(Por Alexandra Lucas Coelho, in Público, 15/03/2025)

(Este texto é perturbador. A causa de Israel e a suposta luta contra o antissemitismo estão a ser usadas nas “democracias” ocidentais para cercear os direitos civis, mormente a liberdade de expressão e manifestação. É esta a denúncia da autora que, ao que parece, acaba também de ser silenciada pois diz que a sua coluna no Público termina por ora. Junta-se, assim, ao Viriato Soromenho Marques, já silenciado no Diário de Notícias. E viva a democracia…
Estátua de Sal, 16/01/2025)
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1. O dia 8 de Março de 2025 — sábado passado — dava um livro. Pouco antes das 7h30, hora de Londres, a polícia de Sua Majestade foi chamada porque um homem escalava o Big Ben descalço com uma bandeira da Palestina. E por mais de 16 horas manteve-se lá, a 25 metros, agarrado à torre, fazendo flutuar a bandeira, pés em chaga como um Cristo. De nome judeu, aliás, porque o Cosmos tem sempre os melhores argumentistas: Daniel Day. Valeu, Daniel.
Este 8 de Março já era dele. Mas durante o tempo em que ficou lá em cima, o céu sobre Berlim e sobre a Casa Branca deu ainda mais sentido àquela escalada, aquele alegre sacrifício. Porque pelas 17h30, hora alemã, a polícia com a palavra POLIZEI incandescente no blusão dava murros na cara dxs manifestantes do 8 de Março, Dia Internacional da Mulher. Não de todas, claro, só dxs que tinham keffiyehs e bandeiras palestinianas, por não separarem a luta pela sua liberdade da liberdade da Palestina. Vi muitas imagens no Instagram, falei com pessoas que lá estavam. Uma delas, portuguesa, foi-me apresentada por um palestiniano. Eles conheceram-se na Europa como aprendizes de luthiers: fazem violas, violinos, violoncelos. Eu conhecera-o em Ramallah. Quando voltei lá depois do 7 de Outubro, passei o Ano Novo com a família dele, então antes da meia-noite ele fez uma chamada-vídeo para apresentar aquelas duas pessoas portuguesas, uma moradora em Berlim, a outra ali ao lado. Foi assim que vi Consti a primeira vez. E neste 8 de Março ali estava a mesma cara nos vídeos com a POLIZEI. Consti levou murros, pontapés, pisadelas da polícia, ficou a sangrar, nariz e boca, a companheira foi brutalmente algemada, revistada e detida, ficou a precisar de tratamento médico.
A violência estatal alemã anti-Palestina tem crescido desde o 7 de Outubro, já carregara sobre os manifestantes na Universidade de Humboldt, e tantos outros. Mas eu nunca tinha visto a POLIZEI da maior potência da UE como agora. Pessoas indefesas e já imobilizadas, algumas a sufocar, a tentarem proteger-se com as mãos, esmurradas como um saco de boxe, arrastadas pelo chão. Bom dia, boa noite, António Costa, um comentário? Nossos governantes parceiros dos alemães, nada?
2. Mas este 8 de Março ainda estava longe de acabar. Porque enquanto Daniel continuava empoleirado e descalço na madrugada gélida de Londres, e as feministas dormiam feridas em Berlim, na Costa Leste dos EUA já era noite mas ainda hora para a polícia de imigração, a ICE, ir prender Mahmoud Khalil à sua residência da Universidade de Columbia, NYC, diante da mulher grávida de oito meses. Sem mandado de captura, e levando-o de imediato para um estado a milhares de quilómetros, o Luisiana. Um rapto oficial.
Trump celebrou com post. Atribuiu a Khalil actividades “pró-terroristas, anti-semitas, anti-americanas” e fez saber que aquela prisão, antecedendo deportação, seria “a primeira de muitas”. A ordem fora dada pelo Secretário de Estado Marco Rubio, invocando uma cláusula remota, raramente usada, para ameaças à segurança dos EUA. Acusam Mahmoud de ser pró-Hamas sem provas. Ele acaba de completar o mestrado, é residente permanente com Greencard, já passou pelo escrutínio de uma organização inglesa com quem trabalhou. É preso agora apenas por ter sido um dos líderes dos protestos de Columbia contra a guerra em Gaza, pelos direitos palestinianos. Porque para o Grande Irmão de 2025 os direitos palestinianos são terrorismo.

3. Mahmoud Khalil é fruto da limpeza étnica de 1948, quando Israel foi fundado e centenas de milhares de palestinianos foram forçados a fugir. Os avós de Khalil eram da Galileia, de uma aldeia perto de Tibérias, então fugiram para a Síria. Duas gerações depois Mahmoud nasceu num campo de refugiados do sul de Damasco. Portanto, um daqueles milhões de humanos que Israel continua a transformar em refugiados mal nascem. Alguns conseguem ir para fora, depois ficar residentes, como Mahmoud, agora casado, prestes a ser pai. Já enfrentara a repressão dos protestos em Columbia e com Trump tudo piorou (no terreno fértil para isso deixado por Biden e pela maioria dos Democratas). Trump cortou 400 milhões de dólares de apoio a Columbia. Dias antes de ser preso, Mahmoud avisou Columbia que corria riscos. Em vão. A polícia pôde ir lá raptá-lo. E Columbia anunciou entretanto expulsões de outros estudantes pró-Palestina, em vez de os proteger. É o futuro da universidade que está em jogo. A liberdade de expressão da Primeira Emenda. A democracia, em alerta vermelho. Mahmoud Khalil é já o primeiro prisioneiro político da era Trump/Musk. Em nome de uma suposta protecção aos judeus.
Milhares de judeus lutam contra isso, e depois da prisão de Mahmoud tomaram o átrio da Trump Tower, quase 100 foram presos. Camisas ou cartazes diziam: “Não Em Nosso Nome”, “Nunca Mais É Para Toda a Gente”, “Parem de Armar Israel”, “A Oposição ao Fascismo É Uma Tradição Judaica”, “Liberdade para Mahmoud, Liberdade Para a Palestina”. Recusam, assim, serem os judeus úteis de Trump, as vassouras da dissidência. Porque a Trump — avisam biógrafos — não interessam os judeus. A Trump, narciso colossal, interessa Trump, a sua glória, a sua estátua de ouro no mundo. Os reféns interessam-lhe (felizmente para vários libertados) como o anti-semitismo lhe interessa: enquanto for útil.
E nada alimenta tanto o anti-semitismo como o Estado de Israel, hoje a maior ameaça para os judeus do mundo. Quase como se um anti-semita estivesse a puxar os cordéis por trás de Israel. Se alguém montasse uma conspiração não faria melhor. Israel é detestado nas ruas do mundo: eis o desfecho do sionismo. Os judeus dos nazis e de há séculos — os perseguidos, os exterminados — são hoje os palestinianos. E toda a gente que esteja com eles, de Berlim aos EUA, está sob mira, ou já atacado. Porque judeus, palestinianos e quem quer que os defenda são ratos de laboratório para o Grande Irmão.
4. Entrámos na segunda semana de Março com dezenas de milhares na Cisjordânia a deambularem por montanhas de lama e entulho, sem terem para onde ir em pleno Inverno, porque Israel acaba de lhes destruir as casas. Enquanto em Gaza continua a impedir toda a entrada de comida e ajuda. “Isto não é um cessar-fogo. É um abrandar da violência militar mas a morte pela fome”, disse Michael Fakhri, relator da ONU para o Direito à Alimentação. Ao mesmo tempo que o Conselho de Direitos Humanos da ONU apresentava uma investigação: Israel cometeu “actos genocidas” em Gaza, atacando a saúde materna, neo-natal, reprodutiva; e pratica violência sexual e de género, incluindo violação. Ontem vi o testemunho de um palestiniano a quem os soldados urinaram em cima e violaram com um pau. Mais um.
Antes, tinha visto o directo que o “Democracy Now” (um tesouro do jornalismo audiovisual) conseguiu fazer com dois médicos voluntários no Nasser Hospital de Khan Yunis, Gaza. Um deles, Mark Perlmutter, é judeu americano. Já o tinha ouvido dizer que a sua experiência de 40 missões em 30 anos, toda somada, “não se compara com a carnificina” que viu na primeira semana em Gaza, as crianças desfeitas, ou atingidas com precisão no peito pelos “melhores snipers do mundo”. E agora contou o que aconteceu com um seu colega palestiniano cirurgião ortopédico de crianças, levado pelas tropas de Israel em Fevereiro de 2024, libertado há pouco. Partiram-lhe os dedos, danificaram os nervos das mãos com que opera, mostraram-lhe fotos da esposa dizendo como a iam violar em grupo se ele não admitisse ser do Hamas. Onde estão os médicos de Israel? Que juramento fizeram?
Entretanto, a palestiniana Educational Bookshop, em Jerusalém Oriental, foi de novo invadida pela polícia, que desta vez deteve Imad Muna, 61 anos, a quem comecei por comprar cadernos e jornais há mais de uma geração. Na pilha dos livros confiscados estavam Joe Sacco, Rashid Khalidi, Noam Chomsky, Ilan Pappé.
Lembro-me da indignação de tantos liberais por se mexer em livros em nome do politicamente correcto: subscrevo, sempre estarei contra. E agora, que não é um parágrafo, é mesmo a caça às bruxas, é mesmo o Grande Irmão: vão defender a liberdade?
A propósito de Daniel Day, com os pés em chaga no Big Ben, também pensei nos vendilhões do Templo. E hoje mesmo li que Israel e os EUA tentaram vender os palestinianos de Gaza ao Sudão e à Somália.
Gaza é o marco do nosso tempo. Nunca mais desde o rio até ao mar.
*Esta coluna para aqui por tempo indeterminado.
E entretanto Israel voltou a carga com os bombardeamentos selvagens e matou 450 pessoas.
Confesso que quando isto começou subestimei a crueldade bíblica que me assombrou a infância.
Essa gente vive há quatro mil anos e o mal e haver gente em pleno Século XXI que acha isso normal.
E ainda falam em “povo mártir da Ucrânia”.
E sim, parece que neste momento toda a Europa quer vingar Hitler e concretizar o seu sonho de espaco vital as custas da Rússia.
Simplesmente grotesco, tudo isto.
O Público devia ter vergonha. O que tem a dizer esse director Manuel Carvalho? Recebeu ordens de quem ? Ó Rangel pressionaste o Público? Ó Rangel só falas no perigo da invasão russa e não dizes porque é que os russos querem invadir a Europa ou será que também estás envolvido e queres envolver os portugueses nesse desejo da em querer vingar a derrota de 1945 e cumprir o desejo do Lebensraum?
Com a suspensão da crónica de Alexandra Lucas Coelho no jornal Público, este diário, que se diz de livre informação, defensor estrénue da Liberdade, não a que guia o povo, no momento preciso, este jornal, já tão incomodado pelas liberdades concedidas aos seus articulistas, entende que é demais…suspende, cerceia a livre opinião, a expressão do pensamento crítico. Só porque não se alinha com a carneirada carnavalesca, que é trágica. É o conceito atual de Liberdade desta Europa Ocidental (Centro do Universo), oligárquica, prepontente, pesporrente, demagógica, ignominiosamente parcial (veja-se a posição da União Europeia sobre o genocídio em Gaza, entre outras zonas de crimes humanitários), estribada num demoliberalismo que é capa da legitimidade, pelo voto manipulado nas consciências pelos grandes meios de comunicação (jornais onde se insere o Público, televisões, CNN, SIC, NOW, etc).
Alexandra Lucas Coelho não esmorecerá!
«O fim da democracia na Europa e a nova forma de coação»
https://resistir.info/europa/zhok_14mar25.html
Vergonha no focinho e coisa que esta gente já perdeu há muito tempo.
los temibles “marlaskones” del sanchismo….
É óbvio o desprezo de Trump pelas liberdades. Mas na Europa, em especial na Alemanha a perseguição dos que se opõem ao genocídio em Gaza, a começar pela dirigente dos Verdes Analena Baerbock e em França aos “sales arabes” em geral, é uma vergonha civilizacional.
Os fins da resolução são claros. Fazer com que Portugal deixe de se o único país europeu onde se pode dizer “Palestina Livre” sem ser preso.
E enquanto o tiranossauro for presidente dos Estados Unidos isto tem tudo para piorar.
A vítima mais recente foi o embaixador da África do Sul a quem foram dadas 72 horas para abandonar o país, acusado de “odiar a América”.
Não sei se o homem odeia a America do Tiranossauro ou não mas eu de certeza que odeio.
E vão chamar antissemita ao diabo que os carregue. Antissionista sempre.
Contra a crueldade bíblica sempre.
Uma realidade tenebrosa que tem de ser imposta a todo o custo pelos sionistas e seus colaboradores, que não têm limites para a sua falta de escrúpulos e crueldade, chegando a níveis desumanos e monstruosos. Valham os exemplos de coragem de tanta gente, e os actos simbólicos como os de Daniel Day, mostrando o valor humano da resistência à opressão e ao aniquilamento, também cultural.
Estes fanáticos auto-proclamados liberais que apoiam estes métodos censórios e repressivos, são os mesmos que depois exigem liberdade para as mulheres iranianas e afegãs, primaveras árabes por todo o lado e revoluções coloridas, mas sempre para fins de desestabilização de outros países não alinhados, nada os move contra a repressão e a opressão em si de seres humanos, que muitos deles classificam como étnica ou culturalmente inferiores. Daí estarem sempre do lado das forças da repressão, do lado transatlântico e austral, mas serem contra quando acontece o mesmo fenómeno em outros lugares.
Fica também a nota para Público e Diário de Notícias, que não são jornais de esquerda, quando muito de centro. Nem os referi no outro dia, quando falei do alinhamento político à direita de orgãos de comunicação social, mas podia tê-lo feito, apesar de não serem tão desequilibrados não os recomendo, são parciais e facciosos, manipuláveis. E depois dizem que a culpa da desinformação abundar é das redes sociais. Que falta de vergonha e que ausência de moral têm.
Quanto ao nosso governo, e aos “grandes líderes europeus”, são cúmplices de tudo isto, e isso é imperdoável. Sem pontos de equilíbrio, sem justiça e sem humanidade as coisas vão extremar-se.
Imprensa:
«O Parlamento aprovou hoje uma resolução do PS que recomenda ao Governo que adote um Plano Nacional de Combate ao Antissemitismo que execute a estratégia da União Europeia no apoio à vida judaica. A iniciativa do PS foi votada por pontos a pedido do BE, sendo o primeiro ponto – sobre a adoção do plano de combate ao antissemitismo – aprovado com os votos contra do PCP, a abstenção dos bloquistas e os votos favoráveis das restantes bancadas».
Que fins, verdadeiramente, estarão por detrás de tal resolução? Os descritos no texto e observados numa Alemanha e EUA? O confundir-se a denúncia das atrocidades cometidas por Israel sobre o povo palestiniano com antissemitismo?
E a cultura de cancelamento em todo o lado em nome do antissemitismo e mais uma crueldade e também uma fraude.
Porque o maior antissemita e o estado de Israel e todos os que nos querem calar a cacetada ou correndo nos dos empregos se preciso for.
Porque mata a torto e a direito semitas como os árabes.
E e o maior promotor de anti judaísmo porque as suas crueldade sem paralelo neste Século fazem nos esquecer que nem todos os judeus partilham a crueldade bíblica de há quatro mil anos atrás.
Como hoje certamente nenhum católicoa a não ser um fanático ou outro que nem se atrevera a dize lo, acredita na necessidade de queimar hereges na fogueira
Embora tenhamos de reconhecer que, no caso judaico, talvez mais de metade partilhe a tal crueldade bíblica ou não teríamos gente a viver na Europa ou nos Estados Unidos a fazer perninhas no exército de Israel e a voltar calmamente ao lar depois de lá cometer crimes.
E não teríamos outros a promover activamente o cancelamento dos críticos do Estado genocida de Israel.
Como a infame Liga Anti-Difamacao que se destina nos Estados Unidos a promover políticas de cancelamento sob a treta do antissemitismo.
E que tem como alvo prioritário o movimento Judeus pela Paz a quem acusa justamente de antissemitismo.
Como Noam Chomsky morrera com o insulto de “self hatred jew”, judeu que se odeia, que há décadas lhe e lançado por criticar as políticas genocidas de Israel.
E e este cancelamento cruel e a visão das atrocidades israelitas que nos leva até a esquecer judeus destes e a enfiar tudo no mesmo saco.
Porque a impunidade e a crueldade daquela gente e intolerável.
E parece que a articulista também foi vítima das tais políticas de cancelamento.
E temos de admirar a coragem de alguém a quem de certeza foi dito “não te podemos impedir de escrever isso para não sermos acusados de ataque a liberdade de expressão mas se o escreveres e a última coisa que escreves aqui” e mesmo assim enceta um último combate pela verdade.
Viva a coragem que bem precisamos dela.
Quanto aos adeptos da crueldade bíblica vão para a p*ta selvagem de Babilônia que os pariu e vão chamar antissemita ao diabo que os carregue.
Uma coisa que sempre me custou entender. Desde sempre. A crueldade desumana da polícia.
Os que nos deviam proteger e aqueles a quem os nossos impostos pagam ordenados supostamente para que nos protejam.
Ao longo das eras, policias ou soldados reprimiram protestos com crueldade extrema.
A violência foi se refinando. Se em épocas anteriores matar a espadeirada ou a cacetada os que se revoltavam era a regra, hoje temos cassetetes, canhoes de água e balas de borracha.
A letalidade da polícia desceu mas a crueldade com que actua continua a ser medieval.
Quando se vê polícia a agredir brutalmente gente já no chão a murro e pontape vemos que a crueldade não mudou.
O polícia do Século XXI não e diferente do soldado romano ou medieval. Os meios que tem a disposição e o enquadramento legal e que sao outros. Se assim não fosse mataria com a mesma crueldade.
Nas imagens de repressão que vemos, vemos o verdadeiro prazer com que as agressões são perpetradas. O sentimento de força e poder, a arrogância, o desprezo pelos agredidos.
E assim cabe saber até quando esta gente terá limites. Para muito bons espíritos, nomeadamente a extrema direita, essa gente devia ser impune.
Aqui tivemos o quarto Pastorinho a querer condecorar o policia que matou um homem a queima roupa e outro dirigente chegano a dizer que se a polícia atirasse mais a matar isto andava mais direito.
Mais recentemente, um dirigente da iniciativa liberal, postou a imagem de um manifestante que tinha sido brutalmente espancado a ser ajudado por outros, no chão, no rescaldo da repressão brutal, na Argentina de Milei, de uma manifestação contra os cortes nas pensões de reforma.
A repressão, com a polícia a atacar gente na maior parte idosa com cassetetes, canhões de água e balas de borracha, resultou na morte de uma idosa e num jornalista gravemente ferido, com múltiplos traumatismos cranianos. Além de dezenas de outros feridos.
A legenda era “a esquerdalha só aprende assim, beijinhos”.
Cabe perguntar se quando por cá se cortarem as reformas para pagar o rearmamento seremos tratados com a mesma crueldade ante o gaudio de liberais ate dizer chega.
Não vou tecer considerações sobre o que causa esta crueldade genética da polícia. Se no processo de seleção escolhem os sem entranhas para as tais forças de intervenção ou qual e a lavagem ao cérebro ou até as drogas que lhes dão para fazerem coisas dessas.
Nos anos da minha infância era com o uso de drogas que muita gente explicava uma crueldade que nem parecia humana.
Mas que temos um problema com essa gente, temos sim senhor e só não vê quem não quer.