Milei em Davos: Divórcio litigioso com a realidade

(Hugo Dionísio, in Strategic Culture, 20/01/2024)

Ao pé de Milei, os fascistas europeus dos anos 30 e os latino-americanos dos anos 70 e 80 eram uns visionários intelectualizados

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7 pensamentos sobre “Milei em Davos: Divórcio litigioso com a realidade

  1. Mais um a sonhar que capitalismo selvagem e marxismo. Valha nos o santo de Santa Comba Dao.
    Ja sabemos que liberdade de agir no mercado é deixar os capitalistas fazer tudo, mas mesmo tudo é quem vive do seu trabalho que se lixe.E quem já for velho que vá pedir para a porta da igreja, que é isso do pobre do patrão ter de descontar para o murcao ter reforma?
    E essa teoria de que os coitadinhos dos capitalistas terem de ser corruptos e de levar o seu dinheiro para os paraísos fiscais porque os estados lhes impõem regras daria vontade de rir se não fosse trágico
    E como a tal história de dizer que só há violência doméstica porque se fala dela.
    Tudo tem de ter regras e a economia não deve ser uma vaca sagrada. Porque a falta de regras leva ao caos e o caos mata.
    Imaginem que agora se acabavam as regras de trânsito. As estradas transformavam se em campos de batalha. Nem o mais desregulado condutor quereria na realidade que as regras de trânsito fossem todas abolidas a não ser que tivesse um carro à prova de tudo.
    Ou se o Código Penal fosse abolido? Deixasse de haver regras de convivência? Alguém se sentiria seguro na rua ou mesmo em casa?
    Então porque é que a economia não há de ter regras?
    E impor regras, dizer que os capitalistas teem de pagar impostos, que os direitos de quem trabalha teem de ser respeitados, que têm de haver ordenados dignos e pagos a tempo e horas não tem nada a ver com marxismo, tem a ver com justiça e dignidade humana mas isso não pode perceber quem for salazarento e defenda um regime que se pautou pela injustiça na economia e na sociedade. E para quem a noção de justiça social se resumia a caridadezinha de pão duro e sopa aguada. E quem protestasse lá estava a caridosa GNR, polícia e PIDE para voltar a pôr tudo nos eixos. Se fosse preciso matar matavasse. Se hoje na Ucrânia ser chamado pro russo já permite que alguém sofra todas as aleivosias e até a morte nesse tempo a palavra mágica era “comunista”.
    Mudam se os tempos, mudam se as designações mas os métodos e a conversa são as mesmas.
    Quanto a Milei nem valia a pena gastar cera com tão ruim defunto. Milei e só mais um psicopata pago pelos grandes poderes ocidentais para desarticular um país com importantes recursos endógenos. Que tal como o psicopata Netanyahu sempre disse claramente ao que ia. Se o povo ainda assim votou nele fez a cama de pregos onde agora se deita.
    Os povos precisam de aprender que isso de votar é coisa séria. Não se pode votar no primeiro palhaço que promete matar meio mundo para pôr qualquer milagre os sobreviventes viverem bem e que diz que é contra o sistema “para ver o que ele faz”. A sério, conheci brasileiros que até eram pardos e nada tinham de fascista a dizer que iam votar Bolsonaro “para ver o que ele faz”. Ora o que ele fez foi o que se viu.
    Não se pode votar num louco que diz que vai implodir todas as leis que ainda protegem os trabalhadores e os mais vulneráveis “para ver o que ele faz”.
    Um artista que diz que vai legalizar o tráfico de órgãos devia ter feito soar as campainhas porque todos sabemos quem vai ter de vender os rins.
    Mas a Argentina foi o país que ex terminou todos os seus negros sem chamar as, atenções, acolheu bandos de nazis e na sua ditadura fez desaparecer dezenas de milhares de pessoas, há coisas que nunca mudam. Ou talvez nos argentinos de hoje seja só estupidez mesmo.
    Só isso pode explicar que tenha havido tão massiva votação em quem disse o que disse em campanha. Mas quem boa cama fizer nela se deitara. Ninguém foi obrigado a votar Milei. Não houve fraude eleitoral nem a votação estava limitada aos chefes de família nem os conhecidos como opositores foram impedidos de votar com um “voce não está inscrito” como aqui acontecia no tempo da Outra Senhora. A tal que usava notas.
    Nao digo com isto que os argentinos não teem o direito de vir para a rua nem de se arrepender da asneira que fizeram. Mas a, verdade é que os esperam quatro anos duros e que depois do caos que “El loco” lá vai deixar ninguém vai dar conta daquilo.
    Por isso no dia 10 de Março deixem se dessa fantasia de ir votar no quarto pastorinho para ver o que ele faz. Se e mesmo verdade que os ciganos vão perder todos os apoios sociais e com um pouco de sorte mandados para um “confinamento especial” algures no Alentejo.
    Porque o que é mais provável que aconteça são novas descidas dos salários nominais e desta vez vai tocar a todos. Porque quantos patrões da hotelaria, agricultura, construção civil estão a rebentar de contentes por terem de pagar 820 euros de ordenado a cada trabalhador? Quando oito anos atrás quase que pagavam dois com esse dinheiro?
    Se o quarto pastorinho viabilizar um Governo de direita já vamos com sorte se se mantiver um ordenado mínimo fixado. Mas descansem que vai descer e a reboque todos os outros.
    Ou acham que os grandes capitalistas estão a apoiar o Chega a troco de banana e porque gostam de gastar dinheiro?
    Não, é para ganhar com isso. Para garantir maos livres e ausência de regras. Para pagar os salários mais baixos possível e para não pagar proteção social. E quem se lixa é o mexilhão que votou porque o senhor diz “umas verdades” e não gosta de pardos em geral e ciganos em particular.

  2. Por fim um artigo interessante deste autor, suscitado por um personagem que em nada é explicado, uma vez que a situação argentina permanece inexplicada.
    Se há uma súmula a fazer, dir-se-ia que o capitalismo é o único sistema capaz de derrotar a pobreza, nos termos a serem definidos pelo que se designa por ‘justiça social’.
    Se há uma indução a ser feita, pode chegar-se à conclusão que quando na execução dessa ‘justiça social’ se negam as bases fundadoras do capitalismo – liberdade de agir no mercado, autonomia e responsabilização individual – sob a invocação de uma mítica igualdade, aparecem os efeitos que o Milei designa por socialização.
    E di-lo com razão, porque capitalismo sempre pressupõe a desigualdade, e sempre ambiciona criar condições de afastar a pobreza para os limites toleráveis que viabilizam a autonomia e a liberdade individual, condição essencial a que seja reconhecido o seu sucesso.
    O que no Ocidente vem sendo estupidamente consentido é que as proclamações da igualdade, suportadas em tradições religiosas e em mais de um século de acção marxista, venham condicionando os fundamentos de um sistema económico viabilizador de uma efectiva justiça social.
    Essa estúpida acção vem provocando entorses significativos na transparência e responsabilização dos poderes económicos, que procuram no anonimato dos fundos e dos paraísos fiscais eximir-se à sanha depreciadora dos órfãos do socialismo de Estado, invocadores de uma mítica e estúpida igualdade.

  3. Meu caro Hugo Dionísio– Sendo o meu amigo um dos mais ilustres colaboradores da “Estátua de Sal” não compreendo como perdeu o seu precioso tempo a comentar o que um “idiota, atrasado mental e porco” vomita pela boca. É que nem merece os mais leves comentários, tudo nele está abaixo do hediondo. Não percebo ou melhor…..percebo como foi eleito, mas até me dá nojo comentar. A Argentina foi repentinamente tomada por um apocalipse político, de que não faço ideia como se poderá libertar. E Isto nem merece mais comentários. Continue a deliciar-nos com a actualidade cujos comentários nos ajudam a perceber o que aos europeus diz respeito. Aceite os meus cumprimentos
    P. Rodrigues

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