(Chris Hedges, In Resistir, 22/03/2024)

O Partido Democrata teve uma última oportunidade para implementar o tipo de reformas do New Deal que poderiam salvar-nos de outra presidência de Trump e do fascismo cristão. Fracassou.
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O Chris Hedges traça-nos um quadro da America Capitalista no seu melhor: um capitalismo predatório
justificado pelo facto de haver partidos políticos e eleiçoes livres, isto é, procedimentos formalmente democráticos que curiosamente conduzem a um produto – uma sociedade e uma vida social – nao democrática.
Ninguem chama a nossa a tençao para o facto de os partidos concorrentes: democratas e republicanos , serem farinha do mesmo saco o que desde logo torna irrelevante a escolha; tambem ninguem denuncia com suficiente veemencia e voz audível que no país a corrupção dos politicos está legalizada: afinal o que é a atividade lobista senão uma forma de comprar politicos que depois vão votar leis que convém aos lobbies instituídos?
Está tudo montado para acolher o fascismo; este em temnpos mais dificeis pode ser muito util: vão-se os aneis, mas fiquem os dedos!!!
Quem será o próximo presidente dos Estados Unidos e indiferente. Lembro me dos tempos que antecederam a eleição de Obama. O homem era a esperanca e a paz em pessoa e aí de quem dissesse o contrário.
Após a eleição, o endeusamento foi geral, ou quase.
Houve excepções, o único que ainda esta vivo e o presidente russo Vladimir Putin, para muita pena de muita gente que de boa vontade o faria empalar as portas do Kremlin.
Uma dessas excepções foi o então presidente Venezuelano, Hugo Chaves que afirmou que esperava apenas “respecto por ele mundo”.
O outro foi o então primeiro ministro italiano, Silvio Berlusconi, que afirmou tratar se de um senhor bem parecido e muito bronzeado. De acusações de racismo não se livrou.
Já o presidente russo foi curto e grosso “as grandes esperancas sucedem se as grandes desilusões”. Sendo acusado de frieza.
Por mim nunca tive ilusões porque sei que nos Estados Unidos todos, os que quiseram uma mudança do sistema para melhor levaram um tiro nos cornos.
Seria esse o fim de Obama se realmente quisesse mudar alguma coisa. Por isso para mim a sua actuação não foi uma grande desilusão.
Não mudou porra nenhuma e foi um dos mais violentos presidentes dos Estados Unidos.
Os ataques com drones supostamente para matar membros da Al Qaeda saldaram se por dezenas de vítimas inocentes.
O legado de Obama saldou se ainda pela destruição total ou parcial de dois países, Líbia e Síria, respectivamente.
Seguiram se as eleições que opuseram Hilary Clinton a Donald Trump. Toda a gente cheia de medo que Trump ganhasse e por outro lado a achar que a vitória de Clinton eram favas contadas.
Eu só pensava em que azinheira tinha esta gente batido com os cornos para achar a senhora menos perigosa.
A mulher tinha apoiado todas as políticas assassinas de Obama. No caso da Líbia riu como uma louca ante o linchamento barbaro de Kadhafy, tinha garantidamente um ódio irracional a Rússia em geral e a Putin em particular.
Por isso a senhora metia me tanto medo como o outro. Ou mais.
Ora bem, o outro acabou por ser o único dos últimos presidentes dos Estados Unidos que não destruiu pais nenhum. Quis efectivamente destruir o Irão e o lutador contra a barbárie do Estádo Islâmico Qassen Soleimani pagou isso com a vida. Mas soube recolher as unhas quando percebeu que a empresa talvez fosse mais complicada do que estava a espera.
Ja Biden metia me medo e muito. É ate me dava vontade de rir quem desejava a vitória de Biden achando que ele seria melhor garante da paz, ou pelo menos da ausência de guerras abertas que o outro.
Ora o homem tinha sido o vice do violento Obama, tinha apoiado todas as guerras de agressão dos Eatados Unidos, tinha um ódio pessoal a Vladimir Putin. Não era um cu mais fácil de lamber mas sim um que mais facilmente nos mandaria para o outro mundo.
E ate agora a coisa se não tem corrido pior é gracas a paciência de corno de Putin.
Que vai tentando defender o seu pais da pilhagem sem cometer genocídio a Israelita ou massacres a Americana.
Ja os palestinianos não ficarão mais abandonados a fúria assassina dos sionistas do que já estão com Biden.
O mal que tiver de fazer internamente é problema dos americanos e garantidamente não me vai tirar o sono. Quem boa cama fizer, nela se deitara. Mas para todos nós, a cama será a mesma quem quer que ganhe as eleições.
Sempre me intrigou… porque é que só há dois partidos nos EUA… Quer dizer, esta coisa dos falsos adversários que fazem mais ou menos a mesma coisa, já se viu vezes sem conta, em muitos países, mas eles nem sequer se dão ao trabalho de acrescentar pequenos partidos. Tecnicamente, cada partido tem a sua própria solução para que o país melhore e, como há tantas visões possíveis, geralmente há muitos partidos. Mas aqui só há 2, pelo que a solução final tem de ser um dos 2… não cheira mal?
O maior problema destas eleições presidenciais nos EUA é claramente a falta de um candidato. Para além de Trump e Biden, em quem é que as pessoas votariam? Dada a idade de Biden, é mais provável que vejamos Trump como presidente do que qualquer outra pessoa, e isso é preocupante!
Pessoalmente ambos são decepcionantes… O mundo terá que se preparar para o pior com um destes dois presidentes, os americanos .
Está a tornar-se cansativo. A cada quatro anos, acontece a mesma coisa.
De quatro em quatro anos, estamos cheios de política americana. Afinal de contas, o mundo sabe mais sobre o processo de eleição presidencial americano do que os próprios americanos.
Mas nunca vos contam os lobbies que mandam nos EUA, o poder do dinheiro, a corrupção dos políticos americanos e, sobretudo, a inépcia e falta de cultura da maioria dos cidadãos americanos.
Existem dois tipos de primárias: abertas e fechadas. As primárias abertas destinam-se a todos os eleitores, independentemente da sua filiação política. Isto significa que os eleitores registados como republicanos podem, em princípio, votar nos delegados democratas e vice-versa: basta escolher em que primárias quer votar. É claro que só se pode votar numa primária (republicana ou democrata). Quanto às primárias fechadas, apenas os eleitores de uma determinada filiação podem votar nos delegados do seu partido. Apenas um eleitor registado como democrata pode candidatar-se a votar nos delegados democratas, e o mesmo se aplica aos eleitores registados como republicanos. Isto deixa os independentes que não se queiram registar em nenhum dos lados em apuros.