois de tudo o que ele passou, ele merece.
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Depende dos políticos mas eu nem vou perder o tempo a lembrar de um certo líder partidário que levou com tortura, uns anos no hotel da PIDE em Peniche e exílio até uma certa fria madrugada e morreu num apartamento no nono andar de um prédio em Lisboa.
Ou do autarca dos primeiros anos pós 25 de Abril que vivia numa casa alugada e após dois mandatos voltou a vida profissional e se reformou aos 75 anos. Vivia numa casa alugada e aí morreu.
Já o seu sucessor, de outra força política que se diz de esquerda mas promove políticas de direita quando chega ao Governo, chegou a procura de uma casinha para alugar e dois mandatos depois não lhe faltava onde morar.
Por todos os políticos no mesmo saco vale o que vale.
Espero que pelo menos os que o fazem fiquem sossegados em casa ou vão a praia se o tempo o permitir.
Assim pelo menos limitam se os danos.
Ninguém está a precisar de mais votos na extrema direita porque “os políticos são todos iguais”.
Nem em gente que tem como modelo o desumano e insano Javier Milei pelo mesmo motivo.
Fiz me entender ou alguém está a precisar de um desenho ou de um bilhete de ida sem volta para os Estados Unidos ou a Argentina?
Com partida de preferência antes das eleições?
Desconhecia o lado de animador de “festas em família”, pensava que nos intervalos da gestão e participação das sociedades e empreitadas era líder do PSD e (candidato a) Primeiro-Ministro. Quando muito via-o como croupier ou angariador de “gamblers”. “Stakes” e “stakeholders” é com ele.
Mas quem é que não gostaria de partilhar o palco com o Tony e quiçá roubar-lhe o protagonismo, ainda por cima alguém com voz de escape roto?
“com voz de escape roto FANHOSO”, completo eu.
Montenegro disse e repetiu que é serio, muito sério, e de cada vez que ele diz que é serio eu lembro-me de um grande amigo meu, que tanta vez me disse, “quando ouvires um político dizer que é sério segura bem a carteira”.