(Major-General Raúl Cunha, in Facebook, 21/08/2024)

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Mesmo correndo o risco de ser de novo apelidado de “putinista” (que não sou), aqui vai um conjunto resumido de informações interessantes:
– A guerra na Ucrânia tem, até ver, um rácio de baixas entre civis e militares, dos mais baixos de qualquer grande conflito.
– Descontando o primeiro mês de invasão, houve 7.600 vítimas civis em 2,5 anos de guerra. Veja-se a atuação do exército israelita em Gaza – o “mais moral do mundo” (?)
– Milhões de ucranianos fugiram para a Rússia desde 2014, mais do que para qualquer outro país europeu.
– A maioria do povo russo tinha uma imagem positiva dos ucranianos, mesmo após o início da guerra.
– Um estudo de 2019 descobriu que 82% dos russos e 79% dos ucranianos se viam mutuamente de forma positiva.
– A maioria dos ucranianos fala russo como primeira ou segunda língua – por exemplo, Zelensky é um falante nativo de russo.
– Milhões de ucranianos, principalmente no Leste e no Sul da Ucrânia, são pró Rússia.
– Os ucranianos estão sob mobilização forçada, com frequentes ataques em locais públicos pelos agentes de recrutamento. Os homens estão proibidos de sair do país.
– Não há mobilização forçada na Rússia. As necessidades de militares são atualmente satisfeitas através de contratos voluntários. A publicidade de recrutamento está normalizada e funciona melhor nas áreas mais pobres, pois o pagamento está bem acima do salário médio.
– O nacionalismo ucraniano extremista é originário da Ucrânia Ocidental. Os nacionalistas ucranianos aliaram-se aos nazis durante a Segunda Guerra Mundial e cometeram imensas atrocidades contra judeus, soviéticos, polacos e outros.
– A CIA estabeleceu uma aliança com nacionalistas ucranianos logo após a Segunda Guerra Mundial, numa tentativa de assumir o controlo da esfera de influência soviética. Isto está reportado em documentos agora desclassificados.
– Em 2014, o governo democraticamente eleito da Ucrânia foi forçado a renunciar depois de as manifestações pró-Ocidente terem evoluído para ações de violência.
– Várias fontes indicam que essa escalada foi utilizada como um meio bem conhecido de mudança de regime, com o apoio e organização por governos e ONG ocidentais.
– Zelensky foi eleito com base numa plataforma de paz e que prometia uma coexistência pacífica entre russos étnicos e ucranianos. No entanto, a guerra civil no Donbass intensificou-se após ele ter sido eleito.
– O estatuto de criminoso de guerra de Putin está exclusivamente relacionado com a evacuação forçada de crianças das áreas da linha da frente. Isso foi feito por ambos os lados e é uma prática comum em tempos de guerra, mas a alegação aqui é que a Rússia retirou do perigo as crianças ucranianas – o que, nesse sentido, equivale a um “rapto”.
– Antes de serem aclamados como “heróis”, o Batalhão Azov era considerado um grupo nacionalista violento com ligações ao nazismo e aterrorizava os habitantes locais de Mariupol, para onde foi destacado a fim de perseguir os dissidentes pró Rússia.
Todos temos contas para pagar e isso leva os a calar a boca bem calada.
Conheci um sujeito que nos tempos da troika, exercendo na Lusa, escreveu um texto de crítica a Merkel e viu a porta da rua sem grandes hipóteses de trabalho noutro lado e na sua área.
Hoje vive num país do Báltico.
E assim a liberdade de expressão e não é preciso chegar a casos como Assange e Gonzalo Lira.
A verdade e que os nossos presstitutos teem boas razões para o serem.
Claro que podiam tentar fazer outra coisa na vida, pessoalmente não sei como essa gente dorme.
Se tivesse dito a barbaridade a que o Paulo Dentinho disse em Tripoli, nunca mais dormia.
Se andasse a chamar guerra ao genocídio em curso em Gaza também nunca mais dormia.
Sinceramente não sei que raio de comprimidos essa gente anda a tomar ou o que e que andam a fumar.
“Factos interessantes que os media escondem sobre a guerra na Ucrânia”
Nao só interessantes como extremamente elucidativos; so espanta como os media corporativos nao tem qualquer pejo em os esconder, criando uma narrativa que vai completamente ao arrepio da realidade. Ou melhor, ja sabiamos quem domina os media, so nao sabiamos que podiam contar com jornatlistas que sao autenticos serventuarios do poder estabelecido. E nao aparece, entre eles, uma unica voz que se insurja e que tenha a coragem de denunciarb o que se passa.
Talvez sirva os interesses de quem não percebeu ainda que os tempos em que traziamos ouro, marfim e escravos em troca de contas de vidro e pano ruim acabou.
De gente que não percebeu que seria melhor para todos nos que aprendessemos a negociar honestamente e com lisura em vez de tentar pilhar os recursos que não temos.
Não serve certamente os interesses dos russos as voltas com mais uma tentativa de destruição do seu país e também não serve os interesses dos ucranianos capturados nas ruas e enviados para a frente como carne para canhao. Mas esses já em tempos os transformamos em trolhas e prostitutas, não nos custa agora nada transforma los em jagunços.
Muito feio, tudo isto.
Concordando com todos os textos, gostaria de colocar uma questão que julgo essencial e prévia a qualquer posicionamento sobre esta guerra desnecessária. Desde a I Média que os territórios russos têm sido sistematicamente invadidos e ocupados por potências ocidentais e nórdicas, desde a invasão da Ordem Teutónica a Napoleão, à Suécia, Inglaterra, Alemanha, enfim. pergunto então porquê o sistemático empenho do ocidente em encarar a Rússia como o inimigo eterno e permanente? Quem ganha com isso? Esse conflito em aberto desde a II Guerra serve os interesses de quem? Se pensassemos um pouco nisso, talvez pudessemos chegar a alguma conclusão construtiva, parece-me.
Porque não estão habituados a invadir mas a ser invadidos. E se desta vez não tivessem dito eles a invadir já os nazis os tinham varrido nem que fosse com as armas nucleares que Herr Zelensky garantiu que teriam no Verão de 2022.
Assim, em termos de armamento, de qualidade e de quantidade, a fraqueza do Ocidente reside na sua própria natureza: O desejo de fazer a guerra em todo o lado contra quase toda a gente, enquanto os russos concebem o seu equipamento para ser utilizado em casa.
Nem e preciso ir ao “exército mais moral do mundo”. Basta ver o massacre de populações civis até foram as invasoes norte americanas do Iraque e Afeganistão.
No Iraque a revista médica Lancet calculou em cerca de 600 mil os civis iraquianos mortos apenas no primeiro ano de ocupação.
Ao quarto dia de invasão a capital iraquiana e outras grandes cidades do país já tinham o abastecimento de água e electricidade cortados numa medida que foi considerada perfeitamente legitima para obstar ao esforço de guerra do ditador Saddam.
E gostaria de saber o que e que andávamos a dizer dos dirigentes russos se estes dissessem que iam aplicar “choque e pavor” nas áreas controladas pelos nazis. E que todas as mortes Civis são meros “danos colaterais”.
No Afeganistão a campanha de matar gente com drones foi de tão modo prolífica em criar “danos colaterais” que as crianças já rezavam pedindo dias nublados.
Já a Ucrânia ataca todos os civis que pode e se a anti aérea russa não fosse boa teria sido muito pior.
Como quando os assassinos lançaram cinco misseis HIMARS sobre uma praia cheia de gente na Crimeia.
Mas, coitadinhos, foram invadidos, estão no seu direito.
Gostaria de saber em que buraco teria Herr Zelensky de se meter depois de uma atrocidade destas se estivesse a contas com o “exército mais moral do mundo”.
Ou até com os Estados Unidos.
Qualquer democrático país ocidental já teria resolvido isto mandando lhes uma bomba nuclear para cima. Isto se tivesse armas nucleares. Se não as tivesse pediria a intervenção da democrática NATO com armas nucleares se preciso fosse.
A Ucrânia faz isto porque sabe que não está a contas com um pais ocidental.
Mas com um pais que sabe muito bem o que e a guerra e o que e ser invadido.
E quando ao recrutamento ser mais fácil em zonas pobres isso acontece em todo o lado.
Foi morto no Iraque um malandro que percorria os guettos negros dizendo aos jovens sem horizontes que alistarem se lhes facilitaria a entrada no mundo dos jogadores de basquetebol, com que muitos sonham sair da miséria. Funcionava.
E que a Ucrânia Ocidental e um velhacouto de nazis toda a gente sabia antes da guerra, houve reportagens sobre isso, a Alemanha reconhecia que os nazis violentos eram todos treinados na Ucrânia mas agora esses nazis são todos defensores dos valores ocidentais.
Sendo eles os do saque e da pilhagem, de certeza que essa canalha defende os nossos valores.
Vão ver se o mar da choco.