(Elisabete Tavares, in Página Um, 03/12/2023)

É um caso de marketing e de propaganda para totós. Ainda assim, jornalistas cobrem estes eventos como se fossem sérios e realmente produtivos, com o objectivo de se melhorar o mundo e as vidas de todos. Ainda assim, se fazem debates sobre esses eventos, como se realmente houvesse algo, de substância, para se debater no que lá se diz que se vai fazer.
Um desses eventos é a “Cimeira do Clima” ou sobre o Ambiente, ou Alterações Climáticas, … O nome do “espectáculo” pode ir mudando, mas o assunto é sempre o mesmo: líderes mundiais deslocam-se nos seus aviões para um local remoto do Mundo, para anunciar a “atribuição” de dinheiros e criação de fundos e medidas que vão melhorar a saúde do planeta e o futuro de todos os que nele vivem.
Muitos comunicados de imprensa. Muitos discursos “inspiradores” e “assertivos” escritos pelas diversas equipas de comunicação e os melhores spin doctors. O resultado são, invariavelmente, clichés como “não há humanidade B”, frase de António Costa nesta última Cimeira do Clima, citado na Lusa, frase que foi repetida até à exaustão pelos gabinetes de relações públicas do Governo, ou seja, os principais media do país.
Nestas cimeiras e conferências, os políticos de repente acordam para a causa ambiental e, tal como um cristão renascido, banham-se nas límpidas águas das diversas cimeiras do clima para sair delas discípulos da Nova Terra salva da poluição e imaculada. Pelo menos, até aterrarem de novo com os seus aviões nos países de origem e tudo voltar ao “business as usual“, que é como quem diz, ao andar de carro para cima e para baixo, conceder o licenciamento de empresas poluidoras e apelar ao consumo desenfreado para salvar empregos e “a economia”.
Desde pequena que ouço falar na desertificação, na necessidade de se reduzir o consumo, na urgência de se poupar água e proteger o meio ambiente. Desde pequena que assisto a sucessivos governos portugueses e descurar a ferrovia e a despejar dinheiro dos contribuintes na construção de estradas (ou melhor, nas construtoras suas amigas que construíram as estradas).
E todos os anos, sem excepção, assistimos a descargas ilegais em rios, a poluição diversa no mar. A investimentos estapafúrdios em obras e construção de monos com dinheiros públicos. Fecha-se os olhos a projectos poluidores porque criam empregos? Baixam-se os requisitos ambientais para atrair aquele investimento na fábrica que até foi classificado de PIN (projecto de interesse nacional)? Autoriza-se o abate daquelas árvores protegidas para aquele empreendimento de luxo? Dá-se o OK a mais um campo de golfe em zona onde falta a água? Avança-se com a construção de um novo aeroporto em zona de migração e nidificação única na Europa? Olha-se para o lado para o uso de pesticidas que acabam com espécies de relevo e causam cancro? Arrasa-se aquele rio selvagem e aqueles ecossistemas para construir mais uma barragem?
E incentiva-se ao consumo. Muito consumo. A quantidade de embalagens e lixos produzidos hoje é estonteante. Avassaladora. Os governos lucram com isso através dos diferentes impostos cobrados. O ambiente é que se lixa, tal como todos nós. E o planeta.
Desta vez, Costa pediu acção mais rápida e ambiciosa. Todos concordaríamos com isso, se não tivéssemos visto o que Costa fez, por exemplo, na gestão da pandemia de covid-19, desde 2020. Mas, como vimos e sentimos na pele e nos bolsos o que fez, o que lemos nessa intenção do “rápido e ambicioso” é isto: muitos vão encher os bolsos (de novo) e nós vamos ficar agarrados aos problemas e aos prejuízos. Além do atropelo que fez à Constituição da República.
Ou seja: há o risco de um acelerar no caminho da destruição da democracia, por via de leis e medidas inconstitucionais, e um novo o empurrão para fortes cargas de impostos sobre “poluidores”, que vão acabar por cair afinal sobre os consumidores finais. Há o risco de se inventarem mais “políticas verdes”, mas que irão beneficiar empresas amigas. Vão anunciar-se regras que serão aplicáveis aos comuns dos mortais, enquanto os que têm amigos e cunhas serão poupados.
Talvez porque acompanhe os mercados de capitais há várias décadas, desconfio destas promessas “verdes” que até agora renderam milhares de milhões a fundos e “veículos” de investimento, filantropos, fundações e políticos a vender este peixe da economia “verde” e trouxeram mais e mais problemas ao planeta e às populações.
Estas cimeiras do clima ou do ambiente fazem-me também lembrar os congressos dos jornalistas (vai-se agora para o 5º Congresso). Fala-se muito e não se muda nada. Fala-se muito, mas não se mexe naquilo que se precisa mesmo mexer para que haja mudanças.
Na política, continua a promover-se o crescimento eterno das economias e a cultura de consumo, como se isso fosse racional ou sensato. O crescimento eterno do Produto Interno Bruto, vendido nos telejornais como sinal de sucesso político…
Nos congressos de jornalismo fala-se que o sector está em crise, os jornalistas são mal pagos e até que há disparidade de salários e promoções entre homens e mulheres. Mas, hoje, há que assumir, que os jornalistas não têm quase nenhum poder e estão alinhadíssimos com o poder político e empresarial.
A liberdade de imprensa está ameaçada (sobretudo, desde 2020) e há notícias verdadeiras a serem censuradas no mundo digital. Os grupos de comunicação social estão vendidos (rendidos) às “parcerias comerciais” (conteúdos e eventos patrocinados por entidades públicas ou privadas). Directores de jornais, revistas, TVs e rádios fazem o papel de entertainers e apresentadores em eventos e conferências e actuam como embaixadores de políticos, de reguladores, de figuras da autoridade e todos os “clientes” que pagam as “parcerias comerciais” aos seus grupos.
As redacções estão magras, mas cheias de jornalistas e estagiários que fazem copy/paste (churnalism) das notícias da Lusa e de comunicados de imprensa. Não há tempo (nem pensamento crítico) para mais. E háá que falar nos jornalistas que têm empresas e funções incompatíveis com a profissão. Nos grupos de comunicação social com “clientes” que lhes pagam para escrever “notícias” e fazer eventos sobre os quais depois escrevem (sempre) favoravelmente. E há que falar na evidente subserviência do sector em geral face ao poder, seja do Governo, de autoridades, de reguladores, de direcções-gerais, da Comissão Europeia, (como, de resto, se viu na pandemia).
Além de que se tem obrigatoriamente de falar na falência completa de reguladores e dos que deveriam ser vozes em defesa da profissão e do sector, com destaque para a Comissão da Carteira Profissional de Jornalista. Mas também a Entidade Reguladora para a Comunicação Social só tem actuado quando sente pressão. E o Sindicato de Jornalistas tem ficado em silêncio perante irregularidades e situações de promiscuidade inaceitáveis.
Como jornalista, ao longo dos anos sempre me mantive afastada de congressos e do corporativismo patente no sector da comunicação social. Não me identifico com operações de autopromoção, nem com os silêncios sobre os problemas graves, como as “parcerias comerciais”, nem com a cultura das palmadinhas nas costas enquanto o sector arde.
A meu ver, na defesa do ambiente e do planeta e na defesa do jornalismo existe algo em comum: jamais serão defendidos por políticos do actual establishment, nem pelas grandes indústrias, por bilionários donos de multinacionais ou filantropos com um histórico ético duvidoso. Nem por jornalistas que há muito se vergaram perante dinheiros públicos, privados ou de fundações, com medo de perderem o emprego, a nomeação a prémios e bolsas, além dos que não escondem agendas ideológicas.
Nem a defesa do planeta, nem a defesa do jornalismo irão ser feitos por aqueles que têm contribuído para criar os problemas existentes, seja pelas suas acções seja porque pactuaram com os ataques, ficando em silêncio.
Num mundo de árvores de Natal de plástico, enfeitadas de bolas e fitas de fantasia em material sintético, o jornalismo é hoje um adereço brilhante para vender frases bonitas sobre como políticos e bilionários que contribuíram para nos trazer ao desastre, são agora os maiores defensores do ambiente e da vida no planeta.
Num mundo de cimeiras do clima da tanga e congressos dos jornalistas da treta, temos de começar a pensar se está na altura de deixarmos de ser totós. Em relação aos políticos, aos media que destroem o jornalismo e em relação ao que podemos fazer sobre o futuro do planeta e do jornalismo.
Elisabete Tavares é jornalista
.Continuar a ler em: Um passeio dos banqueiros pelo Colombo: dava jeito! – Página Um
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Um intelectual francês, de que não me recordo agora o nome, disse recentemente que existem na atualidade apenas dois tipos de jornalistas: os prostitutos e os desempregados.
Em apenas uma década, com especial destaque para os últimos dois ou três anos, a malta dos jornais conseguiu brilhantemente dar cabo de toda a credibilidade que os seus antecessores levaram quase quatro séculos a construir. Não deve ter sido fácil. (1)
A Imprensa portuguesa em particular, está a atravessar uma situação realmente complicada. Agora que a festa da Ucrânia está a acabar, com o resultado que seria sempre previsível para aqueles que têm um QI superior ao de uma galinha, e se aproxima o momento de acordar para a realidade e para as suas tristes consequências, existe cada vez mais uma preocupação febril de encontrar outros assuntos menos traumatizantes para ocupar os espaços “noticiosos”.
Ainda por cima, o estalar de uma nova guerra em terras de Jerusalém, com os telemóveis no local a despejarem imagens em catadupa de um genocídio em direto na net, não facilita muito as coisas, já que se torna difícil nestas condições criar uma realidade alternativa mais conveniente sem que as pessoas, pelo menos aquelas que sabem usar um computador ou um smartphone, se apercebam. É preciso salvar as aparências para se evitar o descrédito total. A sobrevivência do negócio (ia escrever “bordel” e emendei a mão mesmo a tempo!) depende justamente disso.
Se as pessoas não derem pelo menos o benefício da dúvida aos órgãos de propaganda oficiais, eles não terão utilidade nenhuma para os poderes que realmente os sustentam e isso poderá revelar-se um problema na hora de receber o suborno.
O que não impediu a TV portuguesa de transmitir por estes dias um “documentário” sobre os acontecimentos de 7 de Outubro último em Israel, no qual uma prostituta chorona judia se revoltava contra os assassinos que “invadiram um festival de música jovem e desataram a matar e violar aquelas crianças” (cito de memória). Ficamos assim a saber que os guerrilheiros do Hamas, mesmo com os helicópteros Apache despejando furiosamente fogo e chumbo em cima deles, ainda arranjaram ali tempo e disposição para umas rapidinhas. É no que dá uma excessiva abstinência religiosa, coitados.
E isto depois de se saber, e de Israel o ter relutantemente admitido face às inúmeras provas que já circulavam na net, que foram as próprias forças do Estado sionista a provocar o morticínio no local, disparando indiscriminadamente sobre a multidão. Não quero ser demasiado severo na análise, aqueles concertos barulhentos podem ser muito irritantes. Eu próprio nunca descarreguei uma Kalashnikov no palco de um espetáculo de música pimba, mas não foi por falta de vontade.
Na sua ânsia de encontrar novos temas que possam ser impingidos ao público, os vários canais de “notícias” da TV portuguesa escolheram caminhos diferentes.
Enquanto a SIC e a TVI/CNN se afadigam a dissecar os processos de substituição dos líderes dos dois principais partidos portugueses, ao melhor estilo da Primárias americanas (não pensem que é por acaso) como se isso interessasse para alguma coisa aos portugueses fartos de ver as suas próprias vidas a andar para trás independentemente de quem estiver no poleiro, os necrófilos da CMTV (desta vez quase escrevia “necrófagos”, tenho que tomar mais cuidado) parecem ter finalmente encontrado a sua nova “Maddie”, agora na pessoa da “Grávida da Murtosa”.
Um espetáculo. Eu não posso fazer um inocente “zapping” (fora dos horários do Futebol) que não vá dar de caras com o aparelho dentário da pobre infeliz. “Desta vez é que é! vamos encontrar a nossa nova desaparecida”. Eles colam-se aos investigadores da Judiciária, seguem-nos para todo o lado ansiosamente à espera de uma novidade. “Um cadáver, por favor. Precisamos de um cadáver antes do Jornal das 8, senhores!” O facto de os inspetores da PJ comprovadamente não conseguirem encontrar o próprio rabo num dia de Sol, não parece desanimá-los.
Já os “populares” não confiam tanto assim e não estão com meias medidas. Desataram afincadamente a abrir buracos em tudo quanto é sítio. E até dizem que, se o precioso cadáver finalmente se dignar aparecer, eles irão a Fátima a pé. Para agradecer não imagino o quê. Parece-me que esse é o tipo de achado que ninguém devia querer encontrar.
Eu acho até que, se a Mossad tomar conhecimento destes “populares” e do seu magnífico trabalho de escavação, poderá muito bem estar interessada em contratar os valentes escavadores para irem escavar em Gaza a ver se eles encontram os “terroristas” do Hamas que teimam em ficar escondidos nos seus túneis, vá-se lá saber porquê.
A propósito, também me parece que alguém devia avisar os distintos jornaleiros (ia escrever “jornalistas”, vejam lá) da CMTV de que há muitos cadáveres a céu aberto em Gaza que eles poderiam mostrar. Mas claro, não era a mesma coisa.
Tendo em conta que é este o “Jornalismo” que temos, só me admira que a Elisabete Tavares (que escreveu aqui um artigo bastante coerente e com qualidade) ainda consiga sequer admitir a existência de uma classe jornalística por estas bandas sem ser no gozo.
E não consigo entender porque é que as pessoas ainda perdem tempo a visualizar diariamente este degradante espetáculo de pura desinformação, quando podiam estar a assistir aos episódios de “Mr Bean” ou aos filmes de Mel Brooks, Leslie Nielsen e Jerry Zucker.
Mas sim, talvez eles não sejam tão hilariantes.
(1) Foi em1650 que surgiu o primeiro jornal impresso diário, o Einkommende Zeitungen (Notícias Recebidas) fundado na cidade alemã de Leipzig. A primeira revista, em estilo almanaque, foi o Journal des Savants (Diário dos Sábios), fundado na França em 1665.
Excelente.
Por mim nada contra a que o Ocidente se torne menos dependente dos países que teem recursos energéticos. Mas a bem dos povos que os teem. Se fossemos menos dependentes talvez fossemos menos ladrões. Talvez as destruições da Líbia e do Iraque não tivessem acontecido. Talvez não estivéssemos a tentar arranjar uma maneira de lixar o Irão.
Talvez a guerra da Ucrânia nem tivesse começado ou a ter começado não continuavamos a guerra ate ao último ucraniano ou a última ucraniana. Devidamente equipadas com cuecas camufladas made in Portugal.
Talvez não continuassemos a patrocinar o estado nazi de Israel.
Sim, independência energética do Ocidente para ontem. A bem do sossego e da paz para os povos do resto do mundo.
Quando as alterações climáticas não duvido que elas existam mas não me deito a adivinhar se é do carbono ou não. A verdade é que noutras épocas da história o planeta era ainda mais quente que agora é não me parece que os australopitecos tivesse carros e aviões a jacto.
Em muitos casos também me parece que a proteção do planeta está a ser uma desculpa tão boa como qualquer outra para nos irem ao bolso e nos controlarem a vida.
Como o imposto sobre os sacos de plástico e a ideia peregrina, que caiu graças a, perspectiva de eleições para breve, de nos porem a pagar carros de 20 anos como se fossem novos para nos pressionar a endividar nos ainda mais para comprar carros novos, de preferência eléctricos.
Enfim, desculpas para nos controlarem a vida já tivemos as relacionadas com a pandemia de covid 19,essa de consequências nefastas para muita gente que ainda anda a rasca com sequelas das vacinas. Querem agora que nos vejamos a rasca para comprar carros eléctricos, a bem do ambiente. Barata a feira.
Tenho vindo a falar,embora ligeiramente sobre este assunto no Estátua de Sal.
Desde já os meus parabêns pela coragem.
COP28, é uma piada do clima.
Esquecem-se de que a Índia, com uma população de mil milhões de habitantes, aspira a ter um carro a combustão, enquanto nós, pobres Portugueses, os selos postais do mundo, somos obrigados a sentir-nos culpados por ter um carro e somos orientados para uma trotinete elétrica.
Al Gore e a sua camarilha fizeram uma fortuna com as pseudo-mudanças climáticas, estão a lixar as ovelhas mas estão a ganhar dinheiro, e há idiotas a manifestarem-se por isso!
Para além das guerras, a COP 28 acordou uma transferência de riqueza dos países ocidentais para os países afectados pelas alterações climáticas, com uma compensação baseada na sua pegada de carbono. Uma indulgência paga anualmente a partir de um imposto federal europeu, criado em 2027 para uma anuidade memorial actualizada e permanente. Como as nossas contas já mostram, será deduzido automaticamente e transferido com os nossos euros digitais.
O nosso património vai arder, entre despesas forçadas, subidas de taxas, cortes salariais, inflação, escola pública dos filhos, saúde e os lares da avó, as taxas suplementares nos hospitais – boa sorte.
Vejam o tráfego marítimo mundial, todo ele movido a gasóleo, enquanto nos são impostas horríveis turbinas eólicas!
Ver o tráfego marítimo mundial em direto.
O mesmo se passa com o tráfego aéreo.
Quando vemos esta demonstração de “poder” e imaginamos as mesmas pessoas do “outro” lado, ficamos com um sentimento de tristeza e desespero infinitos em relação à raça humana, e as considerações ecológicas tornam-se secundárias!
4500 crianças já mortas na Palestina …
Que gente estúpida!
A escrologia nunca teve um nome tão apropriado. É verdade que os otários, com as suas atitudes, encorajam os seus futuros mestres!
O “número de Wolf”, que caracteriza o número de manchas solares desde há cerca de dois séculos, está a ser cuidadosamente ignorado. Estas são as formas de libertação de energia do Sol, de acordo com um ciclo principal de 11 anos. Há mínimos e máximos, mas a curva média é… ascendente. Como estes dados estão em desacordo com o IPCC, nunca são mencionados.
1973: primeira crise do petróleo.
2023: o petróleo continua a ser a principal fonte de energia.
Tudo o resto é blá, blá, blá…
Estamos a ser levados a dar uma volta. É demasiado tarde… …pegada de carbono …. É uma boa piada, e é tudo o que ouvimos mais, os miúdos (a próxima geração adulta) estão convencidos.
Haverá uma parte cobrada para a elite global, para as organizações e bancos responsáveis por etaxas, para a elite local e as classes mais baixas terão direito a caixotes azuis, amarelos, castanhos e verdes, etc.
A expressão “alterações climáticas” ou mesmo “aquecimento global” são puras invenções de psicopatas, porque nada é linear na Natureza, tudo é cíclico. Alguns humanos gostariam de ter linhas rectas em todo o lado, o que é contrário à evolução e à dissolução!
Os aviões estão a encher-se de combustível para levar a clique de Davos para a Cop 28 nos Emirados Árabes Unidos, que polui e gasta uma quantidade incrível de dinheiro a climatizar as torres e outros estádios de futebol… Será que nos Emirados Árabes Unidos separam os seus resíduos? Não, isso é reservado aos novos pobres da Europa e de Portugal.
A circulação de veículos com motor de combustão, incluindo os tractores agrícolas, Portugal, é como um pé de coelho quando comparada com o tráfego aéreo e marítimo a nível mundial.
Estão a fazer-nos de parvos!
Os ecologistas estão no mesmo estado de espírito que os comunistas dos anos trinta.
Qual é a pegada de carbono de um deputado Português e de um eurodeputado?
E todos os acordos comerciais, cada um mais estúpido do ponto de vista ecológico do que o outro?
Aqueles que nos pedem para usar camisas limpas deviam ver se as suas cuecas também estão limpas.
O aspecto mais hilariante de tudo isto é a localização da cimeira: Dubai !!!!
O emirado onde até se pode ligar o ar condicionado ao ar livre (é verdade, vi-o este verão na televisão)!
Tens razão tu e todos os que duvidam das intenções filantrópicas dos magnatas defensores do ambiente, no entanto, quero salientar dois pontos. Pode ser que a transição energética não sirva para salvar o ambiente, mas sim para reduzir a dependência do ocidente dos países com recursos energéticos. Por outro lado, por muito que nos estejam a obrigar a ser amigos do ambiente e a salvar o planeta apenas para encher os seus cofres já a transbordar, pode ser também, que a humanidade tenha um impacto tão grande e tão rápido neste sistema fechado que é o planeta terra que possam daí surgir reais problemas de risco existencial para a humanidade. É um assunto vasto e importante demais para ser ignorado simplesmente porque há agiotas que se aproveitam da credulice das ovelhas.
Sem dúvida!
Isto só lá vai com uma resma de dirigentes que tratem o planeta como debedeser.
Querem trabalhar? Tratem da horta!
Querem passear? Vão a pé ou de transportes públicos verdíssimos!
Querem ter filhos? Requeiram a vossa quota à autoridade competente!
… e por aí fora até se reestabeleça o equilíbrio planetário, e nada de privilegiados!
Não vêem os bilionários a investirem e treinarem para mudar de planeta?
Não vêem os políticos que para ganhar votos levam auto-estradas aos mais recônditos cantos?
E os ricos? O que eles comem, o que eles vestem, o que eles viajam, o que eles…
E os jornais? Tanto papel, tanta árvore abatida…
E o natal? Que desperdício…
Isto só lá vai…