Feliz Natal

(Por Estátua de Sal, 25/12/2025


Natal. Seja lá o que isso for. Não é por fazermos votos de bom Natal que passaremos a ter um Mundo melhor. Nem que a vida passe a ser melhor para milhões de deserdados e sofredores da iniquidade e de um sistema económico que prospera cada vez mais para poucos em detrimento da grande maioria.

Mas as comunidades também vivem de rituais e da partilha de comportamentos. As tradições são isso mesmo. Uma herança da memória de outros tempos, por vezes atavismos fora de época.
E essa partilha pode gerar uma resultante social, positiva ou não, construtiva ou não. Dinâmica para a esperança ou dinâmica para coisa nenhuma.

E neste Natal, em particular, dinâmica também para o perigo da escalada dessas guerras insanas que estão a povoar o Mundo e a ameaçar as nossas vidas. Sim, porque os morticínios não são “lá longe”, entram-nos casa adentro, todos os dias em doses cavalares, servidos pela nudez crua das imagens das televisões. E que nos lembremos que não são marionettes mas sim seres humanos que estão a ser espezinhados por outros seres humanos. A barbárie a que urge pôr cobro, assim a paz se impusesse, ao menos, porque é Natal…

Natal. Seja lá o que isso for, é pelo menos uma pausa na rotina de muitos de nós. Algumas liturgias tomam conta do quotidiano. As prendas, as crianças, as ceias, os encontros e reencontros familiares, os presépios e outros símbolos para os crentes e até para os menos crentes.

E por isso mesmo, quer queiramos quer não, o Natal é sempre uma singularidade, no percurso do calendário anual. Quer para os que o vivem em esperança, em fervor e em otimismo, quer para os que amargamente sofrem o desânimo de nada ter para vivenciar, e para os quais o Natal é apenas mais um dia no caminho de um calvário repetido e constante. Lembremo-nos desses, reflitamos porque são as coisas assim e questionemos porque terão que ser assim.

E para que se mantenha a tradição, para todos os meus amigos e para todos os que me lêem. aqui ficam os meus votos de Feliz Natal. Seja lá o que isso for. Seja lá o que cada um queira que seja, e que possa ser, nestes tempos sombrios de guerra e de barbárie.


12 pensamentos sobre “Feliz Natal

  1. Diz o gabarola musculado:

    “Quanto ao CU continuo a esperar que o CU não ganhe as eleições e que de preferência nem à segunda volta vá.”

    Não foi há um ano, nem sequer há um mês, mas sim há meia dúzia de dias, garantias aqui que o Quarto Pastorinho tinha a vitória assegurada e se aproximavam anos negros, com o jagunço na presidência. Uma semana volvida, dás um atlético mortal à retaguarda, seguido de cambalhota em frente, e declaras que “CONTINUAS A ESPERAR que o CU não ganhe as eleições e que de preferência nem à segunda volta vá” (sic).

    MENTES descaradamente quando dizes que CONTINUAS A ESPERAR, porque há uma semana declaravas esperar o contrário e desmoralizavas a malta, escrevendo que era praticamente garantido que teríamos de o aguentar na presidência. Que porra de jogo é esse, pá? Faz já algum tempo que me causa estranheza muito do que sai dos teus musculados dedinhos, mas a intervenção das 7:48 espanta-me, tanta é a fé na falta de memória do pessoal! Concentra-te, pá, estás a perder completamente o controlo da narrativa!

  2. Desde que vi mesmo na televisão o ecrã negro e a menção que o canal estava proibido por não sei que regulamento comunitário em letras brancas que não me fio muito na vergonha nas trombas desta gente.
    Pouca vergonha que se tem manifestação no apoio incondicional e as nossas custas, que já dura há quase quatro anos, a uma figura sinistra e cruel como Herr Zelensky. Ou a uma nação genocida como Israel.
    Espero efectivamente que não percamos um dia poucos espaços de lucidez que restam por aí.
    Quanto ao CU continuo a esperar que o CU não ganhe as eleições e que de preferência nem a segunda volta va.
    Que se cumpram os votos de quem deseja que cada vez haja menos pategos.

  3. Feliz Natal e que a Pategónia tenha não só um dia com um pouco menos de propaganda para pategos, como uma quadra inteira, eco foco possa incidir nos maos desfavorecidos e vulneráveis, e não nos colarinhos brancos e engravatados. E quanto ao futuro, era o que faltava censurarem a Estatuária, era sinal que os auto-proclamados “moderados” tinham perdido de vez a vergonha nas fuças, ou que tinham passado a ser 100% sabujos a tempo inteiro. Ou então que o “democrata” CU (candidato único) tinha ganho eleições…

  4. Feliz Natal e que no ano que vem nós deixem continuar por cá, que borregos e pategos há muitos e um espaço de sanidade faz muita falta.
    Quanto ao Quarto Pastorinho que o santo protector dos tubarões brancos famintos faça com que ele encontre um.

  5. Estátua amiga, que te mantenhas, não só no Natal mas durante todo o ano, um farol de empenhamento cívico, coragem e sanidade mental no oceano de borregos e moços de recados em que nos querem afogar! É um desejo que tenho por antecipadamente cumprido.

    E como no Natal, tal como no Carnaval, ninguém leva a mal (espero eu!), não me esqueço do Quarto Pastorinho. Assim, meto uma sabática no meu ateísmo para desejar, de todo o coração, que Nossa Senhora do Refluxo Esofágico não se esqueça dele e o bafeje, sem cessar, com as bênçãos do seu Divino e Especializado Alforge! Ámen!

  6. Feliz Natal e muitos parabéns pelo excelente trabalho que tem realizado em prol da verdade. Vamos devagar mas vamos longe!! Obrigada!!!

  7. Neste Natal, desejos de que a Estátua nunca se canse de dar voz a quem não abandona o protesto, a crítica, as injustiças e a quem ajuda a compreender melhor o mundo feroz que temos pela frente. Feliz Natal

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