Este é  o tempo da chegada das trevas

(Miguel Castelo Branco, in Facebook, 17/08/2025, Revisão da Estátua)


A ceifeira continua imparável a reclamar corpos de crianças. Hoje ao cair da tarde, em Gaza, matou os irmãos Omar, Ranim, Reem e Farah, cujos pais já haviam sido imolados.

O mundo dito dos “nossos valores” nem pestaneja, e até o novo Papa parece ter sido tomado por aquela indiferença característica dos burocratas. Se ainda se justificasse bradar aos céus, ou dar ralhetes ao Altíssimo, tal como o fazia o nosso Padre António Vieira, tudo isto faria sentido.

 Mas não, para quantos se agarram à transcendência, o único deus que se assemelha a este grande silêncio, a esta imperturbabilidade e mutismo é o deus dos estoicos, um ente absolutamente distante.

Por outro lado, para os que apenas se atêm ao plano da imanência e buscam compreender a realidade a partir da própria realidade, este é o tempo do fim da tradição intelectual ocidental, do humanismo e das luzes.  Em ambas as posições, este é  o tempo da chegada das trevas.

Gosta da Estátua de Sal? Click aqui.

6 pensamentos sobre “Este é  o tempo da chegada das trevas

  1. https://youtu.be/pp-g8dpOrP4?si=zX9Iut3Ki02ni1JR

    “Tarde piaste”, costuma dizer-se. É o caso deste pobre oportunista e “filósofo” da treta, há alguns anos (felizmente poucos) promovido, da noite para o dia, a “guru” de acéfalos pretensiosos, em grande parte graças à oportunística promoção da sua “diferenciada” orientação sexual. Orientação essa com a qual ninguém tem nada a ver, mas que muitos “diferenciados” já perceberam ser uma boa protecção contra potenciais críticos, que muitas vezes metem a viola no saco com medo de acusações de homofobia. Não é, obviamente, a orientação sexual que o define, e muito menos o diminui como homem. Conheci homossexuais muito mais homens do que muitos heteros machões de bater no peito, garnisés estridentes que chamam “paneleiro” a quem é mais homem do que eles. E a História está cheia de homens assim, de um Oscar Wilde a um Ary dos Santos, passando (dizem alguns) por um Espártaco ou um Alexandre o Grande. Não me parece, porém, que seja da mesma estirpe este rapazinho, cujas declarações depois de 7 de Outubro de 2023 acompanharam oportunisticamente e praticamente sem reservas a agenda nazionista, ressalvando, apenas, o pseudodistanciamento do “filósofo”. Mas estúpido não é e parece já ter percebido que o que é demais tem demasia, como costuma dizer-se. Vai daí, toca a abandonar o barco que risca afundanço, como qualquer ratazana que se preze. Quem iria comprar-lhe os livrecos da treta com que paga os melões e os almocinhos, se continuasse na barcaça dos infernos que o pariu e onde prosperou? Quem iria convidá-lo para os inúmeros talk-shows para descabeçados pretensiosos que lhe compõem o orçamento? P.Q.P.

  2. Se ao menos o fardo destes trastes fosse leve. Mas desde o tempo da miséria dos anos da troika, até ao nosso uso como cobaias, ao financiamento de guerras eternas e ao financiamento de movimentos fascistas que ameaçam virar nos a todos a vida do avesso, tem havido de tudo.
    E são fardos bem pesados. Muitas vezes letais.
    Valha lhes um tubarão branco cheio de larica.
    Mas parece que há gente que gosta de ser enrabado mesmo sem vaselina.

  3. Da lá o link ao teu líder espiritual, leia se Andre Ventura.
    E vai ver se o mar da choco, mas tem cuidado com o Sol que te pode fazer ainda mais mal a cachola. Esta um luar de derreter.
    E o que e que o tratamento dado a migrantes seja onde for tem a ver com o genocidio em curso em Gaza e com o que o estado fascista, racista e genocida de Israel está a fazer via os seus hediondos colonos na Cisjordânia?
    O Ocidente sempre viveu nas trevas, sempre espalhou as trevas por onde passou, desde os genocídio coloniais das populações ameríndias e australianas, a escravatura em massa e as ditaduras de extrema direita na America Latina e Península Ibérica.
    O genocidio em Gaza e só mais um capitulo de uma história de terror.
    Um dos mais hediondos. Uma era de trevas.
    Pela primeira vez ninguém pode dizer que não sabia como no caso dos crimes que o nosso exército cometeu em África.
    E não me venham com histórias de guerra limpa pois os ex combatentes nunca tiveram papas na língua quando se tratou de desejar tudo para cima dos filhos.
    Desta vez está na televisão. Não nas histórias contadas por quem lá andou a violar mulheres, matar prisioneiros a pancada e a catanada, enterrar gente viva e até matar velhos e espetar as cabeça em paus para que os filhos os encontrassem quando voltassem do campo.
    Depois espantavam se quando jovens africanos se juntavam aos turras comp agora fingem que se espantam quando palestinianos de juntam a grupos de resistência como o Hamas.
    Desta vez está a vista e para que esteja já mais de 200 jornalistas pagaram com a vida sob as bombas e as balas assassinas de Israel. Sem que ninguém levante a lebre dos ataques a imprensa e da liberdade de expressão que parece só servir para que fascistas tenham voz e possam dizer barbaridades sem ser processados e presos.
    Por isso sim, o articulista tem razão. Esta e uma era em que as trevas que o Ocidente sempre espalhou se adensam.
    Mas haverá sempre escravos que se dizem alforriados para achar tudo isto normal.

    • Poucas palavras escreveu mas suficientes para definir alguém que finge ser um escravo liberto. Não me resta qualquer duvida! É um infeliz desgraçado a quem foi concedida a liberdade através de carta de alforria mas na condição de se manter sob o jugo do senhor!
      “Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma. Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve.” Mateus 11:28-30

Leave a Reply to Joaquim CamachoCancel reply

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.