Alasca, mesa dos grandes: Trump e Putin discutem a paz e o futuro do mundo.

(Estátua de Sal, Dmitri Orlov, Agostinho Costa, 15/08/2025)


Hoje pode ser um dia histórico para o mundo, por boas ou por más razões. Aguardemos. Mas subscrevo a posição do Major-general Agsotinho Costa que defende – ver no vídeo abaixo uma antevisão possível dos resultados da cimeira -, que os líderes das duas maiores potências nucleares se encontrarem cara a cara já é, só por si, uma positiva e boa notícia. Sobre o que pode estar em jogo, de parte a parte, e em discussão no encontro, publico também o excelente texto de Dmitri Orlov.

A Estátua fica com a parte cínica da análise. A subalternidade patética das lideranças europeias. Os cães ladram mas a caravana passa… Macron e Von der Leyen? Nem sequer foram relegados para o fundo da sala… permanecem na Europa, a comentar pela televisão. A UE sonhava em ser um «ator estratégico»; acabou por se tornar um espectador mudo, arruinado e dependente da boa vontade dos outros. Anos de postura belicosa para não conseguir nem mesmo um lugar secundário quando é importante. Chama-se a isso: ser expulso do jogo sem sequer ter tocado na bola.

Estátua de Sal, 15/08/2025


Políticos à beira de um ataque psicótico

(Dmitri Orlov, in Resistir, 15/08/2025)

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Na sexta-feira, 15 de agosto, Vladimir Putin e Donald Trump têm uma reunião marcada em Anchorage, no Alasca. Estas são todas as notícias até o momento: os presidentes da Rússia e dos Estados Unidos se reunirão pessoalmente; os detalhes da conversa não são conhecidos antecipadamente e, em qualquer caso, são confidenciais.

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12 pensamentos sobre “Alasca, mesa dos grandes: Trump e Putin discutem a paz e o futuro do mundo.

  1. Pois, folgo em saber que o nosso Governo está consciente das necessidades do povo e do exército ucranianos, pena não estar ciente das necessidades do nosso povo.
    O problema é que o povo ucraniano, a começar pelos
    desgraçados presos nas suas próprias casas para fugir aos recrutadores, não precisa que gente desta esteja ciente do que pensa ser as suas necessidades.
    Por muito que alguns não concordam, a começar por Herr Zelensky e acabando nos batalhões Azov, Aidar e outros, nos malucos que acham que são descendentes dos vikings, do que o povo ucraniano precisa e de paz.
    De paz e de que desistam de vez de os sacrificar numa guerra que nunca poderão ganhar pois que lutam contra uma potência nuclear.
    Que desistam de uma vez de os lançar em guerras contra a Rússia ou seja quem for. Que os ajudem sim a livrar se de corruptos e a finalmente trilharem caminhos de prosperidade pois que o país tem recursos para isso e muito mais.
    Com amigos destes o povo ucraniano não precisa de inimigos.
    Vão ver se o mar da Kraken.
    E graças ao santo protector dos cachalotes Putin não sofreu nenhuma falseta ao contrário do que talvez não estivesse longe do desejo secreto de muitos russofobos que por aí andam.
    Haverá muitos que não se atrevem a perguntar com as letras todas como e que o nosso inimigo diabolizado há mais de uma década foi deixado sair de território da NATO. E que devem estar a lamentar que ninguém consiga acabar com a vida de Trump.
    Uma coisa e certa, em ter lá ido, Putin provou que tem os tomates no sítio. Em ter exposto os seus termos com toda a clareza apesar de estar em território inimigo também.
    Vamos ver no que isto dá.

  2. O que o Relvas se esqueceu de dizer e que a “sucata” foi entregue a Ucrania sem espinhas e sem que o Governo se preocupasse em algo tão comezinho como adquirir aeronaves capazes de os substituir.
    Foi um crime e alguém devia estar preso a começar por quem achou bos ideia despachar para a Ucrânia o que tínhamos para combater os fogos.
    A guerra na Ucrânia esta pedida e, as custas da russofobia salazarenta desta gente, muitas das nossas florestas também. Junto com casas e, até agora, pelo menos um morto.
    Devia haver gente presa mas a culpa mais uma vez vai morrer solteira.

    • O ex-Ministro Adjunto do governo de Passos Coelho e Paulo Portas referiu-se a isso dizendo que “a Ucrânia aceitou-a com condescendência”…

      Ele não usou os termos “sucata” ou os outros que referi, mas para ser “politicamente correcto” sendo na verdade um demagogo idiota, pois por 3 vezes desdenhou os helicópteros Kamov, como se não tivessem qualquer utilidade e valor. É só ver a reportagem que indiquei de hoje no 3 às 18, logo a abrir, com a Mariana Flor e ver o que pode fazer e a utilidade que tem tal meio aéreo no combate aos incêndios.

      Este é o género de dirigentes governamentais da “direita moderada” a que estivemos e estamos novamente entregues… os próximos anos prometem mais do mesmo, e com tendência para agravar, “prejuízo público e lucros priva(tiza)dos”… se calhar o problema dos Kamov é que não deram nenhuma comissão ou royalty a nenhum membro destes governos dos Tecnoformas, Spinumvivas e Submarinistas…

      O currículo governamental do indivíduo:

      “No Governo

      É com Durão Barroso, no XV Governo Constitucional, que Miguel Relvas assume pela primeira vez uma posição no governo, ao ser nomeado como Secretário de Estado da Administração Local, pasta integrada no Ministério do Ambiente e do Ordenamento do Território, inicialmente liderado por Isaltino Morais e depois por Amílcar Theias.

      Em 2011, no XIX Governo Constitucional, liderado por Pedro Passos Coelho, é nomeado Ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares, onde entre outras pastas foi responsável pela implementação da Reforma Administrativa (“Lei Relvas”).[9] Miguel Relvas pediu a demissão em 4 de abril de 2013, a seu pedido e para surpresa dos membros do Governo.[10] Após a sua saída do Governo, Miguel Relva e Paulo Júlio. que foi seu Secretário de Estado da Administração Local, escreveram o livro O Outro Lado da Governação, sobre a Reforma da Administração Local implementada pelo XIX Governo.[11]”

      https://pt.wikipedia.org/wiki/Miguel_Relvas

    • Mais “sucata” e “chaços” que Portugal doou à Ucrânia e esta “aceitou com condescendência” (a maioria já foi estilhaçada e triturada e reduzida a peças e fragmentos), a maior parte não é de “fabrico russo”:

      “Luís Montenegro. Portugal já entregou mais de mil toneladas de equipamento militar
      por Lusa

      Ouvir
      O primeiro-ministro realçou hoje que Portugal já entregou à Ucrânia mais de mil toneladas de material militar, entre carros de combate Leopard 2 ou sistemas de drones, e mostrou-se empenhado em agilizar e acelerar processos de envio.

      Este dado foi avançado por Luís Montenegro na conferência de imprensa conjunta com o Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, em São Bento, Lisboa, depois de os dois países terem assinado um acordo de cooperação de segurança no domínio bilateral. Um acordo com um prazo de dez anos, mas com a possibilidade, se necessário, de ser prorrogado.

      Perante os jornalistas, Luís Montenegro defendeu que o acordo agora assinado com a Ucrânia se caracteriza por ser “transversal, porque abrange domínios como a cultura, a ciência, a economia, a política ou a formação”.

      “O nosso compromisso contribui para a interoperabilidade global das forças de segurança da Ucrânia com NATO e também visa o apoio a parcerias ao nível das indústrias de defesa. Esta é uma ajuda de Portugal multifacetada, que, do ponto de vista quantitativo — embora esse não seja o aspeto mais importante — ascende já hoje a mais de 250 milhões de euros”, estimou o líder do executivo português.

      Para este ano, de acordo com Luís Montenegro, os compromissos de apoio militar ascendem a 126 milhões de euros, entre contribuições em espécie e financeira nos planos bilateral e multilateral, designadamente no âmbito da União Europeia, NATO e outras instâncias internacionais”.

      “Até ao momento, entregámos mais de mil toneladas de material militar”, incluindo carros de combate Leopard 2, sistemas de veículos aéreos não tripulados, veículos blindados de transporte pessoal M113 e veículos blindados de socorro médico M577. Tentaremos acelerar os processos de entrega de material, porque estamos cientes das necessidades do povo e do exército ucraniano”, declarou o líder do executivo — uma ideia que, aliás, repetiu para realçá-la no final da conferência de imprensa.

      Na cooperação ao nível de aviões caças F16, Luís Montenegro destacou a formação e apoio a técnicos e pilotos ucranianos.

      Neste contexto, apontou que Portugal integra a coligação internacional de capacidades marítimas e os programas de aquisição conjunta de munições de grande calibre. A presença de Portugal nestes programas, segundo as estimativas do executivo de Lisboa, traduz-se num apoio na ordem dos 100 milhões de euros.

      Luís Montenegro referiu depois que a ajuda humanitária nacional ronda os cinco milhões de euros e que Portugal destinou mais dez milhões de euros no quadro de iniciativas de auxílio à Ucrânia.

      “No acolhimento de refugiados, em Portugal, foram destinados 92 milhões de euros para habitação, cuidados de saúde, apoio ao emprego, inclusão no ensino (inclusivamente no Ensino Superior) e para o apoio à integração de imigrantes. Nos últimos meses, tivemos mais de 60 mil pedidos de proteção temporária de cidadãos ucranianos, foram deferidos cerca de 50 mil. Mas não nos esquecemos de tantos milhares de ucranianos que j+a tinham escolhido Portugal para viver mesmo antes desta guerra”, observou.

      No plano político, Luís Montenegro fez questão de transmitir a seguinte mensagem a Volodymyr Zelensky: “No primeiro dia do meu mandato como primeiro-ministro falei consigo para reiterar o apoio e a solidariedade de Portugal em relação à Ucrânia ao nível político, financeiro, jurídico e humanitário”.

      “Assumi esse compromisso pelo tempo que for necessário e hoje tive a oportunidade de lhe reafirmar e de lhe dar nota da disponibilidade de Portugal de estar ao lado da Ucrânia, numa perspetiva bilateral, mas também na União Europeia, NATO e Nações Unidas. Estamos empenhados em contribuir para a reconstrução da Ucrânia. Estamos perante um combate que, sendo travado na Ucrânia, é um combate de todos nós: É o combate da liberdade, da democracia e de uma clara rejeição do uso da força, ou da utilização da lei do mais forte para resolver disputas internacionais”, acrescentou.”

      https://www.rtp.pt/noticias/mundo/luis-montenegro-portugal-ja-entregou-mais-de-mil-toneladas-de-equipamento-militar_n1575027

      P.S. entretanto na Guiné-Bissau expulsaram a Agência Lusa, a RTP e a RDP. Diplomacia dos “grandes líderes” europeus a funcionar a todo o vapor… quero ver os argumentos de apologia da liberdade de informação e do jornalismo, por parte dos mesmos que alinharam com a censur dos canais russos e não só… o capelão já deve estar a espumar e a pensar com os seus botões: “rapidamente e em força para a Guiné!”

  3. Enojou-me particularmente a reacção dos inúmeros pseudojornalistas e comentadeiros de serviço, aquando dos discursos de Putin/Trump no pós cimeira do Alasca. Todos sem excepção vieram dizer que aquilo foi um fiasco total, que a montanha pariu um rato e que dali nada saíu. Penso que essa posição se deve em parte ao facto de essa gente andar toda excitada e baralhada com a realidade que sempre negaram a pés juntos. Compreende-se que tendo as elites ocidentais mais os media subservientes apostado tudo na continuação da guerra, agora andem atarantados, sem saber o que fazer e a meter-se em bicos de pés para fingir-se importantes, desesperadamente à procura de um protagonismo que a sua cegueira anulou por completo.
    O simples facto de os dois principais contendores terem conversado por 3 horas e terem concordado com a maioria dos posicionamentos é só por si um óptimo sinal e uma excelente notícia. Só mentecaptos e degerados mentais poderiam pensar que dali iria sair um grande tratado novinho em folha. É precismente por toda essa miserável gente sempre ter feito tudo para agravar e prolongar a guerra que a perspectiva de entendimento e paz lhes parece tão condenável e tudo farão para a obstaculizar. A UE condenou-se a si própria ao suicídio económico e à nulidade estratégica. Vem agora queixar-se do quê? Das suas asneiras seguidas? Foi posta de lado? Foi. É hoje irrelevante? É. Foi isto que os líderes ocidentais construiram? Foi. Andaram sempre a fingir que a guerra não era entre os EUA e a Rússia, logo ficaram de fora da cimeira, e muito bem!

  4. O Orçamento de Estado para o próximo ano prevê mais mil milhões de euros para serem torrados em armas.
    O pais pode continuar a arder. Os fogos podem queimar campos, casas e até gente mas Portugal vai continuar a dar o seu valente contributo para que os muchachos de Herr Zelensky continuem a fazer sangrar a Rússia e para que tenhamos a certeza de que nunca uma bota russa marchara nos nossos campos queimados.
    Não sei o que dizer quanto a isto, e tudo demasiado grotesco e nojento.
    Mas pergunto a todos os escravos que se dizem alforriados desta vida. Que interesse poderia ter a Rússia em invadir nos quando já estamos a desempenhar tão bem a tarefa de dar cabo disto tudo?
    Putin deve e desatar a rir que nem um perdido sempre que lhe chega um eco de que um país onde as barracas voltam a surgir porque cada vez menos gente consegue pagar casa para viver, crianças nascem na rua, velhos morrem a espera da ambulância, incêndios devastam casas e campos sem que o socorro chegue, localizado no cu do mundo decide gastar mais dinheiro em armas.
    Para que invadir um país que abandona o seu povo e troca as suas vidas por máquinas de morte?
    Vão ver se o mar da Kraken.

    • Ainda anteontem o “Dr.” Miguel Relvas naquele painel de reaccionários da CNN com a Helena Matos e o Álvaro Beleza desdenhava os Kamov, referindo-se sempre a eles como a “nódoa”, a “ovelha negra”, a “sucata”, utilizando caretas e conversa para pategos. Isto quando se sabe da inépcia dos governos para gerirem os meios aéreos de combate aos incêndios, entre muitas outras questões relacionadas com o combate e também a prevenção, da sua escassez e da falta que fazem.

      Ainda gora na Lousã, no programa 3 às 18, iniciado precisamente às 18H, a repórter Mariana Flor falava da importância da actuação dos helicópteros Kamov na frente de combate ao fogo e da sua utilidade na contenção da propagação das chamas e diminuição dos focos de incêndio, com as descargas “cirúrgicas” nos pontos mais críticos e inacessíveis nas encostas da serra, e como tranquilizavam também os habitantes e moradores na zona que também se esforçam por conter o incêndio.

      Enquanto os nossos líderes políticos forem os burgessos e imbecis do tipo Relvas, e a inteligência do comentariado forem os Belezas “moderados” e as Helenas fascizóides, estaremos entregues aos bichos, com mentalidade de Capelões e idiotas do género.

  5. O Luís esta a banhos no Algarve. Quanto ao escravo que se diz alforriado talvez também lá esteja mas há sempre um tempinho para escrever umas larachas.
    Quanto a possibilidade de o Trump ir a Moscovo claro que os anões europeus vão comer e calar e não se atreverao a recusar a paragem para reabastecimento do aviao num país após outro como aconteceu ao entao presidente boliviano.
    Que acabou com o aviao a aterrar praticamente de emegencia na Áustria por ter o combustível no fim.
    A escala para reabastecimento devia ter ocorrido em Lisboa mas Portugal sempre ajoelhou ante o Tio Sam e heroicamente recusou a aterragem do aviao que poderia levar a bordo o perigoso “traidor”. O mesmo fizeram Espanha, França e Itália.
    Mas alguém acredita que os europeus teriam tomates para recusar a aterragem do Air Force One num aeroporto após outro? Acabando por por em risco de vida todos os desgraçados que lá fossem dentro?
    Mas nessa altura houve quem minimizasse a canalhice.
    Uma criatura dizia, a propósito da reação indignada de Morales.
    “Isso e aquela gente da America Latina sempre a empolar as situações”.
    E daquelas situações em que nem vale a pena alguem se estar a empachar mas eu gostaria de saber como se comportariam os seus intestinos se a tripulação do aviao lhe fosse dizendo, aqui não nos deixam aterrar para reabastecer, aqui também não, aqui também não, aqui também não, e aqui vamos aterrar com autorização ou sem ela porque o combustível está no fim”.
    Mas o Trump pode estar tranquilo. Vao se simplesmente limitar a suplicar que o homem seja duro com o mafarrico e ficar a assistir de fora como aliás aconteceu agora.
    E os escravos que se dizem alforriados, estejam onde estiverem acabarão por dar a costa por aqui.
    Vão ver se o mar da choco.

  6. Trump, se tiver a veleidade de ir a Moscovo, terá os pequenos anões europeus a fazerem-lhe, o que fizeram a este Senhor.
    https://marxist.com/evo-morales-snowden-debacle-po.htm
    Vai uma aposta a feijões?

    Maria Zakharova escreveu no Telegram:
    “A mídia ocidental está em um estado que pode ser chamado de insanidade, beirando a loucura completa: há três anos eles falam sobre o isolamento da Rússia e hoje viram o tapete vermelho que recebeu o presidente russo nos Estados Unidos.”

    • Bla, bla, bla “ajoelhar perante o inimigo”… Capelão, já percebeste em que que nível de pateguice demolhas os teus comentários? Andaste desaparecido, ainda pensei que andavas a apagar fogos com o Luís e a limpar Portugal com o AVentura… sendo assim não foste ao Pontal tipo “moderado” nas “horas vagas”…

  7. Dizem que Trump quer um encontro entre Putin e Zelensky.
    No lugar do homem eu diria ao maluco que sim.
    Alias, diria a tudo que sim pois e. isso que se deve fazer com os loucos, em especial quando se cai na asneira de cair nas unhas deles.
    Para, de volta a minha terra dizer, “vou me encontrar com o traste quando ele for para a rehab pelo menos tentar livrar se do vício da cocaina e depois de ele estar uns seis meses sem consumir. Antes disso nada feito. E vão todos ver se o mar da Kraken”.
    A ver no que isto dá.

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