(José Catarino Soares, in A Tertúlia Orwelliana, 24/02/2024)

1.Introdução
No momento em que escrevo (24-02-2024), o corpo de Alexei Navalny já foi entregue à mãe, Lyudmila Navalnaya, dois dias depois de ser conhecido o resultado da autópsia que o Serviço Prisional russo mandou fazer ao cadáver de Alexei Navalny [1].
«Segundo Lyudmila Navalnaya, as autoridades já apuraram a causa da morte e “todos os documentos legais e médicos estão prontos”, tendo a equipa do opositor do Kremlin (presidência russa) referido que a causa da morte está descrita como “natural”» («Navalny morreu de “causas naturais”, revela certidão de óbito», Jornal de Notícias, 22 de Fevereiro de 2024).
Haverá sempre quem duvide desta conclusão, porque a Rússia é o saco de pancada favorito do “Ocidente alargado” e do seu sistema mediático de comunicação social, por razões fáceis de entender [2].
Mais interessante e importante é o facto de ser já possível responder com propriedade à pergunta obrigatória em todas as investigações de acontecimentos em que haja acusações ou suspeitas (fundadas ou infundadas) de intervenção de mão criminosa: “cui bono?” [quem beneficia?]. Cui bono com o alarido internacional sobre a morte de Alexei Navalny?
São dois os principais beneficiários.
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Notícias ao Minuto:
Está “mais ou menos confirmado” que o opositor russo Alexei Navalny morreu de causas naturais, disse o chefe de inteligência militar ucraniano, Kyrylo Budanov, citado pela Sky News.
Meios de comunicação russos já tinham anunciado, previamente, que o opositor terá morrido de causas naturais.
“Talvez vos frustre, mas o que sabemos é que morreu mesmo devido a um coágulo sanguíneo. E isto está mais ou menos confirmado. Não foi tirado da Internet, mas é, infelizmente, natural”, disse, segundo a cadeia ucraniana Hromadske.
Resumindo:
Uma frustração, uma infelicidade, por ter morrido de causas naturais e não envenenado! Que chatice! Que jeito daria!
A mim o que me dá que fazer é que esta trapalhada toda contribuiu para os rebanhos acharem outra vez muito normal que apoiemos aquele bandalho assassino do Zelensky e que isto nunca mais acabe.
Entretanto milhares de ucranianos e outros morrem em masmorras infectas sem que ninguém tenha pena.
Estes bandalhos não deitaram uma lágrima nem por Gonzalo Lira nem pelos mortos que são tantos que nem podem entregar um corpo a uma família.
Quantos dissidentes ucranianos já foram mortos por aquela canalha do SBU? Como é possível que apoiemos uma gente dessas? Como é possível que permitamos este extermínio? Não serão os dissidentes ucranianos tão dignos de solidariedade como os russos? Ou esses já merecem todos a morte? A morte no meio de torturas tremendas que nunca saberemos quais foram porque, a maneira nazi, os corpos são cremados. Isto é o grau 0 da infâmia.
Tenham vergonha no focinho.
Alexei Navalny, morte morrida ou morte matada? Como aqui disse há dias, nada tem de estrambólica a possibilidade de morte matada, mas não será exercício fútil dar corda aos neurónios para tentar perceber quem dela poderia beneficiar, e está manifestamente a beneficiar, sendo óbvio que não é o Putin. Como poderão ver no vídeo abaixo, parece que não sou o único maluco.
https://youtu.be/sXN1YIcx0fk?si=DtzQnNn_gDeHfdKT
Quem garantidamente não ganhou nada com o assunto fomos nos que sabe Deus até quando teremos de aguentar inflação, juros altos em nome de conter a inflação, falta de medicamentos e sabe Deus que mais para financiar uma guerra contra o “filho de puta louco”.
Tal como definido por aquele prodígio de boa educação e amor ao próximo que é Joe Biden.Um amor ao próximo já evidenciado no apoio a destruição do Iraque, na destruição da Líbia e saque da Síria e, presentemente, em Gaza e Cisjordânia.
Ainda ninguém veio comentar o ar pouco choroso da viúva mas certamente se alguém levantar a lebre alguém dirá que a pobre senhora estava em choque e os nervos podem nos as vezes dar para rir.
Mas se algum opositor ao Governo russo ou simplesmente um reles traidor for morto claro que foi o Putin. Não pode ser de outra maneira.
Foi o caso de um piloto de helicóptero que não querendo arriscar mais a vida tratou de desertar. O sujeito acusou o seu exército de estar a cometer um genocídio, apelou a que toda a gente fizesse o mesmo, ou seja, desertar, e, cereja no todo do bolo, assegurou que na Ucrânia não havia fascistas nem nazistas ao contrário do que afirmava aquele malandro do Putin.
Claro que não havia e a gente acredita, a malta carrega símbolos nazis até gravados nos seus corpos porque gosta de se disfarçar de nazi o ano todo e a vida toda, não é só no Carnaval.
Um traste como Stepan Bandera tem nomes de ruas por todo o lado, estátuas e é proclamado e herói nacional mas isso é só porque o nome do homem soa bem em ucraniano e é fácil de escrever para um estrangeiro que lá viva. Não é daqueles nomes esquisitos cheios de y e w. A malta faz saudações nazis e marchas nazis mas é só porque gosta de fazer exercício e de arejar o sovaco direito.
Estamos conversados e juro por alma do meu periquito que morreu amanhã que acredito nisso tudo.
O homem foi um sucesso entre as nossas hostes fazendo nos sonhar com desercoes em massa e contribuindo para alimentar o sonho daqueles que por russofobia acham normal que continuemos a levar com isto.
Ao senhor foi dada a recompensa pela traição, uma nova identidade e vida sem trabalhar em Espanha.
Apareceu crivado de balas e logo Espanha apontou o dedo a três agentes do GRU que para lá teriam sido destacados para matar o traidor cuja condenação a morte teria sido anunciada. Nao houve detenções e até se reconheceu que não havia provas concretas quanto à identidade dos assassinos mas só podia ter sido assim.
Ora, os nazis gostam da traição mas não gostam dos traidores. Porque raio iriam dar boa vida a um traidor o resto da vida, um “preto da neve”,no bem bom do quentinho, enquanto os seus heróicos soldados, e até gente de terras quentes, dão a vida em trincheiras lanacentas e geladas?
Não estou a dizer com isto que era impossível terem sido os russos que, combatendo uma guerra existencial contra nazis, tenham tratado de dissuadir outros de fazer outro tanto.
Mas isto é para ver que, aqui como noutros casos, a fila de gente que poderia cometer o crime inclui mais gente e se calhar com mais meios e oportunidade. Mas se aparecer morto é garantido que foi o Putin. Não pode garantidamente ter sido outro. Até quem sabe com mais certeza a identidade de um traidor escondido sob uma identidade falsa para lá do Sol Posto. A feira sai barata porque o bode expiatório lá está.
Por isso quando un peao deixa de fazer falta podesse sempre por mais um cadáver nas contas de Putin.
Não foi certamente esse o caso de Navalny, era muito rebuscado. Mas a verdade é que o homem foi mais um idiota útil aos que querem destruir o seu pais que acabou morto.
E se a viúva não sentiu grande abalo o mesmo se pode dizer de todos quantos choraram lágrimas de crocodilo.
Ate o bandalho do Zelensky veio falar em milhares de pessoas torturadas como se tivesse alguma água para se lavar. O SBU mata impunemente nacionais e estrangeiros e a família de Gonzalo Lira foi dito que as mortes eram tantas que não era possível devolverem um cadáver sem ser previamente queimado.
Ou seja, o homem gere verdadeiros campos de extermínio e teve a coragem e a pouca vergonha de abrir a boca.
E nos temos a pouca vergonha de continuar a apoiar incondicionalmente um bandalho destes porque ainda não desistimos de um regresso aos bons anos Yeltsin ou pior.
Valha nos um burro aos coices.