Putin avalia a situação na Síria

(Por M. K. Bhadrakumar, in Resistir, 24/12/2024)


O Presidente russo, Vladimir Putin, durante a sua maratona anual de resultados do ano, um debate interativo na televisão com o público russo e os meios de comunicação social em Moscovo, a 19 de dezembro, falou longamente sobre os recentes acontecimentos na Síria.

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Um pensamento sobre “Putin avalia a situação na Síria

  1. E normal que a Rússia corra atrás do prejuízo embarcando também na teoria de que aquela malta de barbas ate ao chão e que quer impor a sharia mudou e já não e terrorista.
    E, acossados pela Turquia e por Israel talvez os tais maltrapilhos, ao mesmo tempo que beneficiam do levantar das sanções que visavam matar os sirios a fome a pretexto de os proteger talvez não achem de todo inútil manter por lá alguma defesa aerea decente tanto mais que as bases russas são provavelmente as únicas estruturas militares que o estado genocida de Israel deixou de pé.
    Por isso é ver no que isto dá tanto mais que até agora os novos poderes não parecem fazer muita questão em correr com os russos talvez por não se fiarem em quem lhes deu poder sobre a Síria.
    E teem razão para desconfiar.
    No Afeganistão tradutores e outros foram abandonados a sua sorte e deram ao mundo as tais imagens de gente a cair de asas de aviões.
    E da malta do Parlamento afegão e do seu presidente ninguém sabe o que lhes aconteceu.
    Dizem que Ghani partiu para o exílios mas o que e certo e que ninguém viu nem rasto do homem.
    Os talibãs já sabem que não é boa política exibir os corpos mortos tres dias a secar até porque a Ghani não foi possível atribuir as atrocidades que se atribuíram a Najibullah e justificaram a sua morte como um cão.
    Mas que o homem certamente está numa cova rasa isso está.
    Mas, a proteger aliados os Estados Unidos e o Ocidente alargado não são de fiar.
    Quando não são os próprios a mata los, quanto a megalómania dos sujeitos bate forte e as atrocidades são demais para ser escondidas, como foi o caso do Dominicano Rafael Trujilho, não conseguem impedir que sejam mortos, como foi o caso do nicaraguense Somoza.
    Em ambos os casos também os Estados Unidos mostraram o seu verdadeiro amor aos direitos humanos apoiando durante décadas ditaduras de crueldade extrema, protagonizando massacres de dezenas de milhares de pessoas, só porque exibiam um anticomunismo feroz.
    No caso nicaraguense havia também a componente dinástica pois que a família Somoza governava o pais desde 1931.
    E assim teria continuado se o povo não tivesse desistido em massa de sustentar Somoza.
    Quando as atrocidades não puderam ser escondidas, os Estados Unidos recusaram friamente acolher quem tão bons fretes lhes tinha feito e o sujeito acabou por se acolher a sombra da ditadura do Paraguai onde foi morto com um tiro de bazuca.
    No caso do Xa do Irão lá conseguiram evacuar o homem para o Egipto mas deixaram os funcionários da sua própria embaixada serem feitos reféns e foi preciso um cancro fulminante para resolver o embroglio.
    Já a Rússia conseguiu pelo menos evitar a morte de Assad sendo que o caldo para a sua normalização já estava mais que cozinhado.
    As atrocidades atribuídas ao homem eram tantas que nada mais normal que gente que mudou e se converteu aos nossos valores o matasse como a um cão. Talvez com um suplício envolvendo alguma dose de imaginacao ou um retrocesso aos tempos antigos.
    Tenho cá um palpite que Assad acabaria dependurado numa cruz causando o devido horror em quem não lê pela nossa cartilha.
    A Rússia conseguiu pelo menos evitar que o homem tivesse o mesmo fim de Kadhafi, que foi suficientemente estúpido para acreditar que mostrando que tinha mudado esta gente não o uria trair miseravelmente a primeira oportunidade.
    Enfim, o caso sírio pode ter sido uns derrota para a Rússia mas não vai levar ninguém a confiar em nós na qualidade de aliado.
    Já agora, também a cupula dirigente chechena, que tentou a primeira cisao de território russo, foi toda assassinada no exílio. Mortos um a um sem que ninguém pudesse protege los.
    Portanto só confia em nós quem for burro como um cepo.

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