(Pacheco Pereira, in Público, 25/04/2026)

As manifestações do 25 de Abril este ano serão contra o Chega, contra o novo ambiente político de crueldade e agressão.
O 25 de Abril, “essa revolução miserável”
André Ventura
Cada pessoa na rua hoje vai mais do que comemorar, resistir. Resistir a quê? À manipulação da memória da revolução do 25 de Abril, à cuidadosa transformação da guerra colonial numa designação geográfica, a “guerra da África”, ou na “guerra no Ultramar”, a comparações absurdas entre abusos pontuais e muitos milhares de actos de violência e humilhação dia após dia, ano após ano, que duraram 48 anos. Já para não falar dos massacres, execuções sumárias, “heróis” assassinos que se especializaram em atirar granadas incendiárias contra mulheres e crianças.
Resistir a quê? Ao Chega. As manifestações do 25 de Abril este ano serão contra o Chega, contra o novo ambiente político de crueldade e agressão, e contra o ataque à “revolução miserável” feito por aqueles que gostavam da ditadura e das suas violências, por uma série de motivos, nenhum nobre e que esconderam pela censura, corrupção e prepotências quotidianas.
O 25 de Abril não começou com uma revolução, mas com um golpe de Estado. Na tarde, com a descida à rua de muitos milhares de pessoas apoiando os militares, transformou-se numa revolução. Essa revolução foi manchada de sangue nesse mesmo dia, sangue que não era dos dirigentes da ditadura, que foram, e bem, protegidos e enviados para o exílio, mas das vítimas da PIDE/DGS, que disparou sobre a multidão que cercava as instalações da polícia política matando quatro pessoas. O esquecimento manipulado dos dias de hoje começa nesses disparos e nessas mortes, que também ficaram sem punição.

É que todas estas manipulações não são um combate pelo passado, mas pelo presente e pelo futuro, porque servem o combate à liberdade e à democracia. É de memória que se trata, mas mais fundamental ainda é que essa violação da memória destina-se a abrir caminho no presente a autoritarismos e medos em 2026 e não em 1974.
Há nas pessoas comuns, os dois terços de portugueses que não votaram Chega, nem nas legislativas nem nas presidenciais, uma cada vez maior preocupação com o período negro que atravessamos, e com o défice de combate contra os obscurecedores da Luz. Na rua percebe-se muito bem esse défice que muita esquerda, no seu snobismo comodista, não percebe, como se incomodaria ao ver os apoios emotivos das pessoas comuns a quem combate o Chega, com palmas nos cafés, dedos ao alto, carros que param, abraços e beijos. Sempre com mais emoção do que um “concordo”, porque, insisto, há um défice de representação na luta contra o Chega que se percebe porque a questão já não é estritamente de diferenças políticas, é de medo “deles”.

E, nessa representação, dá-se voz a outras vozes que travam o mesmo combate, como a Santa Igreja Católica Apostólica Romana. Não há hoje declaração dos bispos portugueses que não seja contra o Chega e, como o exemplo vem de cima, o mesmo acontecia com o Papa Francisco, o “Papa comunista”, e Leão XIV, falando pelos imigrantes e denunciando a sua perseguição, ou contra a guerra de Trump. É que nem é sequer um problema de interpretação, são palavras puras e simples falando da violência contra os mais fracos.
Aliás, há muita cobardia nesta violência contra os mais fracos, sejam as mulheres insultadas, sejam os imigrantes perseguidos, sejam os pobres que “não querem trabalhar”, sejam os pretos, os monhés, os muçulmanos que não têm uma mesquita para rezar. Que diriam estes cruéis e violentos do Papa Leão XIV, que visitou uma mesquita na Argélia chamando-lhe um “lugar sagrado para a oração” e para a “procura de Deus”? Um defensor da “islamização da Europa” e da “grande substituição”.
Eu sou ateu, mas reconheço nas igrejas cristãs, católicas, anglicanas e luteranas de hoje um combate que muita da esquerda é incapaz de travar com a voz alta e dura, sejam muitos dos democratas americanos, seja a esquerda mole e temerosa ou nefelibata que temos na Europa. É também por isso que todos que combateram a ditadura e foram despedidos, maltratados e presos dão uma lição de coragem a quem gosta de ameaçar, amedrontar, perseguir os fracos. São eles os verdadeiros corajosos.
Numa altura em que o “não é não” já não existe, o 25 de Abril não é de passarinhos a voar, nem de cores macias nos cartazes, e é mais do que festa, luta.
É o que vamos ver esta tarde.
O autor é colunista do PÚBLICO
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O que não explicam é como pode a esquerda lidar com gente com a cabeça cheia de patranhas e que acreditam mesmo que temos de voltar a fazer as Cruzadas.
Isto porque o islamismo seria um culto de morte ao contrário do sionismo que mata que se farta.
E que se queixam de que tudo isto acontece porque deixamos de acreditar em Deus.
Não, isto acontece porque é cada vez mais difícil acreditar num Deus carrancudo que mandou os seus fiéis cometer genocídio. Quando andamos ha décadas a assistir a genocídios.
E em cultos de morte como os cultos evangélicos ou o sionismo que acreditam que precisamos de uma grande conflagração com morte em massa para que Deus intervenha no mundo, nos mate a todos e deixe meia dúzia de escolhidos.
Gente que promove o ódio a tudo que não seja branco deslavado e até a brancos que recusam ser pilhados e substituídos como os russos.
Sim, porque as cruzadas, a chacina das populações das Américas e da Austrália, o espaço vital nazi foram só campanhas benignas visando “exterminar todas as bestas”.
E se as populações indoestanicas e africanas não foram assim substituídas foi porque os europeus eram demasiado tenrinhos para lá viverem.
Era impossível dizima los com as nossas doenças, eles também tinham por exemplo a varíola que foi um coadjuvante as armas de fogo nas Americas.
Chegaram a ser dados a essa gente cobertores que tinham sido usados por mortos com varíola.
O resultado foi morte em massa em populações cujos sistemas imunitários nunca tinham tido qualquer contacto com tal peste.
Na Índia e África essas doenças já corriam e também outras que limpavam os europeus com toda a eficácia. O calor intenso potênciava coisas como a colera, o paludismo e a febre amarela, entre outras e os tenrinhos europeus não aguentavam aquele calor húmido.
Na Índia, no tempo das monções, não sabiam o que fazer com tanta água. E logo os europeus que tinham alergia a tomar banho, porcos como só eles.
Por isso essas populações não foram chacinadas embora os fortes corpos dos africanos tivessem sido dizimados pelo tráfico negreiro. Os europeus nunca gostavam muito de vergar a mola nem de trabalhos duros.
E como os patrões nunca gostaram de pagar salários toca a trazer escravos.
Mas agora como explicar isto tudo a quem sonha com novas cruzadas, delira com grandes substituições, acredita que o homem da Globo na realidade recebe 900 euros de subsídio para não trabalhar e só ali está para desviar atenções e outras tretas?
Como e que se lida com isto?
O Pacheco já viu como e difícil pois que a peixeira com quem tentou debater só gritava e gritava.
Eles não querem debater e é por isso que acabam por atrair alguns.
Porque para certos espíritos e sedutor isto de podermos odiar livremente e calar a forca quem nos diz que estamos a viajar na maionese.
O que e preciso e que os nossos Governos deixem de nos cortar a vida para financiar guerras imperiais.
Para haver menos vencidos da vida a procura de bodes expiatórios.
Para que não possam dizer que a culpa de não terem casa e de quem vem e não do facto de não haver uma casa onde o seu salario caiba.
Um problema que não e de hoje.
No louvado tempo da outra senhora três e quatro famílias partilhavam uma casa de dois ou três quartos. E não havia imigrante nenhum. Nem o Diabo para cá queria vir.
O problema eram rendas extorsivas e poderes discricionários dos senhorios. Um caminho que a Lei Cristas começou e que este Governo aprofundou.
Um caminho que continua porque ninguém põe mão no preço das casas muitas compradas por estrangeiros com maior poder de compra e que vêem para cá porque não conseguem, por exemplo, pagar saúde nos Estados Unidos.
E a culpa também não e deles. E de Governos que não põem mão no preço das casas em nome do sacrossanto mercado.
Governos que não garantem estabilidade no emprego em nome da modernidade.
O que não conseguimos e explicar aos cheganos que nunca sairemos disto enquanto eles continuarem a sonhar com grandes substituições, que tudo se resolvera se nos convertermos a uma religiosidade bafienta e que a culpa e do entregador da Glovo.
Que grande patranha e que grande sarilho em que estamos metidos.
Mais uma vez, o pessoal do partido do Pacheco Pereira (PPD-PSD), e os aliados da AD (CDS-PP), mais as libelinhas da IL, passam ao lado do puxão de orelhas… é só o pessoal do “Não é Não!” que quer fazer acordos e pactos de regime com AV e a sua seita patega (reforma laboral, revisão constitucional, imigração, etc)… coerências… e lá passa a “direita auto-proclamada moderada” entre os pingos, enquanto se zurze na esquerda por não saber lidar (?) com o Chega.
Não me convence…
Nenhum pais islâmico recebe um único refugiado? Então explica lá porque e que um terço da população do Líbano e Palestina e na Jordânia até a mulher do rei e Palestiniana?
Vocês pensam que todos são burros como vocês?
O Bangladesh recebeu roynguias e não foram poucos depois de os pacíficos budistas terem ate violado mulheres enquanto rezavam.
O Paquistão recebe regularmente muçulmanos fugidos da Índia e podíamos continuar por aí fora.
E aquilo a que tu chamas substituição acontece porque os governos estão cada vez mais próximos do fascismo.
Logo quem vem tem mais filhos do que quem está porque estão habituados a te los em condições ainda piores. E quem está não está para ter filhos para depois não ter tempo para eles porque o emprego exige lhe tudo e para mais tarde eles não terem emprego decente.
Sem contar que está cada vez mais complicado arranjar uma casa onde caiba uma família.
Arrepie a Europa caminho, deixe se cortar apoios sociais para financiar guerras, de prometer aos jovens desemprego em nome da Inteligência Artificial e talvez comecem a nascer mais Jean, Charles e Carlos.
Agora se querem combater a jihad contra os muçulmanos converte te ao judaísmo e vai para Israel.
Outra coisa, no Irão há comunidades cristas e ninguém e morto por isso, bem como na maior parte dos países islâmicos.
Mesmo a Arábia Saudita não obriga ninguém que para lá vá a fazer se mouro.
Já os israelitas só respeitam os judeus que estejam em Israel a fazer a jihad e por isso uma sinagoga em Teerao virou escombros. Estivesse lá algum fiel numa oração tardia e nem a alma se lhe tinha aproveitado.
Pensa como carinho em ir para Israel e leva uns quantos contigo.
Já me acusaram de perder tempo a tentar converter fascistas.
Eu não quero que vocês se convertam. Quero que pensem com carinho em Israel, Estados Unidos, Ucrânia ou outros paraísos fascistas.
Vai ver se o mar da choco que o tempo está bom.
“Os imigrantes perseguidos”. O grande problema da esquerda, seja a caviar, a premium ou a vira-lata e principalmente a do arco-íris, é que a esquerda não tem a minima noção que o Islão não é uma religião mas sim uma ideologia política de conquista. Um culto da morte. Fascismo puro e duro. Mas quem alerta contra o perigo crescente é apelidado de perigoso facínora de extrema direita.
No Irão pré revolução de 1979 os islâmicos aliaram-se aos comunistas para derrubar o regime do Xá. Quando tomaram o poder, a primeira medida que implementaram foi chacinar milhares de comunistas.
Na Inglaterra de hoje em dia, 60 por cento dos muçulmanos que por lá vivem não trabalham, vivem à custa dos impostos dos facínoras da extrema direita.
Cinquenta por cento dos recém nascidos em Paris, Berlim, Londres, recebem o nome de Mohamad. Mas não, não existe substituição populacional, é tudo teorias de conspiração.
No ano 2000 vivam 500000 mil muçulmanos na Europa, hoje são cinquenta milhões.
A perda da noção do perigo, veio precisamente com a secularização da Europa que deixou de ser crente em Deus.
A resistência de 1500 anos contra o Islamismo terminou com um cavalo de Tróia dentro das muralhas com os portões abertos por uma União Eurepeia orwelliana que através do Pacto de Migrações impôs uma “solidariedade obrigatória” entre Estados-Membros na recolocação de refugiados.
Mas o mais curioso disto tudo é que nenhum país muçulmano recebe um unico refugiado e enquanto na Europa as mesquitas surgem aos milhares como cogumelos e as catedrais ardem, nos países muçulmanos não é autorizada a construção de qualquer igreja e as conversões ao cristianismo são punidas com a pena de morte.
Parafraseando o rei de Rohan da saga O Senhor dos Anéis: Como é que chegámos a isto.
Tantas patranhas em 5 parágrafos…
Emigrantes e nao imigrantes, outro dos ódios de estimação do homem que nunca ouvir falar de Oscar Wilde.
Se bem que também há uns imigrantes grunhos, nomeadamente de países de língua portuguesa que tendo já nacionalidade portuguesa nos fazem o “favor” de engrossar os votos no bandalho.
Como bons cristãos evangélicos odeiam os muçulmanos e acham que esses vão ser expulsos e eles não se o grunho chegar a algum lado.
Nisso seguem os passos de alguns ciganos e ate judeus que se inscreveram no partido nazi nos primeiros tempos. Para perceberem tarde demais que com aquela gente ia tudo raso.
Mas pode ser que alguns também acordem até porque sao ferozmente homofóbicos porque está na Bíblia.
Que grande patranha e que grande sarilho em que estamos metidos.
Pelo menos desta vez o homem provou bem provado que e burro como um cepo e não tem inteligência para gerir nem o Clube de Setas de Pai do Vento quanto mais um país.
Pelo menos conhecimentos de história não tem nenhuns.
Porque se tivesse pelo menos conhecimento da história de uma das comunidades as quais promove o ódio, nomeadamente os homossexuais, saberia que o cravo verde e associado a essa comunidade tendo a ideia de se identificarem com uma flor dessas na lapela esquerda do casaco sido do escritor irlandês Oscar Wilde, mais tarde processado e preso justamente por homossexualidade.
Sendo que alguns dos imigrantes que votaram Ventura são uns grunhos, após saberem disso, talvez não tenham gostado da homenagem.
Pode ser que pelo menos um tenha concluído “para burro já basto eu” e comece a perceber que com um Governo gerido por tal tipo se calhar nem de férias vai poder ca vir.
Em resumo, miserável e ele e não a revolução graças a qual ainda não foi preso. Acusasse o Governo de corrupção, muitas vezes com falsidade, dissesse que governantes, ex governantes ou dirigentes autárquicos deviam estar presos e já estaria a gozar umas longas férias com direito a barulho de vento e mar em Peniche.
E, ao contrário do que diz o Pacheco, foram mais de dois terços dos portugueses votantes os que não votaram no bandalho. Um terço e 33 por cento e o miserável ainda não os conseguiu.
Assim seja capaz de dar mais tiros no pé.
Eu só pergunto e que tipo de assessores de imagem e comunicação tem esse bandalho.
Já se sabia que os fascistas são burros mas porra, não houve mesmo ninguém que tivesse ouvido vagamente falar em Oscar Wilde e em “the green carnation”?
Valha lhes um burro aos coices e queira o santo protector dos cachalotes que haja muito mais burrices destas.