(Manuel Gouveia, in Resistir, 13/02/2024)

(Então o Ventura e o Montenegro (esses “grandes lutadores” contra a corrupção), não dizem nada?! O Montenegro tem que prestar vassalagem a José Luís Arnaut, o homem de mão do PSD para a execução deste roubo a céu aberto, que ainda hoje é administrador da ANA aeroportos (os favores pagam-se). E, já agora, ninguém traz este escândalo para os debates com o Montenegro – o Pedro Nuno Santos, por exemplo -, ou será que o PS também tem o rabo trilhado?
Estátua de Sal, 13/02/2024)
O Tribunal de Contas demonstra como mais de 20 mil milhões foram desviados do erário público para os bolsos dos acionistas da Vinci. Sim, vinte mil milhões. De euros. O suficiente para construir DUAS linhas de Alta Velocidade Lisboa Porto, mais DOIS Aeroportos Internacionais, mais a TTT Lisboa-Barreiro e ainda salvar outra vez a TAP….
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Tem toda a razão quem escreve o texto! E digo mais: O governo conseguiu privatizar à pressa os museus nacionais e os monumentos. A partir do início de 2024 todos pertencem a uma “Parceria público Privada”, ou seja os lucros que dão vão para uns boys e girls amigos do governo e os prejuízos e despesas ficam por conta do Estado. Também não ouvimos falar nisto. Porquê?
Os trabalhadores estão a perder direitos e Portugal acaba de perder os seus melhores museus e monumentos. Inclusive o Mosteiro dos Jerónimos e a Torre de Belém, dois emblemáticos símbolos de Portugal. Já nem falo do património riquíssimo dos nossos museus. A nossa História. Ainda não ouvi nenhum político falar nisto, muito menos o jornalixo de “Referência”.
Assim se destrói por completo o nosso País. Quem nos salva desta monstruosidade neoliberal?!
No nosso caso as empresas foram privatizadas justamente por se considerar que o Estado era mau gestor.
Desde o desmantelar da Reforma Agrária aos tempos do Cavaquismo privatizar foi a palavra de ordem.
Os privados e que tinham os melhores gestores, os melhores cérebros, e que iam por a trabalhar a sério os malandros dos trabalhadores. Com esta gestão maravilhosa gerariam lucros fabulosos e ergueriam bem alto o nome de Portugal.
Qualquer empresário têxtil da treta podia também contar com uns milhões para transformar as fabriquetas em pólos de alta tecnologia onde continuariam a trabalhar as mesmas mulheres a ganhar o ordenado mínimo mas que facilmente se adaptariam as novas formas de produção porque o medo de ficar no desemprego e não ter pão para alimentar os filhos faz milagre.
Uns anos volvidos o Vale do Ave era um cemitério de fábricas fechadas e com muita gente desempregada e sem saber o que fazer a vida.
O solo do Alentejo passou a dar jipes e casas no Algarve. Os grandes proprietários, acabada a mama venderam as terras aos espanhóis ou dedicam se a explorar tailandeses e indianos.
As grandes empresas privatizadas umas encerraram, outras dividiram se em coisas bem mais pequenas e todas as que subsistem inteiras ou divididas continuam a custar muito dinheiro aos contribuintes.
Com o sector bancário foi aquilo que se viu mas continuamos a dar load a gestão privada que não é melhor que a pública, pelo menos em Portugal e isso já se provou nos nossos bolsos.
Claro que estarmos metidos numa União Europeia neo liberal não ajuda nada.
Mas sempre será melhor termos um Governo que tenta ir passando pelos intervalos dessa chuva acida como o que tivemos de 2015 a 2019 do que um que carrega a canga com orgulho e a põe nos nossos pescoços sem do nem piedade. Como foi o que nasceu em 2011 e como o que tivemos nos últimos dois anos. Embora a sua actuação não possa ser comparada ao verdadeiro terror que foram os anos 2011 a 2015.
E é bom que todos nos lembremos que todos os trastes da direita estavam lá e até tiveram a cumplicidade de uma ampla ala do PS. Ou já ninguém se lembra das abstenções indignadas do senhor António José Seguro aos orçamentos verdadeiramente assassinos desses anos?
Por isso, no dia 10 vão votar. E votem bem. Nem direita nem PS. Se teem medo da extrema esquerda contem com o “adeptos” do PS para evitar isso.
Sim ao regresso ao serviço público.
Não ao Estado-providência.
E, acima de tudo, sim à tributação legítima e justificada.
Estamos a pagar o dobro por três vezes menos.
No entanto, não podemos esquecer a venda de auto-estradas, aeroportos,e barragens,etc,etc.
A UE estipula que o sector privado deve ter precedência sobre o sector público, em todo o lado, a fim de promover a concorrência entre as empresas dos países membros. Já não existem interesses nacionais, só podem existir interesses.
Está a haver uma grande transferência de riqueza pública em quase todo o lado…
Toda a gente acha que é normal.
O problema da gestão estatal das empresas é que, salvo raras excepções, é catastrófica. Quantas empresas foram afundadas pelo Estado, que colocou notórios incompetentes na gestão das empresas através do clientelismo? Esses incompetentes foram demitidos, oferecendo-lhes outros cargos onde podem continuar a fazer muitas asneiras.
Sejamos claros o nosso país renunciou com os nossos eleitos em Bruxelas aos seus poderes régios que são constitutivos de um Estado soberano, moeda decidir a paz ou a guerra, legislar com separação estrita dos poderes correspondentes.
O problema está na palavra Estado. Não existe mais um Estado Português, não temos mais soberania em nenhum campo, ou seja, o público Português não existe mais, porque foi sequestrado pelo sector privado, ou seja, pela casta dos grandes criadores de dinheiro internacionais.
Este será um novo saque, a corrupção é o motor deste sistema … (ver as explicações de Val Elimrie Bugault)
Quando ajudam as empresas” quer através de subsídios, quer através da redução de despesas, quer através de benefícios em dinheiro, como o fornecimento de terrenos para construção”, não é ser acionista de gigantes que fazem más escolhas estratégicas. Consequências: falta de serviços públicos, perdas cobertas pelos cidadãos.
O problema subjacente a tudo isto é que estamos a alimentar os paraísos fiscais através de obrigações que aí são vendidas e que já não podem ser repatriadas para Portugal. Ver os Panama Papers.
Seria também, ao mesmo tempo, mais sensato separar os bancos privados dos bancos de investimento, que colocam os nossos depósitos e poupanças sob o controlo dos mercados financeiros em caso de Crash. É também uma pena que não tenhamos tentado recuperar o controlo destes bancos quando eles nos pediram para os ajudar em 2008.
Portanto, não há necessidade de vender as jóias da família.
Em certo sentido, esta doutrina é efectivamente obsoleta, porque é necessário mudar o paradigma e recuperar toda uma infra-estrutura, política, financeira e industrial.
Não esquecer dos custos ocultos:
– o custo do encargo da dívida
– o custo na alta administração do Estado: Todos os altos funcionários, consultores especiais, escritórios de design, que serão pagos para não fazer absolutamente nada.
– o custo das empresas de consultoria, lá para subcontratar a administração e dizer-lhe o que fazer a grande custo de seminários e powerpoints cobrado vários milhares de euros.
Tudo isto é à vossa custa, à nossa custa, uma vez que o estado não é um cavalheiro com o seu grande talão de cheques, mas o contribuinte.
A Vida Económica Dos Homens, Das Mulheres e das crianças nada mais é do que astúcia, vícios, ganância, rapina… Viva a ignorância! (“Esta é a nossa força” nos advertiu George Orwell…)
O estado Apostou em todos os cavalos da corrida, mas não tenho a certeza se os ganhos cobrem as perdas.
Agora que o momento da verdade está a chegar, estamos a reformular ou a tratar e a colocar as pessoas no comando.
O início de Setembro vai ser quente.
Sim, de facto, tudo está a correr conforme o planeado.
Os países mal geridos irão descer alguns passos em vez de um por ano.
O tecido económico e social continuará a ser um pouco mais prejudicado, os fracos morrerão (empresas, PME,…), os grandes que tinham algumas tecnologias serão comprados ou mal fundidos, Bruxelas pedirá reformas, …
A probabilidade de Portugal continuar a alinhar o seu nível de vida com os seus meios reais diminui de ano para ano: o espectro da experiência grega está a tornar-se mais claro.
As PME, Pequenas e médias empresas laminadas pelos sucessivos constrangimentos forçados pelo “esforço de guerra, vão fechar.Os globalistas podem estar satisfeitos: o desemprego forçado, permitirá, pagar um salário muito menor.
Quando há eleições, os eleitores Não lêem os programas, mas seguem o que os meios de comunicação oficiais, portanto, “bem intencionados” (portanto, mentirosos) dizem. A maioria fica então enojada e não vota, o que facilita a eleição dos mais perigosos. O que está a acontecer em Portugal é a aplicação definitiva das directivas do nome norte-americano que criaram a UE para este fim e que foi fácil de decifrar, mesmo que apenas duvidando da eficácia para o país (excepto para o destruir) de um “trabalho menos com o estado de bem-estar social”. Estas propostas “duvidosas” foram todas escrupulosamente seguidas que puderam acreditar nas suas eleições democráticas e não manipuladas, estando os referidos sucessores preocupados apenas com os seus mandatos para não sofrerem a ira dos EUA através da UE.
No entanto, parece que a máquina está finalmente atolada … A verdade toma sempre as escadas onde a mentira toma o elevador e quanto maior a mentira, mais dura, mas a verdade irrompe sempre… foi há muito tempo que o nosso mundo deixaria de existir…