(Dmitry Orlov, in Resistir, 18/04/2024)

Eu não ia escrever sobre Israel, mas por acaso estava no Museu Hermitage de São Petersburgo hoje e me deparei com “A batalha entre os israelitas e os amorreus”, uma pintura a óleo sobre tela de 1625 do artista francês Nicolas Poussin, e pensei: esses israelitas irritantes estão de volta, não estão? De fato, eles estão!
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“Conclusão: Israel não mais provocará o Irão bombardeando aliados ou bens iranianos”.
Grande conclusão. Pertinente e válida… mas apenas durante 3 dias. Já está tudo na mesma e esta noite Israel voltou a atacar o Irão. Daí que a minha conclusão é outra: Israel vai continuar a provocar o Irão até que uma de duas coisas aconteça: ou Biden finalmente mete botas americanas (e europeias) no terreno e oficializa a 3ª Guerra Mundial, ou o Irão consegue aguentar estas provocações infantis até que finalmente Trump seja eleito em Novembro próximo, coisa que parece estar cada vez mais garantida com cada nova sondagem feita naquele país, e aí o campo do jogo muda significativamente.
Então porque raio andam os nazis israelitas aflitos para obrigarem Biden a tomar uma posição definitiva quando sabem que Trump está no horizonte e este é mil vezes mais manipulável e estúpido que Biden? Se algo a vida deles vai ficar muito mais fácil com retardado do Trump a tomar decisões que com o velho Biden. Qual é a lógica destas provocações? Ah, os EUA estão demasiado enleados para saírem incólumes desta confusão… mas a Europa ainda se pode safar e é disto que os nazis de Jerusalém estão borrados de medo!
Porque até eles conseguem ver que o império americano é um tigre de papel. Anos de normalização conservadora por parte do partido Republicano corroeram o império de tal forma que, hoje, a mais pequena brisa pode mandá-lo a baixo sem problemas (analogia com a insustentável dívida externa americana) e, ironicamente, apenas os americanos não o perceberam até aqui (estão demasiado próximos do problema na minha opinião). Entretanto, os europeus mostraram entre 2016 e 2021 o que realmente pensam de Trump e quão frágil é a noção do presidente americano como o “líder do mundo livre”, whatever that means. Os atuais “líderes” europeus são das personagens mais ridículas e irrelevantes que este continente alguma vez produziu, mas até mesmo essa corja de inúteis mantêm uma linha na areia com o nome Trump que não se atrevem a cruzar. No papel continua a cordialidade e a fantasia de que os EUA ainda retém alguma relevância política no mundo, mas por trás todos gozam e criticam o império e o seu imperador nu. Israel sabe disso e (aqui especulo confesso) estão borrados de medo que a Europa lhes vire as costas quando for a vez de Trump a encabeçar esta coligação de racistas idiotas e tristes. A Europa, Israel e EUA contra o resto do mundo? Complicado, muito complicado e nada claro quem pode ganhar. Mas Israel e os EUA contra o resto do mundo? Pior! O resto do mundo contendo potencialmente a Europa também? Nah, isso é morte certa para o projeto Zionista e o tiro de misericórdia na testa que o império americano anda a suplicar há décadas. Trump só é popular entre os nazis da Europa de Leste, entre os maluquinhos da Hungria, Polónia e Ucrânia. O resto da Europa anda aflita para lhe virar as costas e Israel sabe disto melhor que ninguém (alguém acredita que a Mossad não tem escutas em tudo o que é gabinete ministerial na Europa? Deve haver poucos telemóveis em mãos de governantes europeus livres da infecção do famoso spyware israelita Pegasus), daí esta aflição para selar o destino de milhares de americanos e europeus por meio de Biden, que será conhecido no futuro como o último presidente democrático americano.
Israel têm menos de meio ano para lixar a vida a 2 continentes e estes já perceberam que a sua existência futura depende mais disto que de outra coisa qualquer. Prevejo que daqui até Novembro a coisa vai piorar ainda muito mais.
Aparentemente, enganei-me. Parece que os loucos de Deus tomaram, finalmente, um banhito de realidade, perceberam com quantos pau se faz uma canoa e, logicamente, borraram as calcinhas. Depois de dias a ladrar que iam dar cabo de todo o parque automóvel do vizinho e fornicar-lhe as garagens, contentaram-se, afinal, em riscar a pintura do triciclo do filhote de três anos. Pois é, quem tem cu tem medo e o dos loucos de Deus anda bem apertadinho ultimamente.
Ontem alguém perguntava, “quem é que achou boa ideia despeja los ali?”. “Alguém que precisava desestabilizar aquela região para de lá sacar o petróleo”. O homem concordou.
Porque foi sempre de sacar recursos que se tratou. Desde que Theodore Herzl no Século XIX formulou a doutrina sionista como uma doutrina de supremacismo étnico e religioso, com direitos divinos a uma terra de onde os seus ancestrais tinham sido expulsos há quase dois mil anos que muita gente viu o potencial desestabilizador que ali estava.
As potências que então dominavam o Médio Oriente trataram logo de fomentar a emigração desses supremacistas para o Médio Oriente.
Toda a gente leu o Antigo Testamento e toda a gente percebeu que tal como os ferozes guerreiros da Antiguidade os novos sionistas não recuariam perante crime nenhum.
As perseguições e genocídio de Hitler e não só, os ucranianos que hoje apoiamos tambem foram actores importantes não só limpando os judeus ucranianos mas também como dos mais temiveis guardas de campos de concentração, fizeram o caldo de cultura para que toda a gente achasse normal a criação do Eatado de Israel.
Trastes como Churchill viram que era necessário arma Los até aos dentes e despeja Los lá, dando lhes o almejado estado independente. Tanto mais que o Médio Oriente conquistara a sua independência e vastos sectores das populações queriam criar sociedades laicas, verdadeiramente independentes e controle efectivo sobre os seus recursos.
Era preciso despejar para lá gente com um desprezo feroz pelos muçulmanos. Os judeus nos campos de concentração chamavam aos que viam já aniquilados pela fome “muçulmanos”. Os muçulmanos eram gente atrasada, faminta que poderia muito bem ser morta, expulsa, para que eles tivessem a terra que quisessem.
Por isso os sionistas nunca quiseram fixar fronteiras. Porque eles são raça superior, escolhida por Deus e não devem obediencia a ninguém. Nem teem de ter consideração, nem do nem piedade por ninguém. Só eles representam a especie humana, os palestinianos, os outros vizinhos, aliás, todos nós, são subhumanos.
Por isso aceitaram viver onde todos querem mata Los e depois do massacre de Gaza vao ser mais ainda. Porque não acreditam que, algo possa mata Los. Individualmente sim, alguns poderão morrer mas isso nunca causou mossa as suas elites. Eles são a raça escolhida e se necessário for será o próprio Deus a lançar fogo sobre os seus inimigos como lançou sobre Sodoma e Gomorra.
Eles acreditam verdadeiramente nisto e é isso que os torna tão perigosos.
Foi por saber isto que os ingleses trataram de arrebanhar os sobreviventes de campos de concentração em novos campos de internamento de onde só saíram em barcos a caminho da Terra Prometida. O plano de despejar numa zona vital para os interesses pilhantes ocidentais uma gente messianica, racista, capaz de todos os crimes tanto mais que muitos os tinham sofrido não podia falhar. Nem podiam arriscar que, alguns achassem que a terra da promessa era do outro lado do mar.
Por isso se deram todos os incentivos e mais, alguns a emigração até de gente que vivia nos Estados Unidos onde não tinham sofrido praticamente perseguição alguma.
O resultado é o que vemos há quase 80 anos. O resultado que ainda veremos fica por saber.
Entretanto um dos resultados a que já assistimos é a morte definitiva da liberdade de expressão. O que esta a acontecer em países como a Alemanha é pura e simplesmente terrível mas outros países seguem o mesmo caminho.
Qualquer crítica ao genocídio em curso, qualquer reconhecer de algumas razões as suas vítimas, há para não falar ao Irão, e antissemitismo. Pode dar uma multa tesa, pode dar prisão.
Não sao só os palestinianos que os ferozes guerreiros sionistas estão a matar. É também o que restava da nossa liberdade já tão atacada a pretexto da covid e depois da Ucrânia.
Vao chamar antissemita ao diabo que os carregue. E vão ver se o mar dá choco.