As palavras têm a leveza do vento e a força da tempestade. Vitor Hugo
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Joan Baez e Bob Dylan – do amor à traição
(Por História Perdida, in Facebook, 14/05/2026)
(A Estátua hoje sai do seu registo habitual e traz uma história – da qual tinha apenas há muitos anos ouvido leves zumbidos. É sobre dois dos meus ídolos de juventude. Mas os ídolos – como humanos que são -, também eles são capazes do melhor e do pior, oscilando entre o bem e o mal. Sim, essa é a bipolaridade pendular do ser humano.
Ler esta história enterneceu-me num destapar de memórias antigas. Sim, os ídolos têm pés de barro. Pelo que, se me perguntarem se alguém que admiro é impoluto, não terá resposta. Porque a resposta, essa, não está connosco: “The answer my friend is blowin’ in the wind, the answer is blowin’ in the wind”.Ver vídeo abaixo.
Estátua de Sal, 17/05/2026)
Ela o lançou ao mundo. E ele a deixou — não só por outra mulher, mas por uma vida inteira que ele construiu em segredo. Joan Baez só descobriu batendo na porta do quarto de hotel dele. Esta é a história deles. Sem enrolação. Só dor, verdade e sentimento.
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Em 1961, Joan Baez já era um fenômeno. Aos 20 anos, lotava teatros, liderava o movimento folk americano e tinha uma voz que parecia carregar séculos de história. Era admirada, respeitada, desejada. Uma estrela completa.
Bob Dylan, por outro lado, era apenas um garoto magro de Minnesota, com um violão gasto, uma gaita desafinada e sonhos maiores do que o próprio corpo. Ele dormia em sofás, cantava em bares minúsculos e ainda tentava encontrar seu lugar.
Joan o viu pela primeira vez no palco da Gerde’s Folk City. Ela notou: não era bonito, nem carismático. Mas quando ele começou a cantar… havia fogo. As palavras dele eram afiadas, ousadas, diferentes. E Joan reconheceu o que ninguém mais via: gênio cru.
Ela abriu todas as portas para ele. Levou-o aos palcos, apresentou-o ao país, dividiu microfones e luzes. No Festival de Newport, em 1964, colocou-o diante de milhares de pessoas. Aquilo mudou tudo. Para o mundo — e para eles dois. Porque no meio do sucesso, eles se apaixonaram.
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No início, pareciam feitos um para o outro: dois jovens idealistas, brilhantes, lutando por justiça, igualdade e música com propósito. No palco, harmonizavam como se tivessem sido escritos na mesma linha de partitura. Fora dele, viviam intensamente — mas por pouco tempo.
A fama transformou Dylan. Rápido demais. Violento demais. De repente, ele não era mais “o cantor promissor”.Era a nova voz da América.
E Joan, aquela que o ajudara a chegar lá, começou a ser deixada de lado. Ela mesma admitiria anos depois que se sentia apagada, como se todos ao redor de Dylan vivessem para alimentá-lo — enquanto ela desaparecia na sombra dele.
O desgaste culminou na turnê de 1965 pelo Reino Unido, eternizada no documentário Don’t Look Back (pode ser visto aqui). Joan viajou para cantar ao lado dele. Mas Dylan raramente a chamou ao palco. A tratava com frieza. Distante. Quase indiferente. A câmara registrou cada pedacinho do fim.
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No mesmo ano, Dylan eletrificou o palco em Newport e rompeu de vez com o movimento folk tradicional — o mesmo movimento que unira os dois. Para Joan, foi como vê-lo abandonar tudo o que eles haviam construído juntos. Pouco depois, o relacionamento acabou.
Mas nada poderia prepará-la para o verdadeiro golpe. Em novembro de 1965, Bob Dylan se casou secretamente com Sara Dylan. Em silêncio. Sem anúncio. Sem explicação.
E Joan? Descobriu como qualquer desconhecido. Ela bateu na porta de um quarto de hotel esperando encontrar Dylan. Quem abriu foi Sara. Sara. A esposa dele. Grávida. Foi ali, naquele instante cruel e simples, que Joan percebeu: a vida dele já tinha seguido sem ela. Sem aviso. Sem despedida. Sem respeito.
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A dor ficou guardada por anos. Ela poderia ter se destruído. Poderia ter se tornado amarga. Mas não. Joan Baez tomou outro caminho: transformou o que sentia em arte, justiça, força. Continuou cantando, marchando, protestando, mudando o mundo de verdade — sozinha. Sem se esconder atrás de ninguém.
Décadas depois, ela perdoou Dylan. Não porque apagasse o passado, mas porque escolheu não carregar o peso dele.
Bob Dylan virou lenda. Mas Joan Baez se tornou algo ainda mais raro: Uma mulher inteira. Que amou, perdeu, sangrou — e mesmo assim manteve a própria voz. Ela ajudou a criar um ícone. E quando ele se foi, foi ela quem permaneceu de pé.
* Texto em português do Brasil de acordo com a fonte aqui
Um pensamento sobre “Joan Baez e Bob Dylan – do amor à traição”
E por falar em traições.
Delcy Rodrigues provou ser realmente a traidora que muita gente disse que ela era.
Traidora a memória do pai, que morreu nas masmorras da ditadura, traidora ao seu povo, traidora como Judas.
Porque também ela vendeu um homem. O colombiano Alex Saab, que já tinha passado pelas masmorras dos Estados Unidos e sido solto por razões de estratégia voltou para as ditas masmorras.
Pena que essa traidora não se vai enforcar.
Por alguma razão o porco cor de laranja se vangloriava com toda a certeza que tinha transformado a Venezuela no 51 estado da sua nação infame.
Talvez agora esteja explicada a relativa facilidade com que os esbirros de Trump capturaram Maduro.
Espero que a vida castigue de alguma forma esta vibora em forma de gente.
E por falar em traições.
Delcy Rodrigues provou ser realmente a traidora que muita gente disse que ela era.
Traidora a memória do pai, que morreu nas masmorras da ditadura, traidora ao seu povo, traidora como Judas.
Porque também ela vendeu um homem. O colombiano Alex Saab, que já tinha passado pelas masmorras dos Estados Unidos e sido solto por razões de estratégia voltou para as ditas masmorras.
Pena que essa traidora não se vai enforcar.
Por alguma razão o porco cor de laranja se vangloriava com toda a certeza que tinha transformado a Venezuela no 51 estado da sua nação infame.
Talvez agora esteja explicada a relativa facilidade com que os esbirros de Trump capturaram Maduro.
Espero que a vida castigue de alguma forma esta vibora em forma de gente.