(Ricardo Nuno Costa, in Geopol, 22/10/2024)

A questão fica agora no ar; vai Berlim reconsiderar o seu papel com a Rússia, ou deixar o motor gripar?
Gosta da Estátua de Sal? Click aqui

Recentemente um importante canal de geopolítica brasileiro convidou-me para elucidar-lhes um pouco a situação política na Europa e em particular na Alemanha. Desde que estou em Berlim, tenho seguido também com atenção a reação do público brasileiro da internet à decadência da UE e da Alemanha, que já são impossíveis de dissimular. Por aquilo que depreendo, há ainda uma admiração dos brasileiros por um país que se habituaram a conhecer como uma potência económica mundial e “motor do projeto europeu”, mas também é claro o crescente desprezo pela política externa transatlântica que a República Federal tem seguido nos últimos anos, vista de soslaio, como forçada e pouco genuína.
Ler artigo completo aqui.
A Alemanha fara o que os seus patrões do outro lado do Atlântico mandarem.
Se os patrões mandarem deixar metade das indústrias fechar, deixar os seus cidadãos passar fome e frio em nome da derrota e destruição da Rússia e isso mesmo que farão.
Porque os dirigentes alemães sao meros empregados do Tio Sam não tendo na realidade qualquer sentido de patriotismo, a sua verdadeira patria está do outro lado do mar.
O mesmo acontece com boa parte dos dirigentes europeus muitos deles formados e formatados em cursos de licenciatura ou especialização em universidade norte americanas. São altantistas, como se denominam, e perfeitamente aculturados.
Depois temos os percursos pessoais de dirigentes como Scholz. Neto de nazi morto na II Guerra Mundial e com o seu próprio desejo pessoal de vingança. Vingança contra os russos que derrotaram e humilharam a Alemanha.
A mesma agenda tem a também alema presidente da Comissão Europeia. Também ela com pedigree nazi e neta de morto pelos russos.
Por isso os seus discursos destilam ódio, ódio irracional.
Eles estão se nas tintas para as vidas alemas e para as vidas de todos nós.
A única coisa que os move é o ódio a Rússia e a vontade de agradar ao patrão.
O resto não interessa para nada.
Em nome desse odio de boa vontade destruiriam o motor, quanto mais deixa lo gripar.
Nas eleições que levaram Scholz ao poder corriam nas redes sociais alegações de que o suposto social democrata era na realidade um nazi que iria destruir a Alemanha.
Eu não percebia onde raio tinham ido buscar isso e a coisa parecia me mais uma teoria da conspiração.
Hoje vendo o ódio inflexível de Scholz e a sua total indiferença ante as consequências cruéis que a Alemanha começa a sofrer devido as sanções a Rússia tenho que reconhecer que os conspiradores estavam mais que certos.
O que e certo e que nenhum de nós sabe quanto e que ainda teremos de sofrer em nome desta espécie de missão sagrada de destruição da Rússia a que o Ocidente se propôs.