Assim vai o mundo…

(Carlos Esperança, in Facebook, 08/01/2025, revisão da Estátua)


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Enquanto Trump aguarda o trepasse do alvará de Presidente dos EUA para anexar o Canadá, comprar a Gronelândia e exigir a devolução do Canal do Panamá, sem panamianos, Elon Musk – confiante no sucesso da eleição de Milei, na Argentina, e, agora, na demissão de Trudeau, no Canadá -, promete libertar o Reino Unido do governo tirânico que elegeu.

A senhora Ursula von der Leyen aguarda a convalescença da pneumonia para reiterar o apoio de todos os países da União Europeia à guerra na Ucrânia, até ao último ucraniano, enquanto Elon Musk, depois de lhe ter retirado a Hungria, a Eslováquia e a Itália(?), prossegue os seus negócios engrossando a extrema-direita na Áustria, Alemanha e restantes países da Europa, pertencentes à União Europeia ou não.   

Trump está impaciente para indultar os presos que assaltaram o Capitólio no golpe de Estado fracassado a seu favor, onde mataram polícias em benemérita intenção, enquanto Biden, depois de ter feito o mesmo ao filho condenado, se prepara para a reforma.

Durão Barroso aconselha a Europa a armar-se contra a Rússia e esquece as desculpas que, seriam devidas, pelo apoio à invasão do Iraque.

Erdogan, irmão muçulmano, invadiu a Síria, ameaça combater aí os curdos e, não lhe bastando o massacre que faz dentro de portas, diz não admitir que (outros) alterem as fronteiras, logo ele que ocupa parte do Chipre sem respeito pelas fronteiras.

E o mais enternecedor, é o apoio incondicional ao direito internacional dos órgãos da União Europeia, enquanto Israel se repoltreia nos países vizinhos e a UE aguarda ordens de Trump.

André Ventura esconde a tristeza com a morte de Jean Marie Le Pen, com tonitruantes anátemas aos imigrantes e aproveita bem o fascismo islâmico para passar à sorrelfa as mentiras em que é especialista.

O governo de Montenegro apropria-se da agenda do Chega na República enquanto repete o mantra «não é não» e, Marcelo, desiludido com o desprezo a que o Primeiro-ministro o vota, continua a gerir a instabilidade que criou.

8 pensamentos sobre “Assim vai o mundo…

  1. Bem dito, Jaquim! Só a verdade é revolucionária, ainda que por vezes não possa ser revelada, para, assim, não se favorecer o inimigo! Mas inverdades, como bem assinalas, é que não!🥸

  2. “Trump está impaciente para indultar os presos que assaltaram o Capitólio no GOLPE DE ESTADO FRACASSADO a seu favor, ONDE MATARAM POLÍCIAS em benemérita intenção”

    Lamento muito (ou nem por isso), mas tenho um problema com a afirmação acima. Durante a invasão do Capitólio nenhum polícia foi morto e, portanto, ninguém matou qualquer polícia. Um dos polícias presentes morreu no dia seguinte, depois de dois ataques cardíacos consecutivos, havendo quem diga que teria sido borrifado com gás pimenta, durante a invasão, por um dos manifestantes. Na sequência dos dois ataques cardíacos, foi colocado em suporte de vida e morreu pouco tempo depois, tendo os médicos declarado a sua morte como natural.

    Um dos polícias de serviço no Capitólio matou uma manifestante a tiro, durante a invasão, e outra morreu por overdose de anfetaminas. Nos meses que se seguiram ao ataque, quatro dos polícias presentes suicidaram-se.

    Eu sei que, por vezes, custa um bocado deixar que a realidade estrague uma boa história (se non è vero, è ben trovato), mas a realidade é esta e não é preciso inventar para a condenar. Sou de opinião que os energúmenos que, naquele dia, assaltaram o Capitólio da república das bananas… perdão, do império das bananas, queria eu dizer (o respeitinho é muito bonito), não passavam de uma cambada de idiotas com serradura na cabeça. Mas isso é o que mais há em repúblicas, ou impérios, das bananas. Acrescento que, na minha opinião, chamar àquela megaparvoíce “golpe de Estado fracassado” é também uma parvoíce, ainda que não mega.

  3. E o entreguismo e o saque continua.
    O primeiro ministro dinamarquês de extrema direita já veio dizer praticamente preto no branco que por ele não há problema nenhum em dar a Gronelândia aos Estados Unidos.
    Os comentadeiros já zumbem como abelhas dizendo que estamos em tempos especiais, com a China e a Rússia também a terem ambições sobre o território e com as preocupações de segurança a aumentarem e por isso e provavelmente uma boa ideia a tomada do território por parte da América.
    Quando nos parecia que só termos de infâmia já tínhamos visto de tudo parece que afinal de contas ainda não vimos tudo.
    Os habitantes da Gronelândia são poucos, pouco mais de 50 mil pelo que não há problema nenhum em mudar de dono.
    Para um “dono” que tem pena de morte, um dos sistemas carcerários mais cruéis do mundo, onde se vai para a cadeia quase por respirar fundo, tem as leis laborais mais sinistras do mundo desenvolvido e que nem e capaz de deter fogos florestais em pleno Inverno.
    Pelo menos a Gronelândia não tem nada para arder.
    E pelo menos felizmente são poucos.
    Não que não seja errado vender ou ceder como gado nem que seja uma só pessoa mas pelo menos não são assim tipo dois milhões como em Gaza.
    Mas afinal de contas se não quisemos saber do destino dos mais de dois milhões de habitantes de Gaza, e já antes dos “terríveis” atentados do Hamas não queríamos saber, porque raio e até íamos querer saber de uns 50 mil esquimos comedores de focas?
    Para esta cambada de psicopatas faz todo o sentido.
    Já agora, alguém ouviu o Xi ou o Putin dizer que queriam anexar a Gronelândia?
    Enfim, se esta gente ao menos se calasse um bocadinho dava jeito.
    Vão ver se o mar da megalodonte.
    Ou se as costas da Gronelândia dão baleia assassina.

  4. Calma que o Marcelo está nos States, por causa do funeral do ex-hiPOpoTamUS Jimmy Carter, e já está a orientar tudo a partir dos bastidores…

    Solicitado pelos repórteres credenciados, directamente de Washington D.C., a cidade onde vai amiúde “dar explicações” ao residente da Casa Branca, sobre o expansionismo anunciado por Trump para o novo mandato (ou seja, a conclusão da agenda VinteTrinta), que inclui tomar posse da Gronelândia, do Canal do Panamá, até colocar o Canadá depois da alçada da Casa Branca, respondeu com gravidade e sentido de Estado:

    “… são necessidades da política externa Norte-Americana, resta ver como será ao nível dos relacionamentos, se serão na base da diplomacia …”

    Deixa-te estar sossegado, Marcelo, anda pela sombra, ou o hiPOpoTamUS cor-de-laranja ainda se aborrece contigo e quem paga a factura é o Zé Povinho…

    • …claro que poderia ter aproveitado a oportunidade para evidenciar quão mais importante é investir nos mecanismos de prevenção e combate às catástrofes naturais, o reforço dos meios e equipamentos de protecção civil, bombeiros, e a valorização profissional de todos os agentes civis de protecção territorial, protecção e gestão ambiental, preservação e manutenção dos ecossistemas naturais, hidrográficos, florestais, da biodiversidade, da integração entre os sistemas urbanos, os PDM, etc e os planos de ordenamento territorial, ecológicos e agrícolas, etc…

      …mas afinal, isso são questões secundárias que apenas servem quando há capitalização de grandes grupos de interesses privados, e certamente não têm qualquer premência nos temas da actualidade, nem qualquer urgência pelas potenciais implicações para o nosso “futuro comum” próximo…

    • E há uma Nova Lei dos Solos para promulgar em breve na Pategónia, e tudo… agora não dá muito jeito falar nessas coisas esotéricas.

      É deixar arder…

      P.S: Marcelo, se o Trump te perguntar diz que a culpa não é da acção do Homem, e se for ou é do Putin ou do Xi-Jinping, ou então dos dois, e com drones incendiários iranianos.

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