Imaginem que um terrorista se esconde na escola dos vossos filhos

(Raquel Varela, in Facebook, 21/11/2024)


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Imaginem que um terrorista se esconde na escola dos vossos filhos, e o Governo decide bombardear toda a escola e matar todas as crianças para matar o terrorista.

 Nem sequer vou debater quem é o alegado terrorista, o que é a violência colonial e a resistência, o que é o Hamas ou não é, assuma-se que aquele homem escondido na escola será o pior ser humano do mundo, alguém pode alguma vez aceitar que um governo faça explodir 18 mil crianças e deixe dezenas de milhar amputadas, sem pernas, sem braços, destruídas mentalmente para sempre para matar quem quer que seja do Hamas?

Como se pode matar médicos e enfermeiros porque estava aí escondido um membro do Hamas, ou mesmo mísseis? Sim, imaginemos que amanhã os piores criminosos do mundo se barricam no Hospital Santa Maria, que faz o Governo? Bombardeia o hospital? Quem não percebe isto e não toma posição, é cúmplice.

Não há nenhuma comparação entre o que se passa na Ucrânia e em Gaza. A Ucrânia é uma guerra trágica, Gaza é um campo de morte, sem fuga possível.

Há um novo ar do tempo. Os nazis esconderam os campos de concentração e extermínio, e negaram a sua existência; os bombardeamentos de civis eram vistos como intoleráveis. E também negados na II Guerra, até se tornar claro que eram uma opção. Mesmo na guerra do golfo inventaram “dano colateral”.

Israel e os governos cúmplices matam em direto, todos os dias, não negam, não lhe chamam dano colateral, vemos mesmo os líderes políticos e militares salivarem como loucos com a matança.

 Sim, é o mais importante combate das nossas vidas. Defender a Palestina. Porque do outro lado está a defesa, para todo o mundo, de que não há qualquer lei na guerra e de que vale tudo. Até o extermínio, caído do céu, em direto.

16 pensamentos sobre “Imaginem que um terrorista se esconde na escola dos vossos filhos

  1. Claro que não somos todos. No meu caso concreto vivo do meu trabalho, não sou assassino, nem ladrão nem tarado sexual, nem apoio gente dessa.
    Mas todos quantos ainda falam em coisas como o direito de defesa de Israel são tão culpados como quem mata.
    Porque se lá estivessem faziam o mesmo.
    Porque e o facto de os nossos governos saberem que eles são muitos que faz os nossos governos dizerem barbaridades como “somos todos israelitas” e porem nos a participar no envio de armas para genocidas e pervertidos sexuais.
    Enquanto houver idiotas a mandar para a Rússia e a chamar putinista a quem não acha normal que apoiamos nazis os nossos governos vão continuar a deitar e rolar na auto estrada para o Inferno por onde nos estao a levar a todos.
    Enquanto os defensores de nazistas e genocidas forem mais que nos nenhum governo arrepiara caminho nem mudara este rumo de destruição.

  2. Eu sempre defendi a Raquel contra os ataques geralmente por parte do PC, por ter consciência de que ela tem quase sempre razão e fala a verdade. Creio ser contraproducente a ideia de andar a disparar em todas as direcções, dizendo que são todos maus, excepto quem a gente sabe. Acresce ser norma aqui no rectãngulo que ninguém de alguma importância seja alguma vez responsabilizado pelos seus actos, quer se trate de decisões primando pela mais total incompetência quer até por omissão pura e simples. E nisso todos os partidos da AR são inteiramente cúmplices, pois que apenas lutam para que tudo permaneça na mesma, virados para o seu umbigo. Definitivamente não somos todos, são apenas alguns e o grau de culpa varia bastante. A atitude de colocar tudo no mesmo saco é e será sempre profundamente destrutiva, por muito que as alegadas intenções possam ser eventualmente as melhores.

  3. Claro que sou contra o vale tudo. Não acredito na morte nem na pena de morte e até a pretensa misericórdia da morte por injeção letal nos Estados Unidos me causa calafrios.
    Um monstro como Netanyahu merece passar o resto dos seus dias numa cadeia dura, de preferência no mais quente do deserto mas não defendo a sua morte.
    Pessoalmente vi a morte a frente com enxada e tudo em tempos muito recentes, talvez por isso não vejo com ligeireza isso de matar os assassinos.
    Mas infelizmente fomos todos miseravelmente reduzidos a apoiantes de nazis, sionistas e outros assassinos em massa.
    O “somos todos israelitas” esta me atravessado. Senti o como uma ofensa pessoal.
    Porque a história daquela nação e um continuo de crimes horrendos, aquela nação e hedionda e a sua medonha bandeira da me calafrios.
    Mas não pude fazer nada quanto a isso e por isso compreendo o sentimento de frustração de quem defende a guilhotina para gente dessa.
    Para esses e para os que nos poem a beira de uma guerra nuclear como bem explica o articulista seguinte.
    Um antigo inspector da ONU, um antigo fuzileiro naval dos Estados Unidos que sabe de certeza mais do que fala do que o nosso Isidro de Morais.
    Porque ele sabe que neste momento o seu país está a ser gerido por gente que não se importa de sacrificar um terço da população do país em nome de derrotar e destruir a Rússia.
    E gente como ele não tem até agora conseguido fazer nada contra isso mas sempre vai tentando acordar alguns.
    Bem haja a quem ainda não perdeu a esperança num amanhã em que todos possamos continuar a viver.
    Que grande patranha e que grande sarilho em que estamos metidos.

  4. Para a estratégia do governo se Israel seria excelente, aproveitava para matar mais uma série de crianças.
    O caminho mais curto para o genocídio do povo palestino passa por matar o maior número de crianças e de mulheres. Só isso é que justifica que cerca de 70% dos mortos em Gaza, por ataque dos israelitas, sejam mulheres e crianças.
    De uma assentada Israel mata os futuros resistentes à ocupação e colonização daquele território e liquidam a possibilidade das mulheres gerarem novas crianças.
    Igualmente miserável é os governantes ocidentais, com excepção do governo espanhol, apoiarem e até se sentirem ofendidos com as criticas a Netanyahu ou ao seu governo nazi.

  5. Temos é de responsabilizar TODOS os partidos políticos e seus dirigentes que nos levaram até aqui e disseram que somos todos israelitas (ou seja, pró-Netanyahu) mas nunca se lembrou que somos todos palestinos (para não sermos acusados de simpatia com o Hamas nem de ter, no pensamento poucochinho de Marcelo, “começado desta vez”). Estes políticos maniqueístas é que têm de ser responsabilizados e punidos, não apenas politicamente, mas também judicialmente por colaborarem, facilitarem, branquearem crimes de guerra contra a Humanidade. Não é passarem impunes e serem apenas “julgados pela História”, no futuro.
    Assim, a mensagem da impunidade por defenderem, colaborarem e branquearem criminosos psicopatas e sociopatas teria custos – numa sociedade desenvolvida, em que não “fôssemos todos israelitas”, ou sionistas, ou nazi-fascistas, como eles pretendem e querem forçar que sejamos, com métodos de coacção e perseguição política, económica e social.
    Comece-se a destruir a propaganda, com argumentos lógicos, com recurso aos métodos dialécticos e da maiêutica, e as máscaras vão começar a cair, e o rei seguirá exposto, nu.
    Não pode é valer tudo, como vale para os psicopatas e os sociopatas.

    • Uma acção judicial/criminal deste tipo, contra os representantes políticos da República que violam sistematicamente a Constituição, a Carta dos Direitos Humanos e os da Criança, entre outros tratados e leis de direito internacional, seria um teste supremo não só à autenticidade do sistema político vigente (baseado na separação de poderes, e do direito Constitucional), como dos seus representantes.
      E se estes se mostrassem incapazes, inaptos, bloqueados por laços de conivência de índole vária, fosse por corrupção, fosse por afiliação ideológica/de classe/de privilégios, fosse por nepotismo puro e duro, então aí sim, denunciar e combater (com meios legítimos até ao último recurso) esse mesmo regime falido, imoral e despótico, que se mostraria uma farsa aos olhos de todos os que vêem e não fecham os olhos para não ver.
      É por aqui que se tem de ir, antes de se ir por outros caminhos, que poderão até tornar-se, além de perigosos e evitáveis, desnecessários. É por aqui que se pode mostrar a diferença entre os cidadãos de bem e esses sociopatas e psicopatas sem escrúpulos que usam o Estado (como “pessoa de bem”) para fazer o mal, relativizando-o e transformando-o em necessário e benéfico (mas só para alguns).

  6. Não somos todos nós mas e isso que fazemos. Gostemos ou não.
    Nos estamos na posição dos opositores alemães ao nazismo com a diferença de que, por enquanto, não corremos risco de tortura e morte, apesar de alguns manifestantes contra o genocídio israelita já terem noutros países apanhado forte e feio da polícia, enquanto noutros gente perde os empregos e estudantes são expulsos de universidades.
    Aqui gente que se diz israelita já agrediu manifestantes sem que a polícia se incomode.
    Mas estamos na posição dos opositores ao nazismo no sentido de que não somos suficientes para impedir os crimes que são cometidos também em nosso nome.
    Quando o nosso mais alto magistrado da nação disse “somos todos israelitas” estava mesmo a meter nos todos no mesmo saco, gostemos ou não.
    E nesse sentido que digo que estamos todos a fazer isto.
    Não interessa nada se não somos racistas, fascistas, nazistas, tarados sexuais, assassinos e torturadores.
    Se não deliramos a dizer que somos arianos descendentes dos vikings ou povo eleito de Deus.
    Não somos suficientes para impedir a ação desses monstros em forma de gente.
    E gostemos ou não se tivermos de sofrer consequências tipo uma grande guerra ou pagar a energia e todos os produtos ao preço do ouro, ou ficar literalmente a paobr água para pagar os juros da casa ou qualquer outra coisa vamos levar no focinho tal como os idiotas que nos mandam para a Rússia ou o Irao.

  7. Quem mata são os assassinos, psicopatas. Quem tortura e sodomiza prisioneiros são torturadores e sodomitas, eles sim pervertidos sexuais.
    Não somos nós todos, não é a Raquel Varela. Eu não sou assassino, nem torturo pessoas.

    O maniqueísmo (que é uma forma de totalitarismo ideológica) de “ou estás connosco ou estás contra nós”, além de ser uma prisão mental (pois não existe só o preto e o branco, também existem os cinzentos). É típica de regimes totalitários, opressivos e repressivos, divide as sociedades, as pessoas, serve precisamente o oposto daquilo a que se propõe. É, em suma, a forma errada de pensar, pois parte de generalidades para tentar definir idealizações de pureza moral, ética ou política.

    A sociedade de consumo tem as suas vicissitudes e dependências, e as pessoas estão (em maior ou menor grau) inseridas nessa sociedade. A maioria das pessoas não define o modelo de sociedade, pois que os meios de produção (de bens essenciais, de produtos de consumo, de tecnologia, de serviços, de informação, etc) não lhes pertencem, e sim a alguns poucos, reunidos ou divididos em corporações, que definem os modelos “normalizados” e dirigem as sociedades consoante os seus interesses.
    Retirar a Raquel Varela da RTP, dominada “24/7” por desinformação, apenas vai resultar numa desinformação ainda mais homogénea e sem qualquer contraditório. Não é solução, é niilismo. E por aí fora.
    Comece-se por desmontar o poder corporativo, e não aumentá-lo por exasperação, desistência ou impotência. Não se ganha por se ser mais intempestivo, e sim mais sensato e inteligente.
    Não ganhamos nada por estar a procurar inimigos a cada esquina, há muitos que andam por aí disfarçados ou ocultos mas muitos deles têm rosto e são bem conhecidos.
    Netanyahu e Galland são 2 deles, e se têm agora mandato de detenção internacional pelo TPI então não se perde nada com isso. Não são os únicos psicopatas assassinos? Claro que não! Mas são os responsáveis políticos actuais pelo genocídio intensivo em curso actualmente e por isso devem ser responsabilizados.
    E obviamente que os anglo-saxões que dizem que se for preciso invadem Haia para resgatar um cidadão norte-americano que lá vá bater na barra do tribunal são causa de descrédito para o Direito Internacional, e não é de hoje. O texto sobre o assassinato de JFK foca precisamente como funciona a camarilha do Estado Profundo quando os “interesses superiores” são colocados em causa. E levam tudo à frente. E é verdade que têm muita gente a servi-los e a bajulá-los e a branqueá-los, pessoas que não merecem crédito algum, sem estatura ou envergadura intelectual e moral.
    Ainda hoje Viriato Soromenho Marques foi ao programa Janela Global da Márcia Rodrigues, que é normalmente uma câmara de ressonância da propaganda anglo-americana e evito ver. Mas estive a ver é se é o mínimo que posso ter de contraditório a essa propaganda, seria melhor que ele não fosse lá rebatê-la? Assim não vamos a lado nenhum.
    Todas as teses inovadoras começam por ser ridicularizadas, depois perseguidas e atacadas, finalmente levadas em linha de conta até serem aceites como válidas e substituírem as anteriores. Cabe-nos ser os pioneiros das mesmas, e o apelo à violência soa ao desespero que os poderosos patologicamente sentem de verem fugir-lhes o chão debaixo dos pés. Psicopatas e sociopatas não se combatem com psicopatia e sociopatia, e sim com inteligência e destreza. E a força da verdade, que vem sempre ao de cima.

    • E aqui não há qualquer relativismo moral, assassinar é errado, é o mal (sobretudo quando é feito indiscriminadamente, massivamente, sem legítima defesa, sobre inocentes) assim como torturar ou abusar. E isto é válido para todos, sejam supremacistas ou “freedom fighters”.
      O relativismo moral surge quando se pretende tornar o mal num “mal necessário” que se torna um “bem” (que é o que fazem os supremacistas sionistas, ou os nazis, ou os anglo-saxões americanos, etc), gerando limpezas étnicas sucessivas até aos dias de hoje, sem fim à vista.
      O que temos de demonstrar é a verdade, não somos como eles, porque não somos psicopatas nem sociopatas sem escrúpulos.

  8. O outro lado somos todos nós. Quem permite aos trastes fanáticos, messiânicos e genocidas fazerem o que fazem somos todos nós, os que lhes damos as armas.
    No caso de Israel as armas, nem são vendidas, são mesmo dadas por fundos destinados a apoiar a bandidagem.
    Uma bandidagem que, e preciso que se diga tem uma religião brutal, cruel, que diz aos seus fiéis que eles são a raça eleita de Deus, uma religião que lhes diz que todos os povos do mundo, e não so os que teem a desdita de ser seus vizinhos, são para tratar o pior possível.
    No caso dos vizinhos o que e preciso e matar sem do nem piedade.
    Segundo o seu mito fundador foi isso mesmo que foi feito para que a terra fosse ocupada.
    O que faz com que os bandidos não escondam o que fazem nem o tentem justificar não e só as armas e a impunidade que lhes damos. E acharem que o que fazem e legítimo e legitimado pelo próprio Deus.
    Quanto a desumanização do outro já a estratégia está plasmada no seu mito fundador.
    Os povos a volta eram pervertidos sexuais, bêbados e faziam sacrifícios de crianças.
    Por isso fazia todo o sentido que um bando de barbudos entrasse nas suas cidades e matasse tudo, de velhos, a mulheres grávidas, a crianças recém nascidas.
    E eram mesmo todos para matar e, nalguns casos,destruiu totalmente pelo fogo pois que nem sepultura deveria ter essa gente votada pelo próprio Deus a destruição.
    Portanto quanto as acções infames de Israel nos dias de hoje não há nada de novo.
    Segundo eles e o próprio Deus que os manda fazer isso e as ordens de Deus são para cumprir com orgulho, não interessam também as consequências.
    Porque também acreditam no fim do mundo via uma grande conflagração de que só os eleitos de Deus escaparão.
    E isto que os torna um perigo para todos nós mas ninguém acorda.
    Quanto a fatwa lançada contra o cão raivoso, que trastes como Orban e outros já dizem orgulhosamente que não vão cumprir tendo inclusive convidado o traste a visitar o país, ela tinha de ser lançada ou não havia maneira de justificar a fatwa lançada contra Putin logo nos alvores da guerra da Ucrânia.
    Quanto a histórias de gente do Hamas em escolas e hospitais sao mais uma faceta da hedionda propaganda de Israel e eu prefiro acreditar na palavra de muitos sobreviventes que garantem que o que lá havia era mulheres e crianças, gente doente e profissionais de saúde.
    De qualquer modo sabemos todos chamar de tudo a Rússia quando a gente do Azov faz isso e corre mal para civis sem nunca se atingir a orgia de sangue que caracteriza as ações israelitas, mas no caso de Israel achamos normal.
    O que diríamos se na tomada de Mariupol os russos tivessem despejados bombas perfurantes nos túneis de Azovstal matando os nazistas e os dois mil desgraçados que eles lá tinham como escudos humanos?
    Então porque e que quando e Israel a faze lo, nem tendo nos a certeza que e verdade, pois para essa gente também e legítimo mentir para enganar os gentios, achamos legítimo e normal?
    Só posso deitar as culpas mesmo ao racismo que faz com que as crianças loiras valham mais que as castanhas.
    Se morrer uma criança em Kiev cai o Carmo e a Trindade em cima da Rússia em geral e de Putin em particular.
    Na Palestina morrem despedaçadas todos os dias e toda a gente continua a falar no direito de Israel a defender se.
    Claro que até isso de crianças loiras tem que se lhe diga pois se os nazis matarem no Donbass ou na Rússia já as crianças mortas valem tão pouco como as palestinianas por muito loiras que sejam.
    Isto tem a ver também sobre como quem são os assassinos, se são os nossos ou os do outro lado.
    Tenham vergonha no focinho e vao ver se o mar da tubarão branco faminto.

  9. Subscrevo por inteiro o texto da Raquel Varela.

    Faz falta a muita gente usar o cérebro, pois tenho visto muita gentinha simplesmente repetir a propaganda nazi-sionista: “ah e tal, o Hamas é terrorista porque se esconde atrás de escudos humanos”.

    Quando um lado de propósito extermina jornalistas, padeiros, médicos, funcionários da ONU, civis, mulheres e crianças, então são todos “escudos humanos”.

    Mas há que fazer a pergunta, à Raquel Varela, a todos aliás, qual é mesmo o “outro lado”?

    Se a respostas for só “israel”, então essa é a resposta de um cego, a mesma que se ouve no paleio dos Bloquistas.
    Não, a resposta correcta é que o “outro lado” SOMOS NÓS, os legitimadores dos regimes ocidentais, nazi-sionistas genocidas imperialistas.

    Não é só o Netanyahu e o Galant. São também o Biden, o Trump, Starmer, Sunak, Macron, Meloni, Scholz, Leyen, Montenegro, Pedro Nuno Santos, “gente” da RTP, SIC, TVI, etc. E quem é que os elege e chama “extremista” e “populista” a quem os quer derrubar? A esmagadora maioria da população ocidental. Aqueles 55% de Portugueses que vão votar, e votam nos partidos amigos de “israel”, fanáticos da UE, corruptos da NATO, vassalos dos EUA, são todos tão culpados como Netanyahu.

    E o tal lado da completa ausência de leis e de direitos humanos, é o lado Ocidental coletivamente falando. Não é este boi ou aquela vaca sentados na Casa Branca. Somos nós que continuamos a usar Facebook, X, CNN, Hollywood, Netflix, Microsoft, Google, Apple, Coca Cola, etc.

    De cada vez que vocês vêem um anúncio antes de um vídeo no YouTube, estão a financiar os mísseis que são enviados para Nazis Ucranianos, para genocidas israelitas, para o (esse sim terrorista) Hayat Tarir al-Sham na Síria, etc.

    De cada vez que vemos a bandeira Porutugesa em segundo plano, com a bandeira da ditadura EUropeia cada vez mais presente e na frente, e deixamos isso passar sem fazermos uma revolução para restaurar a nossa decência e independência, somos culpados!

    De cada vez que um general “português” vai à CNN repetir todos os talking pointa do Pentágono, um por um, e esse general continua vivo em vez de ser condenado à morte por traição à pátria, nós somos culpados.

    De cada vez que damos uma dentada num McBurger, usamos o GPS, mandamos vir um Uber, compramos pela Amazon, comunicamos via Gmail, ou usamos um PC com Windows, etc, estamos a ser cúmplices de genocídio, e a financiar as armas usadas nesses extermínio.

    Deixem-se de m*rdas!!! Isto está tudo completamente podre! E não há qualquer salvação à vista. As PRESStitutas manipulam tudo e quase todos, o regime chama “liberdade” a nazis, “democracia” a golpes da CIA, “defesa” à destruição de países inteiros, “crescimento” à desigualdade pornográfica fruto do NeoLiberalismo, e “direitos humanos” à limpeza étnica.
    E mais de 90% do povo não se incomoda.

    O mandato de captura ao Netanyahu foi emitido por um “tribunal” que não investigou sequer um único dos responsáveis pelo extermínio de +1 milhão de Iraquianos, ou pela destruição da Líbia.
    Elogiar esse tribunal é ser cego. Este mandato de captura nada mais é que a continuação da narrativa do “Netanyahu sozinho faz maldades”, cujo objetivo é ilibar os porcos genocidas anglo-americanos e o projecto genocida de “israel” (ou o nazi-sionismo).

    Quando uma bomba desfaz uma criança Palestiniana em pedaços, em que é que isso difere da criança Cubana a quem faltaram algumas calorias devido àa sanções? Em que é que isso difere da criança do Donbass que levou com uma bomba ilegal de fragmentação em cima? Em que é que isto difere da criança no Sudão assassinada pelas RSF financiadas pelo Pentágono? Em que é que isto difere das criança Afegãs esfomeadas? Etc.
    Só há diferenças na aparência, mas na realidade tudo isto é a mesmíssima coisa: agressão nazi-sionista genocida do império anglo-americano e de seus vassalos do ocidente coletivo.

    E quem é que legitima e financia isso? É o “outro lado”? Não. Somos nós! É quem compra um par de sapatilhas da Nike, quem paga bilhete para ver a Gal Gadot no cinema, quem vai ao concerto da Taylor Swift, quem aplaude Obama, quem idolatra Musk, quem usa dólares, quem conduz um Ford, quem come pizza Hut, quem vê a RTP, SiC, TVI, etc, quem vota nas eleições, quem celebra o 25-Abril apesar dele estar mais que morto e enterrado, etc.

    O “mais importante combate das nossas vidas” é nota de rodapé para a esmagadora maioria dos ocidentais. Esse combate está perdido.
    A Casa Branca, Westminster, e aa sedes da NATO e UE continuam de pé, e as guilhotinas continuam arrecadadas. O combate está mais do que perdido. Nós mesmos, colectivamente, estamos perdidos. E pior, desta vez não há Soviéticos para se sacrificarem e virem cá salvar-nos.
    Estamos por nossa conta. Vamos andar a conviver com nazi-fascistas racistas belicistas imperialistas sionistas genocidas durante muitas décadas, na podridão moral total, cada vez mais isolados e odiados no resto do Mundo.

    E porquê? Porque as pessoas decentes como a Raquel Varela são uma pequena minoria, e mesmo dentro dessa minoria, quase ninguém percebe que o mal não é o “outro lado”. Somos nós. A Raquel Varela já deixou de legitimar a RTP? Não. Continua a prostituir-se ao lado de quem apoia nazis, genocidas, presta vassalagem ao império anglo-americano, e passa 24h/dia a difundir a sua propaganda.

    E como ela, estão a esmagadora maioria das pessoas, inclusive as que são críticas da NATO, UE, EUA, e Ucrânia.
    Não sei se é falta de capacidade mental, ou se é um mecanismo de auto-preservação que as leva a este estado de negação. Não há democracia nem liberdade nem direitos humanos nem verdade. E nada disto se resolve com palavras. Seria preciso uma mudança extrema de hábitos, violência, e muita, mas mesmo muita gente a ir parar à cadeia. Uma restauração do 25-Abril e da independência num só acto, e desta feita prendendo os fachos sanguínios da “Democracia” Liberal.
    Seria preciso um movimento de Capitães todos anti-NATO a andarem à porrada com os mais fiéis agentes do Pentágono que vestem a farda portuguesa só para enganar.

    E depois de limpo Portugal, seria preciso esperar por uma onda de revoluções semelhantes por toda a Europa.
    O Sunak e o Starmer na mesma cela em Belmarsh. O Macron na guilhotina. A Meloni pendurada de pernas para o ar tal como o seu ídolo Mussilini. As PRESStitutas da Euronews, BBC, etc, todas atrás das grades, e julgadas em Nuremberga tal como os “jornalistas” da Alemanha Nazi.

    Seria depois preciso uma Europa unida para se defender das represálias dos EUA. Para se defender do terrorismo da CIA e da Mossad.
    E seriam preciso anos, décadas, para reverter a lavagem cerebral de que a esmagadora maioria das pessoas é vítima no Ocidente.
    Explicar a verdade sobre o que se passa na Ucrânia. Expor os planos maquiavélicos dos EUA para o resto do Mundo. Desmascarar, uma por uma, todas as FakeNews e manipulações das PRESStitutas ditas e repetidas ao longo de décadas a fio.

    E agora eu pergunto: quando é que alfo assim vai acontecer? Nunca.
    Nós, colectivamente, somos o “outro lado”, a proxy na Ucrânia será até ao último homem eslavo, o genocídio na Palestina será até não ficar ninguém vivo, a proxy em Taiwan contea a China é mesmo para avançar, e quem chama “defensores da democracia” a militantes do batalhão Azov, continuará a achar que Putin é que é o culpado, que o Hamas é que é terrorista, que a China é que nos ameaça, que a Venezuela tem de ser sancionada, que as eleições na Geórgia têm de ser repetidas, etc.
    A Turquia continuará a invadir a Síria sem que isso seja notícia, os USA+UK continuarão a bombardear o Iémen sem que isso cause uma gota de indignação, as Rqueis Varelas, cheias de boas intenções, continuarão a dizer que vivemos em “democracia” e a dizer que a sua querida RTP dá “notícias” e faz “jornalismo”, e vocês vão continuar a pagar a subscrição da Netflix, a fazer encomendas na Amazon, e a usar o vosso processaor Intel para executar o vosso sistema Microsoft a partir do qual navegam no Facebook e comunicam pelo Gmail.

    O sangue dos +42 mil humanos da Palestina, dos +250 mil do Afeganistão, dos +10 mil na Ucrânia/Rússia, dos +1 milhão do Iraque, etc, está e continuará a estar nas nossas mãos. Porque a tal batalha está perdida quando a esmagadora maioria nem sequer se apercebe que a batalha está a decorrer no seu próprio dia a dia, e de que muito boa genre cheia de boas intenções está na realidade no lado errado dessa luta.

    Uma decadência assim tem um só aspecto positivo: o fim do império genocida nazi-sionista ocidental, que se auto-proclama “democracia” Liberal, é agora inevitável. Não sabemos como nem quando, mas vai de certeza acontecer.
    Só é pena ter de morrer tanta gente na “selva” à nossa volta, e termos primeiro de ver o “jardim” transformar-se totalmente em merda.

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