O Antigo Testamento – um manual de maus costumes

(Whale project, in Estátua de Sal, 13/05/2024, revisão da Estátua)


(Este artigo resulta de um comentário a um texto que publicámos, de Chris Hedges, sobre os protestos nas universidades americanas contra a atuação de Israel em Gaza, (ver aqui). Pela sua atualidade, explicando as origens antigas da crença dos judeus no seu destino de “povo eleito”, resolvi dar-lhe destaque.

Estátua de Sal, 14/05/2024)


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O escritor José Saramago, quase no fim da vida, ia sendo crucificado por dizer que a Bíblia era um manual de maus costumes.

Chamaram tudo ao homem mas, a verdade, é que o Antigo Testamento, ainda hoje seguido à letra pelos sionistas, é mesmo um manual de maus costumes.

E, um dos piores costumes lá relatados, para além de incestos, pais que matam filhos e filhos que matam pais, incentivos à violência contra crianças e jovens, é justamente o genocídio.

Segundo o mito fundador judaico, o tal Antigo Testamento, a primeira vítima foram os midianitas, ainda sob o comando de Moisés. Os guerreiros mataram todos os indivíduos do sexo masculino, dos velhos aos bebés, mas pouparam as mulheres. Ainda segundo este mito, Moisés terá ordenado que se matassem também as mulheres, exceto “as que nunca tiveram contacto com um macho”. Estás, deveriam rapar o cabelo e cortar as unhas, tornando-se escravas sexuais animalizadas dos assassinos das suas famílias. Mais lhes valeria a morte.

Tal como a Palestina do Século XX também a terra de Canaã tinha gente. Gente que nem sequer devia ser escravizada, devia ser toda morta, porque era impura e indigna de partilhar a terra com o povo de Deus. E, tal como hoje se desumanizam os palestinianos dizendo que são todos uns terroristas, se maltratam mulheres e se bodeiam homossexuais, também naquele tempo os cananeus eram acusados de licenciosidade sexual e sacrifício de crianças.

Nunca consegui perceber porque é que tal justificava que um bando de barbudos entrasse nas suas cidades e matasse, dos bebés aos velhos, e até os animais. No caso dos Amalequitas, o tal povo invocado pelo Netanyahu para justificar o seu genocídio, teria sido dada ordem para matar até os animais.

O primeiro rei de Israel, Saul, teria perdido os favores do carrancudo Deus de Israel por ter poupado a família real amalequita e alguns dos melhores animais, certamente a pensar numa eventual obtenção de um resgate por parte de povos aliados de Amaleque. O rei amalequita teria acabado retalhado por Samuel, um ensandecido e sanguinário sacerdote, que teria sido entregue pela mãe para servir os sacerdotes no templo, com a idade de seis anos.

Esta narrativa tornou-se um bico-de-obra para os cristãos quando se tratou de converter este Deus, apoiante do genocídio total, num Deus de paz, amor e perdão. O Islão resolveu o problema dizendo que Deus fez o seu pacto com Ismael e seus descendentes, e não com a descendência de Isaque. E que, mesmo fazendo-se a guerra santa contra os infiéis, se deveria dar uma oportunidade de conversão. Ou seja, Deus não mandou cometer genocídio, porra nenhuma. É talvez isso explique um bom número de confusões no islamismo.

O problema disto tudo é que os sionistas não evoluíram. Continuam como há quatro mil anos atrás. A maior parte dos católicos de hoje considera que os crimes da Inquisição foram isso mesmo, crimes. A maioria dos protestantes não caçaria hoje bruxas. Mas os sionistas voltariam a chacinar os cananeus e, é mesmo por isso, que hoje matam palestinianos como quem mata cães.

Os que protestam contra o genocídio mostram-se perplexos com o ódio manifestado pelos sionistas. Porque o sionismo é uma doutrina de ódio. Uma doutrina de vingança. Uma doutrina que diz que a vingança deve continuar até à septuagésima geração dos seus inimigos.

Eles vivem há quatro mil anos atrás mas usam a mais moderna tecnologia do século XXI para matar, matar e matar. Se pudessem matar todos os críticos de Israel, como estão a matar os palestinianos, não hesitariam um segundo. Mas, o que puderem fazer para lhes dar cabo do futuro, não deixarão de o fazer. Por isso é de louvar a coragem de quem não se cala. Apesar das ameaças, dos discursos de ódio de quem se baixa ao seu poderio económico, apesar de tudo.

Viva a coragem porque bem precisamos dela.


21 pensamentos sobre “O Antigo Testamento – um manual de maus costumes

  1. Gosto muito do livro da bíblia ,mas há um livro que me fascina que é o apocalipse que já li não sei quantas vezes.

    Um dia,talvez escrevo sobre este livro que representa o nosso tempo.

    Até hoje, o conceito de Deus sobre a guerra não mudou. Ele ainda encara a guerra como um meio legítimo de acabar com a maldade e a opressão.

    Deus deu aos israelitas o dever sagrado de servir como executores da parte dele na Terra da Promessa, à qual os levou. Antes da libertação de Israel do Egito, a nação não conhecera a guerra.

    O facto de Deus guerrear contra os egípcios mostra que ele não se opõe a todo tipo de guerra. Em algumas situações, ele autorizou seu povo Israel a travar guerras. Por exemplo, ele ordenou que os israelitas guerreassem contra os cananeus, que eram extremamente perversos. (Deuteronômio 9:5; 20:17, 18) Também mandou Davi, o rei de Israel, guerrear contra os opressivos filisteus. Deus até mesmo deu a Davi uma estratégia de guerra que garantiria a vitória.

    Esses relatos bíblicos revelam que, dependendo da maldade e da opressão que ameaçavam os israelitas, Deus autorizava a guerra para proteger seu povo (que era o escolhido na altura) e preservar a adoração verdadeira. Mas observem três pontos importantes sobre essas guerras ordenadas por Deus.
    Deus não tem prazer da morte dos humanos ,incluido os maus.

    Nos tempos antigos Deus encarava a guerra como um meio legítimo para acabar com várias formas de opressão e maldade. Mas era Deus,não os humanos ,que, com razão, decidia quando uma guerra aconteceria e quem estaria envolvido nela. E será que Deus sentia prazer nessas guerras? Pelo contrário! Ele odeia a violência. (Salmo 11:5)

    Por exemplo, certa vez, os israelitas foram derrotados quando desobedeceram à ordem de Deus e lutaram contra os amalequitas e os cananeus. (Números 14:41-45) Muitos anos depois, o rei Josias travou uma guerra sem aprovação divina, e essa ação precipitada custou-lhe a vida.

    Infelizmente, Israel não foi fiel ao seu Deus. Eles se deixaram influenciar por nações que adoravam deuses de madeira e de pedra.

    No oitavo século AC, o profeta Oseias escreveu: “Israel é uma videira em degeneração. . . . Multiplicou os seus altares . . . Seu coração tornou-se hipócrita; agora serão achados culpados.” (Ose. 10:1, 2)

    Por fim depois de não aceitarem Cristo,Israel foi totalmente destruida no ano 70 d.C.

    o historiador Josefo disse de que o total de judeus mortos durante o cerco atingiu a 1.100.000, e sustenta este número por indicar que o cerco ocorreu quando grandes multidões de peregrinos estavam em Jerusalém para a festividade da Páscoa.

    Foi o General Tito que cercou jerusalém, encurralando assim dentro dela os judeus rebeldes. Fez também que seu “povo” construísse em volta da cidade uma paliçada de uns oito quilômetros de extensão, impedindo assim que quaisquer judeus sitiados escapassem.

    Existe um arco triunfal que fica no Fórum, em Roma. Ele foi construído para celebrar a conquista de Jerusalém e da Judeia em 70 d.C. pelo general romano Tito. Em junho de 71 d.C., Tito e seu pai, o imperador Vespasiano, celebraram essa conquista num desfile triunfal na capital do Império Romano. Tito se tornou imperador no lugar do seu pai em 79 d.C., mas morreu inesperadamente dois anos mais tarde. Pouco tempo depois, o arco foi construído em sua homenagem.

    Segundo o historiador Josefo, do primeiro século, em 70 d.C. a fome em Jerusalém era tão severa que as pessoas comiam couro, capim e feno. Num caso relatado, uma mãe assou e comeu seu próprio filho.

    Aquela “grande tribulação” de 70 d.C. foi a mais terrível calamidade que já sobreveio a Jerusalém. Pôs um fim permanente à cidade construída pelos judeus, ao seu templo e ao sistema religioso que girava em torno deste.
    Mas, que tem essa história antiga a ver conosco, que vivemos neste século 21? Muita coisa.

  2. «A União Europeia (UE) decidiu hoje proibir no espaço comunitário quatro ‘media’ russos por participação nas “redes de difusão de propaganda do Kremlin [presidência]” e no âmbito das “medidas restritivas” adotadas na sequência da invasão militar russa da Ucrânia.»
    NADA COMO UMA EUROPA «DEMOCRÁTICA» ASSIM! NÂO SE PODE DEIXAR O «BRONCO» DO POVO EUROPEU SER CORROMPIDO PELA PROPAGANDA DO INIMIGO!

  3. Tambem tem de haver um lugar para quem ainda consegue ser religioso no meio desta trapalhada toda.
    Chamem me piegas mas a mim foi mesmo esta descrição de assassinatos em massa que me fez descrer que na realidade houve-se um ser divino capaz de ordenar tais barbadidades.
    E nunca serei capaz de perceber porque é que sacrifício de crianças, a única prática realmente condenável, porque quanto ao resto as pessoas teem o direito a dormir com quem quiserem, justificava que um bando de barbudos entrassse a matar tudo e todos. Poupando algumas mulheres para serem suas escravas sexuais.
    Mas se há gente para quem isto faz sentido e até lhes dá alguma segurança na vida não tenho nada contra.
    Se tivesse estaria a fazer o mesmo que fazem os sionistas e os seus apoiantes.
    Todos merecemos um lugar nesta terra. Ao contrário do que pensam os sionistas e quem vê algum sentido nas suas atrozes acções em pleno Século XXI.

  4. Vários casos de assassinatos em massa de pessoas, aparentemente por ordem de Deus, estão registrados no Antigo Testamento:

    1. O Dilúvio (Genesis 6-8)
    2. As cidades da planície, incluindo Sodoma e Gomorra (Genesis 18-19)
    3. Os primogénitos egípcios durante a Páscoa (Êxodo 11-12)
    4. Os cananeus sob Moisés e Josué (Números 21:2-3; Deuteronómio 20:17; Josué 6:17, 21)
    5. Os amalequitas aniquilados por Saul (1 Samuel 15)

    Os primeiros três exemplos são semelhantes no sentido de que não houve nenhum agente humano envolvido – em cada caso foi Deus, ou um anjo de Deus, quem executou diretamente os assassinatos em massa. O assassinato em massa dos cananeus é o primeiro de dois casos em que o texto afirma que o povo de Deus, a nação de Israel, foi ordenado por Ele a atacar outras nações.

    O problema que muitas pessoas têm com estas histórias de assassinatos em massa é que elas não parecem enquadrar-se na conceção popular do Deus cristão. Em particular, questiona-se como um Deus de amor poderia permitir ou mesmo ordenar tal brutalidade. Além disso, sugere-se que o Deus descrito nestes livros do Antigo Testamento é um personagem diferente do Deus descrito no Novo Testamento. O primeiro é supostamente raivoso, vingativo e implacável, o segundo é amoroso, paciente e misericordioso. Mesmo para as pessoas que estão convencidas de que a Bíblia é verdadeira e representa a revelação que Deus faz de Si mesmo, estes relatos podem ser profundamente perturbadores, especialmente quando se pensa na morte de crianças inocentes.

    Por que Deus ordenou a matança em massa dos cananeus?
    1. O julgamento de Deus sobre uma cultura totalmente permeada por práticas religiosas detestáveis
    Passagens como Deuteronómio 9:4-6 (“é por causa da maldade destas nações que o Senhor as expulsará de diante de vós”), Deuteronómio 18:12 (“por causa destas práticas detestáveis ​​o Senhor teu Deus expulsai aquelas nações de diante de vós”) e Levítico 18:24-25 (“Até a terra foi contaminada; por isso eu a castiguei pelo seu pecado, e a terra vomitou os seus habitantes”) afirmam claramente que Deus estava julgando os cananeus. A ira de Deus contra o pecado e Seu justo julgamento dos pecadores são princípios bíblicos importantes. Sem compreender que Deus deve julgar o pecado, não podemos compreender a maravilha do perdão e da graça de Deus ou a surpreendente verdade da cruz, onde Cristo suportou a ira de Deus pelos nossos pecados.

    Embora o julgamento final de Deus contra o pecado humano esteja reservado para o dia futuro “quando ele julgará o mundo com justiça, por meio do homem que ele designou” (Atos 17:31), há casos nas Escrituras onde Deus intervém no julgamento durante o julgamento. vida de indivíduos (por exemplo, Ananias e Safira em Atos 5), grupos de pessoas (por exemplo, Corá e seus seguidores em Números 16) e até mesmo, como no caso dos cananeus, contra nações inteiras. Confrontado com outro caso de aniquilação, o julgamento de Deus sobre Sodoma e Gomorra, Abraão disse: “não fará o que é certo o Juiz de toda a terra?” (Genesis 18:25). Abraão entendeu corretamente que a questão chave no julgamento é o caráter de Deus, e sua pergunta expressou confiança na justiça de Deus. As Escrituras sustentam consistentemente que Deus é justo em Seus julgamentos, como Paulo explica em Romanos 2:1-16. A cultura dos cananeus era profundamente pecaminosa, a tal ponto que Deus decidiu agir em julgamento contra eles.
    O pecado extremo dos cananeus estava relacionado com as suas práticas religiosas. Deuteronómio 12:31 diz: “Não deves adorar o Senhor teu Deus à maneira deles, porque ao adorarem os seus deuses, eles fazem todo tipo de coisas detestáveis ​​que o Senhor odeia”. Levítico 18 dá detalhes de muitas das práticas religiosas pecaminosas dos cananeus, que incluíam sacrifício de crianças ao deus Moloque, incesto, bestialidade, homossexualidade e prostituição cultual.
    Deus não é racista – mais tarde ele julgou Israel removendo-os da terra.

    Rebelião contra Deus – para outros, a luta surge de uma objeção fundamental à própria ideia de que Deus pode ou deve julgar pessoas pecadoras. De acordo com as Escrituras, todo pecado deve ser julgado e toda pessoa merece a morte e o castigo eterno. Se nos recusarmos a aceitar esta verdade, estaremos em grave perigo, porque também rejeitamos a Deus e enfrentaremos o Seu julgamento. Devemos arrepender-nos da nossa teimosia e orgulho e clamar a Deus por misericórdia. Se o fizermos, encontraremos isso por causa de Cristo.

    Portanto, o desafio final dos assassinatos em massa do Antigo Testamento é perceber que o julgamento de Deus sobre o pecado é uma realidade, e que estamos agora num período em que a oportunidade de nos arrependermos e sermos salvos está aberta para nós. A salvação de Deus foi preparada – Cristo realizou-a na cruz e ressuscitou e está vivo para salvar as pessoas. Faríamos bem em atender à advertência do escritor de Hebreus:

    Como escaparemos se ignorarmos uma salvação tão grande?
    (Hebreus 2:3)

    • “ É bem dito, em todos os sentidos, que a religião de um homem é o principal facto com relação a ele. Um homem ou uma nação de homens. Por religião não quero dizer aqui o credo eclesial que ele professa, os artigos de fé que ele assinará e, em palavras ou de outra forma, afirmará; não isso totalmente, em muitos casos nem isso. Vemos homens de todos os tipos de credos professos atingirem quase todos os graus de valor ou inutilidade sob cada um deles ou qualquer um deles. Isto não é o que chamo de religião, esta profissão e afirmação; que muitas vezes é apenas uma profissão e uma afirmação das obras do homem, da mera região argumentativa dele, mesmo que tão profunda assim.

      Mas aquilo em que um homem praticamente acredita (e isso muitas vezes é suficiente sem afirmá-lo nem mesmo para si mesmo, muito menos para os outros); aquilo que um homem faz praticamente leva a sério, e sabe com certeza, a respeito de suas relações vitais com este Universo misterioso, e seu dever e destino ali, que é em todos os casos a coisa principal para ele, e determina criativamente todo o resto. Esta é a sua religião; ou, pode ser, seu mero cepticismo e ausência de religião; a maneira como ele se sente espiritualmente relacionado com o Mundo Invisível ou Não-Mundo; e eu digo, se você me disser o que é isso, você me dirá em grande parte o que o homem é, quais são as coisas que ele fará .

      – “Nossos heróis, adoração ao herói e o heróico na história” de Thomas Carlyle (1841)

      https://cynthiachung.substack.com/p/the-shaping-of-a-world-religion-carl

  5. O Deus invocado pelos sionistas para justificar o massacre presente e uma construção complicada.
    Os modernos sionistas pregam a destruição e o extermínio dos inimigos tal como descrito no seu mito fundador.
    Hoje passaram imagens de crianças israelitas a destruir ajuda humanitária que se deveria dirigir para Gaza.
    Em tempos Trump abriu a sargeta que tem no lugar da boca para, dizer que “as crianças palestiniana crescem e são ensinadas a odiar o povo judeu de uma maneira que não parece possível”. Jusfificando assim o seu extermínio pelos sionistas.
    Quando pensávamos que era impossivel descer mais na infâmia eis que sim, e possível.
    Com o que os sionistas andam a fazer aos palestinianos as crianças deles precisam que alguém os ensine a odiar?
    Algum dos trastes que apoia o sionismo acha que se fosse palestiniano não os odiaria? Achará que é santo?
    Já agora, segundo o mesmo mito fundador de Israel o pacto proposto aos invadidos era que abandonassem os seus bens e casas aos invasores e, que fossem seus escravos. Qual era o povo, que tendo ainda um único homem capaz de pegar numa espada se submeteria a uma atrocidade dessas? Não precisava de ter Deus nenhum a endurecer lhe o coração.

  6. Qualquer deus é uma construção humana porque a ideia de deus é elaborada e sentida pelo homem quando ganhou inteligência e emoções ao desligar-se da animalidade. O resto são tretas dos que conseguem manejar o conceito para dominarem os outros. Por isso deus foi um totem e sempre foi tão salvagem como pacífico e amoroso. O deus actual está em washington, londres e tel-aviv embora as pessoas pensem que está algures no céu, outra infantilidade. O deus de hoje é o capital que se tem de reproduzir usando o homem que é o único ser que pode e sabe trabalhar. Os que manejam o deus actual são assassinos e propagandistas manipuladores e conseguem fazê-lo porque a maioria da população vive num estágio de imaturidade psicológica e cultural provocado e mantido pelo capital. Enquanto o próprio homem não for mais valioso que o capital vivemos na barbárie e a humanidade não se concretiza. E temos os sionistas como tivemos os nazis, os reis católicos e todos os imperadores.

  7. Josué 11
    Conquista das Cidades do Norte

    1 Quando Jabim, rei de Hazor, ouviu falar destas coisas, enviou uma mensagem a Jobabe, rei de Madon; aos reis de Sinrom e Acshaf; 2 aos reis do norte nas montanhas, na Arabá ao sul de Chinereth, no sopé, a e em Naphoth-dor b ao oeste; 3 aos cananeus no leste e no oeste; aos amorreus, aos hititas, aos ferezeus e aos jebuseus na região montanhosa; e aos heveus, ao pé do Hermom, na terra de Mispá.

    4 Então saíram esses reis com todos os seus exércitos, uma multidão tão numerosa como a areia da praia do mar, junto com um grande número de cavalos e carros. 5 Todos esses reis uniram forças e acamparam nas águas de Merom para lutar contra Israel.

    6 Então o Senhor disse a Josué: “Não tenha medo deles, pois amanhã a esta hora entregarei todos eles mortos diante de Israel. Você deve aleijar seus cavalos e queimar suas carruagens.”

    7 Assim, perto das águas de Merom, Josué e todo o seu exército vieram sobre eles repentinamente e os atacaram, 8 E o Senhor os entregou nas mãos de Israel, que os feriu e os perseguiu até a grande Sidom e Misrephoth-Maim, e para o leste até o vale de Mizpá. Eles os derrubaram, não deixando sobreviventes. 9 Josué os tratou como o Senhor lhe havia ordenado; ele amputou seus cavalos e queimou seus carros.

    10 Naquele tempo, Josué voltou atrás e capturou Hazor e matou seu rei à espada, porque Hazor era anteriormente o chefe de todos esses reinos. 11 Os israelitas mataram todos os habitantes de Hazor à espada, entregando-os à destruição. c Nada que respirasse permaneceu, e Josué queimou a própria Hazor.

    12 Josué capturou todos esses reis e suas cidades e os matou à espada. Ele os destruiu, como Moisés, servo do Senhor, havia ordenado. 13 Contudo, Israel não queimou nenhuma das cidades construídas sobre os seus montes, exceto Hazor, que Josué queimou.

    14 Os israelitas tomaram para si todos os despojos e o gado dessas cidades, mas mataram todo o povo à espada até destruí-lo completamente, sem poupar ninguém que respirasse. 15 Como o Senhor ordenara a Moisés, seu servo, assim Moisés ordenou a Josué. Foi isso que Josué fez, sem deixar nada por fazer de tudo o que o Senhor havia ordenado a Moisés.

    Josué conquista toda a terra

    16 Então Josué tomou toda esta região: a região montanhosa, todo o Neguebe, toda a terra de Gósen, os contrafortes ocidentais, a Arabá, e as montanhas de Israel e seus contrafortes, 17 desde o monte Halak, que sobe em direção a Seir, até Baal-Gade, no vale do Líbano, ao pé do monte Hermom. Ele capturou todos os seus reis e os derrotou, matando-os.

    18 Josué travou guerra contra todos esses reis por um longo período. 19 Nenhuma cidade fez paz com os israelitas, exceto os heveus que viviam em Gibeão; todos os outros foram capturados em batalha. 20 Porque foi da vontade do Senhor endurecer os seus corações para travarem batalhas com Israel, para que fossem separados para a destruição e não recebessem misericórdia, sendo aniquilados como o Senhor ordenara a Moisés.

    21 Naquele tempo, Josué passou a eliminar os anaquins da região montanhosa de Hébron, de Debir e de Anabe, e de toda a região montanhosa de Judá e de Israel. Josué os dedicou à destruição, junto com suas cidades. 22 Não sobrou nenhum anaquim na terra dos israelitas; somente em Gaza, Gate e Ashdod alguns sobreviveram.

    23 Assim Josué tomou toda a terra, conforme tudo o que o Senhor tinha falado a Moisés. E Josué a deu em herança a Israel, segundo as distribuições às suas tribos. Então a terra descansou da guerra.

    Notas de rodapé:

    2 em hebraico Shephelah  ou terras baixas  ; isto é, o sopé ocidental da Judéia; também no versículo 16
    2b Ou nas alturas de Dor  ; Naphoth-dor  é uma variante de Naphath-dor  ; veja Josué 12:23 .
    11 c As formas do hebraico cherem  referem-se à entrega de coisas ou pessoas ao Senhor, seja destruindo-as ou dando-as como oferta; também nos versículos 12, 20 e 21.
    20 d Ou enrijecer  ou fortalecer 

    https://biblehub.com/bsb/joshua/11.htm

    • Após essa guerra, e depois da campanha sucessiva de Josué por todo o país, o poder dos amorreus e da Palestina ficou desmantelado. Ainda assim, os amorreus nas regiões setentrionais juntaram-se a outras tribos numa aliança que envolveu Israel noutra guerra junto às “águas de Merom”, ao norte do Mar da Galiléia. Desastrosamente sobrepujados, os amorreus nunca mais mencionados mencionados de novo como constituindo grande perigo para Israel. (Jos. 11:1-9) Remanesceu um restante, mas território foi reduzido e, no decorrer do tempo, ficaram sob trabalhos forçados sob o domínio israelita.

      As mulheres amorréias foram tomadas por esposas dos israelitas, resultando em apostasia (Juí. 3:5, 6), e os amorreus em geral parecem ter criado dificuldades por umcerto tempo, pois se fala que, nos dias de Samuel, depois de decisiva derrota dos filisteus, “veio a haver paz entre Israel e os amorreus”. (1 Sam. 7:14).

      Talvez para entender-mos o uso que Deus faz da força, temos de encarar uma verdade básica em conexão com a nossa situação perante Deus.Na verdade, o homem não tem a perspectiva correta sobre isso porque lhe falta conhecimento de causa e o direito de questionar a força que Deus usa. O homem precisa aprender a ajustar o seu modo de pensar ao de Deus. “Não são os vossos caminhos que não são acertados?”, perguntou Deus! (Eclesiastes 8:4)

      Em relação a Deuteronômio em geral se considera que Deuteronômio compõe-se de quatro discursos. O primeiro inclui os capítulos um a quatro. Neste discurso, Moisés relata a sua designação de juízes, para lhe ajudarem a julgar o povo, e as instruções que lhes deu para julgarem imparcialmente. Ele fala também sobre o mau relato dos espias e a rebelião que isto causou.

      A seguir, relata as viagens de Israel, desde o monte Sinai até as planícies de Moabe, e lembra-lhes as vitórias que haviam obtido em caminho. No capítulo quatro, ele adverte o seu povo a não esquecer das leis de Deus, que a guarda delas os faria famosos pela sua sabedoria… Adverte-os também contra fazerem ídolos, pois, não haviam visto nenhuma representação, no dia em que Deus falou com eles no monte Sinai. Ele destaca a sua advertência com as palavras: “O teu Deus, é um fogo consumidor, um Deus que exige devoção exclusiva.”

      O livro termina com os pormenores da morte de Moisés, muito provavelmente escritos ou por Josué, ou por Eleazar, o sumo sacerdote. O povo lamentou-o muito por trinta dias, porque “nunca mais se levantou em Israel um profeta semelhante a Moisés, a quem “Deus conhecia face a face”.

      Não há registro na história de que Deus um dia tenha abusado do poder.
      Deus não é déspota.

      Por exemplo, Deus só destruiu os ímpios no Dilúvio depois de terem sido avisados ao longo de muitos anos. Qualquer um podia se beneficiar da proteção da arca e ter sobrevivido, mas só oito fizeram isso.

      Cabe lembrar que as guerras divinas são diferentes dos mesquinhos conflitos humanos. Líderes militares e políticos talvez tentem atribuir motivos nobres à sua agressão. Mas as guerras humanas são sempre marcadas pela ganância e pelo egoísmo.

      • Não, nem todos poderiam beneficiar da protecção da arca, nem Deus (?) causaria um Dilúvio se o propósito fosse que todos se salvassem na arca (nem sequer cabiam, e os animais apenas foram salvos em um par por espécie, e todos os outros espécimes foram deixados de fora, até porque a “arca” entendida como barca não tinha espaço para todos).
        Todas estas expressões podem ser lidas como metáforas, e o seu sentido não se perde de todo, até pode ganhar alguma profundidade, amplitude e veracidade.
        A arca poderia ser um repositório de ADN, como hoje são guardados tecidos orgânicos vivos em arcas criogénicas e frigoríficas próprias para esse fim.
        A tecnologia da Arca da Aliança, os carros de fogo que os profetas descreviam e em que alguns entravam e voavam (Elias, por exemplo, mas também no evangelho apócrifo de Enoque, entre outros), as ascensões ao céu, os anjos e seus poderes telepáticos, telecinéticos, desmaterializantes, os demónios e sua apoderação dos humanos, física, mental e espiritualmente, tudo isso pode perfeitamente e muito plausivelmente ser um conjunto de metáforas que eram transmitidas aos letrados (escribas) e iluminados (sacerdotes, líderes religiosos), ou que estes elaboravam de forma a conseguir que as massas populares iletradas e ignorantes entendessem e compreendessem, e seguissem as prescrições e os mandamentos divinos (?).
        Deus cometeu várias coisas que podem ser questionadas, sempre tendo em conta que a compreensão humana é limitada à condição humana, mas em que o relativismo moral não pode funcionar como justificação para o que é a boa e a má maldade, ou vice-versa, a má e a boa vontade.
        Mas isso é uma conversa que os “tementes” não estão preparados para ter, porque para eles os fruto da árvore do bem e do mal (ou da ciência) e da árvore da vida são proibidos e ainda hoje geraram a queda do Homem no pecado e na desgraça, sendo que o livre arbítrio e a remissão dos pecados do Homem pelo filho de Deus (Cristo) são praticamente ignorados (talvez por causa da influência da Torah, do Talmude, do judaísmo em quase todas as suas formas na religião cristã.
        E vale a pena confrontar o cristianismo primevo com o gnosticismo, cujos cátaros (albigenses) e outros grupos são os sucessores tardios na Idade Média, também eles perseguidos pelos cristãos e exterminados (à imagem do que aqui foi exposto na Torah – Antigo Testamento).
        Cristãos (católicos apostólicos romanos) que acabaram a perseguir tudo e todos que se considerassem desviantes (judeus, muçulmanos, protestantes, bruxas, etc)…
        Sempre com a justificação da “justiça divina”, mas quase sempre às mãos dos “fiéis”.

  8. Pois, quem relatou com verdade o que viu, fazendo um relatório realista, e que foi condenado. Faz sentido.
    Ao longo de todo o antigo testamento se fala de amor e perdão ao mesmo tempo que se dão castigos cruéis.
    Como quando quem está no deserto se queixa de fome é presenteando com umas aves que lá caem mas uns milhares morrem envenenados com as ditas aves.
    Ou como quando murmuram e o tal Deus carrancudo lhes manda para cima umas cobras venenosas. Quando se arrependem lá chega a misericórdia e Moisés e mandado fazer uma cobra enrolada num poste e quem fosse picado ficaria curado se olhasse para a dita cobra.
    E essa a razão da cobra enrolada que ainda hoje vemos a porta das farmácias.
    Efecfivamente há muita coisa no Antigo Testamento que é arrepiante e uma delas e esta exigência de uma obediencia total e cega.
    Ao longo da história muitos copiaram isto exigindo dos seus povos obediencia total e cega mesmo quando a vitória é impossível.
    Hitler e o seu mandar de crianças de 12 anos para a frente de combate. Por muito que renegasse Deus e as suas SS fizessem rituais nórdicos, deve ter bebido nessa ideia.
    Também a exclusão dos doentes e outros. Ninguém que tivesse a mais pequena deficiência poderia ser sacerdote. Um deficiente era impuro e indigno de servir a Deus. Os católicos copiaram isto e daí a história terrível contada em manhã submersa. A criança que se mutila para desistirem de o tentar fazer padre. Onde estava o amor e a misericordia?
    O problema é que boa parte das doenças e deficiências eram vistas como um castigo divino.
    A lepra, muito frequente na altura, era vista em boa parte como um castigo de Deus. Sabemos hoje que a lepra tem uma causa bem física e não sobrenatural e que é a doença infecciosa menos contagiosa. Mas esse anátema sobre os portadores dessa doença terrível foi a raiz do tratamento cruel que demos aos desgraçados ao longo da história.
    No Antigo Testamento um leproso era expulso da cidade e se se aproximasse de pessoas sas apedrejado até à morte.
    Outras sociedades consideradas impuras tratavam melhor essa gente e até se fala de um sírio, Naama, que teria sido curado pelo profeta Elias. Descrito como “homem poderoso, valente, embora fosse leproso”. Ou seja, neste povo que não tinha o favor de Deus um desgracado leproso era lhe permitido continuar a ter o seu lugar na sociedade enquanto a doença o permitisse. Era visto como alguém que continuava a merecer o respeito que a sua posição na sociedade demandava.Nao tinha culpa de estar doente. Em Israel, ao mínimo sinal da doença seria expulso da sua casa e da sua família e seria um paria no deserto. Faz sentido.
    Mas foi justamente a, solução Israelita de exclusão, e não a integração desses desgraçados que continuamos a fazer porque estava na Bíblia e a Bíblia não mente.
    Conheco gente que até é decente mas é a favor da pena de morte até em caso de mortes por acidente de trânsito porque está na Bíblia.
    Muita gente apoia o genocídio em curso em Gaza porque está na Bíblia que aquela terra foi dada por Deus a Israel. Lindsay Graham o tal que disse que apoiar a Ucrânia era o melhor negócio feito pelos Estados Unidos porque estavam a morrer russos defendeu o lançamento de uma bomba atómica sobre Gaza.
    Os evangélicos, os mesmos que apoiaram Bolsonaro, apoiam hoje os crimes de Israel com o mesmo argumento.
    Tudo isto é arrepiante e um grande bico de obra que temos a aviar mas uns mais que outros.
    Como os desgraçados que teem a desdita de ser vizinhos de Israel.

    • É um Deus (com 72 nomes ou mais, ou um panteão deles, Elohim) que só no Antigo Testamento é responsável por uma série de cataclismos (o maior deles o Dilúvio, supostamente apenas superado pela Arca de Noé), tudo para erradicar os Nephilim, mas o que é facto é que os descendentes destes, Rephaim, Anakim (descendentes de Anak), amalequitas, etc, de acordo com o mesmo Antigo Testamento, ou Torah, ainda existiam várias gerações depois, nos tempos de Moisés e Josué. Vai daí que tiveram que ser massacrados à espadeirada, queimados com as suas povoações, etc…
      Um Deus infalível (?) que não admite que o contrariem, mas que recorrentemente usa e abusa dos seus Escolhidos, quanto mais daqueles que perseguiu desde a sua origem, os Nephilim, por serem descendentes dos Anjos Caídos, dos originais renegados angelicais, que se rebelaram e o confrontaram, e tomaram como suas mulheres da Terra.
      E que até aos dias de hoje são a justificação para todo o mal na Terra, mesmo o que é cometido contra eles ou sua prole, porque mesmo mortos fisicamente, os espíritos dos Nephilim e seus descendentes se transformaram em demónios, servos de Samael, por não poderem ascender ao Senhor nem se libertarem do plano terrestre e dos domínios inferiores.
      Talvez seja este Deus (?) o primeiro eugenista a grande escala que a Humanidade já conheceu, porque desde que se apresentou até hoje parece ser instigador e/ou motivador de uma série de genocídios e massacres, onde os fins justificam todos os meios, até punições cruéis para os seus “filhos” desobedientes.

  9. Números 14
    A Rebelião de Israel
    ( Deuteronómio 1:26-33 )

    1 Então toda a congregação levantou a voz e clamou, e naquela noite o povo chorou. 2 Todos os israelitas murmuraram contra Moisés e Arão, e toda a congregação lhes disse: “Se ao menos tivéssemos morrido na terra do Egipto, ou se tivéssemos morrido neste deserto! 3 Por que o Senhor nos traz a esta terra para cairmos à espada? Nossas esposas e filhos se tornarão pilhagem. Não seria melhor voltarmos para o Egipto?”

    4Então eles disseram uns aos outros: “Vamos nomear um líder e voltar para o Egipto”.

    5 Então Moisés e Arão prostraram-se com os rostos por terra diante de toda a assembleia da congregação de Israel.

    6 Josué, filho de Num, e Calebe, filho de Jefoné, que estavam entre os que espiaram a terra, rasgaram as roupas 7 e disseram a toda a congregação de Israel: “A terra pela qual passamos e exploramos é uma terra extremamente boa. 8 Se o Senhor se agradar de nós, ele nos trará para esta terra, uma terra que mana leite e mel, e ele nos dará isso. 9 Somente não se rebelem contra o Senhor e não tenham medo do povo da terra, pois eles serão como pão para nós. A protecção deles foi removida e o Senhor está connosco. Não tenha medo deles!”

    10 Mas toda a congregação ameaçou apedrejar Josué e Calebe.

    Então a glória do Senhor apareceu a todos os israelitas na Tenda do Encontro. 11 E o Senhor disse a Moisés: “Até quando este povo me tratará com desprezo? Até quando se recusarão a crer em Mim, apesar de todos os sinais que realizei entre eles? 12 Eu os ferirei com uma praga e os destruirei; e farei de você uma nação maior e mais poderosa do que eles”.

    Moisés intercede por Israel

    13 Mas Moisés disse ao Senhor: “Os egípcios ouvirão isso, pois com a tua força tiraste este povo do meio deles. 14 E contarão isso aos habitantes desta terra. Eles já ouviram que tu, ó Senhor, estás no meio deste povo, que tu, ó Senhor, foste visto face a face, que a tua nuvem está sobre eles, e que vais adiante deles numa coluna de nuvem por dia e uma coluna de fogo à noite.

    15 Se matares este povo como um só homem, as nações que ouviram falar da tua fama dirão: 16 ‘Como o Senhor não conseguiu trazer este povo para a terra que jurou dar-lhes, ele os matou no deserto.’

    17 Então agora eu oro, que o poder do meu Senhor seja magnificado, assim como você declarou: 18 ‘O Senhor é tardio em irar-se e cheio de devoção amorosa, perdoando a iniquidade e a transgressão. Contudo, Ele de forma alguma deixará o culpado impune; Ele visitará a iniquidade dos pais sobre seus filhos até a terceira e quarta geração.’

    19 Perdoa, peço-te, a iniquidade deste povo, de acordo com a grandeza da tua devoção amorosa, assim como tu os perdoaste desde que deixaram o Egito.

    O perdão e o julgamento de Deus
    ( Deuteronómio 1:34–40 )

    20 “Eu os perdoei como você pediu”, respondeu o Senhor. 21 “No entanto, tão certo como eu vivo e tão certo como toda a terra está cheia da glória do Senhor, 22 nenhum dos homens que viram a minha glória e os sinais que realizei no Egipto e no deserto, mas que me provaram e me desobedeceram estas dez vezes, 23 ninguém jamais verá a terra que jurei dar a seus pais. Nenhum daqueles que Me trataram com desprezo verá isso.

    24 Mas como meu servo Calebe tem um espírito diferente e me seguiu de todo o coração, eu o trarei para a terra em que entrou, e seus descendentes a herdarão.

    25 Agora que os amalequitas e os cananeus estão morando nos vales, volte amanhã e siga para o deserto ao longo do caminho para o Mar Vermelho. b ”

    26 Então o Senhor disse a Moisés e a Arão: 27 “Até quando esta congregação perversa murmurará contra mim? Tenho ouvido as queixas que os israelitas fazem contra mim. 28 Portanto, diga-lhes: Tão certo como eu vivo, diz o Senhor, farei com vocês exactamente como ouvi vocês dizerem. 29 Neste deserto cairão os vossos corpos, todos os que foram contados no censo, todos os que têm vinte anos ou mais, porque murmuraram contra mim.

    30 Certamente nenhum de vocês entrará na terra em que jurei que os estabeleceria, excepto Calebe, filho de Jefoné, e Josué, filho de Num. 31 Mas eu trarei seus filhos, que você disse que seriam saqueados, para a terra que você rejeitou, e eles desfrutarão dela. 32 Quanto a vocês, porém, seus corpos cairão neste deserto.

    33 Seus filhos serão pastores no deserto por quarenta anos e sofrerão por sua infidelidade até que o último de seus corpos esteja no deserto. 34 De acordo com os quarenta dias em que espiaste a terra, carregarás a tua culpa durante quarenta anos, um ano para cada dia, e experimentarás a minha alienação.

    35 Eu, o Senhor, falei, e certamente farei essas coisas a toda esta congregação iníqua, que conspirou contra mim. Eles encontrarão o seu fim no deserto e lá morrerão.”

    A Praga dos Dez Espiões

    36 Assim, os homens que Moisés havia enviado para espionar a terra, que retornaram e fizeram toda a congregação reclamar contra ele, divulgando más notícias sobre a terra — 37 aqueles homens que divulgaram a má notícia sobre a terra foram atingidos por uma praga diante do Senhor. 38 Dos homens que foram espiar a terra, apenas Josué, filho de Num, e Calebe, filho de Jefoné, sobreviveram.

    39 E quando Moisés transmitiu estas palavras a todos os israelitas, o povo lamentou amargamente.

    A derrota em Hormah
    ( Deuteronómio 1:41-46 )

    40 Na manhã seguinte, eles se levantaram bem cedo e subiram em direcção ao cume da região montanhosa. “De facto pecamos”, disseram eles, “mas iremos para o lugar que o Senhor prometeu”.

    41 Mas Moisés disse: “Por que vocês estão transgredindo o mandamento do Senhor? Isso não terá sucesso! 42 Não subam, para que não sejam derrotados pelos seus inimigos, porque o Senhor não está no meio de vocês. 43 Pois ali os amalequitas e os cananeus enfrentarão vocês, e vocês cairão à espada. Porque vocês se afastaram do Senhor, ele não estará com vocês”.

    44 Mas eles ousaram subir até ao cume da região montanhosa, embora nem Moisés nem a arca da aliança do Senhor tenham saído do acampamento. 45 Então os amalequitas e os cananeus que viviam naquela parte da região montanhosa desceram, atacaram-nos e desbarataram-os até Horma.

    Notas de rodapé:

    18 a Formas do hebraico chesed  são traduzidas aqui e na maioria dos casos ao longo das Escrituras como devoção amorosa  ; a gama de significados inclui amor  , bondade  , bondade  , fidelidade  e misericórdia  , bem como lealdade a uma aliança  .
    25b Ou o Mar de Juncos

    https://biblehub.com/bsb/numbers/14.htm

  10. Números 13
    Os espiões exploram Canaã
    ( Deuteronómio 1:19–25 )

    1 E o Senhor disse a Moisés: 2 “Envie homens para espiar a terra de Canaã, que dou aos israelitas. De cada uma das tribos de seus pais, envie um homem que seja um líder entre eles”.

    3 Assim, com o consentimento do Senhor, Moisés os enviou do deserto de Parã. Todos os homens eram líderes dos israelitas, 4 e estes eram os seus nomes:

    Da tribo de Rúben, Samua, filho de Zacur;

    5 da tribo de Simeão, Safate, filho de Hori;

    6 da tribo de Judá, Calebe, filho de Jefoné;

    7 da tribo de Issacar, Igal, filho de José;

    8 da tribo de Efraim, Oséias, filho de Num;

    9 da tribo de Benjamim, Palti, filho de Raphu;

    10 da tribo de Zebulom, Gadiel, filho de Sodi;

    11 da tribo de Manassés (tribo de José), Gadi, filho de Susi;

    12 da tribo de Dã, Amiel, filho de Gemali;

    13 da tribo de Aser, Setur, filho de Miguel;

    14 da tribo de Naftali, Nabi, filho de Vofsi;

    15 e da tribo de Gade, Geuel, filho de Machi.

    16 Estes foram os nomes dos homens que Moisés enviou para espiar a terra; e Moisés deu a Oséias, filho de Num, o nome de Josué.

    17Quando Moisés os enviou para espiar a terra de Canaã, ele lhes disse: “Subam pelo Neguebe e entrem na região montanhosa. 18 Veja como é a terra e se o seu povo é forte ou fraco, poucos ou muitos. 19 A terra onde vivem é boa ou má? As cidades onde moram são acampamentos abertos ou fortificações? 20 O solo é fértil ou improdutivo? Há árvores nele ou não? Seja corajoso e traga de volta alguns dos frutos da terra.” (Era a época das primeiras uvas maduras.)

    21 Subiram, pois, e espiaram a terra desde o deserto de Zim até Reobe, em direcção a Lebo-Hamate. 22 Eles passaram pelo Neguebe e chegaram a Hebron, onde moravam Aimã, Sesai e Talmai, descendentes de Anaque. Foi construído sete anos antes de Zoã, no Egito.

    23 Quando chegaram ao vale de Escol, cortaram um ramo com um único cacho de uvas, que carregaram numa vara entre dois homens. Levaram também algumas romãs e figos. 24 Por causa do cacho de uvas que os israelitas cortaram ali, aquele lugar foi chamado de Vale de Escol.

    Os relatórios dos espiões

    25 Depois de quarenta dias os homens voltaram da espionagem da terra, 26 e voltaram a Moisés, a Arão e a toda a congregação de Israel, no deserto de Parã, em Cades. Eles trouxeram um relatório para toda a congregação e mostraram-lhes os frutos da terra.

    27 E deram este relato a Moisés: “Entramos na terra para a qual nos enviaste e, de facto, ela mana leite e mel. Aqui estão alguns de seus frutos! 28 Contudo, o povo que vive na terra é forte e as cidades são grandes e fortificadas. Vimos até os descendentes de Anak lá. 29 Os amalequitas habitam na terra do Neguebe; os hititas, os jebuseus e os amorreus vivem na região montanhosa; e os cananeus vivem junto ao mar e ao longo do Jordão”.

    30 Então Calebe acalmou o povo diante de Moisés e disse: “Precisamos subir e tomar posse da terra, pois certamente poderemos conquistá-la!”

    31 Mas os homens que tinham subido com ele responderam: “Não podemos atacar o povo, porque ele é mais forte do que nós!”

    32 Então eles deram aos israelitas um relatório negativo sobre a terra que haviam espiado: “A terra que exploramos devora seus habitantes, e todas as pessoas que vimos ali são de grande estatura. 33 Vimos até mesmo os Nefilins ali, os descendentes de Anaque que vieram dos Nefilins! Parecíamos gafanhotos aos nossos próprios olhos, e devemos ter parecido iguais para eles!”

    Notas de rodapé:

    3 a Literalmente de acordo com a boca 23 b Escol significa aglomerado ; também no versículo 24. 

    https://biblehub.com/bsb/numbers/13.htm

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