A minha análise eleitoral

(João Gomes, in Facebook, 19/01/2026)


As eleições presidenciais de 18 de janeiro deveriam ter sido um exercício de maturidade democrática. Um momento de reflexão sobre o lugar de Portugal num mundo em convulsão, sobre o estado do seu tecido social e sobre as escolhas políticas que nos trouxeram até aqui. Em vez disso, assistimos a uma campanha onde o essencial ficou à margem e o acessório ocupou o centro do palco.

Falou-se pouco de saúde, apesar do SNS em exaustão. Falou-se pouco de salários, apesar da perda continuada de poder de compra. Falou-se pouco de habitação, apesar de ser hoje o principal fator de exclusão social. Falou-se, isso sim, de estilos, de perfis, de imagens televisivas e de promessas vagas de “mudança”.

É neste vazio que o populismo cresce. Não porque ofereça soluções, mas porque aponta culpados. Grita contra um “regime”, acusa a esquerda de políticas que não governou, promete rupturas que não cabem na Constituição. E fá-lo com eficácia mediática, mas com uma fragilidade estrutural evidente: quando chega o momento da escolha concreta, nem sequer consegue mobilizar todos os seus próprios eleitores.

A candidatura de Ventura é o melhor exemplo disso. Passou à segunda volta, é verdade, mas fê-lo por fragmentação do campo político e não por adesão maioritária ao seu projeto. Ficou aquém da votação do Chega nas legislativas de 2025, revelando que muitos dos seus eleitores recusam vê-lo como Presidente da República. Um “vencedor relativo”, sustentado mais pelo contexto do que pela convicção popular.

À direita tradicional, a AD repetiu um erro conhecido: confundiu exposição mediática com capital político. Apostou num candidato sem ligação às preocupações reais dos portugueses, esquecendo que o desgaste do governo não desaparece numa urna presidencial. O resultado foi um desinteresse claro do eleitorado.

O PS, pelo contrário, beneficiou da serenidade. António José Seguro não empolgou, mas tranquilizou. Surgiu como um candidato de centro, capaz de conter excessos de um governo impopular e de servir de travão institucional. Foi essa normalidade – quase anacrónica – que lhe permitiu captar votos do seu partido, de indecisos e até de eleitores desiludidos da direita.

Cotrim de Figueiredo confirmou os limites do liberalismo eleitoral: sólido na sua base, insuficiente para conquistar os indecisos. Gouveia e Melo, apesar do perfil “não partidário”, revelou que neutralidade sem proposta clara raramente mobiliza em massa.

À esquerda, os resultados foram previsíveis e, por isso mesmo, preocupantes. BE, PCP e Livre continuam a representar valores fundamentais da democracia portuguesa, mas insistem numa fragmentação que já não corresponde à realidade social nem geracional do país. A defesa isolada de identidades ideológicas pode ser moralmente coerente, mas eleitoralmente ineficaz.

Se a esquerda não encontrar uma forma de convergência pragmática – uma frente ampla de defesa da Constituição, do 25 de Abril e do Estado social – arrisca-se a perder relevância não por falta de razão, mas por incapacidade estratégica.

Estas eleições não produziram um mandato claro. Produziram, isso sim, um aviso. O populismo não venceu, mas também não desapareceu. A democracia resistiu, mas mostrou fissuras. E os partidos tradicionais continuam a confundir o país real com o país dos estúdios de televisão.

A lição é simples, embora desconfortável: enquanto a política não voltar a falar dos problemas concretos das pessoas, continuará a ser substituída por gritos. E os gritos, mesmo quando altos, raramente constroem o futuro.

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20 pensamentos sobre “A minha análise eleitoral

  1. Escravo que se diz alforriado, ficaste mesmo apanhado pelo facto de o teu CU não ter ficado em primeiro e não ter grandes possibilidades de convencer toda a gente que votou a direita a achar normal ter um Trumpiano na presidência da República.
    E ainda bem porque ninguém precisa de levar três tiros na tromba e ainda ter o presidente do país a chamar lhe terrorista.
    Vai ver se o mar da choco que a noite está fresquinha porque aqui não há ninguém que vá achar normal ter um fascista no poder por muito que tu des aos dedos, por muito que nos chames comunas, por muito que invoques fantasmas de outros tempos, por muito que nos insultes.
    Em resumo, vai pregar para outra freguesia.

  2. Do que se tratou no passado Domingo e o que se tratará no dia 8 do próximo mês, é de eleger o Presidente da República Portuguesa.

    Os artigos 133º e 134º da CRP tratam das competência deste órgão de soberania, há mais, mas estes chegam.
    Onde é que, é da competência do PR resolver os problemas do SNS, da habitação, da educação, só para referir três.

    CAPÍTULO II

    Competência

    Artigo 133.º

    Competência quanto a outros órgãos

    Compete ao Presidente da República, relativamente a outros órgãos:

    a) Presidir ao Conselho de Estado;

    b) Marcar, de harmonia com a lei eleitoral, o dia das eleições do Presidente da República, dos Deputados à Assembleia da República, dos Deputados ao Parlamento Europeu e dos deputados às Assembleias Legislativas das regiões autónomas;

    c) Convocar extraordinariamente a Assembleia da República;

    d) Dirigir mensagens à Assembleia da República e às Assembleias Legislativas das regiões autónomas;

    e) Dissolver a Assembleia da República, observado o disposto no artigo 172.º, ouvidos os partidos nela representados e o Conselho de Estado;

    f) Nomear o Primeiro-Ministro, nos termos do n.º 1 do artigo 187.º;

    g) Demitir o Governo, nos termos do n.º 2 do artigo 195.º, e exonerar o Primeiro-Ministro, nos termos do n.º 4 do artigo 186.º;

    h) Nomear e exonerar os membros do Governo, sob proposta do Primeiro-Ministro;

    i) Presidir ao Conselho de Ministros, quando o Primeiro-Ministro lho solicitar;

    j) Dissolver as Assembleias Legislativas das regiões autónomas, ouvidos o Conselho de Estado e os partidos nelas representados, observado o disposto no artigo 172.º, com as necessárias adaptações;

    l) Nomear e exonerar, ouvido o Governo, os Representantes da República para as regiões autónomas;

    m) Nomear e exonerar, sob proposta do Governo, o presidente do Tribunal de Contas e o Procurador-Geral da República;

    n) Nomear cinco membros do Conselho de Estado e dois vogais do Conselho Superior da Magistratura;

    o) Presidir ao Conselho Superior de Defesa Nacional;

    p) Nomear e exonerar, sob proposta do Governo, o Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas, o Vice-Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas, quando exista, e os Chefes de Estado-Maior dos três ramos das Forças Armadas, ouvido, nestes dois últimos casos, o Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas.

    Artigo 134.º

    Competência para prática de atos próprios

    Compete ao Presidente da República, na prática de atos próprios:

    a) Exercer as funções de Comandante Supremo das Forças Armadas;

    b) Promulgar e mandar publicar as leis, os decretos-leis e os decretos regulamentares, assinar as resoluções da Assembleia da República que aprovem acordos internacionais e os restantes decretos do Governo;

    c) Submeter a referendo questões de relevante interesse nacional, nos termos do artigo 115.º, e as referidas no n.º 2 do artigo 232.º e no n.º 3 do artigo 256.º;

    d) Declarar o estado de sítio ou o estado de emergência, observado o disposto nos artigos 19.º e 138.º;

    e) Pronunciar-se sobre todas as emergências graves para a vida da República;

    f) Indultar e comutar penas, ouvido o Governo;

    g) Requerer ao Tribunal Constitucional a apreciação preventiva da constitucionalidade de normas constantes de leis, decretos-leis e convenções internacionais;

    h) Requerer ao Tribunal Constitucional a declaração de inconstitucionalidade de normas jurídicas, bem como a verificação de inconstitucionalidade por omissão;

    i) Conferir condecorações, nos termos da lei, e exercer a função de grão-mestre das ordens honoríficas portuguesas.

    – – – – – –

    Para os que andam preocupados com Soberania, talvez fosse bom começarem a exigir que este artigo colonial, que russos e americanos não têm, fosse eliminado da CRP.

    Artigo 8.º

    Direito internacional

    1. As normas e os princípios de direito internacional geral ou comum fazem parte integrante do direito português.

    2. As normas constantes de convenções internacionais regularmente ratificadas ou aprovadas vigoram na ordem interna após a sua publicação oficial e enquanto vincularem internacionalmente o Estado Português.

    3. As normas emanadas dos órgãos competentes das organizações internacionais de que Portugal seja parte vigoram diretamente na ordem interna, desde que tal se encontre estabelecido nos respetivos tratados constitutivos.

    4. As disposições dos tratados que regem a União Europeia e as normas emanadas das suas instituições, no exercício das respetivas competências, são aplicáveis na ordem interna, nos termos definidos pelo direito da União, com respeito pelos princípios fundamentais do Estado de direito democrático.

    – – – – –
    Cópia e cola do que consta no site do Parlamento português, daí os termos brasileiros.

    É o que temos. Uma das competências do PR é “garantir a independência nacional”, na Língua Portuguesa não foram os PR’s garantes de nada, como se vê pelos textos oficiais.

    Ato? Atam o quê e com o quê?
    Atados sim, lá vamos cantando e rindo levados, levados …

  3. O decano dos Ministros dos Negócios Estrangeiros, deu uma conferência de imprensa hoje, para fazer o balanço da actividade referente a 2025.

    Pede que diga aos 3 censores-vermelhos aqui, o seguinte:
    https://vz.ru/news/2026/1/20/1388360.html

    “A Crimeia não é menos importante para a segurança da Federação Russa do que a Gronelândia é para os Estados Unidos”, observou ele, segundo a agência TASS .

    https://tass.com/politics/2074201
    «A Crimeia não é menos importante para a segurança da Rússia do que a Gronelândia é para os EUA.»
    A Gronelândia é um exemplo óbvio de algo que antes era difícil de imaginar, incluindo a perspectiva de preservar a OTAN como um bloco político-militar ocidental unificado.
    A Rússia não vê razão para celebrar um tratado de assistência mútua com a Gronelândia e a Islândia. Moscovo não está envolvida na questão da Gronelândia, mas está a observá-la. ”

    Andava o PREC à rédea solta e andava o SALT II a ser conversado entre soviéticos e americanos.

    Bem podia o secretário-geral-único pedir enforcamentos, dizer que era o Povo quem mais mandava, ou até mandar os ‘fachos’ verem se o mar dava qualquer coisa. De Moscovo chegou uma encomenda para ele. Aberta, verificou que continha uma bisnaga de lubrificante e um falo.

    Estes 3 pequenotes não entendem que lá dentro, no Convento, se passam coisas que para eles são chinês.

    Com tanto problema aqui, andam preocupados em dar tudo e mais alguma coisa aos invasores que aqui chegam e lhes servem a ração diária de pizza encomendada na aplicação, preocupados com os paineleiros e os seus ‘casamentos’ contra-natura, com os plásticos, com o CO2 necessário ao processo de fotossíntese das plantas, com os pópós com motor térmico segundo o ciclo de Otto, …

    É assim que estes marmanjos pretendem resolver os problemas, não dos proletários, que esses são espécie em vias de extinção, que nunca tivemos verdadeiramente, já que passamos de uma sociedade agrária, para uma de serviços quase do dia para a noite.

    Vão lá ajoelhar e rezar, para que os 51 façam como vocês querem, senão, Fascistas! Fascistas! Fascistas! … ‘ad aeternum’ …

  4. ☕ Café com Aires — Boicote às Eleições Burguesas: Guia prático para quem não cai no truque do voto mágico
    Dizem por aí — e dizem com ar sério, como quem anuncia o fim do mundo mas só quer vender guarda-chuvas — que a esquerda institucional continua firme, forte e empenhada… em transformar os seus eleitores em liberais com blush vermelho. Uma espécie de Hello Kitty revolucionária: fofinha por fora, capitalista por dentro. E o mais fascinante é que muitos nem dão por isso, tão ocupados que estão a acreditar que as eleições vão mudar o sistema que as controla. É quase ternurento. Quase.
    É como aquele amigo que diz “eu seguro-te a porta” mas a porta já caiu há três andares.
    Entretanto, no grande circo eleitoral, direita e “esquerda” disputam o poder com a elegância de duas galinhas a lutar por um grão de milho. A comunicação social, sempre prestável, já decidiu quem pode falar, quem pode aparecer e quem pode ganhar.
    O povo?
    O povo que espere sentado, que em pé cansa.
    E agora, a pergunta que ninguém quer fazer mas toda a gente devia: não teria sido mais sensato esta esquerda de opereta juntar-se e apresentar um único candidato? Um programa mínimo, uma ideia comum, um fio de dignidade? Claro que sim. Mas preferiram cada um levar o seu fantoche ao palco, como crianças numa matiné escolar.
    Resultado: um espetáculo de marionetas onde os cordelinhos são visíveis até para quem está na última fila.
    É neste cenário de falência política, ideológica e até estética que surge o boicote. Não como desistência, mas como aquele momento em que o cliente olha para o restaurante, vê baratas na cozinha e diz: “Eu não como aqui, obrigado.”
    Boicotar não é cruzar os braços.
    É recusar ser figurante numa peça escrita pelo capital e encenada pelo Estado. É afirmar que a emancipação dos trabalhadores não virá de boletins de voto, mas de organização, luta e construção de um poder próprio — um que não peça licença ao patrão para existir.
    E, convenhamos, se há coisa que um verdadeiro partido comunista devia fazer, era apontar para a farsa e dizer: “O rei vai nu.” Em vez disso, muitos preferem elogiar o tecido imaginário.
    Depois não digam que não foram avisados, mas vocês insistem em acreditar no Pai Natal eleitoral!

  5. Quase a fazer 52 anos e as justificações do Cócó, do Ranheta e do Facada continuam as mesmas.

    Lembram-me 3 “comunistas” que, enquanto activo tive por perto. As suas respostas quando perguntados por Chernobil, pela saída da Zita e de outros, pela invasão da Hungria, pela invasão da Checoslováquia, pela invasão do Afeganistão, eram as mesmas que estes 3 artolas pseudo-vermelhos por aqui escrevem.

    Veja-se como o ex-interno de um colégio militar e de familiares militares escreve: “… martela versos como um calceteiro …”.
    Longe! Longe! Calceteiro!

    Então ó meu burguês falido, endividado, é assim que queres ser o representante do proletariado?
    É!
    Achas-te a ‘vanguarda esclarecida’ e isso basta-te.
    Tomes tu o Poder e o Candidato Presidencial a quem tu chamas fascista, parecerá um menino de coro, quando os teus esbirros forem soltos. Por alguma razão, foram os que roubaram parte dos processos na PIDE.

    És só um pequeno Yagoda, já que para seres Béria e gerires a criação da Bomba Atómica não tens inteligência.

    • Endoideceu de vez. Sopas de cavalo cansado, trocar cartazes do CU, impingir a folha nacional, vir para a internet dar música arrebenta com estas carolas direitolas que não páram. A dupla fascizóide anda mesmo apanhada do clima.
      Já cá faltava a invocação da Zita, sua donzela favorita. Ainda vivem no PREC, traumatizados atrás da cancela, escondidos numa mansarda, agachados numa viela. Mas estes nunca marcharam na guerra colonial, comiam da gamela, eram finórios, e para disfarçar chamam burgueses aos outros. Devem ter poucos macaquinhos no sótão…

  6. Quase a fazer 52 anos e continuam na mesma.
    Leio as postas de pescada destes 3 padrecos vermelhos e revejo os tempos activos, em que todos os dias tinha que trabalhar ao lado de também 3 “comunistas”.
    As explicações que eles davam para justificar o acidente de Chernobil, a saída da camarada Zita, a invasão da Hungria ou da Checoslováquia quando confrontados com elas, eram as mesmas que o Cócó, o Ranheta e o Facada aqui dão.
    Depois a Direita é que é Conservadora.
    Por agora vão-se limitando a dizer que em 100, 51 terão que ter vergonha.
    Dia 8 à noite, esses 51 serão fascistas, … e deveriam ser pendurados como o pequeno cefalópode gordo gosta de pedir. Não quer Ditadura, mas só se for a dos outros, a dele é uma Ditadura Boa, a do proletariado.

  7. Saberão os bandalhos que vêem para aqui dizer que a democracia e o maior dos males, com poemas ou sem poemas, que mais de um terço dos regimes do mundo são ditaduras?
    Teem muitos sítios para onde ir.
    E o seu farol da humanidade agora aspira a ser uma ditadura por isso também podem tentar ir para lá.
    Talvez uma estadia na Alcatraz dos Aligators ou numa das centenas de centros de detenção de imigrantes onde as pessoas são tratadas pior que animais lhes desse um bocadinho de juízo.
    Realmente o facto de o CU ter ficado longe de um primeiro lugar na promeira volta deve estar a dar lhes a volta ao miolo.
    Porque tal como eu previa que iríamos estar metidos numa grande patranha e num grande sarilho também estes dois trastes, que também viam sondagens e ouviam o mesmo que eu nos cafés, nas tabernas e até nos bairros sociais, isto de gente a viver do rendimento mínimo ser fascista e uma coisa que sempre me surpreendeu, mas que os há, os há, e o seu voto vale tanto como qualquer outro, também estes dois direitolas davam como certo os seus três Salazares encarnados no CU para acabar com isso da democracia.
    Quanto a sua performance aqui, o ardina da Folha Nacional representa o CU, no seu estilo truculento e taberneiro e o senhor do nome quase completo e uma versão certamente mais idosa do tal fascismo mais polido do Cotrim.
    Vamos certamente levar com as suas diatribes até que a sua esperança morra. E isso só acontecerá no dia 8 a noite, assim mais de metade dos que lá forem votar tenha juízo.

  8. Democracia é de qualquer jeito
    Cada um chama-lhe nossa
    O povo está cheio de mossa
    Marcas das lesões do direito.

    Democracia é um nado morto
    O autor perde a autoridade
    O próprio perde a propriedade
    A igualde fica no direito torto.

    Democrata é rasca de verdade
    Não merece qualquer abono
    É cão que não conhece dono
    É só o autor da autoridade.

    Pesa-lhe tanto a autoridade
    Vive no equívoco e no engano
    Elevando o povo a soberano
    Para calcar sem dó nem piedade.

    Democrata é cara de cu
    Seu cérebro vira intestino
    Seu povo vira um desatino
    Seu soberano caminha nu

    • Há o ardina da Folha Nacional, sempre disposto a longas prosas inúteis, para pregar a doutrina patega do luso-excepcionalismo atlantista, e há o poeta do CU (candidato único), que martela versos como um calceteiro lapida as pedras da calçada, mas com menos perícia e mais ruído, que se não tem devia ter também uma publicação regular no folheto gratuito que o ardina impinge a troco de chapas. Nota-se que ambos têm os seus modos peculiares de reagir à amargura, na sua difícil relação com a realidade e péssima pre-disposição para a aprendizagem. Nota-se que os direitolas não andam bem das suas tolas…

      • Em 1952 o Irão elegeram os seus órgãos de soberania. Os ingleses e afins foram lá, bagunçaram e colocaram um Xá – um tirano. Alguns destes comentadores conhece a história da guerra da Coreia. E por cá conhecem e aprofundam alguma ideia fora dos chavões sem sentido baseados nas vossas ideologias . Democracia é uma palavra composta: afixo e sufixo que tem significados próprios.
        Há tanta liberdade que só tens uma vacina para o covid.
        Quanto a essa história do fascismo e da democracia, o pai desta fez um vídeo onde se confessa ter andado toda a vida equivocado e o Salazar não era fascista.

  9. Na emissão de ontem (19-1-26) da rubrica da treta que a SIC passa às segundas-feiras no Jornal da Noite, que dantes se chamava ‘Polígrafo’ e agora rebaptizaram ‘SIC Verifica’, vê-se (ao minuto 20:54) o Ventrulhas, ainda durante a campanha, dirigir-se “entusiasmado” a uma apoiante não menos entusiasmada que o chama de dentro de um carro, em Elvas. O nosso “herói” dirige-se ao carro, agarra entusiasticamente a mão da apoiante e “beija-a”, numa atitude de aparente carinho e humildade. Qual é o problema, perguntarão! O problema é que a mão que ele beija é a sua própria e não a da apoiante, e é claro que ele sabe isso perfeitamente. Fia-se na rapidez de movimentos e na sequência “trepidante” de imagens para que, na confusão, ninguém note, mas a verdade é que está (mais uma vez) a vigarizar, está, consciente e deliberadamente, a passar uma mensagem mentirosa. Eu até percebo que ele não queira beijar a mão de uma mulher que nunca viu antes (sabe-se lá onde aquela mão andou antes, pode ter estado a tirar macacos do nariz ou a coçar o rabo), mas uma vigarice é sempre uma vigarice, uma aldrabice nunca será mais do que aldrabice e um vigarista e aldrabão será sempre um vigarista e aldrabão. E, francamente, face ao risco de ser topado (como foi, pelo menos por mim), parece-me que o “lucro” potencial da manobra não compensava. Mas cada um sabe de si e ainda bem que o 4° pastorinho, por vezes, sabe bem pouco.

  10. E és tu, meu escravo, que vais garantir que tenhamos maneira de nos defender do louco que agora surge do outro lado do mar?
    Se calhar tinha ajudado se não tivéssemos passado os últimos quatro anos a f*der o vizinho do lago apoiando a guerra proxy comandada pela nação de pilhantes do outro lado do mar.
    Nacao essa que em pouco mais de 200 anos de história já fez mais de 100 incursões de pilhagem sobre outros países, nalguns dos quais cinco ou seis vezes.
    O que nunca tinham era ameaçado a Europa.
    Pois assoem se a esse guardanapo.
    Quanto a ti podes esquecer o regresso dos três Salazares cá ao burgo.
    Vai ver se o mar da choco que a noite está fraquinha.

  11. Entendam-se! Vocês são brancos, perdão, Vermelhos, decidam lá entre vós, quem é que vai mandar e de que maneira.
    Era bom! Bem posso esperar, mas sentado, que a espera vai ser longa.

    Querer que o PR trate do SNS, parece-me falta de leitura das competências dele.
    Mas adiante que isto é como na cantilena, já não sei de quem: paz, pão, habitação, … dizem-me ali da mesa do canto, que é do Sérgio Godinho. É capaz.

    Mas a vinda é para deixar este link:
    https://www.ga-asi.com/germany-buys-eight-mq-9b-seaguardian-rpa-through-nspa

    querem que a UE esteja unida? que tenha força? que não sei que mais.

    A UE não consegue ter um avião de combate seu, que seja de nova geração. Porque os alemães não o conseguem fazer sozinhos. Para tal precisam dos franceses e os franceses não estão para dar o ouro ao bandido, se não forem eles a comandar o projecto, já que, os franceses sabem fazer motores e não estão dispostos a ensinar os alemães. Amigos amigos, negócios à parte.

    O link refere a compra de drones americanos para os alemães.

    As armas são americanas, os sobressalentes são americanos. A Alemanha tal como o Japão foram derrotados e estão ocupados pelo pior inimigo que um país pode ter, o Aliado agora, que foi o inimigo ontem.

    O AfD já pede pela voz de um dos seus, armas nucleares.
    Sim, sim, o malandro era o Líder Supremo da Coreia do Norte, o Camarada Kim Jon-un e os iranianos, não esquecer os iranianos.
    https://swentr.site/news/631139-germany-nuclear-weapons-trump-greenland/

    Força!
    Na ponta da espingarda e do míssil, por muito que desagrade aqui aos paineleiros de esquerda, da esquerda-caviar, da esquerda-champagne e da esquerda-da-bifana e do copo de tinto, hoje mais da mijeka.

    Os tempos não estão para papagaios-de-bico-vermelho e as suas cantilenas pacifistas, a sua tara sexual pelos invasores escuros que aqui aportam, a defesa do ‘wokismo’ do tempo do Senil Biden, mas para gente que sabe que não se defender, é comida de cebolada.

  12. Nestas eleições muita gente não votou por convicção mas simplesmente naquele que tinha mais possibilidades de seguir para uma segunda volta transformando o acto eleitoral numa corrida de cavalos.
    Porque todas as sondagens o que garantiam era a passagem do candidato representante do fascismo a segunda volta e a frente.
    Esse espectro dominou a campanha e não houve espaço para mais.
    E temos mesmo de começar a falar nos problemas que interessam as pessoas sem dizer que a culpa é dos imigrantes e dos ciganos.
    E o Montenegro talvez tenha feito bem em não declarar apoio ao Seguro pois que o seu a Mendes deu no que deu.
    O homem da Spinunviva também está a precisar de acordar e ver que muita gente está farta dele até às tetas e muito arrependida de nele ter votado.
    Já do Marques Mendes confesso que esperava um bocadinho mais de vergonha nas trombas.

  13. Mas a candidatura do António Filipe fartou-se de falar na Constituição da República e nos seus valores fundamentais!
    Quem não quis falar disso foram as outras candidaturas e a comunicação social dominante.
    O Livre? de esquerda? O Livre não advoga a dissolussão da OTAN! Como o nosso Artº 7º.
    O BE? O BE advoga a legalização da prostituição no nosso país! Tornar as mulheres prostituidas em em trabalhadoras é inacreditável.

    • Nao posso estar mais de acordo, finalmente no meio de tanto palavrado, praticamente ininteligivel de muitos dos comentadores, uma voz serena, sucinta e clara. O LIVRE pelo menos aparentemente defende a Nato e nao a coloca em questao, quando todos deveriamos perguntar se estamos perante uma instituiçao que quer promover a paz ou que bem ao contrario apenas está empenhada em provocar e alimentar guerras. O BLOCO é um equivoco completo, para alem da legalizaçao da prostituiçao, ao melhor estilo neoliberal libertário, tambem fez o numero de circo de ir à Ucrania bajolar um individuo que nao tem a minima noçao do que é defender os interesses do seu país.

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