António Costa escarnece de nós

(José Catarino Soares, 13/12/2024) 

«A ditadura de Assad causou imenso sofrimento. Com o seu fim, surge uma nova oportunidade de liberdade e paz para todo o povo sírio» (António Costa, presidente do Conselho Europeu, X, 8-12-2024).


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António Costa tem a desfaçatez de escarnecer de nós, tomando-nos por tolos e ignorantes.

Vejamos, então, qual é «a nova oportunidade de liberdade e paz para todo o povo sírio» a que se refere António Costa.

1. Mohammed al-Julani, aliás, Ahmed Hussein al-Shara

É a que chega pela mão de um homem que se apresentava, outrora, como Abu Mohammed al-Julani (o indivíduo que aparece na imagem da foto acima), e que se apresenta agora como Ahmed Hussein al-Shara (o seu verdadeiro nome),

A foto é de um cartaz do Departamento de Estado dos EUA, divulgado pela sua embaixada na Síria, oferecendo 10 milhões de dólares pela captura de al-Julani. Mas isso está a mudar com grande rapidez (Ver mais abaixo a notícia da BBC). Al-Julani nasceu em Riade, na Arábia Saudita, em 1982. É um veterano da Alcaida [Al Qaeda], fundador e dirigente da Frente al-Nusra e do movimento, também jihadista, Hayat Tahrir al-Sham (HTS), e, desde há uns dias, o novo manda-chuva em Damasco. 

Há uns anos, al-Julani era considerado por António Costa, pelo Conselho Europeu, pela Comissão Europeia, ONU, Casa Branca, pelo Pentágono, pela CIA, etc., um perigosíssimo “terrorista”. Há uns meses, porém, já era considerado um respeitável “rebelde”, da nova estirpe oximórica dos “radicais moderados/pragmáticos”. Hoje, surge em todos os noticiários como um impoluto “freedom fighter” [combatente pela liberdade]!

O major-general Agostinho Costa caracterizou lapidarmente estas cabriolas da opinião e da política dos próceres do “Ocidente alargado”:

«Julani? Pegamos num terrorista que andou a cortar cabeças, aparamos-lhe a barba e vestimo-lo à Zelensky» [clicar aqui : “Jolani? Pegamos num terrorista que andou a cortar cabeças, aparamos-lhe a barba e  vestimo-lo à Zelensky” – CNN Portugal].

Mohammed al-Julani, em 8 de Dezembro de 2024, sem turbante, com o cabelo cortado, a barba aparada e vestido à Zelensky, pronto para instituir um Estado teocrático islamista, com base na Sharia [“lei islâmica”] para garantir, como profetizou António Costa, «uma nova oportunidade de liberdade e paz para todo o povo sírio».

2.  A destruição e partição da Síria

Quanto à «nova oportunidade para a paz e a liberdade para todo o povo sírio» que António Costa nos afiança que vai ser instituída sob a esclarecida tutela e orientação de al-Julani, «a população da região de Idlib, permanentemente ocupada pela al-Qaida desde o início da intervenção estrangeira, pode muito bem explicar, por experiência própria, o terror que é ser governado por al-Julani» [1]. Uma coisa é certa: não é seguramente na Síria que ela se vai concretizar, mas num dos 3 ou mais bocados que resultaram da destruição e partição da Síria pelo esforço conjugado de Israel, Turquia e EUA e dos seus procuradores locais, com a ajuda prestimosa da UE.

Sobre este mapa, que indica as zonas da Síria que estão actualmente sob o controlo militar e económico de Israel, Turquia e EUA, o major-general Raul Luís Cunha fez o oportuno comentário seguinte:

«Interrogo onde está a moralidade e a coerência do Ocidente? Então não há condenação e sanções a Israel e à Turquia por invadirem e ocuparem território da Síria — um país seu vizinho? Sem falar dos EUA, que há muito já ali se encontravam a saquear o seu petróleo…! HIPÓCRITAS» (Facebook, 10-12-2024).  

3.  Netanyahu, Erdogan e Biden tiram as castanhas do lume com a mão do gato

Tal como António Costa, presidente do Conselho Europeu, o presidente cessante dos EUA, Joe Biden, e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, falaram com entusiasmo sobre a “nova oportunidade” na Síria. Ambos alegaram, com toda a razão, terem tido uma quota-parte (juntamente com Recep Erdogan, presidente da Turquia) muito importante no triunfo da ofensiva jihadista e curda que derrubou Bashar al-Assad.

Netanyahu assumiu os louros pela sua guerra genocida em Gaza e pela sua guerra de destruição no Líbano, por enfraquecer os aliados da Síria, o Hezbollah e o Irão.

Biden foi ainda mais descarado, ao explicar como o terrorismo de Estado americano destruiu a Síria e abriu o caminho para que os seus aliados curdos e jihadistas de tendência sunita tomassem o poder. Disse ele:

 «A nossa abordagem mudou o equilíbrio de poder no Médio Oriente através de uma combinação de apoio aos nossos parceiros, sanções, diplomacia e força militar direccionada» (Finian Cunningham “Síria, após 13 anos de terrorismo de estado dos EUA, o que podemos esperar?” in Observatorio crisis.com, e Estátua de Sal, 10/12/2024).

4. Receitas orwellianas para o Médio Oriente

«Obama cometeu um erro, que se revelou trágico, quando o regime de Assad utilizou armas químicas contra o seu povo, em 2013, ultrapassando uma “linha vermelha” que o próprio Presidente americano tinha traçado. Este resolveu não intervir e aceitou a mediação de Moscovo para destruir as armas químicas, o que verdadeiramente nunca aconteceu. Hoje, a aviação israelita, com o apoio americano, faz aquilo que o Ocidente não quer fazer: bombardeia os sítios onde aquelas armas podem estar armazenadas, antes que caiam em mãos pouco fiáveis» (Teresa de Sousa, “Saudemos a queda de uma ditadura sanguinária”, Público, 10 de Dezembro de 2024).

A utilização de armas químicas, nomeadamente de gás Sarin, pelo regime de Assad, é uma mentira grosseira que o veterano jornalista americano Seymour M. Hersh (prémio Pullitzer de reportagem internacional, entre muitos outros prémios jornalísticos) foi o primeiro a desmontar em 2013 (“Whose Sarin?”. London Review of Books, Vol. 35, n.º 24, 19 December 2013). Mais recentemente, as conclusões de Hersh foram corroboradas e desenvolvidas pelo estudo pormenorizado de todas as provas disponíveis em fontes abertas (Michael Kobs, Chris Kabusk, Adam Larson et alii. “Ghouta Sarin Attack. Review of Open-Source Evidence”. 2021. Academia.edu).

Foram os “insurgentes” jihadistas, que Teresa de Sousa saúda entusiasticamente, que obtiveram esse gás letal junto do governo da Turquia e que o usaram contra o povo sírio, matando mais de 1000 civis inocentes em Ghouta. Teresa de Sousa lamenta que Obama tenha recuado, à última hora, na sua intenção de bombardear a Síria em alegada retaliação contra esse crime de guerra que Bashar el-Assad nunca cometeu [2]. Mas rejubila por Israel ter agora, 11 anos volvidos, corrigido o “erro” de Obama, bombardeando os depósitos imaginários de gás Sarin na Síria e aproveitando, de caminho, para abocanhar mais território da Síria para juntar ao do sonhado “Grande Israel” (do rio Nilo ao Rio Eufrates).

A desfaçatez do governante António Costa e o cinismo da jornalista Teresa de Sousa estão bem uma para o outro. O apego de ambos ao lema “dois pesos, duas medidas” não tem falhas. Assim, por exemplo, o “sofrimento” que o regime de Bashar al-Assad infligiu aos seus inimigos jihadistas de tendência sunita é moralmente condenável e faz dele um “ditador sanguinário”. Em contraste, as centenas de atentados suicidas que, por exemplo, a Frente al-Nusra (o braço sírio da Alcaida, fundado por al-Julani) levou a cabo contra cristãos e outras seitas muçulmanas não sunitas no interior da Síria e o ataque com gás Sarin levado a cabo, em 2013, pela facção jihadista Liwa al-Islam, são convenientemente passados em silêncio.

Mais, o genocídio que Benjamin Netanyahu e o seu governo tem perpetrado contra os palestinianos de Gaza (assim como os despejos, expulsões, prisões arbitrárias, bombardeamentos, atentados terroristas e assassinatos selectivos que tem infligido aos palestinianos da Cisjordânia, aos libaneses e aos sírios) é moralmente louvável, sumamente virtuoso, e faz dele um paladino da paz e da liberdade.

Teresa de Sousa vai ao ponto de afirmar, com uma desfaçatez que pede meças à de António Costa:

«Os rebeldes [sic], incluindo Abu Mohammad al-Jolani, a sua figura mais emblemática [sic], já disseram que estão disponíveis para coordenar com a comunidade internacional [sic] a monitorização das munições convencionais e químicas e a não-utilização de armamento que esteja banido pela lei internacional».

Que comovente! Mas como conseguir que facínoras sanguinários ao estilo de Abu Mohammed al-Julani passem a comportar-se como pacíficas ovelhinhas? “É muito simples”, explica Amatzia Baram: com a ameaça de um drone militar a pairar em cima da sua cabeça a 3 km ou mais de altitude e malas cheias de notas de 100 dólares entregues em mão própria de tempos a tempos.

«Perante tudo isto, Israel e o Ocidente devem tirar partido do pragmatismo de Julani. O dinheiro dos Emirados e da Arábia Saudita é necessário para a reconstrução da Síria. Além disso, é de esperar que a nossa força militar [entenda-se, de Israel, n.e.] e a dos Estados Unidos recordem a Julani o que o Ocidente fez a Abu Bakr al-Baghdadi, o chefe do ISIS, ao general Qassem Soleimani, comandante do Corpo Iraniano de Jerusálem, e a Osama bin Laden, o chefe da Al-Qaeda. Al-Julani também precisa que lhe lembrem o que Israel fez a Hassan Nasrallah [secretário-geral do Hezbollah] e a Yahya Sinwar [presidente do Hamas]. Entalado entre os sauditas, como o polícia bom, e Israel, como o polícia mau, espera-se que al-Julani se porte bem» (Amatzia Baram [3], “Backgrounder: Abu Muhammad al-Julani. What’s Ahead in the Middle East with the Fall of the Assad Regime”) [n.e. = nota editorial]

Mas talvez não seja assim tão simples, porque uma coisa é o “pragmatismo” de al-Julani, outra o fanatismo bélico dos seus seguidores do HTS. Num vídeo filmado em 8 de Dezembro de 2024, podemos vê-los a ameaçarem invadir Israel e a Arábia Saudita, quando entenderem que estão preparados para tanto [Ver aqui: https://www.youtube.com/watch?v=X7X_8B7lw7w]. E se assim acontecer, lá se vai a tão ambicionada «coordenação com a comunidade internacional» …

5. Um duro golpe na luta de libertação dos Palestinianos

A destruição do Estado laico da Síria e a partição do seu território em três protectorados mutuamente hostis (um turco, um israelita e outro americano), representa um duríssimo golpe na luta de libertação dos Palestinianos, nos moldes em que tem sido conduzida. Com ele, a solução fantasiosa dos “dois Estados” (Israel + um Estado residual da Palestina na Cisjordânia e na faixa de Gaza) caducou definitivamente.

A única solução que resta para a sobrevivência e emancipação do povo árabe- palestiniano e para a regeneração e emancipação dos sabras [os judeus nascidos na Palestina] consiste em defender a constituição na Palestina, do rio Jordão até ao mar Mediterrâneo, de uma República democrática, laica, palestiniana:

― (i) democrática, porque garantiria a igualdade de direitos, de deveres e de representação de todos os seus cidadãos (árabes/palestinianos, sabras, beduínos, drusos, circassianos);

― (ii) laica, porque garantiria a liberdade de culto a todos os seus cidadãos com crenças religiosas (muçulmanos, judeus, cristãos, etc.) e estaria isenta de discriminações de base religiosa, étnica ou outra;

― (iii) palestiniana, porque garantiria o direito de retorno dos refugiados palestinianos, poria um fim definitivo ao apartheid, à purga étnica e ao genocídio que o Estado de Israel tem organizado e mantido contra o povo palestiniano há mais de 60 anos e restauraria a sociedade palestiniana multicultural, tal como era antes de Israel: «um belo mosaico de vida» [4].

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Notas e referências

[1] José Goulão, “Catorze certezas da vitória terrorista em Damasco”, Resistir, 8 de Dezembro 2024.  

[2] «Parece possível que, a dada altura, [Obama] tenha sido directamente confrontado com informações contraditórias: provas suficientemente fortes [de que o autor do ataque com gás Sarin fora um grupo jihadista (a Liwa al-Islam, aliada da Frente al-Nusra de al-Julani), e não Bashar al-Assad, n.e.] para o persuadir a cancelar o seu plano de ataque e a aceitar as críticas que certamente viriam dos republicanos» (Seymour Hersch, op.cit.)  

[3] Amatzia Baram é professor emérito no Departamento de História do Médio Oriente e Director do Centro de Estudos sobre o Iraque, da Universidade de Haifa, Israel. O seu artigo foi publicado no jornal Ma’ ariv, em Hebraico, em 8 de Dezembro de 2024 e, em Inglês, no boletim “Weapons and Strategy”, na plataforma Substack, em 11 de Dezembro de 2024.

[4] Sobre este assunto, consultar One Democratic State Initiative [https://odsi.co/en/]

14 pensamentos sobre “António Costa escarnece de nós

  1. Seja como for foi mais uma grande canalhice que fizemos.
    E há uita gente que merecia ser guardado em Guantanamo por ter entregado um povo a uma corja de sanguinários.
    O que aconteceu na Síria foi o trocar de uma ditadura por um governo de bárbaros onde nenhuma regra assegura a um desgraçado que estara vivo ao fim do dia.
    Seria assim como se aqui tivéssemos sofrido uma invasão espanhola no tempo de Salazar e ficasemos submetidos a ditadura de Franco.
    Pouca a gente tem noção do terror absoluto que se abateu sobre o país vizinho.
    Aqui, os meus avós conseguiram sobreviver sem nenhum deles por o traseiro nos bancos da igreja.
    Em Espanha não faltava um e ai de quem o fizesse pois que em boa parte dos casos nem masmorra havia.
    Não cumprimentar o padre valia uma forte sova da Guardia Civil em plena rua e a morte podia acontecer dependendo da sede de sangue dos espancadores.
    O que não quer dizer que os membros do claro tivessem vida mansa. Quem levantasse a voz contra a miséria que assolava o povo ia dentro.
    Calculasse que seis mil membros do claro estavam bem guardados quando a ditadura caiu.
    Essa gente também não e conhecida por poupar sacerdotes muçulmanos que não seguem o seu roteiro e muitos há que não querem que se cometam barbaridades.
    Sacerdotes muçulmanos salvaram vidas nós massacres do Ruanda, acolhendo fugitivos em mesquitas.
    Um desgraçado sobrevivente explicava a razão porque se convertera ao islamismo. Dizia que, tendo se muitos padres juntado aos assassinos não lhe seria fácil ir a igreja e rezar ali.
    E se estava vivo, ele e outros, era porque se tinham metido na mesquita.
    Quando os assassinos exigiram a sua entrega, o sacerdote, saudita, postou se a porta junto com os seus seis assistentes, jovens da mesma proveniência. E lá foi dizendo “vocês entrarão aqui para matar passando por cima do meu cadáver e dos cadáveres dos meus assistentes”. Os bandalhos deram meia volta. Menos sorte teve quem se meteu na igreja.
    Muitos sacerdotes muçulmanos são tão pouco adoradores da carnificina como aquele era. Também não terão paz com gente desta.
    O que arrepia no meio disto tudo e a ligeireza com que congregamos os piores de entre a humanidade e lhes damos poder.
    O que arrepia nisto tudo e ainda haver gente anestesiada pela propaganda e se calhar por substâncias legais e ilegais que acha normal a barbaridade que há 10 anos andamos a fazer na Síria e que culminou nesta barbaridade que hoje tanta gente homicida celebra.
    Ninguém aqui esta a dizer que o Assad era um santo, nenhum de nós o e, mas tinha com dono gente fanática, intolerante e cruel.
    Alguém tem a coragem de negar que esta gente crucificou pessoas?
    Porra, e que essa gente, tal como os assassinos sionistas, tratou de filmar.
    Por isso tenham vergonha no focinho e vao ver se o mar da megalodonte.

  2. Uma coisa será certa, tal como em Kursk Putin não escorregou na «casca de banana» que lhe lançaram, esperando que retirasse meios da frente do Donbas para ocorrer àquela «unha» (atendendo à dimensão territorial da Rússia) de terra, temporariamente invadida (logo haveria tempo de tratar de tal invasão devidamente, como, entretanto, começou a ocorrer), também agora lhes terá trocado as voltas, não se envolvendo no «lamaçal» em que a Síria se está transformando! Aliás, já ouvimos defender que tal «lamaçal», terá sido, propositadamente, facilitado pela Rússia e pelo Irão, de forma a que a NATO, à semelhança do ocorrido no Afeganistão, nele se «atolasse»!

  3. Claro, quem paga estas favas todas são os povos cujos países destruídos.
    Quanto a bandalhos que defendem coisas destas podiam muito bem ir para a Siria juntar se aos tais maltrapilhos em vez de estar aqui a insultar quem não acha isso normal.
    Ou então vá ver se há tubarão branco mas no mar.
    Porque se se juntar aos tais maltrapilhos leva um enxerto de chicotada de criar bicho se beber álcool e não me parece que quem esta suficientemente toldado para defender as atrocidades que esta gente tem feito ao povo sírio há mais de 10 anos aguente tal vida.
    Por isso e melhor mesmo e beberem mais um e irem ver se o mar da grande tubarão branco.

  4. Convenhamos que o xadrez político na Síria é muito complexo, complexo demais para cabecinha tola dessa nulidade Sousa ou desse vendido Costa (de Esquerda Costa? Ahahah). Os americanos estão a Leste, onde sacam petróleo há mais de uma década; os turcos estão a norte, com os olhinhos em Aleppo e em aumentarem o seu território; no Sul, Israel avança, uma buffer zone ou mais em perspectiva. A Oeste, na costa, há duas bases russas. No centro de tudo está o actual regime, um bando de esfarrapados e em muitos casos jihadistas que ainda não se percebeu muito bem o que são, quem os armou e quem manda, se é que alguém manda. Certo é que os que no Ocidente já rejubilavam com a expulsão dos russos são capazes de ter engolir os festejos. Estou até em crer que as novas “autoridades”, fraquíssimas que são, não querem os russos fora. Estão entalados entre americanos, turcos e israelitas. Convenhamos que ter uma força aérea decente como a russa lhes daria muito jeito. No fim e como sempre, quem vai perder são as pessoas comuns. É dessas a verdadeira tragédia.

    • “Certo é que os que no Ocidente já rejubilavam com a expulsão dos russos são capazes de ter engolir os festejos. Estou até em crer que as novas “autoridades”, fraquíssimas que são, não querem os russos fora. Estão entalados entre americanos, turcos e israelitas. Convenhamos que ter uma força aérea decente como a russa lhes daria muito jeito.”

      Também me ocorreu o mesmo.

  5. Acho que o Gulag era mais bonito que o tubarão branco no zoo. Pelo menos via o camarada whale project de Kalashnikov a guardar-me, de Pravda nas unhas para saber das notícias da luta contra o imperialismo.

  6. Vai ver se o mar da tubarão branco faminto o Albino. Melhor, vai gozar com o diabo que te carregue e se quiseres vai viver para a Síria. Talvez consigas comprar uma mulher e dar lhe uma tareia todos os dias, se e isso que te faz feliz.
    Pelo menos os Assad tinham os fanáticos com dono.
    Achas que és cristão? Se fosses sírio já estavas a ver para onde podias fugir.
    O Álvaro Cunhal não precisava de acreditar em Deus tal como o meu avô.
    Que morreu sem medo. Sabes o que é isso?
    De certeza, se lhes sobreviver, não terei saudades dos trastes que nos governam e apoiam todo o tipo de monstros.
    Quem manda hoje na Síria sao monstros mas se gostas vai para lá. E de certeza pior, mas vai ver por ti próprio e poupa nos a asneiras. Quando chegares lá, escreve.
    Vai ver se o mar da tubarão branco faminto.

  7. Ai que saudade que eu tenho de Assad, pai e filho. Eram a santidade em pessoa. Tudo o que aí vier só pode ser pior. Melhor que eles só mesmo o camarada Álvaro Cunhal que Deus Nosso Senhor tenha em Sua sabta guarda.

  8. E o sofrimento que a dita ditadura evitou a cristãos e outras minorias étnicas e religiosas não conta, grande camurso?
    Gente que agora está a ser caçada e morta como animais.
    Agora vem essa esquerda triste chorar pelos terroristas que saem da prisão, tentando meter tais animais pelos nossos olhos dentro como inocentes vítimas do regime.
    Sairam com cara de fome? Um pais atacado por sanções demoníacas que visavam justamente provocar fome ia encher a barriga a terroristas? A maior parte estariam era mortos se fizessem contra os terroristas o que fizeram contra o Governo. Mas a ditadura era tão cruel que os manteve vivos em vez de lhes dar a glória do martírio. Realmente, que malandros.
    Costa sabe que o novo líder da Síria, não sírio pois que o malandro e saudita, era um terrorista procurado, ou esqueceu se.
    Porra que e demais.
    Já tivemos o empregado de mesa da base das Lages e agora temos um traste a defender o mais abjecto terrorismo e ignorando o imenso sofrimento que estes demônios em forma de gente estão a impor ao povo sírio.
    Um povo que podia ter um modo de vida quase ocidental, que estava habituado a um estilo de vida moderno, laico, e agora se vê governado por bandos medievais ou gente que vive há quatro mil anos atrás, como os sionistas.
    Quereria ele e a sua família viver sob essa liberdade?
    Certo, certo e que com toda esta conversa de merda Assad tinha se tornado mais um chefe de estado assassinado pelos nossos proxies, provavelmente com toda a sua família, com toda a gente a normalizar a barbaridade porque o sujeito éra um malandro.
    Esta gente perdeu de vez a decência e a vergonha no focinho e sinceramente já não há pachorra.
    Vão ver se o mar da megalodonte.

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