As 5 mensagens enviadas pelo maior ataque aéreo da Rússia à Ucrânia

(Por Andrew Korybko, in open.substack.com, 29.12.2023, trad. Estátua de Sal)

Alguns estão surpresos com o facto de a Rússia agravar a situação neste momento delicado do conflito, quando tudo está, finalmente, a começar a acalmar.


O Ministério da Defesa russo confirmou na sexta-feira (28.12.2023) que lançou 50 ataques em conjunto e uma enorme barragem aérea contra uma ampla gama de alvos militares na Ucrânia durante a semana passada, incluindo locais e depósitos da indústria de defesa, tendo Kiev alegado ter sido, até agora, o maior ataque desse tipo durante a Operação Militar Especial. Ver os seguintes links: (1),  (2), (3), (4).

Isto ocorreu num momento em que as linhas da frente estavam em grande parte congeladas, o apoio ocidental diminuía e os principais meios de comunicação, como o New York Times, estavam debatendo ativamente se as conversações de paz deveriam finalmente ser retomadas em breve. Ver aqui.

Alguns estão, portanto, surpreendidos pelo facto de a Rússia agravar a situação neste momento delicado do conflito, quando tudo está, finalmente, a começar a acalmar, uma vez que a sua maior barragem aérea poderia dar credibilidade àqueles que afirmam que o Ocidente deve apoiar a Ucrânia “enquanto ela ataca”. Ver aqui.

O contexto suplementar em que ocorreu este ataque, em larga escala, sem precedentes, ajuda os observadores a compreender melhor porque é que a Rússia o executou e que tipo de mensagens procurou enviar ao fazê-lo.

Para começar, a Rússia reconheceu que a Ucrânia danificou um dos seus navios de desembarque no leste da Crimeia no início desta semana, o que alguns suspeitam ter sido causado pelo facto de Kiev estar no controle dos mísseis de cruzeiro ar-superfície britânicos Storm Shadow, com uma distância maior do que o relatado anteriormente. Ver aqui.

Era, portanto, importante que a Rússia respondesse a esta escalada dos seus rivais de uma forma esmagadora, numa tentativa de os dissuadir de outras escaladas futuras, quer com esses mesmos mísseis, quer através de quaisquer outros meios. Ver aqui.

Em segundo lugar, Zelensky ordenou recentemente às suas forças que fortificassem toda a frente após o fracasso da contraofensiva deste verão, pelo que a Rússia, provavelmente, queria sinalizar que nenhuma quantidade de trincheiras e outros obstáculos pode impedir o ritmo da sua Operação Especial enquanto o Kremlin se prepara para uma possível ofensiva. Ver aqui.

Qualquer abrandamento por parte da Rússia poderia ser mal interpretado, pelos seus rivais, como fraqueza e uma vontade de congelar o conflito ao longo da Linha de Contato, apesar dos seus 3 objetivos principais ainda não terem sido alcançados.

Trata-se de desmilitarizar a Ucrânia, desnazifica-la e restaurar a neutralidade constitucional naquele país, algo que o Presidente Putin reafirmou recentemente que gostaria de alcançar por meios diplomáticos, mas que não hesitará em continuar a perseguir através de meios militares, se isso for possível.

Ele também admitiu abertamente durante o mesmo evento que costumava ser ingénuo em relação ao Ocidente. Ver aqui.

Juntas, essas declarações formam a terceira mensagem que ele queria enviar, ou seja, que ele não é uma pessoa pusilânime.

Se as linhas de frente permanecessem em grande parte congeladas e a Rússia não intensificasse os seus ataques aéreos, mesmo que o seu navio de desembarque não tivesse sido danificado, então a sua referida admissão não teria sido acreditada pelo público, que poderia suspeitar que ele estava mentindo para encobrir concessões para a paz, especulativamente iminentes.

Estes últimos ataques serviram, portanto, para reforçar a sua credibilidade interna, ao mesmo tempo que mostravam ao Ocidente que ele leva realmente a sério a concretização dos seus 3 objetivos principais, de uma forma ou de outra, aconteça o que acontecer.

A quarta mensagem é que a Rússia quer que os ucranianos duvidem ainda mais da sabedoria do novo impulso de recrutamento de Zelensky e das suas ilusões messiânicas de vitória máxima, as últimas das quais foram divulgadas na reportagem de capa da revista Time no outono passado, citando um assessor sénior não identificado, e assim dividir a sociedade ucraniana. Ver aqui.

Zelensky está a tentar desesperadamente evitar a responsabilidade pelo fracasso da contraofensiva que levou a este impulso impopular, e que está a exacerbar as tensões pré-existentes entre ele e os seus rivais, especialmente Zaluzhny. Ver aqui,  aqui e aqui.

Estas tensões são tão graves que um especialista do poderoso “think tank” Atlantic Council apelou recentemente a Zelensky para formar um “governo de unidade nacional” a fim de mitigar “a raiva pública justificável contra as autoridades” que corre o risco de minar o seu governo ainda mais. Ver aqui.

Ao mostrar aos ucranianos que ainda pode atacar onde quiser, à vontade e numa escala sem precedentes, apesar do seu lado se aprofundar, a Rússia quer encorajá-los e à sua elite a levantarem-se contra Zelensky para pôr fim ao conflito.

Finalmente, a última mensagem que a Rússia enviou através da sua maior barragem aérea é que está vencendo a “corrida da logística”/“guerra de atrito” por uma margem tão ampla que nada que o Ocidente possa realisticamente enviar à Ucrânia, no futuro próximo, irá mudar essas dinâmicas. Ver aqui e aqui.

A exportação pelo Japão de sistemas de defesa aérea Patriot para os EUA no próximo ano – o que permitirá aos EUA substituir os seus próprios sistemas que planeia enviar para a Ucrânia -, não fará diferença, nem mesmo o fará qualquer outra coisa que o Ocidente e seus vassalos acabem por dar à Ucrânia. Ver aqui.

O próprio facto de a Rússia ter podido lançar um tal ataque 22 meses após o início do conflito, depois de todas as defesas aéreas que os seus rivais já deram à Ucrânia, é a prova mais convincente de que, até agora, ela está a vencer a NATO na “corrida” acima mencionada.

Se a ajuda da NATO fosse realmente tão eficaz como os seus gestores pensavam que fosse, então isto nunca teria acontecido, uma vez que a Rússia não desperdiçaria mísseis e drones valiosos.

Ao invés, o choque e espanto atingiram a Ucrânia e o Ocidente, o que deixou uma impressão profunda nas suas sociedades.

O que acabou de acontecer é um sinal do que, possivelmente, está para vir se a Ucrânia e o Ocidente, não cumprirem os pedidos da Rússia para desmilitarizar a Ucrânia, desnazifica-la e restaurar a neutralidade constitucional naquele país em troca do congelamento do conflito na Linha de Contato.

Como disse o Presidente Putin em meados de Dezembro;

«(…) as nossas tropas têm a iniciativa (…) estamos fazendo o que consideramos necessário, o que queremos», e isto continuará daqui em diante até que os 3 objetivos principais da Rússia sejam alcançados de uma forma ou de outra.

Fonte aqui.


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11 pensamentos sobre “As 5 mensagens enviadas pelo maior ataque aéreo da Rússia à Ucrânia

  1. Vergonha na cara era verde, veio um burro e comeu a. É realmente frustrante termos um fascista a insultar o pessoal todo porque lhe apetece e mais que frustrante e assustador pensar que há mesmo gente com mentalidades destas. O nosso saudosista de Salazar escreve noutro blog onde diz claramente que no tempo do Salazar é que era bom e que vivemos num regime soviético. Nem mais nem menos. E outras pérolas como que só há violência doméstica porque falamos muito dela. A primeira vez que vi o nick da criatura por cá vi logo o bico de obra que tínhamos a aviar. O problema é que a liberdade de expressão obriga a levar com um fascista que nada tem de bom a dizer.
    Por mim até acho graça essa de me chamarem putinista porque nunca tive a inteligência do senhor em grande conta.
    Depois do latrocinio que foi a guerra do Iraque o senhor tinha obrigação de saber mais. Depois da destruição da Líbia o senhor tinha obrigação de saber mais. Depois de quase terem morto a fome os países do sul da, Europa o senhor tinha obrigação de saber mais.
    O que é que o levou a pensar que com o seu país seria diferente e seriam aceites como iguais pelo Ocidente só ele saberá. Mas até pela história de invasões ocidentais que o seu país sofreu tinha obrigação de saber mais. Mas levou muito tempo a acordar, a acordar para o racismo. A acordar para a necessidade de se defender da nossa tendencia para o roubo e o genocídio.
    Agora acho alguma graça a éssa ideia de um assassino como Zelensky defender a liberdade. As milícias nazis teem asasinado centenas de pessoas. Mas para estes bandalhos pro ucras os desgraçados são pro russos e por isso merecem a morte. As milícias fascistas já antes da guerra matavam idosos apenas porque tinham participado em programas de voluntariado no tempo da outra senhora. A Ucrânia é um regime de terror há muito tempo mas ninguém fez nada quanto a isso.
    Foi preciso verem aqueles bandos quase a ter as maos em armamento nuclear para fazerem alguma coisa. Por isso até me dá vontade de rir andarem me a chamar putinista. O homem que va ver se o mar dá choco.
    Quanto aos desejos do Carlos Marques, também voto nisso mas ver o meu pais ter vergonha na cara é só um sonho.
    Quanto a Alemanha a verdade é que nunca foi desnazificada e manteve muitos tiques do antigamente. Como bem sabiam os imigrantes nos anos 60 e 70,tinha por lá a polícia muito de pidesco, havendo casos de violação de correspondência e ameaças de expulsão do país assim se falasse muito.
    O tratamento infame dado à quem não quis dar as vacinas covid foi a prova provada que a desnazificacao na realidade nunca aconteceu.
    Por isso agora estão nas suas sete quintas com o ressurgir do nazismo na Ucrânia. A Oeste nada de novo.

  2. E o que é que deslumbra os lambe cus sionistas? Simples, ataques por terra, ar e mar, tudo feito em escombros, toca a matar.
    Eatao há quase dois anos a lamber o cu a um judeu nazi e viciado em cocaína. Um judeu nazi que promete em 2024 devastar o inimigo ainda ninguém sabe e como vai conseguir tal proeza. Talvez tal fosse possível se a Rússia tivesse continuado a assobiar para o lado e aquela gente tivesse conseguido as tais armas nucleares que o sujeito queria ter para o Verão de 2022.
    Ou melhor, claro que não conseguiria devastar um país com 10 vezes mais superfície mas conseguiria criar certamente um conflito nuclear que, talvez por esta hora tivesse resolvido o problema do aquecimento global via um inverno nuclear.
    E sim, a Rússia tem todo o direito a impedir que nazis tenham acesso a armas nucleares. Nazis esses que nos andavam a fazer o frete, porque pacificar a Rússia significava que o seu destino seria decidido no Ocidente. E desde os tempos de Yektsin em que uns cinco milhões de pessoas morreram a fome e ao frio e outros tantos tiveram de emigrar para ser explorados que os russos sabem bem o que é ter os seus destinos decididos deste lado. E, claro, não querem tal coisa. O problema da Rússia foi não ter acordado logo em 2014. Isso custou 14 mil vidas no Leste e vai fazer esta guerra durar bastante tempo para gáudio dos lve cus de nazistas, sionistas e velhos senis com interesses na Ucrânia.
    Ucrânia que só tem uma hipótese que é ter os seus destinos decididos pelo velho senil e a Blackrock. Vão ficar bem podem querer.

  3. «desmilitarizar a Ucrânia, desnazifica-la e restaurar a neutralidade constitucional naquele país em troca do congelamento do conflito na Linha de Contato.»
    Desmilitarizar – a linha de contacto determiná-la-á o império russo a todo o tempo
    Desnazificá-la – agentes de Moscovo no poder em Kiev
    Neutralidade constitucional – o rumo da Ucrânia decide-se em Moscovo.
    E a cambada de lambe-cús putinescos chama a isso o legítimo interesse da Rússia, enquanto a oposição dos ucranianos a reduzem a servilismo ao ocidente!

    A pérola é: «que ele não é uma pessoa pusilânime»
    Manda matar uns e manda morrer outros sem que a majestade da sua natureza de policiote arvorado denote qualquer perturbação; eis o que deslumbra os lambe-cús putinescos!

    • É preciso uma mente mesmo muito retorcida e manipulada pela propaganda para se chegar ao ponto em que se acha a desnazificação uma coisa má.

      Lembro só isto: foi graças à desnazificação imposta pelos 3 aliados, e à desnazificação imposta pela União Soviética, que respetivamente Alemanha e Finlândia se tornaram países decentes e pacíficos.

      A NATO/EUA (e o NeoLiberalismo/Escola dos Chicago Boys) veio fazer o trabalho oposto. A AfD já é o segundo maior partido da Alemanha, e quer Alemanha, quer Finlândia passaram a militarizar-se e a apoiar Nazis ucranianos a mando dos EUA. E ambos apoiam o genocídio na Palestina ocupada.

      Desnazificação, meu animal de quatro patas e orelhas longas, é acabar com a glorificação de Stepan Bandera, da UPA/OUN, dos Azov, etc. Desnazificação é reverter o golpe Nazi+CIA feito em 2014 e permitir aos civis da Novorossiya voltarem a eleger um Presidente e a votar nos partidos que querem. Desnazificação são os julgamentos a decorrer em Donetsk contra os criminosos de guerra UkraNazis. Desnazificação é lembrar que os Nazis eram o lado mau e que os Soviéticos eram os libertadores. Desnazificação é tolerar todas as etnias na Ucrânia, em vez de ter um etno-estado hitleriano. Desnazificação é celebrar o 9-Maio, dia da vitória, com a faixa laranja e preta de São Jorge, e caminhar pela colina acima no monumento de Saur Mogila. Desnazificação é ilegalizar os movimentos nazi-fascistas do Svovoda, Praviy Sektor (Sector Direito), divisão Misantrópica, C14, batalhões Kraken, Dniepr, e regimento Azov. Desnazificação é a liberdade religiosa para celebrar o natal da igreja Ortodoxa. Desnazificação é ter em Kiev quem respeita a vida e os direitos humanos de quem vive no Donbass.

      Se não percebes isto, não percebes nada. Por isso é que és uma acérrimo defensor dos UkraNazis, dos naZionistas, e dos nazis do império genocida ocidental e de todas as agressões que façam contra os pobres dentro de fronteiras, e todas as agressões que façam contra os de pele de cor diferente fora de fronteiras, aos quais se juntam os Russos, a quem os teus amigos UkraNazis chamam de “pretos da neve”.

      As “pessoas” como tu são a razão pela qual passei a perceber porque é que os gulags de Stalin se calhar não eram inteiramente uma coisa terrível. Se calhar muitos dos seus ocupantes eram de facto “pessoas” cuja liberdade representa um perigo para o resto da humanidade. Não estou com nada disto a defender tal regime, estou simplesmente a aprender uma lição com a história. É o que eu gosto de fazer, ao contrário dos teus amigos nazi-fascistas, que a gostam de reescrever, que gostam de FakeNews e propaganda, que gostam de pureza étnica, que gostam de guerra permanente, de NeoLiberal-Fascismo, e de bombardear monumentos (Saur Mogila) que celebram a vitória contra o nazismo.

      O que tu querias mesmo era um Maidan em Portugal. Portugueses nas trincheiras em Donetsk e em Taiwan e Teerão e Havana, etc. Tu gostavas mesmo era de Portugal acabar de vez, e de usarmos só a bandeira Azulmcom estrelas amarelas, ou quiça acrescentar-lhe umas ricas horizontais vermelhas e brancas. Tu és pior que um cidadão desinformado, ignorante ou enganado pela propaganda, és pior que um mero fascista patriota ou saudosista do império, tu és um traidor. Um traidor de Portugal e dos Direitos Humanos. E um que se diverte a fazer propaganda em nome dessa traição. E a atacar todos os que não são como tu. Não tens nada de útil para fazer ou de positivo para propor ou de construtivo para conversar neste blog?

      Eu tenho:

      1) quero Portugal neutral, fora da NATO em que a ditadura fascista nos colocou em 1949 e em que os Facho-Liberais nos continuam a manter. Quero uma alteração Constitucional semelhante às da Suíça e Irlanda, para Portugal não poder intervir em conflitos armados nem sequer enviar armas. Quero que o objetivo dos 2% do PIB para a “Defesa” impostos pela NATO se f*dam! E quero que Portugal expulse os USAmerikkkanos da base das Lages e de outras.

      2) quero a desnazificação em Portugal, com a expulsão de todos os Ucranianos que são militantes do Svovoda (como o Pavlo Sadokha) ou glorificadores dos Azov/Bandera/etc.
      E quero um julgamento, como Nuremberga, para todos os envolvidos no apoio ao UmraNazistão, e na propaganda de branqueamento do UkraNazismo. Os “jornalistas” que disto fizeram parte, têm de perder a carteira da profissão, e as direções dos meios de comunicação que isto fizeram, devem ser erradicados deste sector.

      3) quero a desfascização de Portugal, com o cumprimento integral da Constituição de 1976, o legalizando movimentos fascistas ou racistas, como o Chega.
      Quero que o dinheiro do investimento vá para tornar digno bairros como o da Jamaica, e não ser desperdiçado em jornadas mundiais dos pedófilos ou comperições da bola.
      Quero a defesa aguerrida do SNS, a maior herança do 25-Abril, e não o seu contínuo desmantelamento e substituição pelos meios privados de quem os fascistas são accionistas. Se a saúde não for para todos de forma gratuita e atempada, se for crescentemente só para quem pode pagar, então isso é fascismo, e tem de ser combatido.

      4) quero um país que defenda a sua soberania, sem a qual não tem qualquer democracia representativa, e se prepare para ir contra a UE sempre que necessário, quiçá até sair e voltar para a EFTA; Portugal precisa de uma liderança patriótica que coloque os interesses do país primeiro, em vez de um bando de traidores que pedem permissão a Bruxelas antes de descerem um mero IVA da electricidade. Um país que defende a sua Constituição, seus Direitos Fundamentais, em vez de obedecer a quem exige censura contra canais de notícias da Rússia. Um país que perceba que a TAP é de Portugal, não pode ser da Lufthansa. (ou será que esses idiotas aceitariam que a TAP investisse para comprar a Lufthansa? Ou que Portugal gastasse dinheiro para comprar as REN e ANA e CTT de outros países?)

      5) quero um país com futuro, o que só pode existir com uma economia saudável PARA TODOS, o que só é possível com moeda própria, já que o €uro nos prejudica e é irreformável. Portugal deve ter uma moeda adequada à sua economia, em vez de austeridade permanente sobre os salários. Deve ter uma política de pleno emprego, em vez de uma subserviência ao objectivo dos 2% de inflação sempre calculados de acordo com o que a Alemanha e França precisam. Quero os monopólios naturais e sectores estratégicos nas mãos do Estado, tal como faz a Noruega. Quero Sistema de Ghent (como Bélgica e Nórdicos) para promover Sindicalismo e assim garantir direitos e distribuição de riqueza. Quero uma autoridade da concorrência de quem as Meo/Nos/Vodafone e as Galp/BP/Repsol tenham medo, pânico! Quero o fecho do offshore da Madeira. E salários dignos e rendas acessíveis ao menos rico dos trabalhadores. Quero no fundo a reversão das políticas NeoLiberal-Fascistas que fizeram a pobreza em Portugal subir estruturalmente nos últimos 25 anos, de 3.7 para 4.5 milhões de pobres antes de apoios sociais. Uma política económica que reverta o problema da emigração das novas gerações e permita começar a tratar do envelhecimento demográfico.

      6) na geopolítica, quero o fim de todos os imperialismos. Quero paz em todo o lado. E quero que os agressores sejam travados e julgados. Quero ver exercido o Direito Humano à Auto-Determinação das vítimas do Maidan na Novorossiya e das vítimas do Sionismo na Palestina. Quero que a guerra em Taiwan seja evitada, quero que Venezuela e Guiana se entendam, quero o fim das sanções ilegais, o fim do bloqueio a Cuba, etc. Se esses povos puderem votar em paz para decidir o seu futuro, eu fico feliz.
      Quero o oposto do que vi num documentário histórico sobre os EUA e o Vietname, em que o candidato Presidencial Kennedy junior, descreve como os EUA impediram a democracia de acontecer no Vietname e em vez disso fizeram golpe e guerra, só porque os Comunistas se preparavam para uma vitória eleitoral. Será isto um mal só dos EUA em particular ou de todo o Facho-Capitalismo em geral? Se for particular, quero mudança de regime em Washington. Se for geral, quero o fim desta versão do Capitalismo em todo o Mundo, ou trocado por uma versão melhor, ou por um sistema diferente.

      7) quero ver Assange livre, quero o fim das FakeNews, a reversão da operação Mocking Bird da CIA, e quero que todos tenham acesso à verdade, sem propaganda nem manipulação. Se para tal for preciso tirar a liberdade aos prevaricadores, pois assim seja. Não é autoritarismo da minha parte. É saber a lição do paradoxo da tolerância de Karl Popper. Todos a deviam aprender. E é saber, e sofrer por isso, que 90% ou mais da população ocidental vive numa realidade paralela, tal é o nível de lavagem cerebral e condicionamento. Um professor universitário Russo em Coimbra foi perseguido pela MSM e só descansaram quando se fez a vontade do militante do Svoboda, e esse professor foi despedido sem cometer erro nenhum, a não ser nascer com uma determinada nacionalidade. Já nos mesmos MSM passam imagens vindas das redes sociais de grupos Nazis, e isso é mostrado como sendo “activistas da democracia e da liberdade”. Este estado das coisas é intolerável. E a prisão de Assange é o canário nesta mina. Enquanto estiver preso num gulag do império genocida ocidental, isso quer dizer que não há verdade, só FakeNews.

      E tu, o que queres? Queres ver UkraNazis a celebrar, naZionistas a celebrar, imperialistas genocidas a celebrar, €Uroditadores a celebrar, e NeoLiberal-Fascistas a celebrar. Queres calar e censurar quem discorda disso, perseguir Snowden, prender Assange, e assassinar Shireen. E no final ainda tens o topete de dizer que é em nome da “democracia” e da “liberdade” e de vir aqui diariamente insultar quem é mais decente do que tu.
      TEM VERGONHA NA CARA!

      • 7 pontos que também eu quero!
        TER VERGONHA NA CARA é ser honrado e agir de forma ética e respeitosa com os outros…a minha falecida avozinha sempre me dizia que umas palmadas no momento certo não me dariam mais juízo mas ajudavam a conservar o pouco que ainda me restava.
        O fiscal é um caso perdido …nem nos gulags…

    • Nesta interessante conversa entre a Secretária de Estado Victoria Nuland e o Embaixador dos EUA na Ucrânia, Geoffrey Pyatt percebemos onde existem lambe cús prontos para o conveniente cozinhado “democrático” da Ucrânia pós Euromaidan!….tenho a certeza que com facilidade também arranjariam uns chupa pilas interessados em participar! Deglute uns ratitos que isso passa!
      https://www.bbc.com/news/world-europe-26079957

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