Para o inferno com a geopolítica

(Dmitry Orlov, in SakerLatam, 09/12/2024)

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Todos foram apanhados de surpresa pelo rápido colapso do governo na Síria. O colapso político costuma ser assim: enquanto as estátuas estiverem nas praças, as bandeiras estiverem hasteadas nos prédios públicos e os retratos estiverem nas paredes internas, todos presumem que o regime que elas simbolizam está mais estável do que nunca. As pesquisas de opinião pública demonstram o apoio inabalável do público ao regime, mas isso é enganoso: à medida que o fim de um regime se aproxima, ele se esforça mais para suprimir as partes mais expressivas da oposição a fim de manter as aparências.

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9 pensamentos sobre “Para o inferno com a geopolítica

  1. “Eles estarem a defenderem os nossos valores e a demo-cracia”…
    Isto para as Ferra Aveias, Dianas Sollérias, Sónias Cénicas e Isidros Mortais desta vida devem estar a ser uns dias muito “agitados”…

  2. Não é deve, é que foi mesmo. E ao contrário do terrorista precisou de se declarar culpado de uma lista de crimes do tamanho de um braço para não apodrecer numa masmorra.

  3. E, porra, conseguiram o que queriam, talvez nem tudo porque o que era de valor era verem um tipo com a estatura de um jogador de basquetebol dependurado numa cruz, (ao Assad e atribuída uma altura de 2,03 metros e todas as fotos do sujeito mostram que e bom para ir ao figo) pelo que parem de vir com as merdas sobre a “cruel ditadura” de Assad e os heróicos resistentes a ditadura.
    Esses heróicos rebeldes são tão bonzinhos e as populações libertadas confiam tanto neles que ninguém sai de casa.
    E quem sai e arrebanhado sob prisão e sabe Deus qual será o seu destino como pode ver se na foto que ilustra o texto do Goulão.
    Agora deve ser porque, tendo a Siria mais ou menos o mesmo padrão climático que o Sul de Portugal, deve estar lá frio como um corno. Tal como na Libia estava muito calor.
    Vao ver se o mar da tubarão branco faminto, não nos moam, vão para o diabo que os carregue.

  4. Talvez eu esteja com um espírito sinistro por já andarem aí a ladrar sobre “um vírus mortal”, “uma doença misteriosa” que estará a matar gente no Congo.
    Pelos sintomas e taxa de mortalidade, a rondar um terço dos infectados, a “doença misteriosa” parece uma versão um pouco menos ma da Ebola, que tem uma taxa de mortalidade a rondar os 90 por cento dos infectados.
    Quando ouço falar em doencas novas ate me arrepio, e não e só pela doença. E que novas doenças podem significar novas vacinas e se a doença matar 30 por cento dos infectados podem achar perfeitamente lógico enfiar nos no corpo por todos os meios uma vacina que tenha menos riscos que a doença, ou seja, só mate aí uns 15 por cento dos vacinados.
    Alias, foi com este argumento que nos continuam até hoje a tentar enfiar pela goela abaixo a vacina COVID.
    Para além do mantra das vacinas eficazes e seguras há também quem reconhece que a coisa tem riscos mas os riscos da doença são maiores.
    O meus fariseus, para que raio precisamos de uma vacina que tenha mais riscos que a doença? E desde quando e suposto, em nome desse menor risco, darmos sem abrir pio uma vacina que pode matar?
    E que não estamos a falar daquela febrinha que as vezes dá quando tomamos reforços da vacina do tétano.
    Imaginem que 10 por cento dos vacinados morriam ou apanhavam sequelas graves.
    Não seria melhor aconselharem as pessoas a desinfectar bem as feridas, usando álcool mesmo que ardesse, a desinfectar bem as maos depois de mexer na terra e desinfectar logo qualquer ferida e fugir de coisas ferrugentas ate encontrar uma vacina que matasse ou estropeasse menos?
    Que tudo isto arrepia, arrepia e não e só por estar frio como um corno.

  5. Depois do curriculum que arranjaram ao Navalny, um bandalho que disse que os imigrantes da Ásia Central deviam ser esmagados como baratas, e que se filmou com uma arma fumegante dizendo que tinha acabado de matar um imigrante com aquilo, ja nao me espanto com curriculuns que esta gente arranje.
    Também não me espanta, ainda que me arrepie, que esta gente apoie todo o tipo de trastes e se esteja nas tintas para o terror que impõem aos povos que lhes caem nas unhas.
    E como e que, enquanto promovem por cá fundamentalismo cristão, apoiam canalha que a primeira coisa que faz e massacrar as populações cristas que lá vivem.
    Os cristãos constituíam sete por cento da população siria em 2011, quanto la mandava sem oposição a “cruel ditadura de Assad”, no dizer da mui democrática vacineira Ursula Van der Pfizer.
    Numa população calculada em 25 milhões de habitantes seriam mais de um milhão de pessoas. Com a oposição armada siria a ganhar terreno o número começou a descer. Aquela gente chegou ao ponto de crucificar. Não admira que a malta fugisse a unha de cavalo.
    Hoje sao apenas três por cento. O que significa que mais de 600 mil pessoas ou foram mortas pelos bandos que armamos ou estão a percorrer os terríveis caminhos do exílio.
    O mesmo cenário se passou no Iraque. Países como a Suécia ainda se sentiram muito bonzinhos por acolher malta dessa, salientando que “a e tal, nos nem participamos na guerra”.
    Metam o acolhimento numa terra gelada e escura como breu no Inverno naquele lugar do corpo humano onde o sol não brilha, naquele olho que e cego. Que nunca precisemos de um acolhimento desses.
    Houve ate trastes que trataram de relativizar a perseguição aos cristãos dizendo que essa minoria era apoiante de Saddam e que até havia um cristão no governo de Saddam. O ministro dos Negócios Estrangeiros Tarek Aziz. Ora, os outros eram todos muçulmanos.
    Talvez sendo a etnia de boa parte da população cristã caldaica, ou seja, descendentes dos primeiros habitantes do território, sim, os tais do Nabucodonosor, talvez houvesse entre estes trastes a ideia de cumprimento da profecia bíblica de que o povo de Babilônia seria levado ao exílio.
    Terras como a Suécia ou o Canadá sao mais que exílio para quem conheceu o Sol, são um castigo cruel e terrível.
    Mas tudo isso foi relativizado por estes trastes, tal como será relativizado na Síria.
    Também porque serve para diabolizar todos os muçulmanos, esquecendo se convenientemente dos outros muçulmanos que os protegeram mas foram substituídas por fanáticos que servem bem esse objectivo.
    Como se os sionistas fossem muito amigos dos cristãos, com a destruição de locais de culto e o acesso a religiosos com direito a escarradelas no focinho.
    E os bombardeamentos sionistas não poupam nada nem ninguém e so resta fugir.
    E esta canalha vai depois a igreja e ao culto, bater com a mão no peito, enquanto cristãos sao massacrados e expulsos pelos trastes que apoiamos.
    Alguém perguntou a algum desses desgraçados se vale a pena que morra dependurado numa cruz ou exilado onde o diabo perdeu a avó torta em nome da diabolizacao do Islão e da vindicação do sionismo?
    E agora por exílio onde o Diabo perdeu a avó torta e onde o frio come gente de cebolada. A fava também tocou ao Assad. O que foi melhor, apesar de tudo, que o linchamento barbaro de Kadhafi e a morte de metade da sua família ou o destino do egípcio Mohammed Morsi, que graças a condições de detenção indignas de um cão, caiu morto em pleno tribunal.
    Para todos os que temem um mundo dominado totalmente por gente desta isto e arrepiante.
    Porque se não há regras no mundo, também não há na regras ou o mínimo respeito pelas nossas vidas no modo como essa gente gere as nossas vidas.
    Percebi, nos últimos três anos, que pode ser muito pior que simplesmente retirarem direitos as mulheres e as crianças, obrigarem nos a viver na miseria porque e isso que Deus agradece e coagirem nos a ir a missa ou ao culto e aí de quem diga que e ateu.
    E a facilidade com que destruíram um pais de 25 milhões de habitantes da me medo porque não sei quanto tempo teremos para viver num mundo dominado por esta gente.
    Que grande patranha e que grande sarilho em que estamos metidos.

    • São essas e outras “pungentes questões”, éticas e filosóficas, históricas e analíticas, que não se percebe por que não são levantadas e debatidas pelos nossos “grandes líderes políticos” nacionais, europeus e ocidentais, de extraordinária estatura intelectual e profunda visão (talvez apenas superada pelo olho cego que tudo vê). e ao contrário esses dilemas culturais e religiosos. essas incongruências políticas e estratégicas, são abafadas sempre que alguma esparsa honestidade intelectual, de algum eminente especialista ou arguto jornalista raramente tido em conta e convidado, (ou um político proscrito e maldito que não tem a sorte de ter os padrinhos do 4.º pastorinho encantador de pategos para aparecer em todos os canais consecutivamente num só dia, ou ainda sem a visão de uma libelinha zigue-zagueante com seus olhos multifacetados, só superados pelas inúmeras facetas e prestigiosos tachos acumulados por um Almirante Faz-Tudo mas que não diz nada que se aproveite), os levanta numa dessas esporádicas ocasiões em que tem tempo de antena e lhe é permitida liberdade de expressão sem roteiros e guiões formatados pelo apresentador/entrevistador/editor/opinador/comentador, e toda a estrutura de produção de (des)informação que censura qualquer expressão de pensamento dissonante com a narrativa pré-moldada e pré-formatada.

  6. Notícia ainda agora sobre o “currículo” do líder do HTS: combatente da Al-Qaeda desde novo (tem 43 e pelo menos desde os 20 que se vinculou à organização criada pelo Bino Ladino (Osama Bin Laden), tem uma ficha nos EUA onde é catalogado como terrorista islâmico, chegou a ser detido pelas forças dos EUA (no Iraque, se não estou em erro), nunca foi parar a Guantanamo, depois omitiram a explicação de como foi liberto e voltou ao “serviço”, mais tarde surge na Síria onde funda a Al-Nusra, refunda-a para a desconectar da(s) outra(s) organizações-matriz (surge numa proclamação a explicá-lo com outros 2 indivíduos a ladeá-lo), combate o ISIS na Síria, e mais tarde renomeada como HTS onde agora consuma o golpe de estado na Síria, e é acusado de crimes de guerra, entre os quais tortura de opositores.
    Belo currículo para um “rebelde” elevado a “freedom fighter” pelos mídia ocidentais, a soldo das centrais de informação estatais que compõem e servem a NATO e a UE…

    • O Julian Assange, essa perigosa ameaça para o “mundo livre” e a “civilização ocidental”, deve ter sido mais desqualificado, injuriado e perseguido pelos EUA, e passado mais tempo “engavetado”, que este “freedom fighter” al-J(ab)ulani, um alto operativo da Al-Qaeda capturado, e solto para fundar e liderar a Al-Nusra e o HTS.
      Realmente, o mundo dá muitas voltas, e um patego crédulo da propaganda ocidental ainda mais cambalhotas dá…

  7. Toda a gente sabe que os Estados Unidos falharam porque quiseram. A verdade e que por detrás do Estado Islâmico estávamos nos, para quem valia tudo para destruir um dos eternos inimigos do estado genocida de Israel.
    Estado genocida que começa agora a ocupar território sírio e a destruir tudo o que pode.
    A verdade e que os veículos e armas ocidentais usados pelos terroristas não foram certamente roubados na Feira da Ladra.
    Assad era acusado de tudo e mais alguma coisa e os bombardeamentos norte americanos mais depressa atingiam unidades do exército sírio que combatentes do estado Islâmico pois que esses avançavam sempre.
    Já a Rússia interessava matar na Síria o maior número possível desses fanáticos antes que tivessem de voltar a combate los no seu próprio território, como ja tinha acontecido com os chechenos.
    O que fez os sírios desistir agora talvez tenha sido a mesma exaustão que por cá nos fez votar na dupla Coelho/Portas.
    A malta queria livrar se do Sócrates e não interessava quem viesse a seguir.
    O resultado foi mau, mas o que espera os únicos e sem dúvida muito pior.
    As imagens que nos chegam de Damasco são arrepiantes.
    Milicianos armados percorreram as ruas. Os habitantes da cidade estão metidos em casa, certamente assustados, certamente sem saber se verão nascer o dia seguinte.
    Mulheres, então, nem se veem. Estas coisas sobram sempre para a metade da população que não tem picha.
    Os homens sempre podem ter um certo fascínio pelo mal, pela relativa liberdade que dá o ter poder de vida ou morte sobre a família.
    Para as mulheres e as crianças e uma noite sem fim.
    O Ocidente da pulos de contente porque mais uma vez um pais que lhes resistiu caiu.
    Talvez preferissem que Assad tivesse fugido para um país ocidental.
    Apodreceria numa cela em Haia ou com um pouco mais de azar seria devolvido ao pais em troca de garantias de um julgamento justo por parte dos novos poderes. Garantias que não valeriam o papel em que fossem escritas.
    Para esta gente e sempre melhor conseguirem a morte do desafeto pois que uma morte põe em sentido quem quer que pretenda fazer o mesmo.
    Não que roer a Rússia seja destino que eu deseje a alguém.
    Mas muita gente na Síria vai de certeza arrepender se por não ter lutado pela vida que tinha.
    Não me parece que os milicianos que agora percorrem as ruas de Damasco dêem vida a alguém.
    Muito menos os sionistas.

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