O horror de Gaza em imagens

(Por General Dominique Delawarde, in Reseau International, 09/10/2024, Trad. Estátua de Sal)


Avaliação da guerra em Gaza e na Cisjordânia

1 ano = 213.000 mortos e 103.000 feridos, e ainda não acabou, graças ao apoio inabalável do Ocidente e da NATO à governação genocida de Israel. Todos podem imaginar os danos deste comportamento na imagem deste Ocidente, na esmagadora maioria da opinião global e no desejo ardente da comunidade internacional, a verdadeira , de se livrar desta hegemonia israelo-EUA-NATO injusta e tirânica. .

Desde 7 de outubro de 2023, o balanço das perdas palestinianas diretas , ligadas às operações das forças israelenses amplamente apoiadas pelo Ocidente da NATO, estabelecido a partir de 6 de outubro de 2024 é:

Em Gaza: 41.870 mortos, incluindo mais de 16.859 crianças, mais de 97.166 feridos, incluindo 176 recém-nascidos e 710 bebés com menos de 12 meses (portanto, houve bebés desmembrados pelos bombardeamentos. Não eram israelitas, mas palestinianos).  36 menores morreram de fome. 3.500 estão à beira de morrer de fome. 25.973 crianças perderam um ou dois pais. Ver aqui.

Na Cisjordânia: 742 mortos, incluindo 163 crianças, mais de 6.250 feridos.

Número total de vítimas na Palestina: 42.612 mortos, mais de 103.416 feridos; mais de 10.000 desaparecidos.

Se somarmos ao balanço as perdas indiretas desta guerra (desnutrição, falta de cuidados, epidemias) aplicando um fator 4 muito razoável (numa escala de 3 a 15), avançado pela conceituada revista Lancet para o conflito palestiniano, o número total de mortes palestinas é atualmente superior a 213.060!

O horror de Gaza em imagens

Como tem feito muitas vezes, com talento, a equipa de investigação do canal catariano Al Jazeera produziu, nas vésperas do primeiro aniversário do ataque genocida israelo-americano a Gaza, um documentário sobre uma amostra de crimes de guerra e crimes contra a humanidade, que foram cometidos, e continuam a ser cometidos, em Gaza. O vídeo que segue, com legendas em português, e que nunca passará nas nossas televisões, pode chocar qualquer consciência bem formada.

Recorde-se que o pretexto para esta limpeza étnica, empreendida por Israel, é o atentado de 7 de Outubro de 2023, cujo número oficial foi estabelecido, após uma revisão em baixa, em 1.139 mortos , metade dos quais, ou talvez mais, foram mortos pelas próprias forças israelitas, na sua reacção à operação da resistência palestiniana, na aplicação da doutrina de Hannibal. A falsa história dos 40 bebés declarados desmembrados e colocados no forno, divulgada pelos meios de comunicação ocidentais para comover as multidões, também serviu de (falsa) justificação para a resposta desproporcional e cega das FDI e o apoio incondicional ao genocídio pelo Ocidente da NATO.

 Nós mentimos, trapaceamos, roubamos, (matamos?) é como se tivéssemos recebido cursos de treinamento para aprender como fazer isso .”  – Mike Pompeo, Secretário de Estado dos EUA.

Comentários do meu correspondente nos EUA, John Whitbeck:

 “Gostaria que Joe Biden, Kamala Harris, Tony Blinken, Donald Trump e todos os membros do Congresso dos EUA fossem forçados a assistir a este filme, se eu imaginasse que havia a menor possibilidade de isso poder mudar os cálculos dos seus interesses pessoais, financeiros e profissionais, que motivam o seu apoio incondicional a qualquer coisa que Israel possa fazer”. 

Líbano

Após as duas ondas de explosões de pagers e walkie-talkies em 17 e 18 de setembro de 2024, as forças israelitas iniciaram uma campanha de bombardeio massivo no Líbano em 23 de setembro de 2024. Esta é uma nova punição coletiva aplicada indiscriminadamente às populações civis com bombas gentilmente fornecidas pelo Ocidente da NATO. (EUA, Alemanha).

Em 7 de outubro de 2024, o número de vítimas já era de mais de 1.200 mortos, 4.000 feridos e 1,2 milhão de refugiados, o que é muito para um período de duas semanas. A operação israelita apenas começou. É mais aérea que terrestre. Prossegue “à maneira americana”, esmagando sob bombas os bairros que deseja ver desaparecer: poucos ataques cirúrgicos, nenhuma preocupação com as populações civis: bombas, sempre bombas, mais bombas, em quantidades astronómicas. Este é o Israel-EUA, a NATO e o Ocidente globalista, que quer impor as suas regras e o reinado da sua “boa (?) democracia (?)” a todo o mundo,… pela força das bombas.

Enquanto estas bombas continuarem a chegar da NATO ocidental, os israelitas expandirão os seus bombardeamentos ao Iémen e ao Iraque, em resposta às acções das milícias pró-Irão. Mas também bombardeiam regularmente a Síria, por hábito, embora este país não empreenda qualquer ação de guerra contra Israel há muito tempo. Para Israel, trata-se de evitar o entrincheiramento da presença iraniana na Síria.

Fonte aqui.


11 pensamentos sobre “O horror de Gaza em imagens

  1. A ação de Israel tem muito a ver com os nazis. Por exemplo, segundo testemunhos de desgraçados que conseguem sair vivos das suas prisões, resulta que aquilo e ainda pior que os campos de concentração nazis.
    Só faltam as câmaras de gás. O resto, a fome, as humilhações, as torturas, a brutalidade sádica dos guardas, e igual.
    Sionismo e nazismo são duas faces da mesma moeda. A diferença? Os judeus estão no lugar dos arianos e no lugar dos untermensche estão todos os vizinhos de Israel e qualquer um que se atravessar no seu caminho.
    O resto é conversa.

  2. As vítimas do holocausto NAZI, foram INSULTADAS pelos Sionistas (ISRAEL), pois o holocausto NAZI encontrou o seu semelhante pelas mãos dos filhos e netos dos judeus assassinados pelo regime NAZI, hoje igualam as SS e todos os seus assassinos e assassinatos genocidas em massa. A PARTIR DE HOJE, O HOLOCAUSTO DEIXA DE SER DESCULPA PARA ESTE POVO, AO SERVIÇO DO DIABO NESTE PLANETA.

  3. Um povo que acredita que e o escolhido por Deus e todos os outros lhe são inferiores esta mais que doente, não vale um corno. E vão chamar antissemita ao diabo que os carregue.
    E as excepções não chegam tal como não chegaram na
    Alemanha nazi.

  4. Vídeo inacessível. Verdades insuportáveis pelos critérios da Google.
    Já vi cenas horríveis de mortes, mas este documento de Al Jazira excede tudo. Trata o sofrimento dos palestinianos num motivo de celebração inimaginável. Uma parte importante da sociedade israelita está gravemente doente.

    • Um parte está doente? Diria que está toda profundamente doente, ou, na melhor da hipóteses, uma pequena parte ainda estará sã. O que, considerando as décadas de fanatismo sociopata doentio em que eles “educam” cada geração, não será de supreender que aquilo se tenha transformado numa sociedade psicopata.

  5. E temos a Ferra Aveia a ganhar dinheiro a conta de justificar um genocídio desta vez com um livrinho, “O dia em que Israel Mudou”. Como se fosse de hoje que Israel extermina palestinianos. E a nakba, a invasão do Líbano em 1982, a destruição de pelo menos 25 por cento das edificações do Líbano em 2006, a destruição de Gaza de 2014, as centenas de pessoas que já tinham sido mortas na Cisjordania, os milhares que tinham sido feridas e as milhares detidas ate Setembro de 2023. Entre tantas outras campanhas de extermínio puto e simples. O que e que mudou Israel ate então? O buraco na camada de ozono?
    Engraçado e que a livraria que tinha este vomito no escaparate não teve tomates para lá a por o Bruno de Carvalho e o seu “oito meses no Donbass” que e de dar a volta as tripas com as atrocidades ucronazis.
    E assim vai este mundo imundo.

  6. E parem de nos tratar como se tivéssemos quatro anos ou fossemos todos burros porque somos quase todos mas não todos, vide os tais cinco por cento.
    Deputados de uma certa esquerda que depois da intervenção russa ficou daltonica e deixou de ver nazis na Ucrânia desataram a cantar o Bella Ciao quando Orban discursou no Parlamento Europeu.
    E dizem nos que a canção e uma canção de residência anti fascista dos camponeses italianos.
    E não, não era. E uma canção de resistência antifascista mas dedicada aos partiggianni que lutavam contra as tropas nazistas estacionadas em Itália.
    Ora como neste momento quem está no lado do apoio ao nazismo somos nós, claro que não convém falar muito disso.
    Por cá temos uma esquerda que critica Sarah Vagenekht, sei que não se escreve assim, por a senhora ser contra as sanções a Rússia que estao a virar a vida do avesso a muita gente no seu país.
    A senhora será uma reles nacionalista e não verdadeiramente de esquerda. Porque ser de esquerda deve passar por apoio incondicional a Ucrânia nazi, que até não tem lá nazis, não interessa o que isso nos custe.
    Vao ver se o mar da megalodonte.
    Se Orban estivesse disposto a alinhar nas nossas m*erdas sem abrir a boca, deixando o seu povo morrer ao frio, já podia ser fascista a vontade.
    Como aliás podem os polacos onde há prisão perpétua por aborto entre outras aleivosias como ser o país da União Europeia com as leis do trabalho mais gravosas para os trabalhadores a par da Grécia pos troika.
    Talvez precisassem de passar um Inverno na Hungria sem aquecimento para perceberem do que estamos a falar.

  7. Este e o Ocidente da defesa dos direitos humanos e da democracia.
    Um bando de trastes que para os seus fins sordidos se servem de uma gente que exerce em pleno Século XXI a crueldade de há quatro mil anos atrás.
    Porque e lá que está, e lá que vive.
    O Ocidente sabia disso quando os plantou lá, a União Soviética sabia disso quando fechou os olhos.
    Sim, quem lhes dá bombas devia ser obrigado não só a ver as imagens mas a amortalhar os cadáveres e a cavar as sepulturas.
    Queria ver se depois disso algum desses bandalhos ainda se afirmava cristão sionista.
    Porque essa gente e tão psicopata e tão racista que a imagem de corpos castanhos despedaçados não lhes iria dizer nada.
    Só o cheiro da morte ante a ameaça da próxima bomba lhes cair em cima dos cornos e que podia fazer deles alguma coisa.
    Por cá dava jeito era que pelo menos alguém calasse a Van der Pfizer que veio a público acusar a Hungria de não se querer vingar na Rússia de hoje da invasão soviética de 1957.
    Se alguém tinha dúvidas de que essa coisa vil quer fazer a guerra a Rússia para vingar o avô nazi morto na Ucrânia e o chanceler da Alemanha nazi que deu um tiro nos cornos acho que um discurso delirante como esse dissipa as todas.
    Sem contar essa de querer fazer os palestinianos e outros vizinhos de Israel pagar os crimes da Alemanha nazi.
    Um grafitti em inglês numa parede em Berlim rezava “libertem a Palestina da culpa alemã”. Não podia estar mais de acordo.
    Vão ver se o mar da megalodonte.

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