Mas que grande sova no MST…

(Hugo Dionísio, in Estátua de Sal, 03/11/2024, revisão da Estátua)


(Este artigo resulta de um comentário a um texto que publicámos do Miguel Sousa Tavares (ver aqui). Pela sua atualidade e a sua – talvez até polémica – acutilância, resolvi dar-lhe destaque.

Estátua de Sal, 04/11/2025)


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Estou muitas vezes de acordo com Miguel Sousa Tavares (MST). As vezes em que não estou, a discordância é normalmente violenta e até epidérmica. MST tem a inteligência dos sábios, mas a arrogância mental dos aritocratas ociosos. O que o torna extremamente contraditório e paradoxal.

O que também nunca esconde – ele tem o condão de nada esconder, o que é bom – é a sua visão de classe: MST não se julga “trabalhador”, não se julga “povo”, julgando-se aristocrata, o que é tão contraditório vindo de onde vem (pelo menos em parte).

Neste texto, conseguimos ver esse MST em cada vez que mudamos de parágrafo. Se num parágrafo somos incitados a quase bater-lhe palmas, no outro levamos uma chapada para nos acordar. Um exemplo: ao referir que Ventura elogia oportunisticamente Salazar, também diz que o faria por Estaline. Nada mais falso! Em nenhum dia do mundo ouviríamos Ventura elogiar Estaline. Talvez na Rússia, onde, por razões que a maioria dos russos bem explicará, Estaline seja uma figura reconhecida, mas a maioria dos ocidentais não compreenderá (como MST), Estaline. E então, em Portugal, jamais.

Ventura faz do reacionarismo, da pequenez fascista e salazarista, da estupidez obscurantista e da demagogia cobarde as suas bandeiras preferenciais, tendo como alvo do ataque precisamente o PCP, e não é por acaso: o PCP representa o contrário, o antagonismo, o culpado que persegue. E tanto o faz que arrastou o centrão para essa luta ingrata, invejosa e demagógica contra o PCP, tão própria do ser português tacanho e de rebanho que MST refere.

E quem se deixou arrastar pelo Chega (por cagaço ou oportunismo) não foram o PCP, ou mesmo o BE, os “da esquerda radical”. Foram os “moderados” que MST tenta apaziguar no seu texto quando dá em Salazar e, depois, em Estaline,. como que querendo deixar a mensagem:: Eu estou a dizer isto tudo do fascismo, mas eu sou do centro e da democracia, estão a ver?

As elites de que MST fala, são as que, como ele, também dizem: Somos moderados, somos do centro! Mas são essas elites, as tais que “fazem avançar o mundo”, que foram responsáveis pela entrega de empresas públicas à alta corrupção de tipo salazarista, privatizando monopólios para que todos paguemos mais – e por serviços piores -, e sem retorno para o Estado.

São essas elites quem destruiu o SNS, quem é incapaz de resolver os problemas da habitação, quem criou, com a sua ganância, ociosidade, arrogância e oportunismo, o grave problema da habitação. São também essas elites quem explora e promove a monocultura do turismo que MST critica, e bem.

Ou seja, perante os danos causados ao povo português (o povo, somos todos, nós, por isso é que eu não gosto do termo, preferindo “trabalhadores” e “pobres”), com exceção das elites – que MST admira e que podem pagar aos privados pelo serviço público que destruíram em nome da “democracia” e da “justiça” -, que, na opinião de MST, o Chega abomina, MST opta por odiar o povo, o povo lumpenizado por 45 anos de fascismo. E lumpenizado também pela destruição do Estado social, pelos salários baixos, a precariedade e, sobretudo, porque as elites que MST elogia, nunca foram capazes de generalizar uma educação universal de qualidade, que não distinga entre filhos dos pobres e filhos das elites que MST admira.

Então, porque tudo falha, porque essas elites – que o remuneram a peso de ouro para dizer o que também muitos outros diriam (porque pertencendo à elite MST não é único) -, falharam na criação de um Estado verdadeiramente democrático, apesar de terem recebido todas as possibilidades para tal (industria, sector empresarial público com energia barata, pescas, agricultura), MST opta por culpar os que são como são, precisamente porque estão do lado recetor dessas elites, as mesmas que, na SIC, TVI e outros canais, tanto mentem, desinformam e promovem Ventura.

Mas onde se vê que, afinal, MST não gosta de todas as elites mas apenas de algumas, porventura as “sofisticadas” e “aristocratizadas”, que vivem à margem das dificuldades do mundo, é quando MST critica os “sindicalistas da função pública”! Afinal, nesse caso, MST já não gosta de elites, abominando quem organiza o povo trabalhador para que os trabalhadores da função pública também não sofram os efeitos produzidos pela tal elite que MST considera da “democracia e da justiça”. MST disse mesmo que Montenegro era o melhor PM possível, p. ex., e que é responsável por tal estado de funcionamento das coisas. Como se os trabalhadores da função pública fossem uns privilegiados, discurso que tão bem cabe ao Chega. Afinal, MST também é capaz desse discurso demagógico, como se todos os trabalhadores e todos os sindicalistas da função pública fossem iguais.

O problema de MST é mesmo de classe e é por isso que ele não reconhece o papel de certas elites, mas sim de outras. Mas, sobretudo, é o seu enviesamento de classe – para o lado das classes proprietárias –, que faz com que considere o Chega um resultado do acaso, algo de insolúvel, como se, em períodos de esperança, de maior aposta nas condições de vida, crescimento salarial, de maior força sindical da CGTP-IN e do PCP e de capacidade deste em arrastar o PS, não tivesse sido essa esperança que, à data, foi bloqueando o Chega, a reação, o fascismo.

Tal, demonstra que o Chega não é um problema raro ou um mero anacronismo do passado. Não, o Chega representa a desistência de uns e a vitória de outros ao derrotarem as forças progressistas – de classe – que empurravam este país para o desenvolvimento, que fizeram o 25 de abril, as nacionalizações no PREC, promoveram a democratização e a Constituição, destruindo com isso a esperança e fomentando o obscurantismo.

Para destruírem essas forças e ficarem com o monopólio do centrão, tais forças, “democráticas e moderadas”, não apenas fomentaram a mentira, a concentração e a censura na comunicação social, a inevitabilidade da guerra, do desemprego, da perda da habitação.

Nesse desespero, que é causado pelos “moderados”, prolifera o Chega. Mas o Chega é também o resultado do apoio de muitos empresários, que o MST raramente critica. MST tem razão quando refere que o fascismo é a corrupção e o Chega mente. Mas MST também mente quando aparenta não saber porque raio existe um Chega e quem permitiu que ele existisse. É que, se são as elites que comandam o mundo, como pôde chegar-se a tal situação, quando temos uma Constituição que proíbe os partidos como o Chega?

Afinal, MST também se preocupa com os seus salários, e talvez seja por isso que coloca os “sindicalistas” ao nível dos “influencers das redes sociais”. Uns e outros, ameaçam interesses que MST representa, uns porque combatem os seus interesses de classe, outros porque roubam o negócio de onde provém o seu avultado salário. Não, MST, afinal, não é assim tão livre!

14 pensamentos sobre “Mas que grande sova no MST…

  1. Para teu Governo escravo que se diz alforriado, o Tarrafal não foi o único campo de concentração criado pelo salazarismo.
    Em Angola e Moçambique havia muitos especialmente após o início das guerras de independência daqueles territórios onde milhares de africanos foram torturados e mortos.
    E até tivemos um tal Soares Carneiro, antigo comandante de um tal Campo de São Nicolau a concorrer a presidência da República com o apoio da direita mas eleições de 1980.
    Não e de hoje que os fascistas e os assassinos tentam voltar ao poder.
    Vao ver se o mar da tubarão branco faminto.

  2. Quanto a elites, como é? apoiamos até a exaustão as “vanguardas esclarecidas” ou não?
    Salazar, o ditador mau, rasca mesmo, para além de um Tarrafal de trazer por casa, não teve saber para um GULAG, pudera, não tínhamos 18 000 000 para estagiarem lá. Logo Salazar é um ditador mau, o qual é proibido ser referido. O pc – politicamente correcto, assim ‘oblige’.
    Stalin, “Talvez na Rússia, onde, por razões que a maioria dos russos bem explicará, Estaline seja uma figura reconhecida …” Um ditador bom, com obra feita. Os russos podem elogiá-lo. Os portugueses não podem elogiar o seu ditador.
    Porquê? Porque os donos da verdade assim o determinam.
    E de peneira em peneira, tapando o Sol, eis que eles aqui vão cantando e rindo, levados levados …
    Continuem! Em equipa que ganha não se mexe.
    Os resultados confirmam a correcção do discurso.
    Podem sempre dizer como a Mestra, que ensinava as aprendizes no Calor da Noite:
    – tu chama-lhe ++++, antes que ela te chame a ti.

    • Oh patego beija-CU (candidato único), já ouviste falar numa Grande Guerra Patriótica, normalmente assinalada a 9 de Maio, data hoje “proibida” ou “apagada” da História do Velho Continente por aqueles que a querem reescrever?

      Aquela em que Stalin se viu a braços com uma invasão do Eixo, liderado pela maior potência bélica da Europa ocidental, em busca do seu Lebensraum, e acabou por rechaçá-la com custos enormes de vidas humanas, culminando com a tomada de Berlim e o suicídio do trémulo do bigodinho no bunker, já carcomido e consumido por injecções de drogas, pílulas e comprimidos, e também pelo seu delírio, condenando à ruína de toda uma nação de pategos seguidistas, que foram atrás de lérias e coros de encantadores de pategos?

      Se calhar é por isso que esse frase ganha sentido, e é considerado um Grande Líder na Federação Russa (ex-União Soviética), provavelmente saberás que até Roosevelt e Churchill tiveram de tirar a fotografia ao lado dele, na conferência dos vencedores da II Guerra Mundial em Yalta.

    • Ora se Winston Churchill é considerado um grande líder no Reino Unido e na Europa, mesmo tendo às costas as fomes a que condenou milhões de indianos a morrer, por que não podem os russos e outros europeus e não só ter consideração por Estaline a respeito do seu papel na derrota do Eixo, e em concreto do III Reich e dos países subjugados que com ela colaboraram?

      Se estiveres com problemas de memória, e os reflexos já não forem os mesmos, facilito-te a vida e deixo aqui os resultados duma simples pesquisa com duas palavrinhas apenas, “Yalta” e “foto”…

      https://www.google.com/search?q=yalta+foto&oq=yalta+foto&gs_lcrp=EgZjaHJvbWUyBggAEEUYOdIBCDMwNzJqMGo5qAIAsAIB&sourceid=chrome&ie=UTF-8

      Só talvez os viciados em Pervitin (o pior foi quando nem o Pervitin nem os mantimentos chegavam às linhas da frente) e em Leis tipo Nuremberga, além de campos de morte, concentração e trabalhos forçados, ficarão tristes com o resultado…

  3. Cá por mim, dar trela, espaço, atenção e palco a energúmenos da estirpe do MST é pura perda de tempo, desperdício total. Desprezível como é por todas as razões já apontadas e mais algumas, o espécime deve ser tratado sempre com a distância e com o produto anti-infeccioso que ele merece e se justifica. Assim, sugiro que o deixem ladrar mais a sua cãzoada, enquanto nós, o povo, prosseguimos calmamente “enquanto nos consente de magros cães faminto ajuntamento”.

    • Assino por baixo o texto do Hugo Dionísio, que tem este condão de escrever sempre de forma excelente na forma e exemplarmente decente no conteúdo.

      E junto-me ao teu comentário oara elogiar a Estátua de Sal. Esteve mal ao dar destaque a um texto tão nojento do MST, mas esteve de facto bem ao dar agora ainda mais destaque à resposta do Hugo Dionísio.

      É por isso que aqui continuo a vir, porque no geral o blog tem o sentido correcto. Só é pena tanto ziguezague nos últimos tempos…
      Uma coisa é ser pluralista, como a Estátua diz que quer ser. Outra bem diferente é dar voz a snobs nojentos como MST em textos onde faz propaganda e manipulação de classe, a paladinos da oligarquia e defensores de corruptos (e também snobs) como Pedro Marques Lopes, e a fascistas nacionalistas como Steve Bannon em textos onde faz propaganda em nome da facção Republicana/Trumpista do também nojento imperialismo USAmericano.

      Ou falta atenção à Estátua para evitar tanto ziguezague (e às vezes erros crassos, como a publicação do Steve Bannon a usar MENTIRAS sobre a COVID para atacar a China e onde a Estátua jurou a pés juntos que era “mesmo verdade científica”…), ou falta tempo para fazer notas prévias antes de todos os textos (dizendo que publica por causa disto, mas discorda daquilo), ou é uma forma de tolerar e publicar umas coisas e o seu oposto, que eu não sou capaz de compreender.

      Valha-nos o Hugo Dionísio e companhia, e também alguns comentários de gente tão ou mais atenta do que eu, que continuam a valorizar (uns com mais qualidade na forma do texto, outros mais amadores) este blog.
      Eu critico muito e critico todos, e nem a Estátua me escapa, pois nesta fase da vida (de minha em particular e do Ocidente em geral) sobra-me em polemicismo o que me falta em paciência, e sobra-me em pedras na mão o que já se me esgotou em tolerância. Mas, verdade seja dita, se os problemas da Comunicação Social fossem só como os deste blog, não estávamos na m*rda em que estamos!

  4. Mais a mais, temos alguns exemplos históricos de como as elites não contribuíram para o desenvolvimento do país e da nação, e de como estão programadas para tirar o máximo proveito e sacar e açambarcar riqueza de transições dinásticas, regimentais e políticas, ou como estão enredadas em corrupção, ou como promovem regimes opacos, obscuros e opressores, como o Estado Novo, que foi implantado por um golpe militar elitista. Mas também o Miguel está programadinho para que nada disto seja ponderado e reflectido quando escreve textos subjectivos onde lhe apetece promover as elites e malhar na populaça… deve ser da sua humildade latente e dos brandos costumes, e talvez de alguns vícios privados, que no que toca a consumos, algumas “elites” são tão ou mais vorazes e glutonas que o povo…

  5. Sobre o texto do MST, não pela sua elegância retórica, mas pela sua perigosa condescendência:
    Ao exaltar as elites como únicas promotoras do progresso e ao desprezar o povo como distraído e medíocre, o autor revela uma visão profundamente elitista, desconectada da realidade plural que sustenta qualquer sociedade democrática.

    É inegável que as elites — académicas, científicas, culturais — desempenham um papel relevante na formulação de ideias e na condução de projetos estruturantes. No entanto, atribuir-lhes o monopólio do progresso é ignorar que muitas das transformações sociais mais significativas nasceram da base: dos movimentos populares, das reivindicações laborais, das lutas por direitos civis. A história não é feita apenas por quem escreve livros, mas também por quem os lê, os discute e os transforma em ação.

    Reduzir o povo à caricatura de torcedor fanático, mais interessado no Benfica do que na democracia, é não só injusto como intelectualmente preguiçoso. O envolvimento político não se mede apenas pelo voto, mas também pela participação em associações, coletivos, sindicatos, e até nas redes sociais — espaços onde se debatem ideias, se denunciam injustiças e se constroem alternativas. O autor parece esquecer que o povo também é composto por professores, médicos, agricultores, estudantes e cidadãos que, todos os dias, sustentam o país com trabalho e consciência.

    A crítica ao reconhecimento de pensionistas, sindicalistas ou influencers revela uma incompreensão profunda sobre o tecido social contemporâneo. Ser pensionista é ter contribuído durante décadas para o país. Ser sindicalista é lutar por condições dignas de trabalho. Ser influencer — embora muitas vezes banalizado — é comunicar, mobilizar e influenciar comportamentos. O problema não está em quem é reconhecido, mas em como se distribui esse reconhecimento. E isso não se resolve com desprezo, mas com diálogo e reforma.

    A recusa em “andar por aí, de aldeia em aldeia” a escutar o povo é reveladora de uma visão aristocrática da política. Mas a política democrática exige escuta, presença e humildade. Não se trata de bajular o povo, mas de compreendê-lo. Quem não está disposto a ouvir, não está apto a governar. E quem despreza o povo, despreza a própria essência da democracia.

    Em suma: A democracia é feita por todos
    A crítica contida no texto original não é apenas uma opinião — é um sintoma de uma visão excludente, que vê o povo como obstáculo e não como protagonista. É legítimo criticar a apatia, o populismo ou a superficialidade do debate público. Mas é preciso fazê-lo com respeito, com propostas e com a consciência de que a democracia não é um clube de elites. É uma construção coletiva, imperfeita, mas essencial.

  6. E ao que parece também gostava de tigeladas.
    E gostava tão pouco de Hitler que o nosso Governo até declarou três dias de luto nacional pela sua morte.
    Há e tal, fazia se isso com todos os chefes de Estado. Água de bacalhau pois que se fosse um dirigente soviético de certeza as bandeiras não estariam tres dias a meio pau.
    E por essa altura já todos sabiam que Hitler não era um chefe de Estado qualquer e que a Alemanha tinha cometido sob as suas ordens crimes terríveis.
    Nada que tirasse o sono a quem tinha pelo menos um campo da morte lenta e cuja polícia politica dava “uns safanoes dados a tempo”.
    Porque essa esta gravada é não e um disse que disse de um apaniguado interessado em propalar a teoria dos extremos que se tocam. “Chamam torturas a uns safanões dados a tempo” clamava o sujeito na sua horrenda voz de falsete.
    Uma teoria simplesmente idiota pois que nunca a esquerda política tratou, por exemplo, de exterminar sistematicamente minorias étnicas ou qualquer desgraçado que tivesse uma doença ou deficiência de alguma gravidade.
    Não era so de falta de liberdade que sofria quem vivesse sob o domínio de um regime desses. Era a falta do mais básico direito a vida para muita gente.
    E se em Portugal nunca se optou pelo extermínio sistemático dos mais debeis esses eram abandonados a sua sorte e muitas vezes explorados na mendicidade por famílias assoladas pela miséria.
    E esta teoria nefasta de comunismo ainda pior que o nazismo porque ao menos permitia a propriedade privada contribuiu e não pouco para o crescer da extrema direita.
    Porque se uma das alternativas ao status quo e simplesmente diabolizada e natural que as pessoas se voltem para a outra.
    E já agora a propriedade privada era respeitada pelo nazismo dependendo de quem a tivesse.
    As de judeus foram simplesmente pilhadas e igual destino podiam ter as de quem não rezasse pela cartilha nazi.
    Tal como em todo o lado onde a extrema direita dominou.
    Mas as elites mentecaptas queriam e querem um regresso ao passado e por isso essa teoria nefasta de nazismo e fascismo benignos e comunismo maligno e até com algo de diabólico porque ateu foi servida nas escolas e depois admiram se de tantos jovens serem cheganos.
    E qualquer um que tenha ajudado crianças e jovens da família a fazer trabalhos de casa de História sabe do que estou a escrever.
    Já agora o MST só faltou dizer que gastamos em mulheres e vinho repetindo toda a cartilha racista do Norte da Europa nos anos da troika e seguintes.
    Mas nada do que venha do sujeito devia espantar nos.
    Esse foi o que escreveu nos anos da troika um livrinho que afirmava categoricamente “a verdade e que andamos todos a roubar o Estado”.
    Os engulhos do meu estômago não me permitiram ler mais que os primeiros parágrafos.
    Mas alguém que conhecia comprou o excremento que por isso tive ocasião de folhear.
    Dois anos volvidos tive de fugir numa manhã gelada renunciando a voltar de carro para casa para não ir às trombas dessa pessoa depois de uma diatribe cruel sobre a Grécia.
    Tinha dias antes enterrado um amigo que morrera num sofrimento atroz e fisicamente completamente destroçado por por ter sido abandonado pelos serviços de saúde e a paciência para a crueldade e a asneira era nenhuma.
    Mas e isto que acontece quando comemos m*rda.
    E sim, os textos do Senhor em regra merecem uma boa sova e nunca os dedos nos doam.
    Va ver se o mar da choco.

    • O Miguelito diz que andamos todos a roubar o Estado porque projecta o que se fazia no clube dele, sob a égide do Papa, que também era pródigo a gastar em vinho e mulheres e a usá-las para subornar, corromper e chantagear equipas de arbitragem. Sobre essas aristocracias e sobre as suas guardas pretorianas e exércitos populares não ousa escrever o Miguelito, e ainda hoje tudo isso denega. Tal como Marcelo II, que não sendo do mesmo clube, tinha pelo Papa um respeitinho e uma complacência de Estado. E pelo Kadhafi dos Pneus, que copiou e importou os seus métodos, igual ou maior. Mas assim como há tabus e zonas proibidas e sombrias na radiotelevisão, os mesmos também existem na imprensa.

  7. Fernando DaCosta que privou com Salazar e o biografou afirmou na televisão que ele detestava Hitler e Mussolini e nutria uma certa simpatia, que ele não compreendia, por Stalin.

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