(Por Martin Jay, in Strategic Culture, 19/09/2024, Trad. Estátua de Sal)

Cair sobre a sua própria espada deve ser uma preocupação, tanto para Israel como para os EUA.
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É incrivelmente difícil decifrar os acontecimentos recentes no Líbano. Primeiro, foram pagers a explodir e, mais recentemente, walkie talkies, havendo agora já 20 mortos e mais de 500 feridos. Embora Israel não admita a autoria da operação, está claro que as marcas dos seus dedos estão por toda parte nas operações e, portanto, seria fácil presumir que este foi um grande sucesso para Netanyahu. Chocou o Hezbollah e derrubou-lhe as comunicações, embora temporariamente, e mostrou aos libaneses e ao mundo que Israel está muito à frente do seu opositor apoiado pelo Irão. Foi astuto, original e engenhoso pela sua simplicidade e eficácia. E tal ataque capturou a imaginação dos média ocidentais que exageraram na sua cobertura.
Claro, os especialistas da comunicação social e os comentadores a quem eles recorrem não conseguem dizer o que vai acontecer a seguir. Muitos, no entanto, especulam que tal foi um prelúdio para um ataque, uma guerra total entre Israel e o Hezbollah a ser travada no sul do Líbano. O efeminado e obcecado por si mesmo Tom Fletcher, que costumava ser o embaixador do Reino Unido no Líbano anteriormente, não ofereceu nenhuma presciência ou perceção, mas apenas repetiu os velhos clichês na rádio BBC. Jeremy Bowen, um experiente hacker da BBC no Oriente Médio, avançou mais. Bowen alerta que a retórica de Israel cresceu nos últimos dias, impulsionada com ainda mais equipamentos militares movidos para a fronteira libanesa – indicando que uma invasão está iminente. Ele também alerta, no entanto, para o facto de Israel ter um historial grande de invasões ao Líbano e sempre sair com o nariz a sangrar, recorrendo ao clichê de passar pelo topo do abismo.
Na verdade, cair sobre a sua própria espada deve ser uma preocupação, tanto para Israel, como para os EUA.
Bowen também é cuidadoso – para evitar ter que reconhecer mais tarde que falhou a previsão – e acrescenta que o ataque dos gadgets pode muito bem ser parte de uma estratégia de intimidação que não inclui uma invasão total. Ninguém sabe realmente. Uma invasão terrestre, pelo menos até ao rio Litani, deve estar na mente de Netanyahu. Desta vez, para quebrar a maldição, deve ele estar a pensar. E os seus generais também estarão interessados em tal empreendimento, o que explicaria o ataque dos gadgets, já que muitos combatentes do Hezbollah ficaram cegos ou parcialmente cegos.
No entanto, há uma outra teoria, que não é avançada pela BBC, que é que os pagers e walkie talkies tinham sido armadilhados há muito tempo, na preparação para um ataque um dia – mas que Israel terá recebido informação dos serviços secretos de que o Hezbollah havia descoberto o estratagema, ou estava prestes a descobrir. Em tal cenário, já seria lógico detoná-los, para capitalizar a vitória e esperar o máximo de baixas.
Mas, mesmo nesse enquadramento, é possível que o nível de explosivo adicionado a ambos os dispositivos tenha sido mal avaliado, já que as explosões em si, em termos militares, resultaram em pouquíssimas mortes. Por alguns gramas a mais, talvez centenas de combatentes do Hezbollah pudessem ter sido mortos.
O Líbano está cheio de espiões e informadores israelitas. Os israelitas, geralmente, têm lá excelentes fontes de inteligência e sabem muito mais do que o Hezbollah gosta de admitir. Não há dúvida que o evento é uma derrota para o Hezbollah, pois faz parecer que existem muitas brechas de segurança pelas quais a Mossad pode trepar quando quiser. Claro que agora a segurança será reforçada, mas a façanha de Israel foi genial e deixou o líder do Hezbollah parecendo atordoado e fora de sintonia com as suas ameaças.
O Irão, no entanto, é uma fera maior e com outro fôlego. Quanto maior você é, mais difícil é a sua queda, é uma máxima que certamente se aplica a Teerão. Os iranianos foram humilhados por Trump, com o assassinato durante uma viagem, do seu principal comandante; mais recentemente, um líder palestiniano, enquanto visitava Teerão, também foi assassinado; e muitos comandantes do Hezbollah foram mortos por operações das IDF/Mossad no Líbano nos últimos meses.
Os especialistas da região falam sempre que o Hezbollah e o Irão estão a demorar em servir o seu prato frio de vingança ao Ocidente e a Israel, mas parece que Teerão quer evitar a todo o custo uma guerra total com o Ocidente. Estranhamente, este é também o objetivo de Biden. No entanto, se estes recentes ataques fizerem parte de uma ofensiva terrestre planeada, como até os comandantes das IDF estão a sugerir, uma ofensiva que “gravita” em direção ao Líbano, então Teerão não terá outra alternativa senão aumentar a parada.
Sendo verdade que o ataque aos gadgets foi impressionante pela sua originalidade, nunca devemos subestimar os movimentos que o Irão pode ter reservado para a infantaria comum de Israel no campo de batalha no Líbano, ou mesmo dentro de Israel. As IDF nunca conseguiram nada que pudesse ser considerado uma vitória com suas invasões, quer em 1982, quer mais recentemente em 2006. O Hezbollah naquela época deu às IDF uma surra humilhante dentro do Líbano e Israel faria bem em notar que o seu exército de combatentes libaneses está ainda melhor hoje do que antes.
É uma ironia cruel para Israel, mas as suas invasões apenas serviram para aumentar a capacidade do Hezbollah, enquanto exército disciplinado, capaz de paralisar as IDF na guerra. Nesse cenário, uma tal derrota significaria certamente o fim de qualquer governo político da elite em Telavive, e poderia mesmo significar o fim do estado de Israel, tal como o conhecemos. Estará Netanyahu tão iludido que se arriscará a tal ação?
Fonte aqui.
Sobre os aparelhos sabotados com explosivos… ao pé disto as anedotas com os “chazinhos” ou os “suicídios por defenestração” do Putin são meramente nota de rodapé sobre o alcance e os métodos utilizados pelo Netanyahu e os serviços secretos israelitas.
Mas o meu conselho é este, que serve para me relembrar e a quem quiser: nunca comprar nada, mesmo nada, que venha de Israel, directa ou indirectamente. Olha se agora começava a acontecer essas coisas com tecnologia chinesa, telemóveis Huawei e veículos eléctricos BYD, etc…
…. era um oceano nada pacífico de sensacionalismo, sinofobia e “crimes de guerra, eixo do mal” para aqui e para ali… fora as sanções e as medidas alfandegárias ultra-proteccionistas…
Resumindo e concluindo: made in Israel? No, thanks.
É estranho o Paulo Portadas, especialista da actualidade geopolítica internacional, convidado para dissertar sobre os mais variados temas pungentes no espaço informativo televisivo em horário nobre, ex-ministro da defesa, irrevogavelmente conhecedor dos valores praticados no mundo dos submergíveis sobrestimados, portanto com um currículo notável (não só a meter água como a emergir ileso, salvando a própria pele) e um estatuto superior ao de um Nuno Rogeiro, que nunca sequer comprou uma piroga para ir ver se o mar dava sereias ou se eram só belugas, no que diz respeito à especialidade em “armamento da pesada”, ou conseguiu cortar uma fita de inauguração ou destapar uma placa à entrada de um quartel, ou ir de boina e botinas a uma feira de gado, lavoura ou caça grossa e rirem com ele em vez de rirem dele, ou de uma Helena Ferra Aveia no que diz respeito a dissertações laudatórias aos colegas “defensores dos nossos valores e da demo-cracia” que cometem mais crimes de guerra e massacres que os ditadores autocratas do eixo do mal, com mandatos de detenção dos tribunais internacionais olimpicamente ignorados enquanto se espumam por os segundos andarem a passear na Mongólia ou no Tajiquistão, desconhecer as capacidades bélicas atómicas do Irão.
A CIA, o MI6 ou a Mossad não devem demorar a entrar em contacto com este portal de informação, esta autêntica enciclopédia viva das artes geopolíticas e bélicas, isto se já não o fizeram ou tinham feito… seria estranho ignorarem esta fonte de iluminação que ao pé da Fonte Luminosa só não jorra água nem tem luzinhas.
Eu também já aqui disse que os russos têm contactos com os zeta-reticulianos, e usam comunicação telepática que é mais avançada que qualquer sistema de navegação e localização precisa de alvos, e eles aplicaram isso na sua tecnologia marítima, terrestre e aeronáutica (por isso é que os portugueses se borrifaram para o almirantado quando foi para acompanhar o barco de guerra russo que passou ao largo… eles foram avisados telepaticamente, e mesmo em russo perceberam pelo tom!)… mas como não sou credível como o Paulo Portadas ninguém acredita.
O Paulo Portadas é um génio do mundo livre pacifista e respeitador dos direitos humanos! Ele não iria inventar, ele deve ter informação classificada sobre o programa nuclear eraniane!
A alegação idiota de que o Irão está prestes a conseguir armas nucleares tem sido o álibi utilizado pelos sociopatas que governam Estados Unidos e União Europeia para justificar sanções homicidas e unilaterais durante mais de duas décadas.
Tem sido também o álibi que tem justificado o assassinato de cientistas iranianos por parte também de Israel.
Claro que eles sabem que isto e mentira pois sabem muito bem quão a sério o governo de um estado teocrático leva uma fatwa.
E se essa mentira deslavada tem sido usada durante tanto tempo para justificar sanções também pode ser usada agora para justificar um ataque nuclear contra o Irão não va este país dar lhes cabo dos meios de lançamento das ditas armas dada a sua grande superioridade em armamento convencional e combatentes.
O problema desta gente com o Governo do Irão não tem nada a ver com direitos das mulheres ou o raio que os parta.
Se o Governo do Irão continuasse a fazer os fretes a Israel que fazia o Xa já podiam ser o estado teocrático mais brutal do mundo que não havia problema algum.
Como ate ao 11 de Setembro não houve problema algum com os talibãs.
E o Xa fazia os fretes a Israel não só porque era um vendido ao Império mas era um racista de m*rda como tinha sido o pai antes dele.
O pai foi quem mudou o nome do país de Pérsia para Irão, que significa ariano, para se diferenciar dos vizinhos árabes impuros.
Já os sucessivos governos religiosos não mostraram sofrer do mesmo e teem tido uma solidariedade com quem resiste a barbárie israelita que muitos países árabes não teem. Caso da Arábia Saudita, por exemplo.
E e só por isso que o Irão e o mau da fita e tantos desejam a sua destruição por parte dos genocidas israelitas.
E temos aqui as armas nucleares do Irão como antes tivemos as armas químicas de Saddam.
Podia pelo menos esta cambada ser um bocadinho mais original.
Mas se assim vai enganando os borregos, para que mudar?
Sem pretender prêmio algum voto F).
Israel e sem dúvida uma potência nuclear e isso e um perigo para todos nós tendo em conta a natureza da religião que aquela gente professa. Que lhes diz que são o povo escolhido de Deus, que os outros são todos inferiores e gentios e que por eles serem o povo escolhido por Deus teem direito a todas as terras e tudo aquilo que reivindicarem.
O Irão ou qualquer outro, tendo um vizinho desses, para quem as suas vidas não valem nada e que já teve um dirigente que afirmou que o seu país tinha o poder de destruir o mundo e que o faria antes de afundar, tem o direito de ter armas nucleares.
Dado que uma gente fanática e messiânica só respeita a força.
Mas tenho quase a certeza que não as tem e não e só porque Israel se tem farto de lhes matar cientistas não so para impedir o seu desenvolvimento em termos de armas nucleares mas o seu desenvolvimento em geral.
E porque no Irão há uma coisa que não há no Ocidente alargado e muito menos em Israel. Vergonha na cara.
E continua em vigor, apesar de o homem já ter morrido há 30 anos, uma fatwa de Khomeini contra armas nucleares, que o homem considerava serem coisas demoníacas.
E qualquer um que se diga religioso devia considerar tais coisas obra do demónio.
Mas um ataque bem direcionado contra o complexo de Dimona poderia salvar nos a todos.
Israel por sorte e um pais pequeno e não terá muitos sítios de onde possa lançar os seus engenhos do Armageddon.
E um ataque a esses pontos de lançamento, bem coordenado, devia ser pensado com carinho por parte de quem tem a desdita de ser vizinho de tal gente.
Porque não me dá segurança nenhuma saber que uns trastes que acham que teem o direito a vingar se ate a geração 70 dos seus inimigos tem uns 300 brinquedos nucleares.
Um dia em que não lhes façamos os fretes todos talvez o cruel acorde a pensar que tem de vingar a Solução Final ou o Massacre da Pascoa.
Portanto o Irão que pense com carinho em despejar tudo o que tem sobre Dimona ou não e só para o odiado Irão que isto pode correr mal.
E talvez isso também explique a razão pela qual os activistas pro palestina sao perseguidos com tanta sanha no Ocidente. Pela qual Portugal e o único país da Europa onde podemos criticar Israel sem ser processados ou presos ou molestados pela polícia por usar um Keffieh.
Porque a verdade e que sabemos as atrocidades que a camarilha israelita vomita em público mas não as que vomita em privado.
Talvez os cruéis já nos tenham ameaçado com tudo.
A ter acontecido e mais algo que tínhamos o direito de saber e não sabemos.
Mas quem se verga a crueldade messiânica devia ir ver se o mar da um cardume de tubarões brancos famintos.
O Irão não tem armas nucleares e custa-me a crer que o salta-pocinhas não o saiba. É esse o meu ponto. Inventar um equilíbrio que não existe, pôr os dois países num falso plano de igualdade, dispondo das mesmas armas, oferece ao nazionismo a justificação antecipada para se livrar de vez de uma pedra no sapato, nuclearizando de volta à Idade da Pedra quem não dispõe de capacidade dissuasora igual que os leve sequer a hesitar, cultivando o velho mito vigarista dos pobres judeus coitadinhos rodeados de inimigos poderosos, pobre David rodeado de uma multidão de Golias, que consegue vencer graças à sua coragem e “superioridade”. A enorme capacidade do Irão em termos de armamento convencional, nomeadamente mísseis e drones que poderiam reduzir Israel a pó várias vezes, sem que o país bandido alguma coisa pudesse fazer, nada significa perante as armas atómicas do nazionismo genocida. O Irão não tem armas nucleares e antes tivesse, não para eutanasiar os israelitas todos, mas para os obrigar a ser apenas um país entre países, um povo entre povos, privando-os da impunidade total se que gozam no roubo de tudo o que lhes dá na gana a toda a gente, assassinando, entre um pires de tremoços e dois arrotos, todos e cada um que sonhe sequer em lutar contra as barbaridades que praticam como quem respira.
“impunidade total DE que gozam”
Paulo Portas, comentadeiro salta-pocinhas, ontem, ipsis verbis, no ‘Jornal Nacional’ da TVI:
“E portanto, aproximar o conflito do Líbano é arriscar a potencialidade de um conflito, mais directo ou menos directo, entre duas potências nucleares. Uma é Israel e outra é o Irão.”
Pergunta de escolha múltipla 1:
a) O gajo é doido.
b) O gajo é aldrabão.
c) O gajo estava bêbado.
d) O gajo chuta prà veia.
e) O gajo pensa que somos todos burros.
f) Todas as 20 ao mesmo tempo e talvez mais umas 30 ou 40.
Pergunta de escolha múltipla 2:
a) O pivot tem areia na cabeça.
b) O pivot tem serradura na cabeça.
c) O pivot tem merda na cabeça.
d) O pivot não tem nada na cabeça.
e) O pivot é burro e ignorante.
f) Todas as 20 ao mesmo tempo e talvez mais umas 30 ou 40.
Quem acertar nas duas perguntas ganha um penico de plástico e uma camisa-de-vénus em aço inox, se for macho. Caso seja fêmea, tem direito a um penico de plástico e um vibrador em urânio empobrecido.
🙂
Claro que esta. O homem e um fanático messiânico que acha simplesmente que o povo escolhido por Deus nunca pode ser derrotado.
Quanto as explosoes dos pagers não houve aqui genialidade nenhuma. Apenas maldade e crueldade em estado puro.
Crueldade de uma gente que não interessa quanta tecnologia tem. Vive há quatro mil anos atrás.
Não e preciso grande tecnologia para armadilhas aparelhos ou o raio que os parta. Só é preciso crueldade.
E vão chamar antissemita ao diabo que os carregue.