O peso cultural e social de se estar “em cima” ou “em baixo”

(Pacheco Pereira, in Público, 27/12/2025)

Pacheco Pereira

Um dos traços mais presentes no nosso povo, de cima a baixo, dos pobres e dos ricos, é a prevalência de comportamentos conformes ao lugar social de cada um.


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Nunca fui da escola da “identidade dos portugueses” que teve um papel relevante no Estado Novo e que, de vez em quando, emerge com a ascensão do nacionalismo, como se passa nos dias de hoje com formas bastante perversas. Uma delas foi o exemplo nacional que o primeiro-ministro resolveu dar aos portugueses com um jogador de futebol, o Ronaldo, que é hoje um pajem de um assassino saudita, o que, aliás, não é alheio aos momentos em que parece que apenas o futebol enche o peito da turba com Portugal. É irónico ver agitar as bandeirinhas de um estranho Portugal que em vez das quinas tem pagodes chineses, mas não deixa de ser um retrato da correlação forte entre o nacionalismo futebolístico e a ignorância.

Mas nasci em Portugal, sou português, patriota no sentido em que me honram a língua, a literatura e, quer queira quer não, fui feito pela nossa história, muitas vezes pela via mais próxima de uma família antiga e pela cidade que me “moldou”, o Porto. Por tudo isto, esta é também a minha identidade, e dá-me pena e preocupação que tudo o que nós temos de melhor, e nalguns casos de muito melhor, como é a nossa ímpar literatura e o seu instrumento, a nossa língua, estejam numa profunda crise, exactamente quando elas são, mais do que nunca, necessárias para a boa “identidade” dos portugueses. É por isso que é um insulto aos portugueses atirar-nos como modelo motivacional da psicologia barata o Ronaldo. Estamos ao nível do Big Brother.

Mas, como de costume, os nossos nacionalistas, que se excitam todos por se dizer que fomos um povo esclavagista, ficam cegos, surdos e mudos quando um país que teve Fernão Lopes, João de Barros, Fernão Mendes Pinto, Damião de Góis, Manuel Bernardes ou o Padre António Vieira — e não é por acaso que escolho estes nomes —​ aparece personificado por um jogador de futebol de uma forma que nunca teria sido usada para o Eusébio, a começar porque este era preto.

Uma das razões pelas quais quando se olha para Portugal com a obsessão identitária se comete um erro que não é inocente é esquecermos um dos traços mais presentes no nosso povo, de cima a baixo, dos pobres e dos ricos, é a prevalência de comportamentos conformes ao lugar social de cada um.

Quem esteja atento, percebe que quem está em cima sabe onde está e lembra-o a quem não o veja nesse lugar e não reconheça a sua autoridade social, assim como quem está em baixo sabe muito bem qual é o seu lugar e quais os custos de não o reconhecer na submissão, mesmo invisível. Quanto aos do meio, é mais complicado, porque é um mau lugar para se estar, muito incómodo, principalmente quando se olha para cima e nunca se é tratado como igual. Toda uma indústria vive deste dilema da classe média, a começar pelos reality shows, das revistas do jet set à moda e aos seus os locais, sejam ginásios, sítios de férias, restaurantes, viagens, espaços de consumos culturais. Mas numa sociedade profundamente desigual no plano económico, cultural e social os comportamentos fixam-se no lugar onde se está e onde se deve estar.

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Há muitos exemplos de como essa hierarquia se “respira” como o ar. Por exemplo, a GNR, que fazia durante a ditadura as prisões nos campos, sabia que lhes podia começar a bater mal entravam na carrinha, enquanto a PIDE torturava, mas não deixava de saber de que família vinha o preso e proceder em consequência. Por outro lado, o escritor que escreveu um romance histórico sobre o escândalo dos Ballet Rose cometeu um anacronismo quando colocou um nobre titular envolvido a almoçar com um agente da PIDE, coisa que ninguém da “alta”, criminoso que fosse, faria, porque um agente da PIDE não se colocava na mesma mesa de um conde ou marquês. Um outro exemplo é a crueldade dos pobres com os outros pobres. O recente episódio de o ministro da Educação — que tem, como se diz, origem “humilde” — achar natural dizer que os estudantes das classes baixas são pobres, porcos e maus, e que por isso estragam as residências universitárias, é outro exemplo.

A dificuldade de tratar o peso das hierarquias sociais em Portugal é que elas transportam no seu interior aquilo a que os marxistas chamam “luta de classes”, ou seja, remetem para a desigualdade e a exclusão, como se dizia em termos pedantes, para a Weltanschauung.

Percebo muito bem que olhar se pode ter sobre o que eu escrevi, no fundo, criticar o Ronaldo, atirar ao Chega os erros de ortografia, e confrontar os nossos governantes que estão todos a “reler o Eça” (a resposta mais comum à pergunta sobre que é que estão a ler) com Fernão Lopes padece de um total e completo snobismo. Talvez, mas, exactamente por aquilo por onde comecei, é que responder à bruta à ignorância agressiva dominante é a melhor maneira de ser patriota. Ah! E outra coisa: lutar para que os portugueses ganhem mais, saiam da pobreza, tenham mais opções na sua vida, tenham uma boa e justa vida, o grande objectivo da democracia, a felicidade.

11 pensamentos sobre “O peso cultural e social de se estar “em cima” ou “em baixo”

  1. Diz o autor: “…  com um jogador de futebol, o Ronaldo, que é hoje um pajem de um assassino saudita, …”.

    Reinos, monarquias, pajens, haverá com certeza também bobos e saltimbancos. Quem é quem? Cada um que decida.

    Não sei se MBS (Mohammad bin Salman), era a ele que PP se referia pela certa, é ou não assassino. O princípio da inocência não pode só ser, para quando nos dá jeito.

    Sobre MBS e as suas maldades, deixo aqui este link:
    https://mattlakeman.org/2022/11/22/notes-on-saudi-arabia/

    O artigo é extenso, por isso vou saltar directamente para o capítulo ‘Vision 2030’ e ler o sub-capítulo ‘Women’. Aqui está uma longa lista de maldades que o Príncipe MBS, governante de facto da Arábia Saudita, fez às mulheres do Reino.

    Que nomes e quanto tempo levaram os não-assassinos e democratas em Portugal, ou na Europa arrogante da sua superioridade, para fazerem o mesmo?

    Não acho que PP seja pajem de ninguém, burguês de nascimento, teria que fazer parte de um grupo na sua juventude, de preferência o seu-grupo, já que fazer parte do partido do secretário-geral-único, era demasiado plebeio. Depois disso foi pelo menos saltimbanco na política, se não é bobo, tem jeito para ser.

  2. E quantos e que estavam interessados em tirar um curso de Direito?
    Deves achar que nesse tempo a escolaridade obrigatória também era de 12 anos.
    Não meu menino, nesse tempo ia se para a escola aprender a ler, escrever e contar.
    O que e de estranhar e que alguém ainda se interessasse em acabar um curso no Hotel que era a prisão de Peniche.

  3. Mais sabes tu escravo que se diz alforriado que não houve tentativa de golpe de Estado nenhuma de esquerda a 25 de Novembro de 1975 e se houve foi da direita no sentido de acabar de vez com as forças de verdadeira esquerda.
    Mas isso são contas de outro rosário.
    Por mim também não concordo com indexes pelo que me deu ranço quando encontrei um ecrã negro no lugar da RT.
    Como me deu ranço quando censuraram e encostaram a extrema direita todas as dúvidas em relação a um veneno que ainda nos continuam a vender como eficaz e seguro e que me ia dando cabo do canastro.
    Como se vê o que não falta entre os bons democratas europeus sao indexes e perseguição de dissidentes.
    Que o digam os detractores do estado genocida de Israel que perderam empregos, foram detidos ou espancados pela polícia.
    Ou os dissidentes alemães que teem as suas contas bancárias bloqueadas.
    Por isso o que não falta sao indexes, perseguição e censura pelo que e normal que gente de esquerda ache que quem defende coisas como o nazismo ucraniano seja censurado. Dado que os seus detractores já o sao há muito.
    Não concordo mas respeito.
    Quando aqui vem um texto que me cheira a fascismo descarado meto o pau e pronto.
    Quando anda por aqui a melgar um escravo que se diz alforriado, patego e ardina da Folha Nacional mando viver se o mar da tubarão branco faminto, ou Kraken ou choco.
    Vai ver se o mar da um grande cardume de tubarões brancos cheios de larica.

  4. É verdade que o PP tem no seu currículum algumas posições particularmente preocupantes, principalmente em questões de facto fracturantes, desde o apoio aos bombardeamentos humanitários da NATO até ao apoio descarado ao regime mafioso de Kiev e seus patrões.
    Mas no caso do discurso do monte-escuro que alegadamente tentava (?) galvanizar a populaça incitando-a a seguir o elevado exemplo do CR7, nem o PP nem os outros comentadeiros de serviço chegaram o cerne da questão. A meu ver, a situação coloca-se nestes termos: a proposta do PM consubstancia uma falácia total, uma aldrabice rasteira, uma mistificação grosseira, bem à altura da vacuidade mental de quem a propala. Cabe na cabeça de alguém com um mínimo de testa e com alguns neurónios ainda a funcionar que o dirigente máximo do país venha fazer passar a ideia de que o ideal seria que todos os 10 M de tugas passassemos a ser outros tantos ronaldinhos de trazer por casa? Será que o que falta mesmo aqui aos habitantes do rectângulo é esforço, entusiasmo, exemplos de herois? Ou não será antes que faltam sim os líderes apostados em criar as soluções para os problemas que afligem o povão todos os dias? Será que não andam a faltar as propostas construtivas e estruturadas para o país sair do atavico buraco onde as elites nos andam a meter dia sim dia sim? Galvanizar o povo em torno do nada? Como aceitar que o PM se dirija ao país e sequer mencione os principais que afectam os cidadãos como se não existissem? Que o alegado patrioteirismo do PP vá dar uma grande curva ao B grande!!!!!!!!!!!

  5. Dizer só que, não concordo com a existência de um INDEX, não concordo que haja textos proibidos, não concordo que haja autores banidos.
    Eu sei que a Esquerda é totalitária e que a sua dialéctica, é o assassinato dos que mijam fora do penico.
    A Esquerda faria bem em ler tudo, mas infelizmente acha que não precisa. Foi iluminada pelo espírito-santo vermelho e sofre de húbris.
    Que relatórios paririam estes esquerdistas-totalitários, se fossem membros do estado-maior do Partido (vejam que grafei com P) e o seu relatório fosse a base de trabalho do Lenine da CIL (cintura industrial de Lisboa)?
    Daria aquela borrada que deu no 25 de Novembro, ou não teriam ficado nas covas e achariam que tinham força suficiente para avançar?
    Se anda por aí algum Jerónimo que fale agora e sempre, ao contrário dos casamentos.

    Mas não é para falar dos pecados da Esquerda, que aqui retorno.
    Retorno para isto:
    https://vz.ru/opinions/2025/12/25/1382622.html
    A Bruxa de Bruxelas rouba o Natal …
    Não vos vai fazer mal ler.

  6. O Pacheco começa por dizer que não é nacionalista, mas que é patriota…

    Ir a Kiev ao lado de governantes portugueses abraçar uma ditadura glorificadora de nazismo, e usar todos os espaços de comentário para trair Portugal ao defender a continuação de uma guerra proxy dos EUA (planeada e provocada e prolongada para esse império manter a sua hegemonia) mesmo à custa da Europa (e como tal de Portugal), é capaz de ser um conjunto suficiente de indícios que provam que o Pacheco, para além de ser uma besta, é um aldrabão, e é apenas mais um de N vassalos corruptos do império, avençados pela MainStreamMedia só para debitar mentiras, aldrabices, e manipular completamente quem o lê e ouve.

    Mais um tiro ao lado da Estátua de Sal.
    Não se pode ser contra a guerra e depois dar espaço a belicistas.
    Não se pode ser anti-nazi, e depois dar palco a quem apoia o nazi-fascismo.
    Não se pode ter princípios, e depois continuar a tolerar quem os viola.

    Já tinha dito isto relação ao Pedro Marques Lopes, e digo-o em relação ao Pacheco Pereira. Não é por um Goebbels qualquer dizer uma coisa certa de vez em quando, que essa coisa certa merece publicação. É uma coisa certa que vem do sítio errado. É tolerar quem não merece tolerância. É dar palco e espaço a quem devia ser completamente ignorado e remetido ao esquecimento.

    O Pacheco Pereira diz que não é da escola de pensamento identitário que aparece com a ascensão do nacionalismo, mas depois é um propagandista e apoiante incondicional de um regime que nasceu em 2014 num golpe da CIA que usou nada mais nada menos do que esse pensamentos identitário e a ascensão do nazionalismo ucraniano, cujo herói é Stepan Bandera, colaborador de Hitler no extermínio de russos, polacos, socialistas, judeus, etc.

    Pacheco Pereira diz que é patriota, mas eu gostava de saber como se pode ser um defensor do próprio país, quando se usam só bandeiras estrangeiras. Se o que Pacheco diz e escreve fosse traduzido para inglês, quem não soubesse o nome do autor, diria que são coisas ditas por um qualquer agente da facção “Democrata” do império, tipo Bernie Sanders ou Obamaou, tipo Alexandra Ocasio Cortez ou Biden, ou tipo um qualquer RINO (Republican In Name Only).

    Digo eu, que sou de facto anti-nacionalista, e de facto patriota. Se calhar sei o que sou, suficientemente bem, para saber quando algum vigarista se faz passar por alguém com valores semelhantes aos meus.
    O Pacheco nem é contra o nacionalismo, nem é um patriota. Pelo contrário. O Pacheco Pereira, é um íntimo colaborador de NAZIS, e um anti-patriota, i.e. um TRAIDOR de Portugal.

    Foi a um monstro destes que a Estátua, mais uma vez, deu voz.

    Eu sei que, numa guerra de narrativas e propaganda, no campo de batalha da informação e desinformação, é fundamental ler e ouvir todos os lados.
    Mas uma coisa é apontar para um link e dizer: “olhem aqui o que esta besta escreveu”, ou “olhem ali como aquele relógio avariado comseguiu dar horas certas”. E outra coisa bem diferente é dar-lhes palco, publicados por inteiro, sem sequer uma nota prévia, como se fossem a voz da própria Estátua.

    Então, uma solução interessante é o que sites/blogs como o Moon Of Alabama, ou o Naked Capitalism fazem: publicam os textos por inteiro com que concordam, analisam os textos que merecem alguma ou muita crítica e colocam só as citações que merecem análise, ou simplesmente disponibilizam os links dos textos de autores de que discordam muito ou totalmente ou que sabem ser gente sem princípios nem honestidade.
    É uma forma simples de manter a limpeza de um lado e a sujidade do outro, sem misturas.

    Não é isto que a Estátua de Sal faz, onde num dia publica um texto com uma nota prévia onde faz saber a sua posição,.e no dia a seguir publica outro texto escrito por um monstro que tem a posição oposta. E não é somenta a posição oposta àquela qje6a Estátua diz ter (isso para mim não seria incómodo nenhum), mas sim uma posição oposta à da HUMANIDADE. Ou seja, um posição que na prática significa a violação de direitos humanos, a classificação de seres humanos em classes diferentes consoante a sua etnia/região de origem, e o apoio aos maiores criminosos à face deste planeta: nazis, fascistas nacionalistas, europeístas/NATOmerdas, USAtlantistas, imperialistas, colonialistas/sionistas, terroristas, belicistas, criminosos de guerra, limpeza étnica, apartheid, genocídio. Ou numa só designação: os “democratas” ocidentais, sejam da facção Liberal ou Conservadora.

    Nota 1: quando o Pacheco faz de conta que critica o ditador assassino na Arábia Saudita, o Pacheco omite que apoia todos os ocidentais que fazem negócio com esse mesmo ditador assassino, que lhe vendem armas e lhe compram petróleo.
    E omite a razão para tal: os islâmicos sunitas (inclusive os terroristas da Al-Qaeda no governo da Síria) são unha com carne com os sionistas (todos os pró-“israel”) que exterminam a Palestina e invadem a Síria, o Líbano, o Iraque, e bombardeiam o Iémen, a Líbia, o Irão, etc.
    E isso está 100% de acordo com os planos dos “democratas” ocidentais como o Pacheco, e como os donos do Pacheco.
    Por donos, obviamente me refiro a quem lhe paga a avença na MSM, e quem lhe pagou a viagem até à ditadura nazi de Kiev, que só “por acaso” também se dá muito bem com “israel” e com os terroristas islâmicos quer nessa região quer no Sahel…

    Nota 2: para quem ainda não entendeu, eu explico: não peço censura, nem quero controlar o que a Estátua publica. Peço só mais cuidado com a higiene deste blog. Ou há cordão sanitário, ou a merda espalha-se por todo o lado. E deixa sequelas. Ainda hoje, por mais banhos que tome (i.e. publicação de textos exemplares de gente boa e bem intencionada), a Estátua ainda tem o cheiro de um trumpista facho-nazionalista chamado Steve Bannon, e do seu texto de propaganda anti-China a propósito dos “factos” que a facção Republicana INVENTOU no Congresso dos EUA acerca da covid-19. E Estátua escrevei “isto é mesmo verdade”, e nunca sequer se retratou de tal alarvidade…
    Houvesse logo à partida um cordão sanitário (ex: isto vem dos imperialistas Republicanos, em particular de um trumpista facho-nacionlista, conhecido por ser um aldrabão, LOGO não vou publicar isto na Estátua), e está situação teria sido evitada. Ou pelo menos o erro GRAVE teria sido mais fácil de corrigir.

    E repare-se nisto: a “verdade” do império sobre a “pandemia covid originada num laboratório dos comunistas chineses” é uma “verdade” com a mesma impressão digital dos “narco-terroristas vindos da Venezuela liderados pelo ditador Maduro”, e com a mesma impressão digital da “verdade” sobre as “armas de destruição massiva no Iraque”, ou a “verdade” do “genocídio cometido pela Sérvia (Cristã Ortodoxa) contra os Bósnios e Albaneses (ambos Muçulmanos Sunitas) na guerra os Balcãs”, etc.
    Tudo, mas mesmo TUDO o que vem dos EUA desde 1945, seja a origem o Pentágono, o Congresso, a Casa Branca, as agências de Rating, a MainStreamMedia, a bolha algorítmica das redes sociais de Silicon Valley, etc, é sempre tudo com um objectivo comum: a hegemonia do império anglo-USAmericano e a imposição do sionismo. Ora com a verdade nos enganam, ora contam um conto e acrescentam o ponto que mais lhes convém, ora omitem o que os incomoda, ora manipulam aqui e ali, ora mentem a torto e a direito e inventam narrativas totalmente falsas, ora reforçam a sua influência via coisas aparentemente inofensivas como Hollywood e Netflix e companhia.

    Só há uma forma de nos protegermos disto: partir SEMPRE do princípio de que coisas vindas dos EUA ou dos seus amigos (inclusive comentadores “patriotas” que são mais a favor das agressões da NATO do que da paz), são ou mentira ou são formas de manipulação com vista a semear a INCEPTION que mais tarde nos fará acreditar na narrativa desejada, ou consentir na agressão planeada.

    Concluindo: publicar essas coisas acriticamente, é fazer parte do problema. A Estátua pode fazer as conferências pela paz que quiser, que isso não chega sequer para reverter o mal que a própria Estátua faz ao emprestar legitimidade (ao dar palco) a estes agentes da propaganda do império.
    Confundir isso com um tal de “pluralismo” ou uma tal de “liberdade de opinião”, é só estar a insultar a minha inteligência.

    Muito concretamente, o cordão sanitário faz-se assim: numa nota prévia, por baixo do nome e/ou da foto destes monstros agentes da propaganda do império (Pacheco Pereira, Pedro Marques Lopes, etc), se a Estátua não quer seguir o exemplo do Moon Of Alabama, e acha que os textos só fazem sentido se publicados por inteiro, então passe a colocar um sub-título ou nota deste género:

    “a Estátua publica este texto só pelo seu valor isolado, mas adverte que o autor (Pacheco Pereira, Pedro Marques Lopes, etc) é um avençado dos meios de propaganda do império, um colaborador de nazis, terroristas, e genocidas, pelo que esta publicação deve ser vista exclusivamente como forma de discutir este assunto específico, e não como qualquer tipo de apoio ou sequer tolerância a este autor. A Estátua adverte ainda para a possível e provável existência de formas de manipulação e desonestidade intelectualmente neste texto, sempre que o autor se refira a outros temas ou a terceiros”.

    E idealmente, neste caso, esta nota devia ser acompanhada de uma das fotos que o Pacheco Pereira tirou na ditadura nazi em Kiev ao lado de outros agentes corruptos e desonestos do império.

    • Não lhe vou responder com um “testamento” porque tenho mais que fazer.
      1) Você, faz autos de fé sobre certas pessoas colocando-as no seu INDEX, qual Inquisição.
      2) É que você vê o mundo a preto e branco, sendo os “maus” sempre maus e os “bons” sempre bons.
      3) Aprenda que a Estátua não lhe cobra nada pela aula: esse maniqueísmo está errado.Há gajos “maus” que conseguem escrever textos bons, como o Pacheco no texto em apreço e esses a Estátua publica-os com gosto.
      4) É que o critério editorial da Estátua não se fundamenta no currículo político-ideológico do autor mas na valia e na qualidade que ela atribui a cada texto em concreto.
      5) Como já lhe disse isso noutras ocasiões e você nem com um desenho lá consegue chegar, pois continua a questionar a nossa linha editorial, deixo-lhe à frente um aviso.
      6) Se a nossa linha editorial fosse tão “pura” como você quereria que fosse, nunca teria dado guarida aos seus textos, para aí à volta de uma dezena que aqui foram publicados.
      7) Por isso, se questionar de novo – depois de mais esta explicação -, as nossas opções editoriais em vez de comentar/criticar os textos em si, garanto-lhe que nunca mais escreverá nada neste blog.
      8) Tenho mais que fazer do que andar a dar troco às suas fantasias radicais.
      9) Votos de um bom ano de 2026, sobretudo com menos devaneios ancorados mum mundo a preto e branco que só existe no seu imaginário.

  7. Diz aquela coisa controlada pela CIA & Cia Lda:

    “passa a estudar no próprio lar com o pai, que era advogado e escritor, e desde 1918 exercia o cargo de administrador do concelho.[5]”

    “Em 1940, a cumprir pena de prisão pela segunda vez, Cunhal é escoltado pela polícia à Faculdade de Direito de Lisboa, onde apresenta a sua tese da licenciatura em Direito, preparada e concluída na cadeia, sobre a temática do aborto e a sua despenalização, tema pouco vulgar para a época em questão. A sua tese, apesar do contexto político pouco favorável, foi classificada com 16 valores. Do júri faziam parte Paulo Cunha, Manuel Cavaleiro de Ferreira e Marcello Caetano.[6][31][32]”

    Quantos daqueles que estavam “em baixo” para usar aqui a classificação de PP, é que tiveram este tratamento?

  8. Não o vou mandar a ele vou te mandar e a ti.
    Ver se o mar da um grande cardume de tubarões brancos famintos.
    Quanto ao tal secretário geral não levou menos por ser de boas famílias.
    E que os bandalhos muitas vezes ainda se cevavam mais no desgraçado se viesse das tais boas famílias.
    Porque era considerado um traidor da sua classe. Tao simples como isso.
    Em especial se a família do sujeito lhes dava carta branca para darem cabo do renegado. E ao tal secretário aconteceu isso mesmo.
    Os ricos não são bons para os seus filhos. Sao famílias patriarcais que ensinam os filhos a respeita los incondicionalmente e a não respeitar nem ter consideração por mais ninguém.
    Isso muitas vezes implica porrada. Simples, forte e feia. Para aprender a ser homem e não um larilas.
    E as Comissões de Proteção de Menores que muitas vezes atazanam os pobres nao chegam aos ricos.
    Mas tu certamente nunca tiveste a pouca sorte de trabalhar num serviço de apoio social por isso não percebes nada do que estou para aqui a escrever.
    Escravo que se diz alforriado.
    Convida o CU e vão os dois ver se o mar da um grande cardume de tubarões brancos famintos.

  9. O Pacheco sabe escrever, o MST também, daí a outra coisa, vai alguma distância.
    Só quero realçar: “… enquanto a PIDE torturava, mas não deixava de saber de que família vinha o preso e proceder em consequência.”
    Se eu disser que o secretário-geral-único, daquele partido que tinha a sua inicial, teve este tratamento, digo alguma mentira?
    Quanto à substância do artigo, PP perde o seu tempo, é que eu para o não perder, não vejo, não oiço nem leio, o que um primeiro-ministro, seja ele qual for, diga ou escreva. Um pouco ao jeito daquele anarquia espanhol: – “Hay Gobierno? Entonces, Estoy en contra!”
    Quantos aos defeitos, taras, … dos Portugueses não reconheço a PP autoridade, a não ser que se esteja a ver ao espelho,.
    Para o mandar ver se … , estará daqui a pouco um dos três pastorinhos casseteiros (K7).

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