17 de abril de 1969 – Um marco na história de Coimbra e de Portugal

(Município de Coimbra, in Facebook, 17/04/2026, Revisão da Estátua.)


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Há 57 anos, na Universidade de Coimbra, teve início a Crise Académica de 1969, um dos momentos mais marcantes da luta estudantil contra o regime do Estado Novo.

Foi durante a inauguração do Edifício das Matemáticas da Universidade de Coimbra que o então presidente da Associação Académica, Alberto Martins, pediu a palavra perante o Presidente da República, Américo Tomás, e outras autoridades. O pedido foi-lhe negado pelas autoridades do regime.

Esse gesto, e a recusa em dar voz aos estudantes, desencadearam semanas de protestos, manifestações e greves, dando início a uma ampla contestação ao Estado Novo que marcou uma geração e antecipou o caminho para a liberdade e a democracia conquistadas a 25 de Abril de 1974.

📌 Hoje recordamos este dia como símbolo de coragem e resistência, evocando a importância de defender, em cada momento, a liberdade de expressão, o direito ao diálogo e uma educação democrática e inclusiva.

4 pensamentos sobre “17 de abril de 1969 – Um marco na história de Coimbra e de Portugal

  1. Certíssimo. Chama se chamar o boi por todos os nomes que ele tem.
    O PS foi criado pela CIA e daí se explica a subserviência do partido ao grande irmão estadunidense que só teve um ligeiro interregno na brutal agressão do bêbado e drogado que se dizia recuperado, notava se era pouco, ao Iraque.
    Mas nem foram os únicos. Uma grande figura de direita, o Freitas do Amaral ate Hitler chamou aí bêbado e foi ridicularizado em pasquins de direita como o Independente sem que ninguém se chateasse muito com isso.

  2. Alberto Martins passou trinta (30) anos como deputado, pois “democrata” que é “democrata” gosta de tacho interminável em vez de dar lugar a outros.

    Anda nisto há tanto tempo, que passou de um dos defensores do SNS, para um dos aprovadores do seu sub-financiamento propositado, com o propósito, lá está, de o tornar caótico, irresponsivo, e assim poder ser desmantelado progressivamente, a favor da negociada privada, a favor dos interesses de quem quer lucrar à custa de cada doente que fica sem amparo no SNS.

    Pensão vitalícia de 3000 (3 mil) euros, pois “socialista” que é “socialista”, gosta de privilégios enquanto o povo passa mal, com pensões de miséria.

    Direitos para ele e para a “elite” política que fez sua família, mas as famílias dos outros que se fodam. Direitos laborais, direito à habitação, direito à saúde, salários e pensões dignas, etc, isso não interessa nada, desde que a pança dele, e dos da laia dele, esteja cheia.

    Apoiante do “presidente” Seguro, entre aspas, pois quem manda em Portugal é o Presidente em Washington DC, o Primeiro Ministro na Jerusalém ocupada, os tecnocratas NÃO eleitos na EUro ditadura de Bruxelas e na €uro ditadura de Frankfurt, e ainda os oligarcas ocidentais com os internacionais em cima e os nacionais em baixo. É deste regime político que Alberto Martins gosta.

    É o homem que defende que Portugal inteiro não tenha voz, que seja humilhado pelo €uro grupo, que peça permissão antes de mexer num mero IVA nos alimentos, que obedeça a mercados especuladores, que corte investimento público, que privatize tude o que ainda mexe, que não tenha política externa própria, que não diga sequer um pio enquanto criminosos de guerra usam as nossas bases militares.
    Mas depois tem a lata de ainda ser o “rapaz que pediu a palavra”…

    Cheerleader do ditador nazi corrupto criminoso de guerra ucraniano, num regime nascido dum golpe da CIA em 2014 em violação de tudo e de todos, pois “constitucionalista” que é “constitucionalista”, gosta de cagar na Constituição Portuguesa, e prestar vassalagem a todas as ordens vindas de Langley e do Pentágono, que por sua vez são encomendas pela oligarquia dona do Complexo Militar Industrial do império.

    Este Alberto Martins, continuar a ser símbolo da “liberdade” e em particular da “liberdade de expressão”, deve ser das maiores anedotas deste triste ex-país, agora despido de soberania e de decência, e confirmado como mera província do império.

    Quando Seguro lhe pedir aconselhamento no Conselho de Estado, por exemplo, sobre se deve aprovar um orçamento que dá 5% do PIB aos EUA/NATO, mas que não tem 1% do PIB para a nossa própria cultura, ele dirá “yes, sir” em bom português-vende-pátrias.
    Provavelmente a mesma resposta que dará, quando o imperador der a ordem para Portugal, conjuntamente com outros países da Europa (R.I.P.), se sacrificar de forma ainda mais directa na guerra dos EUA por procuração contra a Rússia, por sua vez uma mera “Frente Europeia” nesta Terceira Guerra Mundial do império contra o mundo multipolar liderado pela China.

    Alberto Martins foi comentador avençado da SIC, um órgão de propaganda do regime imperial e do lobby sionista. Um canal de Fake News e de censura/cancelamento das vozes que realmente destoam da marrativa oficial. O chamado estreitamento da janela de Overton.
    A SIC chamava “ditador” a Maduro ainda mal ele tinha sido eleito, e lá estava o Alberto Martins, com os seus 30 anos de “democracia” a dizer “yes, sir”.

    Os canais de notícias da Rússia, que com certeza fazem a respectiva propaganda, mas passam muito mais tempo a dizer a verdade do que as CNN/FOX/BBC/Euronews do império, foram censurados, a mando da ditadura da EUropa. Uma censura em violação da Constituição. E o que fez Alberto Martins? Disse “yes, sir”.

    Num país em que o colonialismo e o facismo deviam ser proibidos, a “elite” política e a putência mediática passam a vida a silenciar os povos de cor escura, e a apoiar o regime nazi genocida de “israel”, uma colónia cuja criação foi aprovada pela ditadura fascista colonial de Portugal em 1947, ao lado de apenas outros 33 países, também eles fascistas ou colonialistas ocidentais.
    E o que diz Alberto Martins? Pede a palavra para criticar isso? Claro que não. A fama do primeiro “peço a palavra” basta-lhe. Desde então ele sabe bem que uma grande carreira no império ocidental só se faz com silêncio ensurdecedor, e sem qualquer palavra dada às vítimas.

    Quiçá um dia destes o imperador vem a Lisboa (e não interessa nada se esse imperador se chama Trump, Vance, Biden, Kamala, ou palhaço do McDobalds, pois na prática é tudo o mesmíssimo estrume), e encontra-se com o “presidente” Seguro, quiçá acompanhado de comitiva do Conselho de Estado.
    Quiçá isso será ainda durante a guerra proxy de agressão ao Donbass, durante uma nova ronda da guerra de agressão ao Irão, durante o GENOCÍDIO que continua na Palestina, ou será já durante a guerra de agressão a Cuba, ou até mesmo durante a guerra proxy de agressão à China, já em avançado estado de preparação em Taiwan e Filipinas.

    E será então que o Alberto Martins pedirá novamente a palavra… para dizer: “hello, I’m so happy and honoured to be with you Mr President, I hope Portugal does what makes you happy, and I wish you all the best in those endeavours to spread our western values in other parts of the world”.

    Um qualquer vassalo ou avençado do regime do Estado Novo em 1969 não diria nada de diferente ao dirigir-se ao Senhor Presidente.
    Geopoliticamente falando, absolutamente nada mudou desde então.
    A única diferença é a nível nacional: enquanto que em 1969 Portugal era um país com ainda algum grau de soberania, já só é uma ridícula província do império totalmente prostrada e de joelhos hoje em dia.

    Resta-me só comentar a Universidade de Coimbra, outrora um local vivo e de pensamento, mesmo durante uma ditadura fascista, e agora uma mera loja de venda de canudos, esterilizada, onde as mesmíssimas pessoas que lembram este “marco na história” em frente àquele mural, não deram um único pio quando um nazi ucraniano, de seu nome Pavlo Sadokha, apontou um dedo na direcção de um professor Russo, e o reitor da covardia obedeceu, cancelando e expulsando o professor, e cuspindo nos seus alunos e na Constituição portuguesa.

    Onde estava Alberto Martins nesse momento? Estava a usar do privilégio de ter a palavra no regime e na comunicação social mainstream, para dizer “yes, sir”…
    No mesmíssimo país onde os tais estudantes estão tão anestesiados, que já nem pedem a palavra, e se pedissem, não saberiam para quê…
    No mesmíssimo regime onde tantos miseráveis não têm sequer o “privilégio” de poder pedir a palavra.
    Na mesmíssima comunicação social mainstream que ignora tanta gente que perde a casa ou perde o emprego, mas nunca tem oportunidade de sequer pedir a palavra, pois os microfones estão só agarrados à lapela dos senhorios abusadores e do patronato fascista e dos da estirpe moralmente falida do Alberto Martins.

    Resumindo e concluindo, é triste ver esta palhaçada ainda hoje a ser recordada, como se ainda fosse pertinente ou como se o seu protagonista fosse merecedor. Alberto Martins era um privilegiado no Estado Novo, e continuou a sê-lo no Estado Moderno. Teve o privilégio de andar na Universidade e pedir a palavra em frente ao Presidente. Não estava no campo a cavar, nem pediu misericórdia numa prisão de tortura da PIDE.

    NÃO é um herói da Liberdade, nem nunca lutou realmente para fazer o 25-Abril, mas fez parte dos que comeram tudo e não deixaram nada, enquanto o 25-Abril estava a ser progressivamente desmantelado por ele e pelos seus colegas “democratas” e “socialistas” e “verdes” cor-de-Bruxelas, e pelos seus amigos do peito “sociais-democratas” e “democratas-cristãos”, já em 1976 acolhedores dos insatisfeitos contra a Revolução, em em 2017, quando Alberto Martins ainda os abraçava nos corredores do Parlamento e ao lado deles votava contra a Esquerda (sabotando a Geringonça sempre que possível), estavam já a servir de barriga de aluguer para a IL Pinochtista e para o Chega Salazarista.

    Não é portanto de estranhar que Alberto Martins em 1999 tenha recebido uma Grã-Cruz da Ordem da Liberdade, e que em 2024 tenha sido agraciado como Grande Oficial da Ordem Militar de Cristo (esta, só pelo nome, vê-se logo a estupidez que é).
    Em Portugal estes graus são distribuídas como gotas durante uma chuvada, e toda a escumalha as recebe. Desde um Zeinal até um Berardo.
    E, Alberto Martins, as ordens e graus até podem ter nomes diferentes, mas o que é um facto é que ficas mesmo bem no mesmo grupo de agraciados em que está o bafiento António Souza Lara ou o terrorista do MDLP José Miguel Júdice…

    Nunca um grau destes será dado a quem é contra o offshore da Madeira ou a quem recusa vender Portugal.
    E gente que é boa gente, tem merecidamente ficado na história por RECUSAR entrar neste grupo de medalhados do regime.
    Gente a quem a palavra não é dada (nos OCS/MSM), nem que a peçam, pois o microfone está na lapela dos Albertos Martins e restante escumalha, para distraírem e enganarem o povo, enquanto comem tudo e não deixam nada, enquanto controlam a narrativa e cancelam quem se atreve a ter patriotismo e bússola moral, enquanto violam a Constituição de Portugal e impõem um sistema económico de desigualdade pornográfica, enquanto violam a Carta dos Direitos Humanos da ONU e continuam a ameaçar e oprimir e aterrorizar e a matar outros povos por esse Mundo fora.

    Nunca esperem que a real democracia e a incondicional liberdade sejam conquistadas, defendidas, ou sequer mantidas por aqueles que, em vez de combaterem, se limitam a pedir “com licença” a quem oprime o povo.
    E foi exatamente isso que aconteceu em 17 de Abril de 1969 em Coimbra. Um rapaz privilegiado pediu com licença ao ditador fascista, o ditador recusou, e o rapaz obedeceu.
    Se é para lembrar, então lembremos o que de facto na prática se passou. Em vez de repetirmos a versão romântica propagandeada pelos que hoje defendem coisas monstruosas que são, de longe, ainda piores que o Estado Novo.

    Os fracos e colaboradores, traidores e corruptos, são quem PEDE a palavra, e OBEDECEM quando os mandam calar.
    Quando os corajosos e incorruptíveis, patriotas e gente de bem, querem falar, falam! Sem pedir licença!!
    Portanto, em Abril, a única lembrança que importa, é a palavra, dita sem pedir licença, de Otelo e Maia e restantes heróicos Capitães de Abril.
    E também a palavra daqueles que, apesar do 25-Abril ter sido morto e enterrado, continuaram sempre a usar a palavra, sem pedir licença, para denunciar o mal e defenderem o bem. Tantos deles censurados/cancelados pela imprensa que acarinha os Albertos Martins. E tantos deles, felizmente, com espaço de difusão aqui, na Estátua De Sal.

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