O Mundo perdeu o medo!

(Hugo Dionísio, in CanalFactual, 04/12/2023)

Embora os Estados Unidos tenham vindo a resistir à pressão para a desdolarização, conseguindo colocar o dólar a crescer 1% em relação ao ano passado (até Setembro), enquanto moeda de reserva, esta resiliência é conseguida à custa de muito endividamento. Com efeito, a estratégia utilizada pela Casa Branca para manter o dólar no topo e impedir a indesejada (também para a China) bola de neve em que se transformará a saída desta moeda, assenta em taxas de juro muito altas, entre as mais altas do mundo ocidental.

Ou seja, a informação para o mercado é que a economia americana está em expansão, mas, ao mesmo tempo, ao invés desta boa saúde se refletir em juros baixos para a emissão de títulos do tesouro, acontece, precisamente o contrário. Como forma de atrair compradores para o dólar, a estratégia da reserva federal tem sido a de garantir yields (rentabilidades) mais elevadas. Ver aqui.

O problema, desta estratégia, é que aumenta exponencialmente o serviço da dívida pública americana, prevendo-se que, dentro de poucos anos, o serviço chegue a 25% da receita fiscal anual. Daí que, se em Setembro a Reuters dava boas indicações para quem comprava dólares, agora, no final do corrente ano, o discurso mudou de forma diametral.

A maioria dos analistas que a Reuters inquiriu na sua pool, realizada entre dia 03 e 07 de Novembro, retirou a conclusão de que, para o ano de 2024, o dólar perderá espaço para outras moedas regionais e provenientes de mercados emergentes. Ver aqui.

Existem já várias movimentações que apontam nesse sentido: Lena Petrova, no seu canal Youtube, noticiou que, neste momento, os bancos americanos estão com mais de 684 biliões de dólares em perdas relacionadas com de títulos do tesouro americano não vendidos. Ver aqui .

Acresce agora que, para tornar tudo mais negro e depois da própria Reuters voltar a publicar que os investidores estão a despejar dólares no mercado, para poderem realizar ganhos, pois sabem que, para o ano a taxa de juro irá ser reduzida (não é preciso ser esperto, pois, o endividamento não pode continuar a este ritmo), depois do Iraque, vêm agora os Emirados Árabes Unidos anunciar que, para o ano de 2024, acabam-se os almoços grátis. Com efeito, com a entrada para os BRICS, os EAU deixarão de negociar petróleo em dólares, passando a fazê-lo apenas em moedas nacionais, tendo já começado a fazê-lo com a India, vendendo petróleo em rúpias. Ver  aqui. Está tudo farto de um papel que nem o papel vale. Só vale para se ser invadido, bloqueado, sancionado e ameaçado.

Ora, esta é apenas a face visível do processo de complexificação das relações internacionais entre os estados, processo esse a que se convencionou designar de “Multipolaridade”, por oposição a “Unipolaridade”. A este processo não estarão alheios dois factos:

  • O apoio inequívoco a Israel que visa segurar aquele que é a guarda avançada do petrodólar e que tem custado tanto apoio interno ao projeto hegemónico, nomeadamente, por parte da juventude que não consegue conviver com o genocídio ao vivo e a cores.
  • À entrada de dois porta-aviões, um no Mediterrâneo e outro no Mar Vermelho, que visavam praticar a chamada “deterrence” (dissuasão), usando uma arma que os EUA ainda possuem, a força naval.

Há que meter medo para tentar travar uma tendência que, no pensar da Casa Branca, nem deveria ter começado. Não parece é que esteja a dar certo, pelo menos pelas impressões que do Irão têm vindo. Com efeito, face à falta de armas que a NATO tem evidenciado, são os EUA, agora, a não estarem interessados em guerras militares de elevada escala.

Não podendo, ou querendo, ir já para a fase militar (pelo menos no Médio Oriente, como acredito), os EUA jogam tudo noutros campos. Neste processo enquadram-se também as recentes denúncias que acusam o presidente da COP-28 de usar a sua posição para fazer charme a favor do uso de combustíveis fósseis. Afinal, o Sultão Ahmed Al Jaber é apenas CEO da Abu Dhabi National Oil Company (Adnoc), que no ano passado vendeu 2.7 milhões de barris. Sabendo-se que os EAU querem aumentar a produção em 2024, não era preciso ser-se um génio para saber para que quereria o Sultão tal poiso.

E se isto diz tanto do que é a COP-28 e de como veem estes tipos o problema da poluição, também diz muito do porquê de só agora se ter levantado o problema. Por que razão, só agora, logo BBC e New York Times vieram denunciar a situação? Pois… O meu palpite está precisamente nas ações dos Emirados em matéria de petrodólar e de reposicionamento geopolítico. Ou seja, mais preocupação com o meio ambiente.

Mas, para aqui chegarmos, ao ponto em que os EUA tentam esconder a queda, em que já vão, por todos os meios ao seu alcance, inclusive, à custa de afundarem a vassalagem europeia; algo foi acontecendo que, na essência e no substrato, representou o despertar para a liberdade de muitas nações, antes prisioneiras, passarem a pensar pelas suas cabeças. O que é que se terá passado, então, que tão grande segurança dá a estas nações?

Enquanto descansavam à sombra da arquitetura hegemónica construída a partir da Segunda Guerra Mundial, segundo a qual dominam as instâncias saídas de Bretton Woods, fazendo-as dançar ao som do consenso de Washington, o resto do mundo, os chamados “países emergentes”, tão desprezados pelas elites oligárquicas americanas, foram-se reorganizando e cooperando mutuamente.

O estudo “multipolar ou Multiplex? Interaction capacity, global cooperation and world order” dá-nos uma visão do barro com que o mundo multipolar (ou o mundo multiplex como lhe chamam no estudo) foi sendo construído.

Analisando cerca de 33.104 tratados comerciais assinados entre 1945 e 2017, este trabalho permite retirar conclusões muito importantes:

  • É após a queda da URSS que se dá a construção da base sobre a qual irá assentar o “mundo multipolar”, sendo o período de 1991-2005 aquele em que mais tratados de cooperação comercial se assinaram;
  • Até 1990, os EUA eram o país que, todos os anos mais contratos assinavam, sendo ultrapassados pela Alemanha entre 1991-2005 e 2006-2017;
  • O Reino Unido que era sempre o segundo, entre 1976-1990 foi ultrapassado pela Alemanha;
  • Nos períodos 1991-2005 e 2006-2017, o Reino Unido foi ultrapassado por Brasil, França, Holanda, Coreia do Sul, Austrália, Turquia, Argentina, Japão, México Espanha, Suíça, Africa do Sul…;
  • Os próprios EUA, entre 2006-2017 estão na casa das duas centenas de acordos celebrados, tal como Austrália, Turquia, Argentina, Arica do Sul.
  • Ao longo dos anos, a própria centralidade dos EUA em matéria de cooperação foi-se mantendo, mas observa-se uma aproximação desse centro por vários países, principalmente europeus.
  • A China, por exemplo, passou do 37.º país a 13.º com mais acordos celebrados.
  • Interessante é também o aprofundamento do agrupamento de países (clusters), com muito relevo para um cluster nórdico estabelecido a partir de 1991, entre a Federação Russa e os países escandinavos, mais a Islândia e a Etiópia (sim, a Etiópia), a que se juntou, depois, Israel;
  • A partir de 1991 a Alemanha surge a liderar o segundo maior cluster mundial (a seguir ao dos EUA);
  • A Alemanha, a ASEAN, México, Brasil, China e Coreia do Sul parecem ser os que mais se fortaleceram com o adormecimento dos EUA.

Estes dados, que podem ser consultados aqui, dão-nos pistas extremamente importantes para caracterizar o declínio do império hegemónico, bem como para explicar o que aconteceu com a Europa.

Os EUA, está bom de ver, adormeceram à sombra da vitória. Derrotada a URSS, não mais os EUA se preocuparam como antes no estabelecimento e crescimento das suas redes transnacionais. Foi o tempo da arbitrariedade, da hegemonia, do quero, posso e mando. O que esta realidade reflete, a meu ver, é também a crescente incapacidade por parte dos EUA em fazerem acordos que não fossem exatamente como queriam. O mundo viu a verdadeira cara dos EUA, a sua arrogância e supremacismo, e não gostou, começando a trabalhar na base e surdamente, para a viragem que agora estamos a presenciar.

Quando acordaram, os EUA viram o perigo de autonomização da Europa, principalmente a União Europeia, resquício da guerra fria e instrumento de combate político anticomunista. A Alemanha crescia fortemente, à custa da energia e matérias-primas baratas da Rússia e dos tratados que ia fazendo por todo o mundo. Foi o tempo da Alemanha motor da EU e do Eixo Franco-Alemão. Não nos podemos esquecer do papel da NATO (keep Germany down; Russia out and other in – colocar a Alemanha em baixo, a Rússia fora e os outros dentro). As coisas estavam a sair “dos eixos”.

A norte, os países escandinavos iam resistindo às formas mais brutais de neoliberalismo, protegendo o seu modelo com recurso à energia e matérias-primas baratas da Rússia, bem como a um mercado de mais de 200 milhões de pessoas (Rússia e EAEU) para escoar os seus excedentes.

É aqui que se torna ainda mais trágico o suicídio europeu, em particular o alemão e o francês. Mas como é que, de uma assentada, entre 2017 e 2022, estes países prescindem dos seus fatores mais vantajosos? Degradação democrática à parte, infiltração da CIA e muita corrupção e tráfico via mundo académico e comunicação social, à parte, foi o reabrir do capítulo da guerra fria que permitiu o acordar dos arquétipos adormecidos que tinham estado na origem da EU – o anticomunismo primário, o reacionarismo e o pensamento neocolonial em relação aos países considerados “menores”.

Uma autêntica tragédia, que se agravou com a tragédia da NATO na Ucrânia e que se acelerará logo que já não se possa esconder que a NATO é supérflua, anacrónica e ultrapassada como estrutura. O mundo, a natureza e a história não precisa dela. Todos sabem que, quando olham para a NATO, é Washington que veem. A própria EU não está longe dessa visão também, pois quem aceita autoflagelar-se como o fez a Comissão Europeia, colocando em depressão os países que a alimentam, em nome de interesses que se situam do outro lado do Atlântico, não pode ir muito longe.

A guerra que opõe a NATO à Rússia, em solo Ucraniano e usando o povo ucraniano como exército, e, agora, a limpeza étnica sionista em curso, serão dois dos episódios trágicos da queda da “hegemonia liberal” como lhe chama o estudo.

O que já ninguém pode esconder, e apenas a comunicação social corporativa o tenta fazer (quantos milhões recebe para isso!), é que aconteceu o que os EUA andaram mais de 30 anos a evitar: o mundo perdeu o medo!

Só faltam agora os oligarcas que nos governam na sombra, se confrontarem com o medo que lhes sobra: o medo que os povos percam o seu próprio medo!

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17 pensamentos sobre “O Mundo perdeu o medo!

  1. Esqueci me de acrescentar que o sonho molhado de todos os trastes pro israelitas e mesmo um grande atentado terrorista na Europa. Talvez assim conseguissem por mais alguém além de outros criminosos a ver algum sentido na barbaridade que o povo que se diz eleito de Deus está a fazer.
    Embora me pareça que a menos que alguém perca família próxima num ataque terrorista ninguém que não acha aquilo normal vai passar a achar, tal o espectáculo dantesco a que temos assistido. O pessoal vai e pensar “se fosse eu a perder a família toda para aqueles trastes o que é que fazia? Se fosse a mim que me chamassem árabe sujo, animal ou preto da areia o que é que fazia? Daria beijinhos aos povos cujos dirigentes apoiam aqueles trastes?”.
    Claro que sempre haverá alguém a virar o bico ao prego e é com isso que eles contam. Por isso vao gritando” há lobo” na esperança de que alguém suficientemente desesperado, ou louco, ou mau, lhes faça um favor.
    No pé em que as coisas estão até uma operação de falsa bandeira e possível. Porque as vacinas covid provaram que para esta gente se as vidas dos palestinianos não valem nada as nossas também não.
    Por mim posso garantir que nada me fará absolver uma gente que se julga o povo eleito por Deus, que Deus lhe deu a terra dos outros e me chama gentio. Nunca erguerei a sua medonha bandeira. E aí de quem disser a minha frente a barbaridade “somos todos israelitas”.

    • Ninguém precisa de ver o que já viu bastante: a violência de um islamismo de grunhos e imbecis guiados por um texto que serviu para assaltar caravanas e submeter povos.

  2. Só falta a esta canalha terminar com o Allahu akbar!
    Quanto à servidão aos coirões russos no poder, tudo são as grandes liberdades das democracias avançadas, povoadas de caciques importa pouco se capitalistas ou presidiumnários.
    Tudo que os excita é a unicidade da doutrina, o ordenamento da opinião, a paz dos servos.

  3. Não se preocupem os valentes defensores dos genocidas a substituir ou escravizar populações desde pelo menos o Século XII que foi por essa altura que começamos a caçar russos. A valente União Europeia, que iniciou a censura com as críticas às restrições covideiras e reduzindo todas as críticas a um veneno chamado vacinas covid a extrema direita, continuou galhardamente a censurar a torto e a direito com a guerra da Ucrânia, preparasse agora para combater o discurso de ódio on line e off line.
    Porque, dizem eles e impressionante como o discurso de ódio cresce. Eu farto me de rir com essa trapalhada. Porque para esta gente dizer a verdade, que os israelitas são genocidas e não é de hoje, que os países que os apoiam são mestres em genocídio e por isso se estão nas tintas para os palestinianos como se estiveram para os nativos americanos, africanos e indianos, com diferentes graus de extermínio, e só discurso de ódio.
    Já em Israel são uns santos e esta gente diz agora temer um grande ataque terrorista na Europa. Vejamos, estes trastes foram todos em romaria a Israel quando os seus dirigentes já tinham dito que os palestinianos eram animais e seriam tratados como tal, quando já faziam operações destinadas a cortar luz, água e electricidade a Gaza é quando já quase dois milhares de civis palestinianos tinham sido assassinados.
    O patife do Macron, que mandou a polícia tirar olhos aos coletes amarelos até ofereceu uma coligação internacional, parecendo querer reeditar as cruzadas.
    Ora esses trastes estão bem guardados mas oferecendo os seus préstimos a assassinos impiedosos puseram as suas populações a jeito. Mas nas tintas para as nossas vidas estão eles e andam a provar isso há muito tempo.
    Aquela bandeira de Israel a flutuar no Castelo de São Jorge ainda me está atravessada, imaginem a qualquer muçulmano que se preze.
    Ja a nossa imprensa portou se sempre muito bem. Nas horas seguintes aos ataques de 7 de Outubro reportaram o ataque Israelita a 500 alvos do Hamas. Ora numa área densamente povoada, pouco maior que o concelho de Sintra, so foram mesmo atingidos alvos do Hamas. É continuamos a levar com a Guerra Israel Hamas quando estamos a assistir a um ataque sobre tudo o que se move, ou melhor, contra tudo o que ainda respira. Acredita nesses presstitutos quem quiser.
    O que agora surpreende estes trastes e que foi fácil levar os basbaques a odiar quem não queria meter no corpo um veneno mal amanhado dizendo que deviam ser presos se contagiassem alguém, não deviam ser tratados se, adoecessem e outras aleivosias. Foi fácil por todas a gente com bandeirinhas da Ucrânia e a querer mandar para a Rússia quem lhes chamasse nazis e levantasse a lebre da guerra por procuracao.
    Mas agora está a ser complicado por toda a gente com bandeiras de Israel. A diferenca é que se a malta estava habituada a vacinas fiáveis era fácil fazernos acreditar que esta também era, mor dos grandes avanços da ciência que ainda não deram conta do cancro, e que quem falava mal era doido ou fascista.
    A Rússia andava a ser diabolizada desde pelo menos a guerra da Chechenia e ninguém sabia o que se passava no Donbass.
    Agora com os crimes israelitas e o desbocamento dos seus dirigentes convivemos há muito tempo, pelo que está a ser complicado convencer que uma gente que até nos chama gentios é muito boazinha.
    Por isso vem aí mais uma roda de censura e provavelmente dentro de um mês só os pro israelitas certificados poderão estar On line.
    E como a coisa também é offline teremos de ter cuidado com o que dizemos no café e se calhar é melhor andarmos com o medonho estandarte de Israel no carro para não levantar suspeitas que nos valham uma multa tesa ou pior. Admirável mundo novo de que gente que se calhar andou em tempos a fazer o mesmo em África vai gostar.
    Até lá o soalheiro vai estar animado. E quem não gostar pode desamparar a loja e ir ver se o mar dá choco.

  4. Excelente texto do Hugo.

    Império dos EUA:

    Precisará de uma 3ª Guerra Mundial para sobreviver?

    Os americanos têm uma mentalidade de cowboys: se perderem o jogo de póquer, vão certamente virar a mesa.
    Comércio é guerra comercial, guerra comercial é guerra militar.
    O dogmatismo, o peso do passado e a relutância em encarar a verdade aumentam inevitavelmente o risco de novas acções impulsivas e imprudentes por parte do Ocidente.
    A grande preocupação para os americanos é a fiabilidade do dólar do rei …..!
    Enquanto o dólar continuar a ser a moeda dominante no mundo financeiro, tudo está mais ou menos bem …..
    Se isto for posto em causa pelos BRICS, tudo pode acontecer, a começar por uma explosão mundial …..
    A dívida externa dos Estados Unidos é impressionante e, um dia, o nível da dívida externa em relação ao PIB tornar-se-á problemático, porque a confiança nesta moeda irá diminuir e, juntamente com o fim gradual dos petrodólares, sim, os Estados Unidos estão a caminhar para a falência.
    O ocidente cedeu o poder de soberania a entidades financeiras que se estão nas tintas para os estados, populações ou qualquer forma de organização que possa prejudicar ou dificultar os seus objectivos de lucro infinito…

    Em suma, por outro lado, a Rússia e a China compreenderam perfeitamente a natureza humana, pelo que nunca cederão o poder financeiro a qualquer entidade sem a aprovação do Estado (sobretudo quando sabemos que os ganhos são para os capitalistas e as perdas para o Estado do lado ocidental), daí esta forma de governação autocrática para poder seguir e localizar os financeiros, para poder seguir e localizar os financeiros vorazes que estão sempre prontos a aproveitar qualquer oportunidade para colher os lucros e, claro, utilizando todos os meios ilícitos ou legais à sua disposição para atingir o seu objetivo, que não corresponde a qualquer noção de equilíbrio, apenas à ganância. (Esta fraqueza do curto prazo permite que os grandes lobos penetrem nas instituições, organizações e entidades públicas apenas para os seus próprios interesses).

    Todos os países do mundo precisam de dólares, porque nos antigos tratados, os países produtores de petróleo vendiam o seu petróleo em dólares, mas agora todos querem mudar este paradigma.

    Estamos a comprar dólares e, portanto, a apoiar a economia americana.
    Quando 100% do mundo comprava dólares, já era questionável! Quando os americanos têm problemas económicos, geralmente compensam aumentando o preço da energia (em média X3, X4) o que representa um aumento da necessidade de dólares na mesma proporção. Assim, vê-se que os BRICS optaram por deixar de apoiar a economia americana. Por outro lado, os que ficam, como Portugal a acabarão, mais cedo ou mais tarde, por compensar as compras de dólares não efectuadas pelos BRICS. (Bom! Nordstream) Como não somos donos do euro, ninguém vai perguntar a nossa opinião.

    A história da dominação não é nova.Quando se olha realmente para a história da Segunda Guerra Mundial e para a criação da UE, percebe-se que quase tudo já estava escrito. Mas, infelizmente, já ninguém ensina a versão verdadeira.

    O verdadeiro risco nos próximos anos é efetivamente a perda da soberania económica dos EUA à escala mundial. Os EUA são cowboys, prontos a exterminar qualquer risco existencial. Não nos esqueçamos de como “limparam” a América do Norte dos índios para poderem tomar o controlo. Pessoalmente, por muito que não “goste de Putin” , tenho de admitir que os meus receios estão mais virados para o lado americano. Por isso, não me surpreenderia vê-los iniciar um conflito direto com a China, sob o pretexto do protetorado de Taiwan “como grande defensor das liberdades”.

  5. Calma homem. Eu sei muito bem o que andaram a fazer putrid colonizadores com mais gente que nos é já aqui escrevi sobre isso. Não valia a pena era estar outra vez a contar a história toda ao nosso fiscal. Os tugas e que tendo cerca de um milhão de gatos pingados quando a expansão começou nunca tiveram gente para substituir totalmente as populações. Mas sei muito bem que outros o fizersm com toda, a limpeza e é também por uso que se, estão nas tintas pães se o mesmo acontece aos palestinianos.
    E aconteceria a malta do Donbass se os, russos tem continuado a assobiar para o lado como estiveram oito anos
    Andarmos a lutar uns contra os outros só deixa um fiscal feliz. Tudo de bom.

  6. Mas haverá sempre quem partilhe os seus ideais de extremismo racista e cruel porque também nos fizemos disso ao longo de mais de cinco séculos a pretexto de civilizar as populações sobre quem caiamos. Nunca tivemos foi gente que chegasse para substituir totalmente as populações, que é o que Israel tem de sobra e já nem sabe onde os meta com tanto judeu racista e sem capacidade de integração nas terras onde vive que tem demandado Israel. Ao abrigo de uma tal Lei do Regresso que permite a qualquer um que price ser judeu de raça e religião regressar onde nunca esteve e ocupar a casa de outro. Ou o local onde essa casa existiu antes de ser arrasada por um buldozer.
    Quanto ao racismo que já existia nos internados dos campos de concentração nazi esta documentado no livro que serviu de base ao filme A Lista de Schindler e noutros lados também.
    E ja em 1940 responsáveis judeus na Palestina defendiam a expulsão de todos os árabes. Ali nunca houve anjinhos nem coitadinhos a voltar a uma terra que Deus lhes tinha dado.
    Agora para eu ter alguma simpatia por tais trastes precisava de algumas garantias.
    A escritura assinada em letras de fogo pelo próprio Todo Poderoso dando aquelas terras aos israelitas.
    O teste de ADN a comprovar a ascendência palestiniana de Hitler e todos os trastes nazis. O mesmo para Tomás de Torquemada ou qualquer outro caça judeus que, esses trastes invoquem como justificação para o que andam a fazer aos palestinianos e outros árabes ha mais de 70 anos.
    Até lá podem os defensores desses extremistas, nazis, trastes que nos chamam gentios ir ver se o mar dá choco.

    • «Nunca tivemos foi gente que chegasse para substituir totalmente as populações»
      – que grande lapso de memória… então como é que os EUA (e o Canadá) foram criados, pá? Foi de genocídio em genocídio até ficarem só os anglo-saxões com a terra toda, e meia dúzia de tribos índias encaixotadas numa ou noutra “reserva”, sem recursos, sem 99% da terra que era sua, tal e qual como Palestinianos em Gaza e na Cisjordânia.
      Recomendo que vejas um mapa da América do Norte com todas as nações índias que lá existiam, cada uma delas com a riqueza de uma língua, história, folk-lore, e uma cultura diferentes, com uma ligação à natureza que teria evitado tanto terrorismo ambiental que entretanto so EUA cometeram e comentem. Tudo isso desapareceu quase por completo! Sobraram os filmes de Hollywood que lavaram os cérebros Europeus para acreditar que os Índios nativos eram “selvagens” e que os invasores genocidas eram “heróis”…
      Quem faz isto uma vez, sem nunca pedir desculpa, faz isto quantas vezes for preciso. Foi no VIetname, Laos, e Camboja. Foi no Japão. Está a ser na Palestina. Vai ser até ao dia em que forem travados ou em que o seu império impludir.

      E os Espanhóis também fizeram muita m*rda deste género por todas as Américas.

      Não esqueçamos o que os Ingleses fizeram em tanto lado, mas hoje foco-me na Ilha de Páscoa, porque vi documentário sobre isso há pouco tempo. Não só os mataram quase todos, como os que ficaram vivos foram raptados para serem usados como escravos noutros lados, o foco eram os mais educados, e isto foi feito ao ponto da língua/escrita da ilha de Páscoa ter desaparecido pois os ingleses mataram todos os que a sabiam, e deixaram os analfabeto para trás. Os Rapa Nui foram exterminados enquanto povo. E tudo para servir o colonialismo imperial de Sua Majestado. Não satisfeitos com isto, ainda criaram o mito mentiroso, que só hoje os cientistas tentam corrigir, de que teriam sido um povo a matar-se a si próprio e a levar ao desastre ecológico da ilha cortando todas as árvores. Não foi.

      E quanta é a população Brasileira que resulta do nosso (Português) tráfico de escravos e deslocação industrial (genocídio de facto) de populações inteiras de África para a América dao Sul?

      E a Bélgica no Congo, matou mais Congoleses do que Hitler matou Judeus. A diferença é que do Holocausto há milhares de filmes e documentários, mas disto faz-se de conta que não se passou. E decorreu apenas entre 3 a 5 décadas antes dos Nazis germânicos.
      E o que se faz à realeza belga e aos industriais/capitalistas descendentes/herdeiros destes assassinos? Passeiam-se por esse ocidente fora como se nada fosse…

      Ou aquilo que o Azerbaijão (grande apoiante da Ukrânia e fornecedor de artilharia aos UkraNazis), com armas/equipamentos da Turquia (NATO) e de Israel (vindas dos EUA = NATO) fizeram ao povo Arménio de Artesakh (Nagorno-Karabakh): uma limpeza étnica. Ou iam (como foram) todos para a Arménia, ou os Azeris “limpavam” tudo. E cereja no topo do bolo: a máquina de golpes “coloridos” dos EUA lá corrompeu o Pashinyan (já à partida seu fantoche) para repetir a propaganda de que tudo foi culpa da Rússia por “não ter ajudado a Arménia a tirar militarmente o Karabakh ao Azerbaijão”. Objectivo da mentira estúpida: levar a Arménia a ser a próxima Geórgia, começando desde já a afastar-se da CSTO.
      Pois então a quem vai a Arménia depois pedir protecção quando ficar sem Rússia (e restante CSTO) e Irão? Vai pedir a ajuda a quem os ameaçou com uma limpeza étnica agora, ou aos que cometeram o genocídio dos Arménios e ainda hoje se recusam a reconhecer esse facto?

      Por falar nisto, então e os Turcos em relação aos Arménios e aos Curdos? Aliás, olha a notícia que ainda agora li no Telegram do RYBAR, e que será omitida pelas PRESStitutas do império genocida ocidental: está uma invasão a ocorrer, mas esta é “das boas”, “legais”, e “justificadas”, porque são exércitos da NATO…

      «Turkish Armed Forces Conduct Landing Operation in Iraq

      In addition to their activities in the Mediterranean (https://t.me/rybar/54746), the Turkish Armed Forces carried out a combined attack in northern Iraq last night, targeting positions of the Kurdistan Workers’ Party (PKK).

      ▪️ Initially, Bayraktar drones from the Van airbase and Akıncı drones from Batman launched an attack on PKK strongholds northwest of Dahuk. This resulted in the elimination of several PKK members and the destruction of a stronghold.

      ▪️ Subsequently, a pair of F-16C/D fighters took off from a base in Diyarbakir and attacked Kurdish positions northeast of Dohuk, dropping two guided bombs. An E-7T AWACS aircraft provided air support.

      ▪️ An hour later, approximately 30 personnel from the Commando mountain brigade of the Turkish army were landed in the area from two AS-532 transport helicopters to assess the results and gather intelligence.

      🔻 Under the cover of T-129 Atak attack helicopters and three Akynji UAVs, the servicemen conducted reconnaissance of the area before returning. This operation indicates that Ankara is preparing to increase its activity in Iraq and possibly in Syria as well. Moreover, such a landing allows the Turkish army to evaluate its capabilities and assess the strength of the Kurdish opposition.»

      O link é este: https://t.me/rybar_in_english/9025

      «And so Iraq remains a center of gravity of conflict, along with Syria. In addition to regular strikes by the Turkish Air Force in the north and shelling of pro-Iranian groups, American aviation has become more active with renewed vigor.

      🔻Since the intensification of attacks by Shiite formations on American bases in Iraq , MQ-1C drones from the Es-Salem airbase, as well as E-11A combat control aircraft from Saudi Arabia, have again begun to fly in batches.

      With the entry of the aircraft carrier Dwight Eisenhower into the Persian Gulf in Iraq, as during active battles with the Islamic State, carrier-based F/A-18 fighters resumed flights, which recently carried out several strikes on the outskirts of Kirkuk.

      ❗️And today, for the first time in a long time, an RC-135V electronic reconnaissance aircraft from Al-Udeid airbase patrolled the border area with Syria from Jordan to the very north of Iraq, probably observing pro-Iranian formations.

      Given this and the intensity of aviation activity, in the near future we should certainly expect attacks by American troops on the positions of paramilitary groups affiliated with Iran in Iraq and Syria.»

      O link é este: https://t.me/rybar_in_english/9038

      Por isso é que o putedo da MainStreamMedia e dos partidos amigos da NATO (infelizmente todos excepto PCP), foram morder nas goelas dos comunistas e dos independentes que se atreveram a apelar à paz para TODAS as guerras. Só não cancelaram o Papa Francisco, porque fascista que é fascista, é também beato ou pelo menos sabe que não deve atacar por esse lado… (não quero com isto dizer que os beatos são todos fascistas, a relação do que disse só tem uma direção). Ou como disse o pró-Nazi e pró-genocida Pacheco Pereira (na última vez que conseguiu ouvi-lo sem vomitar, já não lembro quando, mas nunca esquecerei as palavras com que criticou o apelo à paz do PCP): “como se a guerra na Ucrânia fosse comparável com as outras” – querendo dizer, como racista que se revelou, que um ucraniano louro de olhos azuis morto, é muito pior que 1, ou mais, não-europeus e escuros mortos. De facto não é.

      Na Ucrânia morrem nazis e poupa-se tanto quanto se pode os civis, a intervenção militar Russa foi 100% provocada e de acordo com Russos (incluindo obviamente quem vive no Donbass e Crimea) a intervenção militar é justificada (e eu, com tudo o que sei hoje, passei a concordar), e a Rússia tem a vontade desde início de evitar a guerra (por isso assinou Minsk em vez de ajudar os anti-Maidan da Novorossiya a serem independentes), e tendo ela começado, a Rússia quer assinar acordos de paz efectivos e duradouros assim que possível. E isto é de facto incomparável com as restantes guerras com dedinho da NATO: todas elas com base em mentiras, com o objectivo do lucro do MIC e da dominação dos EUA sobre todo o Mundo, e todas elas com crimes de guerra e total desrespeito pelos locais, com desumanização feita nas TVs ocidentais. É de facto incomparável, meus grandessíssimos filhos da p*ta!

  7. Enfim há gente que não tem emenda. Os israelitas podem ser extremistas e andar a expulsar e matar árabes desde a 1948 e antes. Mas depois os palestinianos e que são extremistas e o desbocamento dos dirigentes israelitas, a sua crueldade, o seu racismo são so uma legítima resposta a esse extremismo. São os meninos que ainda não ultrapassaram o tempo em que faziam os trabalhos de casa ao matulão da turma para não apanharem também.
    São os tugas que se calhar andaram a queimar aldeias em África e a violar jovens negras por isso estão se nas tintas para se Israel faz pior ainda aos palestinianos.
    E Israel faz pior ainda porque nos pelo menos tinhamos noção que precisávamos de manter alguém vivo para fazer os trabalhinhos de corno que não queríamos fazer. Já Israel tem muitos miseráveis a disposição noutros países asiáticos e até em tempo desencantou na Etiópia uma tribo perdida de Israel.
    E este racismo de desumanização do outro começou cedo e muito antes da Nabka. Os judeus nos campos de concentração chamavam muçulmanos aos que já estavam trsnsformados em esqueletos humanos pela fome. As lendas de fome absoluta em terras mouras corriam soltas e davam já as justificações necessárias para o que se seguiria terminada a guerra. Se estavam a morrer a fome até seria misericordioso mata Los, assim pensavam certamente os seus cérebros de mentalidade de há quatro mil anos atrás.

  8. Excelente como sempre.

    “Só faltam agora os oligarcas que nos governam na sombra, se confrontarem com o medo que lhes sobra: o medo que os povos percam o seu próprio medo!”

    É por esse momento que já estou à espera. Até lá, até à revolução popular nos países Europeus para depor a ditadura NeoLib/NeoCon e restaurar a democracia soberana e representativa, não vale a pena ir votar naquela farsa a que chamam “eleições” no império GENOCIDA ocidental, capital-fascista da cabeça aos pés, e totalmente vassalo e avençado dos assassinos em Washington.

    Até esse momento, ainda vamos sofrer muito no ocidente, a coisa ainda agora está a ficar preta. E como mostra a história, só depoos de muita repressão e más condições de vida é que os povos se começam a revoltar, pois a maioria do povo é cega, ignorante, ou comodista. Não vê o que lhe está a acontecer, não percebe o como bem o porquês, e quando começa a abrir os olhos é raro aquele com coragem (e meios) para deitar abaixo o regime.

    Neste sentido, ainda hoje li um texto muito bom de um historiador sobre como a democracia no Reino Unido foi assassinada, de uma forma aliás muito semelhante ao que se passa na Europa continental e em Portugal. As pessoas ficaram sem ter quem as represente, a Esquerda foi esmagada, a oligarquia pagou a faca, os avençados dos partidos do regime espetaram-na, e a MainStreamMedia todos os dias a enterrar ainda mais.

    Já só temos regimes de partido único na prática: ou os NeoLib/NeoCon com bandeira LGBT na mão, ou os NeoLib/NeoCon com a bíblia (e a torah) na mão. Não é uma escolha, é uma ditadura de facto, e o eleitor comum está tão ou mais manipulado que os desgraçados na Coreia do Norte.

    O texto que recomendo é este, do Eric Zuesse:

    https://southfront.press/eric-zuesse-britains-fake-democracy-has-now-collapsed/

    Se o Labor se tornou um partido que elogia Thatcher, quanto tempo faltará até o PS ser um partido que elogia Salazar? Se olharmos para as políticas de facto (que não enganam) em vez de olharmos para as palavras (a propaganda permite sempre dizer o contrário do que se faz), então isto já acontece em Portugal também. O PS apoia UkraNazis, naZionistas, guerras, impérios ocidentais, limpezas étnicas, genocídio, €uro-ditadura, e dentro de portas continua o empobrecimento de quem trabalha, o concentrar de riqueza nos mesmos de antes do 25-Abril, e os sectores estratégicos à venda ao preço da chuva para estrangeiro lucrar.

    É aliás está a única diferença económica entre o NaZional-Fascismo de antes e o Global-Fascismo de hoje (NeoLiberalismo): antes ainda havia um pingo de patriotismo, agora nem isso, é traição total ao país.
    A outra diferença é na forma de opressão. Antes havia a PIDE. Agora basta o cancelamento de pessoas, ou o mexer dos cordelinhos para que deixem de ter carreira, ou até mesmo emprego e salário, caso digam aquilo que o regime não gosta.

    Para já, e sublinho em modo de aviso que é só um ‘AINDA não’, a prisão de jornalistas (Julien Assange) e o assassinato de jornalistas (Shireen Abu Akleh, e entretanto mais uns 60 – SESSENTA – desde início do holocausto na Palestina) só vai sendo norma dos mais extremistas da ideologia NeoCon e naZionosta ocidentais. Mas se já se viola a Constituição de Portugal para censurar as notícias da RT, pouco tempo falta para se prender os poucos Brunos Amarais de Carvalho que ainda existem, e quiçá fazer no Avante o mesmo que os Azov fizeram em Odessa…

    Na Primavera Portugal vai remover do poleiro os fascistas rosa (e seus minions verdes), e lá colocar os fascistas de laranja, azul-bebé (a cor dos Pinochetistas que parecem uma newsletter da CIA quando abrem a boca), e castanho-merda (a cor dos chegamos/salazaristas).
    Portugal vai de mal a pior. Saí no momento certo.

    Mas seja qual for a cor, já sabemos à partida qual a política, ou não fosse isto já de facto um regime vassalo de partido único e sem soberania:

    1) fanatismo NeoLiberal: austeridade/miséria para quem trabalha e serviços públicos cada vez piores PROPOSITADAMENTE, menos impostos e mais concentração de riqueza para quem explora outros humanos, e obediência cega às “regras” da €Uroditadura em que ninguém votou e tanto prejudicam Portugal;

    2) extremismo NeoCon: obediência cega à lógica Globalista (tudo em nome dos EUA), e às agrrssões imperialistas genocidas, guerra permanente, dinheiro roubado a contribuintes só para garantir lucro dos oligarcas donos do Military Industrial Complex, apoio a UkraNazis, a naZionistas, à anexação da região Sérvia do Kosovo, e passagem à fase militar da guerra que já está em andamento contra a China.

    Nos bordéis das PRESStitutas, isto será omitido ou apresentado como “centro moderado” e “democracia” Liberal, liberdade, e normal. Por casa 10 propagandistas, 1 “Daniel Oliveira” a fazer de conta que discorda, mas cujo real papel é manipular a percepção fazendo de conta que a mais pequena discordância é ultra-minoritária, e ir fechando cada vez mais a janela de Overton. Os que realmente discordam, são silenciados na grande mídia ou cancelados na social-mídia.

    Daqui a 4 anos Portugal estará mais pobre, independentemente dos valores do PIB. Pois se a riqueza não é distribuída e cada vez menos redistribuída, se os salário a nem sequer acompanham o custo de vida, então ter 0% ou 3% ou 10% de crescimento vai dar ao mesmo na carteira do cidadão comum.
    Há a possibilidade de soldados Portugueses virem a morrer em nome dos interesses nojentos de outros extremistas ocidentais.
    A censura (da RT) poderá alastrar-se à TeleSUR, Al Jazeera, e CGTN.
    A desigualdade, já pornográfica, atingirá a estratosfera.
    Lisboa e Porto estarão ainda mais sobrelotados e o resto do país mais desertificado, e a emigração de jovens adultos bem preparados e em idade de reproduzir vai continuar.
    Haverá ainda menos sectores estratégicos na mão do Estado, mais privarização/desmantelamento silencioso dos serviços públicos (como dar +40% do orçamento da saúde para financiar hospitais onde só vai quem tem dinheiro para pagar o lucro desse privado), e os serviços que restarem públicos estarão ainda piores.
    Um salário mínimo (que vai crescer pouco ou nada nas mãos da dupla troika fascista: PSD+IL+CH & UE+BCE+FMI & CIP+Bilderberg+Davos) que dará para passar fome e ser sem-abrigo em Lisboa, pago a quase 1 milhão de pessoas.

    E claro uma imprensa que só acsntuará a sua posição de fábrica de FakeNews e manipulação, que garantirá que não faltam novelas, futebois, e reality-putedo-shows para entreter o mesmíssimo povinho que, apesar do que já sofre e continuará a sofrer na pele após quase 50 anos de 25-Novembro, economia de mercado, liberalização, etc, continuará a ser feito acreditar que o seu grande inimigo mora na festa do Avante, em Havana, em Caracas, em Pequim, em Teerão, em Gaza, em Kabul, em Belgrado, em Bagdado, em Hanoi, em Brasília, em Minsk, em Donetsk, em Lugansk, em Sevastopol, em Moscovo, em La Paz, até mesmo em Budapeste, Barcelona e Bilbau.

    E se o assunto for meramente económico, até lhe dizem (sem referir esta geografia) que o inimigo é aquele com características semelhantes a quem mora em Reiquejavique e Oslo, que isso de ser pró-sindicato distribuição de riqueza, pró-Estado e soberania, e anti-UE, é uma “blasfémia”, é “populismo”, é algo que a “elite” nacional, amestrada pela corrupção NeoLib/NeoCon, não pode aceitar.

    E ao lado desta propaganda, segue sempre o outro lado da moeda, em que os avençados nos convencem que os nossos maiores amigos e até exemplos estão em Washington, Londres, e Bruxelas, Estrasburgo e Frankfurt, Langley, Formosa, Kiev e Tel Aviv. E pelo menos nos próximos tempos, também em Buenos Aires… A este propósito, no dia em que tal tango se dançar também em Madrid, o putedo em Portugal até vai abrir garrafas de champanhe.

    Para já, segue o circo.
    O Social-Liberal (da facção mais fofa do NeoLiberalismo) de Centro-Direita chamado Pedro Nuno Santos é pintado de perigoso extremista, do ai aí ai vem aí o Estalinismo. Um gajo que cortou salários, despediu trabalhadores nos dias de crise que são trabalhadores que a empresa teve de re-contratar passada a crise (como se fossem copos de plástico de usar e deitar fora), que aceita a “lógica” de fazer isto e pagar milhões aos CEO, e a “lógica” de encolher para privatizar, de desnacionalizar para dar a estrangeiros, é o homem a quem as PRESStitutas e a propaganda da Extrema-Direita portuguesa chamam de “comunista”…

    Já o fascista de Extrema-Direita, racista, mentiroso compulsiva, saudosista de Salazar, opositor descarado da Constituicão das liberdades e garantias que nos foi dada pelo 25-Abril, é levado ao colo. Foi desde os 0% até aos 16% enquanto os diabos da imprensa esfregaram os olhos. Esteve na barriga de aluguer no PSD Passista, nasceu no comentário da bola, cresceu no comentário político, é alimentado até ao vómito nas FakeNews nacionais, e é apoiado pelo “algoritmo” de todas as redes sociais do império. Dos actuais 16% até à substituição total do PSD e CDS, será um tirinho. E basta um resultado mágico nas próximas eleições (quem terá “dado cabo da Geringonça” agora?!): uma vitória de fachos rosa ou laranja sem ser possível um governo a não ser que se apoiem mutuamente com uma “abstenção violenta”, o Chega de fora, a fazer de conta que é a única oposição diferente, e as putas do costume a ladrar: “tenham medo do Pedro Nuno Stalin”, “aí os gulags que o PCP vai fazer, e “olha as esganiçadas do BE a quererem Trotskar isto tudo”.

    A receita está dada. Os Portugueses vão comer e chorar… Mas não é por mais. E o pior é que vão chorar sem capacidade para perceber bem porquê. E o seu ódio será direcionado contra quem os queria ajudar. Um dia destes está a outra senhora de facto de volta e a imprensa prostituída vai dizer que é bom. Afinal de contas, já se atreveu a chamar “equivalente ao 25-Abril” ao golpe Maidan feito por Nazis+CIA para derrubar uma democracia soberana. E ainda há pouco olhou para uma recolução de facto, com 70% de apoio popular no Niger, e bastou uma newsletter da CIA para passarem todos a chamar “golpe anti-democracia” ao derrube de uma regime autoritário vassalo de França e dos EUA. Até já estavam a ensaiar o modo de justificar uma invasão militar e guerra de agressão da NATO.

    O que me leva a pensar no que escreveria tal putedo se fossem eles hoje a noticiar o 25-Abril…

    Lembrei-me de perguntar ao BE se alguém já percebeu que a ditadura UkraNazi (por eles apoiada e visitada) é apoiante da ditadura naZionista e do holocausto do povo Palestiniano. Um deputado em Kiev até já disse que o regime UkraNazi deve passar a fazer parte em todas as guerras que os EUA quiserem fazer… O BE, que por “pureza” nem sequer aceitou acompanhar o então recém-eleito Presidente Marcelo Rebelo de Sousa a Cuba, pois era “inaceitável” o BE pisar tal terreno… Pelos vistos ser Nazi e apoiar o genocídio palestiniano, tudo bem, mas agora ser um país pacífico que envia médicos para quem precisa, isso é que não pode ser…

    Um dia destas ainda ouvimos a Marisa Matias a REPETIR o que já tinha dito, que “mais armas, tudo bem, desde que não dê lucro” em relação ao que os países da NATO enviam para os naZionistas assassinarem crianças em Gaza. Afinal de contas, se essa bordalesa disse isso sobre as armas para os UkraNazis matarem crianças no Donbass, é capaz de dizer tudo. É o que faz à cabeça dos de intelecto fraco, estarem tantos anos em Bruxelas…

    Eu posso perdoar muita coisa, mas este nível de traição nunca! Que a facção decente do BE faça uma limpeza a esta facção indecente (é bom lembrar que o partido está partido ao meio desde 2022), ou então que o partido desapareça pois, para isto, já existem o Livre, o PS, o PAN, o PSD, o CDS, a IL, e o Chega, ou seja, o arco-íris do regime. Não é preciso mais uma cor igual às outras.

    É preciso decência anti-imperialismo genocida, soberania anti-€Uroditadura, princípios anti-UkraNazi e anti-naZionista, (até aqui é como o PCP), e que na economia siga os melhores exemplos, e resultados, da Social-Democracia de facto do Modelo Nórdico (aqui já não pode ser o PCP), não só ‘porque sim’, mas porque o modelo de economia mista aplicado de forma pragmática e científica, onde as soluções mais Socialistas ou mais Capitalistas dependem dos resultados e não da teimosia ideológica (a China faz isto muito bem), é o que melhor resulta para a generalidade de um povo e a sustentabilidade de um país. Aliando a isso um nível de patriotismo pelo menos como o Húngaro (mas não tão pateticamente exagerado como o dos EUA), e um capitalismo industrial de Estado, dono dos sectores estratégicos, como fazem Noruega ou Rússia, com a preocupação de não deixar nenhuma parte do país para trás (como bem faz a federal Alemanha) e pode ser que Portugal possa ser salvo da morte lenta a que está neste momento condenado.

    Isto não vai acontecer.
    Primeiro porque não há democracia representativa nem soberania.
    Depois porque, mesmo que houvesse, o povo está demasiado manipulado para perceber que este problema existe, quando mais para perceber qual é a solução necessária. Têm fascistas a pagar salários miseráveis (e só graças à influência de BE e PCP, entre 2015 e 2018, não é ainda pior) e uma imprensa em peso a repetir as nauseam que o que era bom era a Sra. Azevedo e a Sra. Amorim pagarem menos impostos…
    Vão votar no esterco até dizer Chega! E mais depressa há um Maidan com o Sadokha do Svoboda a queimar pneus no Marquês, do que uma restauração do 25-Abril. Aliás, a esmagadora maioria dos Portugueses nem sequer se apercebeu que o 25-Abril foi assassinado e enterrado, e que a oligarquia limpa o cu ao papel com a letra morta da Constituição.
    R.I.P. Portugal.

    PS: vi no Telegram um printscreen de uma conversa no X/Twitter em que Elon Musk diz que não conseguiu jogar GTA V, pois na cena inicial tinha de disparar contra polícias dos EUA. Não conseguiu, portanto, clicar no rato para derrotar um boneco virtual. Mas depois foi visitar o ditador corrupto genocida naZionista Netanyahu enquanto este assassina +16 mil humanos, dos quais +6 mil crianças, +60 jornalistas, bombardeia escolas e campos de refugiados, cerca hospitais, e faz limpeza étnica de MILHÕES em território ocupado durante uma guerra de agressão em larga escala, não provocada e injustificada, e com anexação ilegal de territórios ocupados em violação da integridade territorial da Palestina (é assim a missa toda, não era?).
    É este o estado mental a que chegou a maioria da sociedade ocidental. Mais do que decadente. Totalmente apodrecida.

    • O povo é sempre estúpido até que os queridos líderes da democracia ‘avançada’ lhe ponham a canga, e só então veem a luz – é dogma que alimenta resiliente doutrina.

      Ver frustrada essa missão provoca os mais estapafúrdios distúrbios de precepção.
      O mais notável distúrbio, a nível global, é o que acredita a máfia russa no poder como potencial herdeira do regime que mantém os sonhos húmidos dos órfãos soviéticos.
      Outros há que constituem regionalismos, sendo um dos mais interessantes o que por cá tem a originalidade de perturbar algo que vem estabelecido desde há séculos – o Calendário Gregoriano.
      Assim, sempre que se lembram do 11 de março de 1975, referem-no como o 25 de abril de 1974.

  9. O esquema de interpretação do que seja ‘domínio’ é sempre o mesmo: um centro e satélites acéfalos, corruptos ou dominados.
    Os sistemas de organização e funcionamento interno das sociedades dominantes ou não dominantes não têm relevância.
    Deve haver por aí umas tantas playstation com um jogo de estratégia nestes termos.

    • Tu gostas mesmo é de jogar so “vamos apoiar Nazis na Ucrânia e assassinar +6000 crianças em Gaza”. E nem precisas de PlayStation para isso. Basta-te ligar a TV da propaganda do teu regime assassino, e censurar os canais de notícias dos outros, à boa maneira fascista, como bem gostas.

      No Canal Factual do Hugo Dionísio no Telegram, diz assim num dos últimos textos:

      “Hoje, o bloco constituído pela #Rússia, #China e #Irão, a que se juntam #Brasil, #India, #Venezuela ou #africadosul, constitui o pilar da soberania dos povos, dos povos que lutam pelo seu direito a existir de acordo com as suas crenças, identidades e tradições. O pilar da diversidade e, portanto, da liberdade.

      Hoje, a escolha é feita ente a submissão ao plástico digital, verde e às cores, promovido pela hegemonia dos #EUA, ou à substância material primordial de que somos todos feitos e que nos garante o direito à diferença, ao mesmo tempo que nos faz como iguais.

      Hoje, mais do que nunca, a escolha é feita entre a organização e o individualismo; entre a cooperação de iguais, ou a vassalagem dos indivíduos.

      #Russia e #Irão dão o exemplo de que a União faz a Força. Sem confrontação, sem esmagamento e sem provocação. Apenas respeito mútuo.

      Nem #Rússia nem #Irão representam os modelos políticos que defendo, mas representam a origem necessária da possibilidade de construção desse modelo: a #soberania e a libertação nacional!

      Como seria bom termos um pouco de direcção, para variar!”

      Eu assino por baixo. É isto mesmo. Não é defender os regimes citados, é defender a co-existência pacífica e sem interferência de diferentes regimes e diferentes culturas. Ser soberanista e anti-imperialista. Ser pela democracia representativa no nosso país, e nãp apoiar a CIA a fazer golpes e o Pentagrama no/NATO a fazer guerra nos países dos outros.
      É darmo-nos igualmente bem com Capitalistas Árabes e Socialistas Chineses, e não impor uma ditadura globalista de Davos/Bilderberg contra a vontade dos povos.

      Mas “gente” como tu olha para isto tal como Hitler olhava para o Exército Vermelho a chegar a Berlim após libertar todos os campos de concentração a leste: com um misto de pânico e ódio.

      A derrota do teu regime é inevitável, o império genocida ocidental está fechado no seu bunker, e os já só 15% (e a diminuir) da sua população Mundial estão lá fora a serem transformados num volkssturm…

      • «direito a existir de acordo com as suas crenças, identidades e tradições. O pilar da diversidade e, portanto, da liberdade.»

        Excelente contributo!
        Tanta sabedoria, tanta liberdade!
        Uns exercem-na matando judeus, outros matam palestinianos!
        Uns são racistas, outros escravizam segundo a sua tradição.
        … uns são dos nossos, outros não.

        Já tinha percebido, há muito.

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