Como a América Eliminou o Gasoduto Nord Stream

(Seymour Hersh, in A Tertúlia Orwelliana, 05/04/2025, Trad. de Fernando Oliveira) 

Foto do Comando de Defesa Dinamarquês, mostrando a fuga de gás resultante das explosões que destruíram 3 dos 4 gasodutos Nordstream no Mar Báltico.

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O Centro de Mergulho e Salvamento da Marinha dos EUA pode ser encontrado num local tão obscuro como o seu nome — o que outrora foi um caminho rural na cidade rural de Panama City, uma cidade turística actualmente em expansão no sudoeste da Florida, cerca de 110 km a sul da fronteira do Alabama. O complexo do centro é tão desinteressante como a sua localização – uma estrutura pardacenta de betão pós Segunda Guerra Mundial que tem o aspecto de uma escola secundária profissional do Oeste de Chicago. Do outro lado do que é agora uma estrada de quatro faixas temos uma lavandaria que funciona com moedas e uma escola de dança.

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9 pensamentos sobre “Como a América Eliminou o Gasoduto Nord Stream

  1. Isto no caso dos europeus. Não estou a meter neste saco os desgraçados vitimas das políticas nefastas dos Estados Unidos, das mafias e das elites locais que vivem no quintal das traseiras e, também cegos pela propaganda, procuram lá entrar a pensar que vão encontrar o El Dourado.
    Para serem enfiados em campos de detenção, serem separados dos filhos que são metidos em jaulas e ate acusados sem provas de pertencer a grupos criminosos e enfiados em prisões cruéis em El Salvador como aconteceu recentemente a mais de 200 venezuelanos.
    Já agora, em El Salvador manda um bandalho, filho de um comboio de putas, de ascendência palestiniana que certamente se inspirou nas infames prisoes israelitas e e agora cúmplice de Trump na tentativa de aterrorizar candidatos a migrantes.
    Um pouco como os sionistas se inspiraram nas técnicas nazis de extermínio.
    Agora os europeus deviam ter vergonha no focinho em vez de gastar uma pipa de massa para visitar Nova Iorque ou outro antro qualquer naquele país onde de certeza não se aprende nada de bom.
    Sei de gente que já lá foi, volta a contar poucas e boas e não tenho pena nenhuma.
    Mais lhes valia terem ido às Berlengas.

  2. Se alguém e suficientemente idiota para tentar visitar ou ir trabalhar para os Estados Unidos só tem aquilo que merece se e tratado abaixo de cao.

  3. “USA upon everyone”! Este deve ser o mote de muito patego atlantista dos 7 costados, inspirado no mote nazi-fascista “Deutschland über alles”!
    É só idiotas úteis, propagandistas e agentes a soldo. E os maçons e os capitalistas (a direita) têm uma especial inclinação para serviçais de interesses alheios aos dos portugueses, que vivem na pobreza sem direitos no seu próprio país, transformado no paraíso para reformados, turistas e imigrantes da Europa central e do norte e dos Estados Unidos.

    • Esses imigrantes do centro e norte da Europa e agora a vaga mais recente de norte-americanos, maioritariamente WASP (white anglo saxon protestantes), tirando os franceses que são maioritariamente católicos, já não fazem qualquer confusão à extrema-direita e seus esbirros, apesar de desregularem o mercado da habitacão, com o surgimento de Alojamento Local, Airbnb e hotelaria a torto e a direito, e ainda fundos de investimento em imobiliário, que fazem encarecer os preços das casas e das rendas, além de também esforçarem o SNS. Mas como o tom de pele e a cultura são mais do que “aceitáveis”, “recomendáveis”, não fossem eles “povos superiores da Europa ou se origem europeia”, e além do mais têm posses e riqueza, beneficiando de estatuto social e benesses que não estão ao alcance de qualquer imigrante, como os vistos Gold ou o estatuto de cidadãos comunitários, a xenofobia e o racismo ficam adormecidos e sossegados.
      E assim se vende um país a retalho, à gente de bem cujos “princípios e valores” tanto bebemos e nos inspiram, que mandam e desmandam mas mal falam uma frase em português.
      Há imigrantes de primeira que vivem melhor que os portugueses em Portugal, e tanto agradam aos senhores da direita portuguesa (os “nómadas digitais”, tão venerados) e depois há imigrantes de terceira categoria, a que se juntam portugueses de etnia cigana (algumas comunidades apenas “nómadas”) e outras minorias que tanto desagradam aos senhores de bem, puros e imaculados, serviçais do grande capital, sobretudo quando não trazem “investimento estrangeiro” e só “vivem do RSI e entopem o SNS”.

    • Já um português que se queira radicar nos EUA, é escrutinado até à raiz dos cabelos, e já ouvi dizer que nos aeroportos até aos telemóveis vão para verificar se há ali um potencial “inimigo público”, ou seja, “um woke”, “um democrata/esquerdista/comunista”, um “gangster” ou “fura-vidas”.
      Ainda para mais, Portugal supostamente até entregou os dados do Registo Civil aos americanos “ao abrigo” do Patriot Act e das leis de anti-terrorismo que aprovaram aquando do 11 de Setembro de 2001, subvertendo os própris direitos consagrados na Constituição da República Portuguesa e a soberania nacional (coitada, tantos pontapés tem levado dos “partidos do arco da governação”.
      Portanto, tratamo-os como lordes e gente fina, eles tratam-nos como indesejáveis e rapa-tachos imprestáveis. E com os europeus, antes deles, é igual. Isto é que é “reciprocidade entre aliados” e “partilha de valores comuns”. E a solução para isto é mesmo importar o extremismo de direita, seja o conservadorismo e elitismo do Tea Party, seja o populismo ultra-nacionalista e xenófobo da “ideologia” da alt-right para a Europa, a la Trump.

  4. Como e que iam acionar o tal artigo contra um membro da própria aliança? Era um barrigada de riso da China a Rússia.
    Como também não vão acionar se os Estados Unidos usarem a força armada para anexar a Gronelândia.
    Esta gente e toda triste.

  5. Alguém viu algum dos Estados-membros da OTAN (/NATO) que sofreram o ataque armado dos EUA aos gasodutos Nord Stream 1 e 2 accionar de imediato o artigo 5.º (como se apressou a fazer o presidente George W. Bush aquando do ataque às Torres Gémeas do World Trade Center em Nova Iorque, em Setembro de 2001), «praticando sem demora a acção que considerasse necessária» — como, por exemplo, expulsar imediatamente os EUA da OTAN (/NATO?) e obrigá-los a pagar uma indemnização que cobrisse a reparação dos danos causados e todos os prejuízos económicos e financeiros deles decorrentes?

    Pois, ninguém viu nem nunca verá. A Suécia e a Dinamarca abriram inquéritos de que nunca se soube o resultado. O que se compreende: o gato estava escondido, mas com o rabo de fora. E se puxarmos pelo rabo…A Alemanha, calou-se, engoliu em seco, amochou e aguentou com uma recessão que já vai no seu terceiro ano em consequência de ter ficado sem o gás barato que importava da Rússia e que passou a importar mais caro de outras proveniências, em particular 8 vezes mais caro dos EUA.

    Todos fingiram que nunca tinham ouvido Biden e Nuland anunciarem com antecedência e máxima desfaçatez o gigantesco acto de sabotagem que estavam a preparar em segredo (um segredo do Polichinelo, como quiseram que fosse). Todos fingiram que nunca tinham ouvido Blinken gabar-se dos seus efeitos benéficos para os EUA. Todos fingiram acreditar nas histórias da carochinha que imediatamente foram postas a circular pelo sistema mediático oligopolista de comunicação social do chamado “Ocidente alargado”: «foram os russos com certeza; foram os ucranianos com certeza; é um mistério, ninguém sabe quem foi…».

    Porquê? Porque para os seus aliados-clientes, especialmente os da OTAN/NATO (emprego aqui “clientes” no sentido original do termo, tal como era usado na Roma antiga), os EUA estão acima da lei, acima de qualquer Tratado, porque eles são a fonte da lei, a fonte de todos os Tratados. São propriamente intocáveis. Façam o que fizerem, estão, de antemão, desculpados e absolvidos, porque, para citar as palavras memoráveis do professor Azeredo Lopes: «No fim do dia, eu digo sempre: “Mal por mal, sempre os Estados Unidos! Aconteça o que acontecer, sempre os Estados Unidos!”» (CNN Portugal, 5 Fevereiro 2025, 23h15m).

  6. A destruição deliberada e cuidadosamente planeada (como nos descreveu minuciosamente Seymour Hersh) do Nord Stream 2 [2 ramais paralelos] e do Nord Stream 1 [2 ramais paralelos, 1 dos quais escapou incólume por mero acaso ou incompetência técnica dos sabotadores], com explosivos C4, foi um ACTO DE GUERRA do governo dos EUA levado a cabo, em segredo, contra um dos seus inimigos figadais, a Rússia, mas também (e é aqui que as coisas ganham um picante irónico especial) contra três dos seus alegados amigos e aliados: a Alemanha, as Terras Baixas [Holanda] e a França.

    Picante irónico porquê? Por duas razões.

    1.ª) Porque estes três Estados são, juntamente com a Rússia, os padrinhos e avalistas, com a Rússia, (i) do consórcio multinacional “Nord Stream 1 AG”, formado pelas empresas GazProm (Rússia), Wintershall Dea (Alemanha), PEG Infrastruktur/E.ON (Alemanha), N.V. Nederlands (Holanda), Gasunie (Holanda) e Engie (França), co-proprietárias do gasoduto Nord Stream 1, e (ii) do consórcio multinacional “Nord Stream 2 AG”, formado pelas empresas GazProm (Rússia), Uniper SE e Wintershall Dea (Alemanha), OMV (Áustria), Engie (França) e Royal Dutch Shell (Holanda), co-proprietárias do gasoduto Nord Stream 2.

    2.ª) Porque os EUA são o criador, patrocinador, mentor, comandante-em- chefe e principal financiador da OTAN (/NATO), uma aliança militar e política à qual pertencem, entre outros Estados-membros (incluindo Portugal desde os tempos de Oliveira Salazar), a Alemanha, a França e a Holanda. Ora, o artigo 5.º do tratado fundador desta aliança estipula, nomeadamente:

    «As Partes concordam em que um ataque armado contra uma ou várias delas na Europa ou na América do Norte será considerado um ataque a todas e, consequentemente, concordam em que, se um tal ataque armado se verificar, cada uma, no exercício do direito de legítima defesa, individual ou colectiva, reconhecido pelo artigo 51.º da Carta das Nações Unidas, prestará assistência à Parte ou Partes assim atacadas, praticando sem demora, individualmente e de acordo com as restantes Partes, a acção que considere necessária, inclusive o emprego da força armada, para restaurar e garantir a segurança da região do Atlântico Norte. /…/».

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