Tramala não é Krump

(António Gil, in Substack.com, 11/08/2024)

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Oops, acho que disse algo errado.

Os estrategas democratas que puxam os cordelinhos da campanha de Kamala Harris para presidente em 2024 apostam todas as suas ficha na roleta russa da identidade enfatizando sua ‘raça’ . O problema é que quanto mais ‘balas’ raciais colocam no tambor do revólver, mais se arriscam a estourar suas já desmioladas cabeças.

O New York Times, órgão oficioso não assumido do Partido Democrata não faz segredo disso. Eles escrevream em 31 de julho: “Quanto mais tempo a campanha de Harris puder retratá-la como um fenómeno cultural, mais ela poderá evitar articular detalhes de sua agenda política que possam dividir o seu apoio.’’

Um conselho desnecessário já que Kamala nem saberia falar sobre mais nada sem meter as duas patas na poça, como recentemente se viu quando ela referiu a ‘nuvem sobre as nossas cabeças’, referindo-se claro ao armazenamento de dados informáticos, o que nos dá uma ideia sobre o que ela pensa a respeito de tal conceito: é possível que ela receie uma chuvada das velhas e se proponha construir uma nova Arca de Noé para que seus concidadãos não se afoguem com os dados caídos do céu.

O problema do identitarismo porém é que sempre alguém fica de fora. E neste caso os hispânicos sentem que foram traídos pelos democratas. Os latino-americanos votantes contribuíram em muito para a vitória de Biden em 2020 mas arrependeram-se. Eles estão pouco focados nas questões identitárias e muito preocupados com a degradação da qualidade de suas vidas.

O latino-americano típico tem dois ou mais empregos, esforça-se por pagar suas contas e educar seus filhos e gostaria muito de ainda poder acreditar no sonho americano. Isso porém está cada vez mais difícil.

Como um dos grupos demográficos mais jovens e de crescimento mais rápido, os latino-americanos terão este ano um papel maior na determinação dos resultados eleitorais. E podem ter a certeza que slogans como ‘‘precisamos de uma mulher negra na presidência’’ ou ‘‘Kamala não é Trump’’, não ganharão um único voto entre os hispânicos.

Eles querem ouvir propostas políticas sérias sobre habitação, saúde, educação, custo de vida e empregos. E e se isso não lhes for dado, mesmo que não gostem de Trump, votarão com os pés caminhando para longe das ‘caixas de batalha’. Perdão, das urnas de voto.

Fonte aqui.

8 pensamentos sobre “Tramala não é Krump

  1. É tudo gente que não interessa aí menino Jesus, e agora só falta a beatificação da Irmã Ca(r)Melita, assim como Obama foi agraciado com o prémio Nobel da Paz, sem ter feito nada (para o merecer). E quando fez alguma coisa foi para o desmerecer, mas com já estava entregue e ninguém na Academia Sueca o iria tirar… fui aí que percebi a politização do Nobel e percebi que vale tanto como as condecorações do Marcelo Rebelo de Sousa ou do Cavaco, o seu antecessor. Curiosamente sob estes dois presidentes a degradação do estado português é maior que nunca, sendo agora uma sucursal da UE e um vassalo da NATO, um simples tapete que nem é voador, ou flutua, apenas serve para limpar os pés à entrada (e à saída) dos múltiplos estrangeiros que (e falo dos que são muito sofisticados e vêm do norte da Europa e da América para dizer e explicar como nos devemos governar e como devemos pensar, e a quem devemos obedecer).
    Tudo pategada da mais bafienta que já tivemos, e todos muito bons cristãos, prontos a apoiar qualquer genocídio que lhes seja conveniente em nome dos mais altos valores sagrados, como a demo-cracia que eles manipulam e pervertem.
    Venha o Diabo e escolha.

  2. Os Estados Unidos mandaram um submarino nuclear “para ajudar Israel”. Para quem ainda acredita na balela que com Trump a vida dos vizinhos de Israel poderá correr pior que com a corja “democrata”.

  3. Mas quando das primeiras eleições aí de quem dissesse que se o homem fosse diferente mesmo teria levado um tiro nos cornos ou nem o teriam deixado ser nomeado. A malta estava toda intoxicada e quem abrisse pio ate de racismo era acusado.
    No fim quem teve razão foi o Berlusconi que disse que se tratava de alguém bem parecido e muito bronzeado, querendo dizer que na prática nada ia mudar. Claro que foi acusado de racismo.
    E Putin, que foi curto e grosso. “As grandes esperanças sucedem se as grandes desilusões”. Foi acusado só de frieza.
    O que e certo e que o homem disse o que também me ia na alma mas não me queria estar a empachar.
    Infelizmente, para os torturados em Guantanamo, que lá continuaram apesar da teatral ordem de fecho no segundo dia de mandato, os milhares de civis mortos com drones numa campanha tão assassina que as crianças afegãs já rezavam a pedir dias nublados, os povos da Libia, Síria e Somália, entre outros era o russo quem tinha razão.
    Ele e quantos pensavam o mesmo sem ter tomates para o dizer.
    Com a Camela acho que ninguém tem ilusões. A mulher foi a grande encarceradora e e burra que nem um cepo.

  4. E, se dúvidas houvesse, olhe-se para os 2 mandatos de Obama (presidente negro) como senhor da guerra em todo o Mundo, em muitos casos pela mão do tenebroso corrupto Joe Biden & família.

  5. Se não andassem a destruir as terras dos outros, como quando transformaram a Libia, um pais que dava trabalho a uns três milhões de africanos subsaarianos, num enorme campo de escravos e porta giratória para quem foge as guerras que por lá andamos a armar se calhar não tinham de abrir as portas a tanta gente.
    Se há condições para viver decentemente na sua terra ninguém vem para cá ser entregador da Glovo, trabalhar que nem uma besta num hotel ou restaurante ou ser trolha.
    Mas se não andarmos a roubar e a alimentar corruptos por lá não sobra para os ladrões que cá temos.

  6. Não tem necessariamente que ser oportunistas a ganhar eleições, ninguém quer o panorama das grandes cidades Americanas ou o caos Europeu onde os locais são esventrados, pela incúria dos políticos oportunistas que prometem e não cumprem, abrem as portas a tudo, mas não as portas deles.

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