Frutos serôdios do novembrismo

(Por Manuel Raposo, in Resistir, 25/11/2024)

Primeiro objectivo do golpe: retirar às classes trabalhadoras capacidade de intervenção política para disputar a autoridade do Estado e dos governos.


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Quarenta e nove anos depois, no que respeita à História, está tudo dito e provado acerca do 25 de Novembro. O que resta discutir, e por isso se volta ao assunto todos os anos, é a questão política, isto é, o curso que o golpe imprimiu à vida do país – pela razão de que, ao derrotar o movimento popular de 74-75, o golpe abriu caminho, não apenas à destruição das principais conquistas revolucionárias, mas também, por isso mesmo, à reconstituição das forças sociais e partidárias mais reaccionárias da sociedade portuguesa.

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16 pensamentos sobre “Frutos serôdios do novembrismo

  1. E eu deixei para trás as explicações no tempo da escolinha que há foi há alguns anos.
    A última explicação em que cai foi aquela que me explicou a razão pela qual pela primeira vez na história da humanidade uma vacina feita em menos de um ano ia ser eficaz e livrar nos de uma doença nova desde sempre e para sempre.
    Foi uma matemática que me correu muito mal.
    Já agora quem andou a vomitar discursos de ódio contra quem não queria meter tal mistela no corpo certamente nao era nada sectário.
    Gosto de gente que chama os bois pelos nomes e que membros de um partido que apanhou a pior parte das torturas e mortes de opositores no tempo da Outra Senhora e viveu os tempos dos incêndios e atentados a bomba chamem os bons pelos nomes mesmo que sejam acusados de sectarismo e de não saber a tabuada.
    Porque se o outro lado pode justificar genocídios em Gaza, apoio a nazis acusando os outros de apoiantes do terrorismo e putinistas também quem leva com insultos todos os dias pode usar uma palavra mais forte.
    Não e andar com paninhos quentes que vai fazer quem acredita na propaganda deixar de o fazer.
    Já agora, o Chega não cavalga problemas reais das pessoas mas problemas que os grunhos acreditam que teem.
    Não há nenhum aumento da insegurança provocado por imigrantes nem nenhum ataque as famílias tradicionais com pressão para que sejamos todos homossexuais entre outras alegações soezes do Chega e outros trastes.

  2. E o que e que se faz para conseguir a tal mensagem congregadora?
    E muito sectário dizer que houve bombistas e que quem se sentou no poleiro foram burgueses que se estão nas tinhas para quem trabalha? E e mentira?
    Temos um almirante que para nossa desgraça provavelmente vai ser o próximo presidente da República, que ja promete imolar nos a todos se a NATO o exigir e quem chama os bois pelos nomes e que e sectário?
    Isto faz lembrar a célebres rábula do Breyner “aí o pirata sou eu?”.
    Temos russofobia e racismo em geral galopante e quem conta um pouco do como chegamos a esta beira do abismo e que e sectário?
    E quem defende a nossa imolação aos pes do império e o que? Discípulo de Sao Francisco de Assis?

      • Se assim fosse, ninguém a aprendia…

        … mas não deve perceber muito de matemáticas, para andar a insinuar que ensina tabuadas (e por conseguinte matemática).

        Acrescento que também não vi nenhum exagero de linguagem no texto original, ou algum jargão esotérico ou vernáculo “horripilante”.

        Já se percebeu que gosta mais de novilínguas, narrativas retóricas, marketing e rodriguinhos politicamente correctos, e deve ser um génio da “literacia financeira”.

  3. Se a linguagem mais forte afastasse os eleitores nem o Ventura tinha sentado o cu no parlamento quanto mais os 50 grunhos que lá estão, alguns,como bem dito no texto, ex bombistas.
    O que afasta os eleitores da esquerda sao as suas propostas não as suas palavras.
    E muito mais atractivo podermos culpar dos nossos males os russos, os imigrantes e o facto de as mulheres não quererem relegar se ao papel de parideiras e sacos de pancada que lhes era reservado no tempo em que não se queixavam.
    E muito mais atractivo podermos sonhar que um dia vamos pertencer ao clube dos privilegiados e poder contratar trabalhadores por uma pele de batata.
    Ser de esquerda da trabalho e trabalho e coisa que muita gente não quer.
    O resto e conversa.

    • Atenção !

      A linguagem do Ventura e de alguns dos 50 grunhos tem outra natureza : cavalgar, demagogicamente, no lombo de problemas reais que afectam e preocupam a maioria dos portugueses, sem nada propor ou fazer. Retórica e mentiras sem qualquer tipo de limite ou escrúpulo.

      A linguagem usada no artigo em apreciação, escrito por alguém do PCP, é muito sectária, com muitas preocupações de identitismo, em vez de partir da verdade para uma mensagem congregadora.

      Porque o que faz falta, ontem como hoje, é avisar e juntar a malta.

  4. Tenho cá por mim, embora reconhecendo que não passarei dum não erudito Chico Ferrugem, que a política, por vezes, é ou pretende-se embrulhada em tanta «arte», que ao Zé Povinho só lhe apetecerá fazer um manguito e dizer: «Tomem lá!».

  5. Tudo o que é dito é VERDADE.
    Mas podia dizer-se o mesmo com uma outra linguagem, evitando o radicalismo verbal e o obreirismo, que são a tal doença de que trataram Lenine e Álvaro Cunhal. Com esta linguagem, afastamos muita gente e damos armas a toda a direita.
    Precisamos de princípios, de segurança política e ideológica, de inteligência na elaboração e divulgação da mensagem.
    Mesmo perante tantas VERDADES, temos de agregar, em vez de afastar ou dividir.
    A política também tem arte.

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