Feliz Ano Novo

(Estátua de Sal, 30/12/2024)

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Para todos os que me lêem e seguem aqui ficam também os meus votos de Bom Ano Novo. E, se não for pedir muito às divindades, melhor um pouco do que 2024. Pelo menos, tenhamos essa luz e essa esperança.

Deixo-vos abaixo um notável texto de Carlos Drummond de Andrade, sobre o Ano Novo, escrito há alguns anos mas que, hoje, com a guerra na Europa à nossa porta e o massacre em curso em Gaza, tem uma redobrada acuidade.

(Estátua de Sal, 30/12/2024)


Carlos Drummond de Andrade, “Receita de Ano Novo”. Editora Record. 2008


21 pensamentos sobre “Feliz Ano Novo

  1. O que interessa é que haja saúde para todos…
    Sabemos que 2025 não vai ser fácil, temos que ir à luta..Nem vai ser por isso que vamos deixar de viver…Há vida para além das crises e guerras!

    Obrigado!

  2. Hora de agradecer à estátua mais um ano de excelentes textos, selecionados com critério, e, dessa forma, nos dar uma visão do mundo não manipulada. Foram textos de grande lucidez os que aqui tive o prazer de ler, escritos por pessoas de alto nível intelectual e capazes de desmontar a propaganda ignóbil a que estamos submetidos pelos media do regime que nos vai desgovernando.
    Votos de coragem e resiliência no caminho escolhido; que o ano novo seja um ano de mais verdade. Terminamos este ano com alguma esperança de que o pior da guerra na Europa não se verifique. Os discursos dos comentadores diários que nos garantiam uma vitória estrondosa do Ocidente e nos anunciavam a derrota iminente da Rússia mudam agora de discurso. Não que mudassem de opinião, porque o que mediavam diariamente era o chorrilho da propaganda que agora de esvazia como um balão furado e não uma opinião fundada e honesta.
    Feliz Ano Novo, Estátua; Feliz Ano Novo aos que aqui nos deixam os seus textos e aos que nos enriquecem com os seus comentários certeiros.

  3. Com suspeitas, quase certezas de que, em 2025 nos espera um annus horribilis, quero no entanto desejar à nossa Estátua de Sal, um ano profícuo.
    Para todos vós, saúde e bons artigos

  4. O ano que se avizinha tem tudo para ser pior do que o que ajeita a tripa para o peido final. É-me impossível fingir que o não sei, sem que a negra previsão transforme em pessimista o incorrigível optimista que sou. Realista serei apenas, um praticante compulsivo da desusada extravagância jurássica que, no tempo em que os animais falavam, se chamava lucidez. Assim, sendo-me impossível, por nessa possibilidade não acreditar, desejar-vos um bom ano novo, opto por (fugindo ao vernáculo e recuando à raiz latina da verdadeira personagem da época) mais prosaica e escatologicamente vos desejar um Annus Novo, para cagar com capitosa generosidade nas inúmeras espécies e subespécies de sacanas, burros, porcos, escorpiões, filhos de puta e cabrões que nos arrastam alegremente para o desastre.

    Um grande abraço.

  5. Um Ano Novo de cada vez. A verdade é que eles têm passado e pouco se tem progredido socialmente/civilizacionalmente e só alguns têm prosperado. Portanto, desejar que as anuidades que aí vêm não pesem muito na carteira, como costuma ser habitual, já é quase desejar algo fora do normal, do domínio do fantástico ou do mítico. Já nem vou aos desejos de paz e felicidade… isso perante a realidade política e mediática que nos impõem é quase utópico, mais que uma fantasia, um delírio humano!

    Mas o que interessa agora isso? Que seja um Bom Ano Novo para quem o queira fazer melhor.

    Quanto ao mandril de rabo assado que para aí vem amargar azedumes e azias de “ano velho”, fugido da quinta pedagógica onde é a vedeta, beba mais água, e seja menos babuíno no ano que vem.

    • “Quanto ao mandril de rabo assado que para aí vem amargar azedumes e azias de “ano velho”, fugido da quinta pedagógica onde é a vedeta, beba mais água, e seja menos babuíno no ano que vem.”

      Obrigado, amigo Albarda-mos, pela sonora gargalhada que com esta saborosa síntese me ofereceste.

  6. Sempre teremos connosco os aldraboes e também os que acreditam neles.
    O que não e motivo para que não desejemos que pelo menos o ano que aí vem não seja pior que este.
    Que pelo menos os loucos deste mundo não mandem nisto tudo nem façam com que vejamos cogumelos cor de laranja.
    Que saibamos navegar neste mar de aldraboes.
    E nunca desanimar.
    Bom ano Novo a todos os de boa vontade, aos que ainda acreditam na paz e no trabalho honesto. Aos que ainda procuram a verdade.
    Os outros, que vão ver se o mar da tubarão branco cheio de larica e que encontrem muitos.

  7. De certeza que um dos que, do teu ponto de vista de capelao, sou eu, tal como o Albarda mos, o Camacho e outros que tais.
    O único inteligente e o senhor capelao.
    Não queres ir na noite de Ano Novo ver se o mar da choco?

  8. Obrigada pela ajuda que sempre me deram de compreender este mundo tão cruel e enganador. Como podia eu através dos Meios de Comunicação Social, do meu país, ser corretamente informada ? Para aqueles cidadãos comuns ,como eu, a existência torna-se muito difícil. Bem hajam !

  9. Expressar o meu voto de que a Estátua de Sal se mantenha viva e em crescimento. Faz falta, está a fazer um bom trabalho a nível de selecção dos textos e dos autores, por isso, só há que estar agradecido e desejar o melhor para ela. Pena que uns papagaios-de-bico-“vermelho” a estraguem no campos dos comentários, mas quem anda à chuva molha-se.

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