(Martin Jay, in Strategic Culture Foundation, 13/12/2024, Trad. da Estátua)

Como é possível que os jihadistas apoiados pelo Ocidente no controle de Damasco tenham um chefe que está na lista de procurados nos EUA por ser terrorista?
Os políticos ocidentais estão a trabalhar o dobro para enganar o público crédulo, que está atordoado e confuso sobre a derrocada do regime de Assad, enquanto alguns membros mais astutos do público podem questionar como é possível que os jihadistas que agora controlam Damasco tenham, não só sido pagos com dinheiro dos impostos dos EUA, mas tenham também um chefe que está na lista de procurados nos EUA por ser terrorista..
Avance o deputado super idiota David Lammy, a versão negra e trapalhona de uma personagem de desenhos animados chamada Magoo. No entanto, o Sr. Lammy não é tão burro como parece, por isso, preste atenção às suas fortuitas intervenções no parlamento britânico para explicar tudo aos eleitores que ele supõe serem mais ou menos acéfalos.
Recentemente, o deputado Brendan O’Hara fez uma declaração justificando o bombardeamento israelita na Síria que coincidiu com a tomada de Damasco pelo grupo terrorista HTS, presumivelmente para garantir que a artilharia pesada, aviões e barcos não caiam nas mãos de um bando de barbudos sujos, que, Deus nos livre, podem usar isso contra os seus patrocinadores.
Os Estados Unidos aprenderam a lição com a estonteante operação estúpida no Afeganistão, onde soldados americanos deixaram veículos blindados, tanques e até aeronaves aos Talibãs antes que de fugirem? Possivelmente. Mas pode haver outras razões, como sejam poderem estar os americanos a considerar uma segunda operação pela qual eles – ou os seus representantes – quererão derrubar aqueles que agora estão no poder.
Isso não é tão absurdo quanto parece, dada a quantidade de mentiras descaradas que estão agora a ser inventadas e devidamente processadas por uma liga de jornalistas de call center que nem conseguem encontrar Homs num mapa da Síria. “O grupo que apoiámos para derrubar Assad acabou por não levar a sério a ideia de virar uma nova página. Não se pode confiar em Joulani, como você deve saber…” será o tipo de conversa oferecida a um grupo de jornalistas na conferência de imprensa da Casa Branca. A maioria das pessoas engolirá isso.
Entretanto, vale a pena dar uma espreitadela nas divagações dos parlamentares que defendem a destruição.
“É correto entender que Israel tem preocupações legítimas de segurança num país que abriga o ISIS [ISIL] e a Al-Qaeda”, disse Lammy em resposta a uma pergunta parlamentar do deputado Brendan O’Hara, acrescentando que havia falado com um seu colega israelita.
“É por todas essas razões que queremos uma sociedade inclusiva que apoie a todos, mas nenhum de nós pode ter relações com grupos terroristas”, disse ele.
Estranho que ele tenha esquecido de mencionar que os mesmos grupos terroristas aos quais ele se referiu estão na folha de pagamento dos EUA e alinhados tanto com o Reino Unido como com os EUA. Ou isso significa que agora que os terroristas entregaram o regime de Assad aos EUA e a Israel, o seu papel não é mais relevante e, portanto, eles precisam de ser eliminados?
É difícil entender a conversa fiada de Lammy quando, evidentemente, o homem mal entende a imagem da Síria e parece estar lendo um roteiro. Lammy, afinal, foi recentemente apontado por uma investigação independente no Reino Unido que identificou uma dúzia de parlamentares que receberam dinheiro de Israel.
A história da Síria é de traição, traição e asneiras em grande escala, pelo que, afinal, não deixa de ser expectável, que os parlamentares britânicos que estão aproveitando o dinheiro de Israel também adotem os pontos de discussão preparados pelas IDF.
No final das contas, foi o dinheiro que desempenhou um grande papel no golpe sem derramamento de sangue provocando um sucesso estrondoso, então talvez seja o dinheiro que agora está a ditar a narrativa no Reino Unido? Claro, o enfraquecimento do Hezbollah no Líbano e a Rússia não apoiar mais Assad também foram fatores. Mas o dinheiro fez o seu trabalho.
Atualmente, um capanga médio com barba e uma AK no HTS ganha cerca de 2.000 dólares por mês. Não é uma grande quantia, pode você pensar. Mas na Síria, um dos países mais pobres do mundo, com uma moeda local constantemente desvalorizada, essa quantia é significativa para um soldado do exército sírio que ganha apenas 7 dólares por mês.
Foi feito um acordo, e é por isso que os soldados do regime não resistiram. Esses eram os mesmos soldados que tiveram que recorrer à fabricação e venda de pílulas Captagon, simplesmente para ganhar alguns dólares para pagar as suas contas mensais de comida. Assim como em 2003, quando o governo dos EUA se recusou a pagar os salários atrasados dos soldados de Saddam – que fugiram dos seus postos com as suas armas e criaram o que mais tarde ficou conhecido como ISIS ou ISIL – hoje, a mesma história repete-se.
Assad poderia ter permanecido no poder até à sua velhice se tivesse pago melhor aos seus soldados e permitido que a Rússia os treinasse. Por alguns dólares a mais.
Soldados do regime sírio ou políticos britânicos. Todos eles têm seu preço. Tente não pensar no hit pop dos anos 90 de Jessie J chamado ‘Price Tag’ que saiu no mesmo ano em que a guerra na Síria começou.
Não é sobre dinheiro, dinheiro, dinheiro
Não precisamos do seu dinheiro, dinheiro, dinheiro
Só queremos fazer o mundo dançar
Esqueça o preço
Fonte aqui.

E os sírios começam a fugir, para o Líbano, outro pais acossado por Israel, mas com todas as rotas de fuga cortadas, fugir para onde?
E esses, ao contrário dos que supostamente festejam a liberdade, sao homens, mulheres, velhos e crianças.
São gente, são gente como nós. São gente como nós, sao gente que ainda há uma semana tinha uma vida, uma casa e que, apesar das dificuldades, tinha uma vida. E a imagem deste dia no Abril, Abril.
Será que aquele velho que carrega dois sacos era torturador por conta de Assad?
Aquela menina de cabelos encaracolados e ar aterrorizado, o que e que fez para merecer isto?
Na Georgia estamos a ensaiar novas formas de democracia avançada com um novo Guaido eleito por “metodos indirectos”.
Dava muita bandeira manter lá uma presidente que se recusava a sair.
Fala se num 17 dia de protestos e diz se que uma arvore de Natal sem luz e uma vitória para esses activistas.
Eu só pergunto uma coisa? Ou duas. Não terão de ir trabalhar? Quem lhes paga para tomarem as ruas em vez de terem de ir trabalhar para pagar as contas?
Como todos nós tínhamos nos anos da troika.
Querem lançar contra a Rússia um país com um terço da superficie de Portugal e menos de metade da população. Trata se de um crime hediondo. Mais um
Em tempo de Natal, se tivesse alguma vocação religiosa perguntaria “Deus, Meu Deus, porque nos abandonaste?”.
Porque e que fomos todos abandonados na mão de psicopatas para quem vale tudo para roubar os recursos do mundo?
Nada os prende as vidas acabadas e ninguém sabe quantas mais terão de acabar.
Isto e uma noite sem fim.
Não que alguns dia fanáticos que por lá mandam agora não desdenha-se por o povo a viver sob a Tora.
Mas a imagem de uma família inteira, incluindo as suas crianças, a ser morta a pedrada na praça central de uma aldeia ou cidade por ter sido visto fumo a sair da chaminé da sua casa a um sábado tornaria a ideia da única democracia do Médio Oriente impossivel de vender.
Quanto a porra dos soldados sírios que ganhavam muto mal coitadinhos, tenho tanta compreensão por eles como pelos trastes que armaram isto tudo. Se estavam descontentes tiveram muito tempo para serem eles a derrubar Assad e criarem um Governo mais consentâneo com os interesses dos ladrões ocidentais mas que lhes permitisse receber umas migalhas e que pelo menos fosse laico e protegesse as minorias religiosas e a metade da população que não tem picha.
Mas, em boa parte, preferiam despir os uniformes e juntar se as fileiras de selvagens homicidas.
Por isso se algum dos oficiais que já foi executado for um desses traidores, nenhuma paz para a sua alma.
E nenhuma paz para todos os que abandonaram o povo a barbárie talvez porque também achem boa a ideia de poder absoluto sobre a família.
Agora desenerdem se a tentar viver sob as muitas restrições impostas pela Sharia, que apesar de tudo não é tão má como a tora.
Mas pelo menos os sionistas tiveram o bom senso de não querer fazer o povo viver sob um regime que executaria até quem acendesse o fogão para preparar comida ao sábado.
O que não e o caso destes trastes que já disseram que a sharia será a única constituição do país.
Vão ver se o mar da megalodonte.
E a Siria já desapareceu praticamente dos radares do mainstream uma semana depois da tomada do poder por bandos de terroristas.
Estes senhores não são nada parvos e sabem que não podem continuar a vender nos a imagem de um povo a festejar a sua liberdade com imagens de milicianos a gritar Alhah u Akhbar e todos homens.
Um povo a festejar verdadeira liberdade vem todo para a rua. Homens, mulheres, crianças, velhos.
Foi isso que aconteceu no nosso 25 de Abril.
E sim, conseguido os seus objectivos que era tirar de lá quem nunca se vergou ao império talvez a Siria seja alvo de nova invasão ou ocupação com a desculpa de que afinal foram enganados e eles são mesmo maus.
Alias, foi assim que aconteceu no Afeganistão.
O país saiu logo dos radares após a tomada de poder pelos talibãs e só lá voltava quando havia alguma atrocidade impossível de esconder.
Algumas foram plenamente justificadas como a execução do antigo presidente do país, que tinha estado os últimos quatro anos praticamente preso numa instalação das Nações Unidas que acabou sendo invadida.
O homem e um seu irmão tiveram os cadáveres expostos na praça central de Cabul, como bacalhaus a secar, durante três dias num acto de crueldade post morten que quem fosse um muçulmano decente e não monstros formatados pela CIA, nunca fariam.
Outra foi a destruição por artilharia dos milenares Budas de Bamyat, essa sem justificação possível.
Mas o regime era visto como algo sob o qual os afegãos podiam bem viver, até porque eram uma gente medieval.
Quando várias famílias desesperadas, mais de 60 pessoas, desviaram um avião e aterraram no Aeroporto de Stanstead foram muitos os bons espíritos que defenderam que as vítimas eram terroristas e devido ser mandados imediatamente de volta.
Mesmo depois de se saber que o plano tinha sido consertado, os pilotos eram parte do esquema, não tinham sido de forma alguma coagidos e pretendiam fugir com as famílias.
Foi uma forte mobilização de gente decente que impediu tal atrocidade que resultaria certamente na execução dos adultos e no encarceramento das crianças.
Foi só depois do famigerado 11 de Setembro que se sucederam reportagens sob a crueldade dos talibãs e o Inferno que a última década tinha sido para o povo.
Ai também se procurou justificar a vindoura guerra nomeadamente com a pobreza extrema do povo.
Dizia um camelo que gente havia que, por não ter comida, fazia uma espécie de sopa com terra e água.
Dizia então o sujeito que aqueles que diziam que a guerra ia agravar a miséria do povo estavam a dizer coisas sem sentido. “Pode descer mais o nível de vida de um povo que come terra?”.
Bem, matando milhares deles, incluindo famílias inteiras em bombardeamentos, deixando outros estropeados, como veio a acontecer, e uma maneira tão boa como qualquer outra de fazer descer ainda mais o nível de vida de um povo que come terra.
Mas não me parece que igual coisa aconteça na Síria porque não me parece que nenhum daqueles fanáticos se atreva a atacar quem lhes paga.
E, acima de tudo já não temos nenhum interesse nisso.
Ate porque todos os meios que tinham para isso já foram destruídos.
A Siria simplesmente desapareceram dos radares, as rodas de fuga de refugiados desta vez estão bem cortadas, quem estava metido em campos de concentração na Turquia há anos está a ser obrigado a voltar, todos dizemos que de livre vontade e com alegria e tudo irá no melhor dos mundos agora que outro país que poderia de alguma forma ameaçar o estado genocida de Israel e dar algum apoio as suas vítimas caiu.
E não quero pensar em qual será o destino dos quase dois milhões de palestinianos que estavam refugiados na Síria.
O petroleo sírio pode agora ser roubado as claras e com o carimbo de autorização do novo Governo.
Bem podem estes trastes orgulhar se da sua vitória e não temos qualquer interesse em escalar isto ainda mais.
Entretanto em Gaza, a conta de jornalistas mortos pela única democracia do Médio Oriente já vai em 193.
Vao ver se o mar da megalodonte.
E a seguir devem lhe ter curado de vez as dores de cabeça.
E o Assad, com os recursos do seu país a ser impiedosamente pilhados há 10 anos, ia buscar o dinheiro pagar pagar aos soldados onde? Ao fundo do candeeiro?
Esquecendo se o choco de quem fez da Síria um dos países mais pobres do mundo, que foram justamente as sanções e a pilhagem de recursos.
Ate o trigo estava a ser roubado, um pais estava a ser privado até do seu pao em nome dos nossos valores e da nossa democracia.
E quem pelo menos dava alguma medida de dignidade a metade da sua população que não tem picha e que era sanguinário e tudo o mais que lhe quiserem por.
Não seria santo mas quem defende quem lá está agora devia ser despachado para lá com bilhete só de ida para sentir na miserável pele o que e viver no terror de uma sociedade teocrática do tipo podre.
Nos somos todos muito bonzinhos, servimo nos de terroristas para destruir países, diabolizar toda uma religião, justificar genocídios e justificar também uma erosão das nossas liberdade e medidas securitarias desde o malfadado 11 de Setembro.
E já devem estar esquecidos de quando Hollande proibiu as manifestações em nome da segurança e do evitar de possíveis atentados do Estado Islâmico.
A aliança com terroristas e sempre a somar para esta corja de psicopatas sem decência e sem vergonha na cara. Lava tudo e justifica tudo.
Haja paciência para com quem ainda por cima insulta a nossa inteligência.
Vao ver se o mar da megalodonte.
“Rebelde” sírio discursa em público. Quando começa a falar contra alianças com “poderes regionais” ou com os EUA arrancam-lhe imediatamente o microfone das mãos, à bruta, sem contemplações. Ora toma que é democrático!
https://youtu.be/E8qjRs-ejK4?si=o7sew6DFdHgfBQAV