O vidente de Massamá

(In Blog, O Jumento, 29/08/2016)
DEtector Mentiras

( Cartoon In Blog 77 Colinas, 2/08/2016)

Não deve ser fácil ser líder da oposição sem ter um projecto ou propostas, apostando apenas numa calamidade pública, nas divergências dentro da geringonça ou esperando por uma zanga entre Costa e Marcelo. Passos perdeu quase um ano a digerir a derrota, começou com a pantomina do primeiro-ministro no exílio, a que se seguiu um quase desaparecimento e regressa agora armado em vidente.
Passos está tão convencido que sem si no poder só acontecerão desgraças que se transformou numa espécie de Vidente de Massamá. Passos chegou ao poder graças a uma crise financeira, exerceu esse poder sem limites contando com a chantagem externa e parece apostado em que se repitam essas circunstâncias. O presidente da Comissão Europeia mudou, o BCE mudou de política, o líder do PS mudou, a residência da República mudou, mas Passos recusa-se a mudar, lembrando a senhora que descobriu que o seu rebento era o único com o passo certo na parada do juramento de bandeiras.
Passos não tem qualquer programa e mesmo sabendo que Marcelo nunca lhe permitira governar à margem da Constituição e que um PS liderado por António Costa não alinharia nas suas políticas como sucedeu com Seguro, insiste nas suas soluções extremistas.
Passos parece estar a perder a noção da realidade e o seu discurso começa a assemelhar-.se ao de alguém que bateu com a cabeça nalgum lado. Num dia diz que os investidores só voltarão a Portugal com ele no poder, no outro arma-se em analista de execuções orçamentais e só vê desgraças e até já lhe deu ara fazer adivinhações com dois meses de antecedência.
Em vez de ideias Passos prefere mostrar o estado da sua cabeça e começa a ser óbvio que este ano que passou não lhe fez muito bem, começa a evidenciar sinais de loucura, a perder consciência da realidade. Esta nova versão de Passos, a do Vidente de Massamá não promete nada de bom e até parece que o líder do PSD adivinhou a sua própria desgraça.

3 pensamentos sobre “O vidente de Massamá

  1. Ó Jumento, amigo,
    eu sempre estou contigo,
    mas me pergunto a mim,
    se com este texto teu,
    terias esquecido, que, enfim,
    vozes de burro não chegam ao céu?!?!…

    E, será que esquceste aquela:

    Coitado do mentiroso,
    mente uma vez, mente sempre!
    Inda que fale verdade, o pafioso,
    todos lhe dizem que mente!

    E, sendo assim, deixá-los falar, que eles calarão-se-ão!!!!…
    … já que TODAS ESTAS DISCUSSÕES, SOBRE QUEM MENTE MAIS, ACONTECEM PORQUE:
    [«As massas nunca tiveram sede de verdade. Elas querem ilusões e não vivem sem elas. Constantemente, elas dão ao irreal a procedência sobre o que é real; são quase tão intensamente influenciadas pela mentira, como pelo que é verdade. Têm uma evidente tendência a não distinguir entre as duas.» S.F.]
    E, NO CASO CONCRETO DE PORTUGAL, PORQUE:
    [«Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas; um povo em catalepsia ambulante, não se lembrando nem donde vem, nem onde está, nem para onde vai; um povo, enfim, que eu adoro, porque sofre e é bom, e guarda ainda na noite da sua inconsciência como que um lampejo misterioso da alma nacional, reflexo de astro em silêncio escuro de lagoa morta.
    Uma burguesia, cívica e politicamente corrupta até à medula, não descriminando já o bem do mal, sem palavras, sem vergonha, sem carácter, havendo homens que, honrados na vida íntima, descambam na vida pública em pantomineiros e sevandijas, capazes de toda a veniaga e toda a infâmia, da mentira à falsificação, da violência ao roubo, donde provém que na política portuguesa sucedam, entre a indiferença geral, escândalos monstruosos, absolutamente inverosímeis no Limoeiro.
    Um poder legislativo, esfregão de cozinha do executivo; este criado de quarto do moderador; e este, finalmente, tornado absoluto pela abdicação unânime do País.
    A justiça ao arbítrio da Política, torcendo-lhe a vara ao ponto de fazer dela saca-rolhas.
    Dois partidos sem ideias, sem planos, sem convicções, incapazes, vivendo ambos do mesmo utilitarismo céptico e pervertido, análogos nas palavras, idênticos nos actos, iguais um ao outro como duas metades do mesmo zero, e não se malgando e fundindo, apesar disso, pela razão que alguém deu no parlamento, de não caberem todos duma vez na mesma sala de jantar.» G.J.]
    E ONDE IMPERAR/REINAR O capitalismo (QUALQUER QUE SEJA O MANTO COM QUE O CUBRAM), SEMPRE SE VERIFICARÁ QUE:
    [«O opressor não seria tão forte se não tivesse cúmplices entre os próprios oprimidos.» S. B.].

    Por tudo isso, e muito mais o que ficou por escrever sobre o pafismo e os ainda ressabiados pafistas, lembrando o ex-Secretário de Estado da Cultura Francisco José Viegas quando respondeu ao jornalista que lhe perguntou o que faria se um fiscal das finanças, à saída de uma pastelaria, lhe perguntasse pela factura da bica, aqui te deixo, meu O Jumento amigo, para usares nas próximas campanhas eleitorais:

    Cessem, de todo o sábio político e burguês,
    os poderes que com promessas vãs têm alcançado;
    cale-se de comentadores jornalistas e tê vês
    a fama das grandes vitórias que lhes têm dado;
    que aqui recantarei o peito ilustre Português
    que vergou Caetano e Spínola – o alucinado.
    E que cesse tudo dos saudosos do que então ruiu,
    porque novas e gloriosas portas Abril abriu.

    E Vós, meu Povo humilde, que de tanto explorado,
    no campo na mina na fábrica no escritório
    na escola na universidade ou desempregado,
    que vais resistindo aos algozes desse relambório,
    mesmo que sejas idoso ou estejas emigrado,
    não queiras dar de novo para esse peditório.
    Dos incomensuráveis logros dos “do arco” sabes Tu
    e, se vacinado estás, manda-os [TOMAR NO CU]!…

    Abraço, e que nunca a voz te doa, sendo que, para gentalha desta, de futuro, acho que podias carregar mais um pouco de vinagre na tinta que usares para escrever sobre estes pantomineiros!

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      • Olá, boa noite caríssimo!
        É verdade, grande poeta é o Povo, pena que lhe não concedem mais “tempos de antenas”, mas os pafistas e pafiosos teimam em preencher, se lhes dermos rédeas, todos os tempos, de tão egoístas que, de entre muitas outras coisas (ruins, naturalmente) também são.
        Mas creio que a prática (geringoncista) lhes vem determinando outra consciência, só que, de teimosos e prepotentes, a maior parte, e por ignorância, os restantes, muito do ressabiamento e azia ainda os apoquentam! O que, desumanismo à parte, não deixa de me massajar o ego, à falta de melhor alternativa, claro!
        Obrigado por ter gostado, oxalá não seja o único!
        Tentarei, em breve, porque com mais tempo livre, voltar mais vezes a comentar, dado quer ler, não me escapa um artigo aqui na nossa estátua!
        Dois abraços e, força no malhar!…

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