Uma guerra de mentiras

(David Sacks, in X/Twitter, 17/02/2024, trad. Estátua de Sal)

(Publico este texto porque nele, o autor, um multimilionário norte-americano, insuspeito de ser apoiante da Rússia, lista e desmonta a coleção de embustes com que se anda a encharcar os cidadãos no Ocidente. Para saberem quem é o autor, David Sacks, podem seguir este link.

Estátua de Sal, 19/02/2024)


A guerra na Ucrânia baseia-se em mentiras – mentiras sobre como começou, como está a decorrer e como vai acabar.

Dizem-nos que a Ucrânia está a ganhar quando, na verdade, está a perder.

Dizem-nos que a guerra torna a NATO mais forte quando, na verdade, a está a esgotar.

Dizem-nos que o maior problema da Ucrânia é a falta de fundos do Congresso dos EUA quando, na verdade, o Ocidente não consegue produzir munições suficientes – um problema que levará anos a resolver.

Dizem-nos que a Rússia está a sofrer mais baixas quando, na verdade, a Ucrânia está a ficar sem soldados – outro problema que o dinheiro não pode resolver.

Dizem-nos que o mundo está connosco quando, na verdade, a Maioria Global acredita que a política dos EUA é o cúmulo da insensatez.

Dizem-nos que não há oportunidade para fazer a paz quando, de facto, rejeitámos várias oportunidades para um acordo negociado.

Dizem-nos que, se a Ucrânia continuar a lutar, melhorará a sua posição negocial, quando, na verdade, as condições serão muito piores do que as que já estavam disponíveis e foram rejeitadas.

No entanto, as mentiras vão conseguir prolongar a guerra. O Congresso vai afetar mais fundos. A Rússia conquistará mais território. A Ucrânia mobilizará mais homens e mulheres jovens para alimentar o moedor de carne. O descontentamento aumentará. Eventualmente, haverá uma crise em Kiev e o governo de Zelensky será derrubado.

E então, quando a guerra estiver finalmente perdida, quando todo o país estiver a jazer em ruínas fumegantes numa pira funerária feita por eles próprios, os mentirosos dirão “bem, nós tentámos”. Tendo impedido qualquer alternativa, tendo difamado todos os que disseram a verdade como fantoches do inimigo, os mentirosos dirão: “Fizemos o nosso melhor. Fizemos frente a Putin”.

De facto, dirão eles, teríamos conseguido se não fosse a quinta coluna de apologistas de Putin que apunhalou os ucranianos pelas costas. Depois, tendo transferido as culpas e dado palmadinhas nas costas, passarão alegremente para a próxima guerra, tal como passaram para a Ucrânia depois dos seus desastres no Afeganistão e no Iraque.

As mentiras são mais que muitas – mas estão a funcionar.


Gosta da Estátua de Sal? Click aqui.

3 pensamentos sobre “Uma guerra de mentiras

  1. Como visionário que sou,a partir de agora estou em condições de falar sobre o colapso ocidental…

    Por isso vou escrever como vai ser o colapso social economico, como as guerras que vem a caminho, e como antecipar,porque um homem prevenido vale por 10…

    Também gostava de acrescentar como destruiram a economia número 1 da Europa e a europa em menos de 4 anos com tanta mentira…

    Os EUA conduziram a Europa em geral e a Alemanha em particular para o precipício, mas o salto para o fundo foi uma decisão europeia tão estúpida que nunca consegui compreender! A Europa não previu mesmo??? Como é que a Europa pôde cortar as pontes com a Rússia desta forma! é uma estupidez verdadeiramente alucinante, é verdadeiramente incrível! Uma decisão histórica!
    E ao mesmo tempo muita “burrice” para o povo europeu..

    Já há anos que os directores das empresas eram pagos e outras identidades para a afundar
    Ven der machin,eram e são pagos pela UE e pelos EUA.

    A única coisa que interessava aos nossos “queridos” dirigentes era o aumento do preço de venda do gás para obterem lucros enormes com a venda da eletricidade “roubada” (o preço da eletricidade está indexado ao do gás).

    Chama-se a isto a ideologia do dogmatismo. Estas pessoas vivem com vendas nos olhos como os burros, não são capazes de se questionar, aplicam à letra o que se espera delas, o que lhes foi ensinado. Vejam as primeiras sanções, percebemos que não estavam a funcionar, eles insistiram e agora estamos no décimo segundo pacote de sanções, que continuam a ter pouco efeito. Mas não importa, eles vão criar um décimo terceiro, um décimo quarto e assim por diante… Sem capacidade de se renovarem, de se adaptarem, de ouvirem e de aprenderem com os seus erros. Perfeitos burros.

    E depois é mentira atrás de mentira!

    A moratória sobre o gás americano que vai para a Europa, e outros porque há uma lista de países/regiões em causa, faz parte da sua estratégia para negociar preços/contratos a longo prazo. Digamos apenas que, na situação actual, eles estão por um fio (ou dois) à frente em termos de capacidade de produção em comparação com os contratos já em vigor… por isso, pôr em vigor uma moratória é uma forma de dizer: “Pessoal, se querem mais GNL, têm de vir cá discuti-lo…
    O que é preciso ter em conta é a fraqueza da Europa, que não tem qualquer influência para negociar o preço do GNL, com uma perspetiva muito sombria a longo prazo, uma vez que as relações com a Rússia esgotaram há muito tempo, e a chamada estratégia energética da UE, que prejudica qualquer desenvolvimento razoável … Chegamos agora à desindustrialização da Alemanha e, em última análise, de toda a UE,com Portugal a levar por tabela, e não vai ser pequena…

    Por isso que não acredito em nada do que dizem nestas eleições…

    Ou andam todos a dormir,ou andam todos a enganar-nos…

    As coisas não são assim, há que falar a verdade.

    Isto é muito grave!

    Eu traçaria um paralelo entre os clientes de GNL que comprometem-se com contratos de longo prazo a preços muito elevados a longo prazo, e o que é dito no final – a única solução para a Alemanha poder obter fornecimentos de energia a preços razoáveis seria uma nova aproximação à Rússia.
    Mas como é que os alemães vão rescindir os contratos de GNL?
    Antes de mais, é preciso ter em conta que, para que isso fosse possível, seria provavelmente necessária uma revolução política: a chegada ao poder da AFD (aliada à parte da CDU compatível com a AFD).
    E aí, as coisas seriam relativamente “simples”: a AFD compararia a indemnização pela quebra dos contratos de GNL com o que os Estados Unidos devem à Alemanha pela explosão dos gasodutos do Nord stream (já que é essa a teoria que a AFD defende) e concluiria que os alemães não só não devem dinheiro aos Estados Unidos, como pelo contrário.
    Podemos imaginar o colapso das relações entre a Alemanha e a UE, por um lado (uma vez que a Alemanha é a força motriz, o peso pesado da UE, a menos que imaginemos a Alemanha a sair da UE), e os EUA, por outro.
    Talvez não seja apenas por causa da questão da remigração que se quer proibir a AFD na Alemanha…)

    Poderá a Rússia ocupar industrialmente o lugar da Alemanha nos próximos 20 anos? Penso que sim. É importante seguir o seu desenvolvimento em sectores onde (ainda) não é líder: automóvel, MedTech/Pharma, máquinas-ferramentas. Se ultrapassarem a Alemanha nestes sectores, é um dado adquirido. Além disso, têm o maior rácio de engenheiros por população do mundo.

    O decrescimento, é uma realidade incontornável.

    Por outro lado, a corrida ao desenvolvimento (crescimento) capitalista infinito = é necessariamente impossível.

    A culpa é nossa por terem escolhido uma moeda única para países completamente diferentes!

    A culpa é nossa por terem escolhido desprezar e escarnecer de quem ousasse criticar Bruxelas: é o sonho dos nossos dirigentes gananciosos !
    Coitados de nós! Coitados de nós!

    A influência americana nas organizações internacionais, explica como os EUA construíram a UE.

    Qual será o impacto da desindustrialização alemã na sequência da crise na Ucrânia e da perda dos gasodutos NordStream?

    As exportações de gás dos EUA para a Alemanha são dificultadas por grandes obstáculos,quais?

    Os desafios energéticos da Alemanha condenam-nos a um declínio económico inevitável?

    A transição energética está a ter impacto na economia europeia, pondo em risco a posição da Alemanha ?

    Aqueles que defendem o corte de todas as relações com a Rússia, apenas para lhes fazer guerra sob as ordens de Washington, devem ficar muito contentes quando virem a desindustrialização da Europa. Vão apreciar o desemprego que se aproxima e a guerra civil na europa certamente!

    Felizmente, nem toda a gente vê o mundo como os economistas e políticos que pensam em mudar as coisas. Não sou um europeu com uma mentalidade portuguesa isolacionista, a coesão europeia é essencial em todos os domínios para podermos prosperar.

    Os Portugueses não falam quando comem batatas fritas, e é por isso que são os que mais comem,mas quando faltarem vão falar.

    A política americana após a 2ª Guerra Mundial, através do Plano Marshall e depois da UE, era separar a Europa, especialmente a Alemanha, da Rússia! Os EUA empurraram a vassalizada Ucrânia da UE para a guerra com a Rússia, a fim de, entre outras coisas

    1 aniquilar o poder industrial alemão, destruindo os gasodutos russos e cortando as relações entre os dois países, ao mesmo tempo que vendiam gás liquefeito à UE a preços estratosféricos

    2 desenvolver o seu comércio de guerra (complexo militar-industrial), continuando a guerra e vendendo equipamento à Ucrânia e à UE. A expansão da NATO existe apenas para este fim comercial!

    Por fim, a Alemanha, com os seus acordos eleitorais com os ecologistas anti-nucleares (herança da 2ª Guerra Mundial e pós-Fukushima), necessários para obter a maioria, impôs a energia eólica associada ao gás russo e o fim da energia nuclear, com as consequências que estamos a ver agora (o regresso do carvão). Mais a imposição deste modelo a Portugal através da UE, que destruiu a nossa vantagem competitiva ao impor um PREÇO FICTÍCIO à eletricidade!

  2. Curto e incisivo. Cada uma das mentiras daria um livro para ser detalhada, mas nas páginas da Estátua de Sal foram amplamente denunciadas. Só se deixou enganar quem quis ou esteve distraído o tempo todo.

Deixar uma resposta

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.