(Raquel Varela, in Facebook, 25/11/2024)

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É divertido ver hoje escrito por Pacheco Pereira, Irene Pimentel, José Manuel Fernandes, Helena Matos – e tantos outros, sem nunca citarem – a minha tese de doutoramento sobre o papel do PCP na Revolução.
Quando a defendi o júri foi, uma parte dele, duríssimo, como eu nunca tinha visto um júri. E a reação destes dois historiadores e dois jornalistas foi de um enorme incómodo, para ser delicada. O tempo é sábio. Foi publicada em 2011. Não precisam de me citar, vivo muito bem com o livro, o que lá está já ninguém apaga.
Na inquisição das disputas políticas em geral ataca-se pessoas, ignora-se a sua existência ou finge-se que as ideias são novas. Um país com escassos quadros e todos dependentes do aparelho de Estado é assim. Os quatro apoiaram o 25 de novembro. Não porque, como alguns, foram perseguidos pelo PCP, mas, como o tempo o demonstrou, queriam estar ao lado do aparelho de estado.
Não, o PCP nunca quis fazer uma revolução em Portugal. Queria Angola e a reforma agrária. O 25 de Novembro foi o cerco à democracia popular com a desculpa – do PS – que era para evitar uma ditadura soviética.
O que acabou em 25 de novembro foram 19 meses de democracia participativa como nunca se viveu antes na história de Portugal. A contra revolução não nos “salvou” de uma ditadura soviética, impôs sim um regime de democracia formal nas eleições, e ditadura, cada vez mais severa, nos locais de trabalho, retirando a voz a quem nas fábricas, escolas, hospitais e serviços geriu ( com uma eficácia sem paralelo) este país por 19 meses mostrando que era possível viver de outra forma.
Não lhes pergunto onde estavam no 25 de novembro claro, já sabemos, mas onde estão hoje face à NATO e a Israel. Porque é isso que se debate na AR a propósito do 25 de Novembro. Onde estão, hoje, face ao rearmamento da Europa e ao genocídio em Gaza?
O problema e que não é possível fazer a malta acordar.
Em todo o lado já esta gente de cérebro lavado acredita que vai ter mesmo de haver uma guerra nuclear e que lhe poderá sobreviver.
Só assim se explica que nos países nórdicos se andem a ajeitar caves, a comprar agua e enlatados e comprimidos de iodo e na Alemanha se andem a recuperar e preparar bunkers para o que der e vier.
Em vez de vir tudo para a rua dizer ” não queremos morrer numa guerra em nome da destruição da Rússia ou de qualquer outro país. Queremos que as nossas crianças tenham o direito de viver ao sol e não enterradas em bunkers”.
Se nem isso fazem como e que alguém se levantara em armas para impedir que nos matem a todos em nome dos desmandos do império genocida ocidental.
Isto tem efectivamente tudo para correr mal mas se depender de fazer a malta acordar vai mesmo correr mal.
Porque ninguém sabe nem quer saber quantas pessoas morrerao nas proximidades de onde cair uma bomba nuclear, do calor que queimara tudo, esteja se num bunker ou não e no tempo que levara até ser possível voltar a lavrar e colher frutos da terra.
Não podemos ganhar uma guerra nuclear e se dermos armas nucleares a Ucrânia para que esta ataque a Rússia claro que a Rússia nos vai atacar pois que nenhum pais aceita desaparecer sozinho.
Mas esta gente não vê a grande patranha e o grande sarilho em que estamos metidos.
Resta nos tentar viver o melhor possível o tempo que nos resta que, se depender dos políticos que temos, pode muito bem não ser muito.
Exactamente, subscrevo por inteiro.
Só acrescento isto: porque querem equiparar o 25-Novembro ao 25-Abril, mas nunca falam do 11-Março?
Se quem celebra o 25-Novembro, não celebra o golpe fascista falhado a 11-Março, então sabemos bem o que querem.
A “democracia” Liberal é isto mesmo. A reescrita permanente da história, à boa maneira dos seus camaradasais descaradamente Fascistas.
Primeiro, após décadas de propaganda, convenceram os ocidentais de que as únicas vítimas do nazismo foram os Judeus. 27 milhões de soviético mortos desapareceram… Depois, declararam o Capitalismo não-representativo como a única forma de “democracia”. A seguir equipararam o Comunismo (que libertou a Europa ao lado dos restabtes Aliados) ao Nazismo. Na Ucrânia chamam “democracia e liberdade” a uma ditadura fascista que glorifica nazis. E por aí fora.
Em Portugal querem (e vão conseguir, cada vez com mais eficácia e menos oposição/contraditório) convencer as novas gerações de que o 25-Abril não foi Liberdade, e que esta só chegou no 25-Novembro. Tudo isto manipulado pelos mesmos que fazem de conta que a UE é democratica, e que a NATO é pacífica, fazendo de conta que a ditadura fascista não foi sua co-fundadora em 1949, e chamando também “única democracia do Médio Oriente” a um projecto colonial racista genocida inventado em 1947 após vários desenhos diferentes de fronteiras nos anos anteriores pelos seus planeadores nazi-sionistas anglo-americanos.
Como se combate isto? Não é de certeza com a “liberdade” de imprensa que temos hoje, com violação da Constituição censurando canais de notícias Russos sem que ninguém se oponha a isso, com um Avante teimosamente em papel em vez de uma TV (tipo TeleSur Portuguesa/Europeia) a fazer frente e a desmascarar as PRESStitutas dos outros canais (todos com logos e nomes diferentes, mas todos iguais, nem com essas PRESStitutas propagandistas do nazi-sionismo genocida a conspurcar os MainStreamMedia todos, com o Assange ora preso ora comdenado, com +190 jornalistas assassinados na Palestina e Líbano, e com as redes sociais da NSA/CIA a manipularem meio mundo.
Se pensam, como a Raquel Varela e outros ainda pensam com total e inacreditável ingenuidade, que é possível corrigir o estado a que isto chegou, novamente, só com paleio e sem sangue, então estão redondamente enganados.
Quando o ditador Macrom e o usurpador Starmer falam de tropas ocidentais (os nossos pais, irmãos, filhos, tios, maridos, etc) enviadas para a UcraNaziLândia, e quando os porcos imperialistas nazi-sionistas genocidas de Washington começam já a falar em enviar ARMAS NUCLEARES para os UcraNazis, não é o paleio (por mais certo wue seja, e é) das Raqueis Varelas e Carlos Matos Gomes e Brunos Dionísios e da Estátua e dos deus comentadores, que nos vai safar. Serão os Capitães e populares revoltosos, de armas na mão, e prontos a usá-las para mudar de regime.
Porque raio é que Macron ainda está vivo? E Biden? E Netanyahu? E Zelensky? E Meloni? E Sunal e Starmer? E Leyen e Stoltenberg e Rutte? E Costa e Montenegro e Marcelo? Eles vão-nos matar a todos em nome do império nazi-sionista genocida ocidental (anglo-americanos e seus vassalos corruptos).
Isto já está no ponto do: ou eles, ou nós.
Quando chegar ao último ucraniano, quem é que vocês pensam que vai a seguir? Nós!! Acordem, caralho!!!