O atentado a Trump era bastante previsível

(Por Alexander Dugin, na página de Raphael Machado, in X, 15/07/2024)

O atentado a Trump era bastante previsível. Não há dúvida de que tudo foi organizado pelos globalistas com o apoio da parte do Deep State que os sustenta. A única maneira de manter o vovô desmiolado no poder é matar Trump, que de outra forma, dadas as circunstâncias, venceria quase certamente. O atirador foi imediatamente eliminado por um franco-atirador dos serviços secretos para acertar as contas. Em essência, houve uma tentativa de golpe de estado nos Estados Unidos.

O chefe do GUR ucraniano, Budanov (reconhecido como terrorista na Rússia) admite abertamente que os DRG ucranianos tentaram repetidamente realizar ataques terroristas contra Putin. Na Eslováquia tentou-se remover o Primeiro-Ministro Robert Fico, que se opõe ao apoio à junta nazi de Kiev. Agora houve um atentado contra Donald Trump, que, aliás, é muito crítico em relação a Zelensky e ao seu regime. Este é o verdadeiro rosto da hegemonia e do mundo unipolar: qualquer um que se oponha ao globalismo, qualquer um que o obstrua, está sujeito primeiro à demonização (através dos instrumentos da cultura do cancelamento), depois à eliminação física, e os assassinos e terroristas, os criminosos e os criadores de genocídios, que servem os globalistas, são apresentados como combatentes pela liberdade e como “vítimas inocentes”. A propaganda de Kiev certamente afirmará que “Trump atirou na própria orelha”, e algo nesse sentido será insinuado pela mídia globalista, onde tudo é construído com base em mentiras cínicas e criminosas.

Não há dúvida de que a responsabilidade pelo atentado contra Trump, o líder da corrida presidencial dos Estados Unidos, é da fação de Obama, Blinken, Hillary Clinton e do finalmente fora de si Biden, que já avisou que “a liberdade está acima da democracia”, o que significa que a democracia e as suas leis estão, doravante, suspensas. Em nome da “liberdade” (de governar e continuar a governar) pode-se matar. O liberalismo está finalmente a tornar-se totalitário com todas as suas características, até o assassinato direto de políticos indesejados.

A arquitetura do poder no mundo está mudando radicalmente, passando do poder unipolar do Ocidente para vários polos. Esta é a multipolaridade. Trump representa os Estados Unidos como um dos polos – mesmo que o mais forte e poderoso – de um mundo multipolar. Os globalistas não se preocupam com os Estados Unidos como com qualquer outro país. O que eles precisam é do poder planetário, o poder absoluto do capital supranacional. E todos os países, incluindo os EUA e os da Europa, são apenas instrumentos para a criação do governo mundial. Trump é pela América e contra o governo mundial. Assim como Putin é pela Rússia, Xi Jinping pela China, Modi pela Índia e Orban, Fico, Marine Le Pen e o AfD pela Europa.

O mundo multipolar é um sistema de soberanias, enquanto os globalistas querem o único poder planetário, que caiu em suas mãos com o colapso do Pacto de Varsóvia e o colapso da URSS mas que agora está escapando de suas mãos e ao qual se agarram freneticamente. Os globalistas finalmente passaram à tática do terror direto. É um fato consumado, não uma série de coincidências. É hora de atacar a rede globalista.

Tucker Carlson disse-me em Moscovo que Trump teme seriamente ser assassinado pelos globalistas. Ao que parece, não sem razão.

Quanto mais o senil Joe se afunda na senilidade, mais provável é que Trump seja assassinado. Eles já tentaram uma vez. Pessoas morreram, pessoas foram feridas. Deus salve a América e toda a humanidade da quadrilha criminosa de liberais e globalistas.

Se não os pararmos agora, eles nos destruirão a todos.


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6 pensamentos sobre “O atentado a Trump era bastante previsível

  1. O homem está assustado porque não sabe quem manda no seu país. Tem razões para isso.Biden não e de certeza mas mesmo que fosse o resultado seria o mesmo.
    Mais ou menos senil,Biden e um patife que apoiou todas as guerras de agressão da América e odeia irracionalmente aquela Rússia que diz para cá dos Urais mandam os que cá estão.
    Mesmo que Biden tivesse o juízo todo estaríamos exactamente no ponto em que estamos.
    E a tentativa de assassinato teria ocorrido na mesma pois que o homem e um patife que não recua perante nada.
    E quando o mandam dizer que “a liberdade mais importante que a democracia” tudo pode estar na calha.
    Não permitir que Trump tome posse caso seja eleito? Tentar outra vez um assassinato?
    Não arrisco prognósticos para este jogo que cada vez me parece mais sujo.
    Esta gente nao e globalista.Esta gente quer dominar seja lá como for. Esta gente não vai recuar perante nada. Estamos metidos numa rica alhada.

  2. Alexei Navalny esse que também, quando morreu na penitenciária onde foi preso depois da condenação em tribunal, tinha sido vítima de homicídio e o “mandante”, mais que “autor moral”, tinha sido Putin – o que foi desmentido até pelos associados do próprio falecido, que vieram corroborar a informação que ele seria libertado numa troca de prisioneiros entre o regime russo e os seus adversários ocidentais.
    Mais um neo-nazi grifter, amaciado como “alt-rightolas cripto-capitalista empreendedor”, que do dia para a noite foi transformado num freedom fighter, defensor dos “nossos valores e da demo-cracia” na Rússia.

  3. Infelizmente os massacres em escolas não estão restritos aos Estados Unidos, já os houve um pouco por todo o lado,mas isso agora não vem ao caso.
    Não sei o que e que passou pela cabeça do maluco mas que o sujeito soubesse que aquele telhado era mesmo bom para alvejar o candidato e que iria estar livre cheira a esturro.
    Os serviços secretos tiveram uma falha demasiado boa para ser verdade.
    De qualquer forma este sujeito, que por delito de opinião lhe puseram uma bomba no carro e viu a filha morrer no lugar dele não está a fazer pior do que nos fizemos.
    Nos anos 90 vendemos lhes um bêbado sem prestimo de seu nome Boris Ieltsin que vendeu o pais em saldos porque para mais não lhe deu a bebedeira.
    Quanto a vender como democratas quem não o e também lhes vendemos como bom democrata um patife que defendeu o extermínio de imigrantes como baratas e se filmou com uma arma fumegante a dizer que tinha morto um imigrante com aquilo.
    Foi essa gentil criatura que foi apresentada como mártir da democracia na Rússia.
    Não e de hoje que a Rússia está a ser lixada pelo Ocidente colectivo.
    Amor com amor se paga.
    Vão ver se o mar da choco.

  4. Este? Desnecessário…
    Assim que o senhor começa a vender os parvinhos de extrema-direita da Europa como… democratas? A esperança contra o “sistema”? Quem???? A LePenn ou os idiotas da AdF que ainda à coisa de uns meses atrás andavam a conspirar para derrubar o governo alemão e colocar um pateta descendente de uma família aristocrata do século passado como ditador. Sim, muito democratas, não haja dúvida.
    É óbvio que o atentado a Trump vai ser explorado de todos os lados, mas este é um dos que é escusado perder tempo. Deste lado tenho apanhado com conspirações patetas como o “dióxido de carbono é alimento de plantas e não tem impacto no clima”. Vale o que vale. Lá porque a Rússia está a ser lixada pelo ocidente coletivo não significa que qualquer parágrafo que seja publicado por russos, seja automaticamente verdade.
    Esta é, literalmente, propaganda pró-Rússia: tosca, sem qualquer base factual e escrita em cima do joelho. Qualquer pessoa com ensino primário tem o dever de a detetar a quilómetros de distância, tal e qual como a simétrica e igualmente tosca propaganda ocidental. É o triste destino da propaganda como conceito: têm que necessariamente apelar ao menor denominador intelectual comum para maximizar o número de influenciados.
    Ocasionalmente este blog manda umas ao lado e este é um perfeito exemplo. Há uma linha ténue entre a verdade factual e as teorias da conspiração. Infelizmente este blog insiste em pisá-la aqui e ali, na obsessão de mostrar “ambos os lados”, como se tal coisa existisse atualmente.
    Quanto mais se revela sobre o atirador, mais estas teorias conspirativas da treta – de ambos os lados – caem por terra. Este “wannabe” assassino não era mais do que um dos milhares (ou milhões, quem sabe) de jovens americanos completamente alienados da realidade devido a uma sociedade doente que prioriza o bem-estar do capitalismo parasita que insistem em implementar em prol da saúde física e mental dos seus cidadãos. Nos 99.99% dos casos até aqui, estes miúdos “rebentam” nos corredores de uma escola secundária (ou primária no caso de Sandy Hook) e matam tudo o que conseguirem apanhar antes de se suicidarem, por eles próprios ou através da polícia. Desde Columbine que esta situação piorou exponencialmente sem que os políticos, no alto da sua cobardia, consigam fazer algo que não regurgitar os repugnantes e previsíveis “thoughts and prayers”.
    Mas… este fim de semana foi diferente. Talvez tenha acontecido porque estamos no meio de Julho e está tudo de férias até Setembro, mas o que é certo é que Thomas Crooks decidiu tentar matar o maior bully do país ao invés de perpetuar aquele que seria o 675º massacre escolar americano de 2024. Só isso. De resto, o perfil do miúdo encaixa que nem uma luva no típico encontrado em todos os massacres escolares americanos (conceito felizmente restrito aos EUA): mais um pobre miúdo que passava os dias a sofrer bullying e a almoçar sozinho a um canto do refeitório.
    Discordo obviamente de qualquer tipo de violência política, não necessariamente por respeito à vida dos políticos, mas porque esta não só é inútil como tipicamente têm o efeito contrário. Nada avançou mais a causa da igualdade de direitos nos EUA que o assassinato de Luther King Jr e Malcom X. Ainda nem uma semana decorreu e Trump já está inalcançável nas sondagens. Se o objetivo era eliminar a pessoa e a sua influência na política americana, tenho a dizer que falharam espetacularmente. Mas… se eu fosse obrigado a escolher entre um grupo de adolescentes inocente num corredor de secundário ou um político corrupto, demagogo e protoditatorial como alvos de um atentado que têm mesmo que acontecer, peço desculpa, mas vou escolher o político como alvo 100% das vezes. O ideal era isto nunca acontecer, mas se tiver mesmo que ser, prefiro que estes desesperados vitimizem os políticos que insistem em facilitar o acesso a armas de calibre militar por parte de civis, que os inocentes do costume.
    A meu ver, era uma questão de tempo até a violência proporcionada pelo acesso incondicional a armas nos EUA atingisse a classe política. Mas tendo em conta que até aqui a esmagadora maioria das vítimas desta incapacidade de regulação têm sido crianças e adolescentes, eu diria que esta mudança é positiva. Mas, infelizmente, a mensagem principal – o poder desproporcional que o lobby da indústria de armamento americano possui na política americana – vai ficar afogada entre litros de teorias parvas, como esta, por exemplo.

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