O silêncio vergonhoso

(Miguel Castelo Branco, in Facebook, 15/01/2025)


Gosta da Estátua de Sal? Click aqui

A primeira troca de prisioneiros entre Israel e a Palestina contempla 30 mulheres, idosos e crianças israelitas e 999 crianças e mulheres palestinianas detidas em Israel.

O mais assustador reside no facto de Israel manter encarceradas milhares de crianças entre os 5 e os 12 anos de idade, algumas condenadas a penas de 20 e 30 anos de prisão após sessões expeditas e sem direito a defesa.

Ademais, servindo-se do artifício legal de tais pessoas estarem sob jurisdição militar em territórios ocupados, a autorização para torturar os prisioneiros com vista à obtenção de prova é requerida a um juiz e habitualmente concedida.

Ou seja, a chamada «única democracia do Médio Oriente» é, de facto, tão desrespeitadora das convenções internacionais como seriam os regimes inscritos no «Eixo do mal».

Há, entre nós, quem aplauda um Estado que tortura legalmente e sentencia a décadas de prisão menores inimputáveis. Os nossos jornalistas e políticos deviam ter vergonha por ocultar e censurar tal miséria.

Fonte aqui

10 pensamentos sobre “O silêncio vergonhoso

  1. Alias, o recente banimento do Tik Tok nos Estados Unidos teve muito a ver com o facto de a aplicação passar conteúdos contra o estado genocida de Israel, nomeadamente divulgando imagens do genocídio em curso em Gaza.
    Outra coisa que não percebo, se sao os próprios trastes a gabarem se do que fazem porque e que os “gentios” não podem fazer o mesmo?

  2. E ainda por cima dedicam se a censura descarada. Uma tal Liga Judaica Anti Difamação está a atacar a Wikipedia para remover o que chama conteúdos anti Israel.
    Alias, essa tal Liga e bem conhecida por promover censura e tentar que gente que levanta a mais pequena critica ao regime genocida de Israel tenha a vida virada do avesso.
    Alem de serem os maiores difamadores acusando todos os críticos de antissemitismo e apoio ao terrorismo.
    E não há quem lhes dê com uma trapada de m*rda no focinho.
    Será que o petróleo do Médio Oriente vale estarmos todos a prestar vassalagem a uma gente que vive há quatro mil anos atrás?
    Porra, a maior parte daqueles países são desérticos, eles tinham de vender o petróleo com Israel ou sem Israel porque não podem beber petróleo nem comer areia.
    Era só estarmos dispostos a pagar um preço decente.
    Foi a nossa ganância que criou Israel, e a mesma ganância que mantém aquela nação cruel e homicida.
    Não uma pretensa culpa europeia. Se houvesse alguma culpa europeia, para não falar em vergonha na cara, não estávamos a apoiar nazis na Ucrânia contra um povo que há 80 anos perdeu 20 milhões de vidas para os nazis.
    Vão ver se o mar da Kraken.

  3. Tendo em conta a tremenda extensão dos crimes terem sido só 200 entre tantos milhares mostra bem o desprezo que aquele povo com uma religião supremacista tem pelo resto da humanidade.

  4. Se houvesse jornalistas a sério, teriam noticiado que 200 soldados israelitas assinaram uma carta recusando-se a combater em Gaza e lamentando os crimes de guerra cometidos. Ah, pois, os tais critérios jornalisticos….. Bah!!!!

  5. Ao que consta, poucas semanas antes do 25 de Abril, todo um estádio onde se disputava um jogo de futebol se levantou a bater palmas a Américo Tomás, quando se anunciou a sua presença a assistir ao mesmo jogo! 🥸

  6. Sim, a mentalidade racista que também nos fez fazer muitos massacres em África, destruindo aldeias, matando mulheres e crianças a eito não desapareceu lá porque numa fria madrugada o regime caiu.
    Conheci muitos sujeitos que fizeram tropa em África e que contavam de tudo.
    Prisioneiros que eram levados para campos de concentração e não chegavam lá vivos, gente enterrada viva, violações em massa, destruição de aldeias ou actos isolados.
    Tipo jovens que saiam das cubatas em locais mais isolados para trabalhar nos campos e quando voltavam tinham os pais mortos e as cabeças espetadas em paus.Porque enquanto trabalhavam tinha lá passado a tropa.
    Alguns gabavam se, tal como os grunhos israelitas, outros tinham pesadelos, outros quase repetiam nas suas famílias o que tinham feito por lá. Espancando mulheres e filhos sem do nem piedade.
    Os líderes nazis preocupavam se com isso. Como criariam os envolvidos nos massacres nos campos de concentração crianças alemãs saudáveis depois de terem participado nos massacres.
    A solução foi muitas vezes recorrer a guardas estrangeiros, nomeadamente ucranianos e a mão de obra judia que depois seria também morta para processar os mortos e os seus restos.
    Em África também recorriamos a alguns jagunços locais para fazer o pior. Marcelino da Mata foi o mais graduado mas quem espancava impiedosamente negros nos postos eram outros negros.
    Líderes extremistas judeus já expressaram a mesma preocupação. Calculo que tal como muitas mulheres e filhos de ex combatentes haja gente por lá que não tenha vida fácil.
    E para o lado que eu durmo melhor pois que aquelas crianças já teem protagonizado momentos ternurentos como destruírem ajuda humanitária ou cantarem canções louvando o genocidio em Gaza.
    Começam a educar as crianças desde cedo no ódio tal como faziam os nazis e tal como fazíamos nos na Mocidade Portuguesa.
    E essa mentalidade não morreu e tão como os grunhos israelitas passam essa mentalidade de supremacia, racismo e desprezo pelo outro aos filhos também os nossos antigos combatentes passaram entre uma chapada ou outra.
    Por isso temos gente como a Ferra Aveia, por isso temos um presidente que teve a pouca vergonha de dizer ao representante de um povo massacrado e ocupado há décadas “desta vez foram vocês que começaram”.
    Por isso a medonha bandeira do genocídio ondeou no Castelo de São Jorge, por isso fomos insultados com um “somos todos israelitas”, por isso só falamos dos crimes da resistência ao invasor e ocupante e nunca nos incomensuráveis maiores crimes do ocupante.
    Os reféns de Israel foram sempre muitos mais, em condições terríveis, em prisões que são um Inferno na terra. Alguém terá noção o que será ser prisioneiro de gente que se acha o povo eleito de Deus e não reconhece ao outro qualquer humanidade?
    Aquela gente não se limita a prender crianças. A soldadesca mars crianças a caminho da escola só porque um soldado está aborrecido.
    Muitas vezes a única maneira de proteger as crianças por via de escudos humanos, nomeadamente jovens norte americanos europeus e americanos com coragem e vergonha na cara.
    Alguns também encontraram a morte mas se for preciso os seus países ou se calam bem calados ou ainda acusam as vítimas de apoiar o terrorismo.
    O maior terrorismo está do lado de Israel.
    Foram eles que começaram o terrorismo, primeiro contra os interesses britânicos depois expulsando sem do nem piedade mais de 700 mil pessoas que lá viviam há séculos.
    Mas a nós venceram nos a treta dos coitadinhos despejados num deserto sem nada que graças a sua tenacidade e trabalho conseguiram prosperar e sobreviver a tanta gente que os queria destruir.
    Uma patranha sem tamanho mas que e repetida há décadas.
    E com esta baleia encalhada na presidência do seu maior patrocinador este cenário de horror só vai piorar.
    Que os pro israelitas vão ver se o mar da Kraken.

  7. Ora que admiração haver quem aplauda, afinal o regime ditatorial que durou quase meio século em Portugal não se reduzia à figura de Salazar!🥸

  8. Mundo miserável, politica miserável, lideres miseráves, cúmplices miseraveis. Assistimos a afrontas trágicas terríveis. Quem nos acode?

Leave a Reply to Chico FerrugemCancel reply

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.