Comida, água e medicamentos

(Estátua de Sal, 28/12/2023)

Sim, uma imagem pode valer mais que mil palavras, e a ironia pode ser um veneno letal.

O Natal passou. O novo ano vem a caminho e os Reis Magos também. O povo massacrado da Palestina, às mãos dos escroques criminosos de Israel, com o aplauso envergonhado dos “democratas” ocidentais, não precisa que lhe levem nem ouro, nem incenso, nem mirra, como levaram os Reis de antanho.

Antes urge comida, água e medicamentos. E a indignação e o repúdio, de todos os homens bons e de coração justo, pelo genocídio bárbaro que está em curso em Gaza.

Se nada podemos fazer, que ao menos sejamos solidários com o povo palestiniano, é a recomendação que a Estátua de Sal deixa a todos que a leem e a seguem.

Estátua de Sal, 28/12/2023


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Bom Natal

(Estátua de Sal, 24/12/2023)

Natal. Seja lá o que isso for. Não é por fazermos votos de bom Natal que passaremos a ter um Mundo melhor. Nem que a vida passe a ser melhor para milhões de deserdados e sofredores da iniquidade e de um sistema económico que prospera cada vez mais para poucos em detrimento da grande maioria.

Mas as comunidades também vivem de rituais e da partilha de comportamentos. As tradições são isso mesmo. Uma herança da memória de outros tempos, por vezes atavismos fora de época.
E essa partilha pode gerar uma resultante social, positiva ou não, construtiva ou não. Dinâmica para a esperança ou dinâmica para coisa nenhuma.

E neste Natal, em particular, dinâmica também para o perigo da escalada dessas guerras insanas que estão a povoar o Mundo e a ameaçar as nossas vidas. Sim, porque os morticínios não são “lá longe”, entram-nos casa adentro, todos os dias em doses cavalares, servidos pela nudez crua das imagens das televisões. E que nos lembremos que não são marionettes mas sim seres humanos que estão a ser espezinhados por outros seres humanos. A barbárie a que urge pôr cobro, assim a paz se impusesse, ao menos porque é Natal…

Natal. Seja lá o que isso for, é pelo menos uma pausa na rotina de muitos de nós. Algumas liturgias tomam conta do quotidiano. As prendas, as crianças, as ceias, os encontros e reencontros familiares, os presépios e outros símbolos para os crentes e até para os menos crentes.

E por isso mesmo, quer queiramos quer não, o Natal é sempre uma singularidade, no percurso do calendário anual. Quer para os que o vivem em esperança, em fervor e em otimismo, quer para os que amargamente sofrem o desânimo de nada ter para vivenciar, e para os quais o Natal é apenas mais um dia no caminho de um calvário repetido e constante. Lembremo-nos desses, reflitamos porque são as coisas assim e questionemos porque terão que ser assim.

E para que se mantenha a tradição, para todos os meus amigos e para todos os que me lêem. aqui ficam os meus votos de Bom Natal. Seja lá o que isso for. Seja lá o que cada um queira que seja, e que possa ser, nestes tempos sombrios de guerra e de barbárie.


E também porque é Natal, ajude a Estátua de Sal

(Estátua de Sal, 16/12/2023)

 

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