Semanada

Fonte: Semanada

(In Blog O Jumento, 28/02/2016)

Como Portugal é um pouco mais pequeno que a China e entre a fronteira e a Capital é preciso viajar de avião, os nossos governantes têm uma grande preocupação em levar o governo para fora da capital. Já tivemos as presidências abertas, outras fechadas mas com muitos roteiros, Durão Barroso foi um dia a Óbidos lançar um grande programa de investimentos na ciência e Santana Lopes fez mesmo uma espécie de governo itinerante, aquilo mais parecia um circo que andava de feira em feira. Digamos que os nossos políticos gostam muito de dar ares de regionalistas, e António Costa não é diferente, depois de ter mudado a presidência da autarquia para o Intendente parece que vai levar os conselhos de ministros para fora da capital. Esperemos que tenha mais sorte do que Santana, nas primeiras é tudo muito bonito, depois vem a desgraça. Mas parece que Santana Lopes fez escola.
A Catarina Martins deve andar cheia de pilim e decidiu brincar com o Jesus, mas em vez de se meter com o JJ de Alvalade, a personagem preferida dos encarnados, a líder do BE não fez a festa por menos e meteu-se com o J de Belém. Vai daí e sugeriu que o São José pôs o palitos à esposa e amancebou-se com o Criador. Como a coisa com coisa não dá filhos decidiram adoptar o J, recorrendo à Maria como barriga de aluguer. Depois de décadas a apelidar o PCP de revisionista parece que a extrema-esquerda converteu-se ao cristianismo e agora promove a revisão da Bíblia a fim de dar fundamentação divina às suas causas.
As coisas não estão a correr bem ao primeiro-ministro no exílio, agora foi a Moody’s que ignorou as suas obrigações com os partidos da direita portuguesa e em vez de ameaçar Portugal com uma descida no rating optou por aprovar o OE do governo de Costa. EM consequência disso o traste de Massamá mudou a sua avaliação do OE, o inicial era mau, mas depois das alterações o OE é menos mau. Só não se entende porque votou contra um OE que foi aprovado por Bruxelas e pela Moody’s.

Depois de ter promovido a democracia económica vendendo uma boa parte da economia portuguesa aos comunistas da China a direita tem uma nova bandeira nacionalista, a defesa da manutenção dos centros de decisão em Portugal. Vítor Bento foi o ideólogo da austeridade, agora oferece-se para ideólogo das nacionalizações.

Ao que consta um poderoso procurador abriu uma conta bancária para lá depositarem centenas de milhares de euros. A ser verdade não deixa de ser estranha a descontracção, ou o procurador era muito descuidado ou contava com um estatuto de impunidade.

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